Pokémon Mythology
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Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Kurosaki Mud em Seg 18 Fev 2013 - 10:10

DZ!
Perdi o cap anterior, mas compensou ter lido esse *-*
Foi muito bom, ainda bem que o Jack venceu, aquele bicho dark e grass era quase invencível, sério, que lutaça, isso é um excelente exemplo de luta narrada, amei.
Não vi erros, é claro, às vezes passa batido. Usou bem os sinônimos e a criatividade, parecia mais um torneio de contest do que uma luta, Quick Attack com Gravity por exemplo xD.
Esses jovens novos, só quero ver no que vão dar e.e Empolgado com o próximo cap, inté o/
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Hyurem em Seg 18 Fev 2013 - 15:51

Hello, DZ!
Gostei bastante da batalha entre dois gigantes tipo Grass. Achei estranha a maneira com que o Bouterro simplesmente desmontava depois de receber um ataque que não causaria danos visiveis a outro pokémon.
Houve alguns erros:
Temeroso de ser vitimado mais uma vez pelo ciclone Torterra prontamente criou um campo de força turquesa ao seu redor.
Faltou uma vírgula entre"ciclone" e "Torterra".
– Oi! Agora que estão todos estão salvos por que vocês não continuam a final?
– Agora, porque não me conta o que o que quer?
Descrição e narração continuam ótimas.
Bem, é isso! Té mais!
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por DarkZoroark em Sab 16 Mar 2013 - 13:35

o/ pessoal
Malz aí pela demora, mas enfim está pronto. Sem delongas, vamos ver os comentários:


Mud escreveu:DZ!
Perdi o cap anterior, mas compensou ter lido esse *-*
Foi muito bom, ainda bem que o Jack venceu, aquele bicho dark e grass era quase invencível, sério, que lutaça, isso é um excelente exemplo de luta narrada, amei.
Não vi erros, é claro, às vezes passa batido. Usou bem os sinônimos e a criatividade, parecia mais um torneio de contest do que uma luta, Quick Attack com Gravity por exemplo xD.
Esses jovens novos, só quero ver no que vão dar e.e Empolgado com o próximo cap, inté o/

Mud o/
Obrigado pelos elogios. Na verdade, Bouterro é Grass/Rock XD. Eu fiz ele ser like a god porque seria o inicial do Takuto, e como ele tem dois lendários... O porque do Gravity não ter afetado tanto assim o Sileon será explicado mais para frente na fanfic. Quanto a esses jovens... Não fazes nem ideia. Para ter um mero vislumbre basta dizer que eles estão no mesmo nível que o Felipe.
Espero que este capítulo seja de seu agrado;


@Hyurem escreveu:Hello, DZ!
Gostei bastante da batalha entre dois gigantes tipo Grass. Achei estranha a maneira com que o Bouterro simplesmente desmontava depois de receber um ataque que não causaria danos visiveis a outro pokémon.
Houve alguns erros:
Temeroso de ser vitimado mais uma vez pelo ciclone Torterra prontamente criou um campo de força turquesa ao seu redor.
Faltou uma vírgula entre"ciclone" e "Torterra".
– Oi! Agora que estão todos estão salvos por que vocês não continuam a final?
– Agora, porque não me conta o que o que quer?
Descrição e narração continuam ótimas.
Bem, é isso! Té mais!

Hyu o/
Obrigado pelos elogios. Quanto ao Bouterro; quando eu tava decidindo no que me espelhar para ter uma base eu vi pela centésima vez um documentário sobre felinos africanos no Natural Geo Wild e relacionei os braços, pernas, cauda e "topete" dele com um Guepardo, que apesar de rápido e forte tem uma constituição delicada. Fico agradecido por ter quotado os erros.
Espero que goste deste capítulo, o qual se segue abaixo:


Begin of the Triathlon! A New Friend – Theodore Farell!


Despertara naquela manhã antes mesmo que o sol surgisse no horizonte. Uns poucos fios de cabelo caiam-lhe sobre os olhos, os quais deslocou com um movimento gentil da mão direita. Sentando na beirada do leito observou seus companheiros. Todos repousavam pacificamente, mas não tinha dúvidas de que assim que levantasse Sileon também o faria. Olhando para frente contemplou a coordenadora com quem dividia o quarto repousando, enrolada sobre si mesma como um gato. Sem a bandana em sua cabeça ela lembrava-o muito a pessoa que lhe era mais querida.

- Júlia... – Sussurrou Felipe, a cabeça envolta em pensamentos nebulosos. Deitando-se novamente fixou o teto por alguns minutos, perdido em suas reflexões. A última ocasião em que a vira fora meses atrás então, é lógico, estava louco para encontrá-la novamente. – “Dessa vez eu juro que irei protegê-la...”

- Sileon... – Murmurou o Pokémon metálico, puxando seu treinador de volta a realidade. Sem se mover focou no mamífero quadrúpede com o canto do olho. – Sil Sileon...

- Eu sei parceiro. – Concordou o jovem, interrompendo a fala do outro. – Mas ainda assim não posso deixar de me sentir culpado pelo que aconteceu quando... – Uma solitária lágrima fugiu pelo canto de seu olho e desceu-lhe a face. Tratou logo de limpá-la com o polegar e saltar para fora da cama. – O que acha de darmos uma volta? – Perguntou, ao passo que o outro apenas suspirou e ergueu-se para acompanhá-lo.

A “volta” acabou por ser somente uma ida até as escadarias da residência. Dando mais alguns passos o Pokémon metálico sentou sobre o solo e ficou a contemplar a pouca luminosidade que sobrara das estrelas. Seu mestre apenas olhava para o vazio, relembrando ocasiões tristes de seu passado. Repousara bem noite passada. Não sonhara, mas igualmente não tivera nenhum pesadelo. Uma noite sem um nem o outro, algo que já era quase uma rotina. Uma brisa fria atingia-lhe o semblante removendo parte do calor corporal que possuía.

- Dificuldades para dormir? – Perguntou-lhe uma voz delicada vinda de suas costas.

Voltando-se para trás Felipe deparou-se com Liza. A jovem vestia um simples pijama azul bebê com uma representação de um Suicune em meio a uma tempestade. Caminhando até os degraus sentou-se ao lado do jovem enquanto esfregava as mãos uma na outra para esquentá-las. Um tanto surpreso, o ruivo virou para frente e fitou a atmosfera, observando enquanto a mesma ia lentamente clareando.


- O repouso foi demasiado suficiente por uma noite, senhorita. – Replicou o ruivo, lembrando-se sempre de tratá-la cordialmente. Desde criança que o sono não lhe era uma grande preocupação ou problema. De fato, ele e os amigos podiam recuperar as energias após descansar por pouco mais de cinco horas. – Estou mais apreensivo contigo.

- Não é necessário se preocupar. – Assegurou a governanta, balançando os pés desnudos para frente e para trás. – Ficar sentada o dia inteiro naquele trono desconfortável na arena com o sol raiando o dia todo não é exatamente o que eu caracterizaria como desgastante. – Elucidou, rindo docemente.

- É, quase ser atingida por uma rocha deve ter sido reconfortante... – Brincou o primeiro, empregando um tom sarcástico.

- Não foi isso que eu quis dizer! – Exclamou a segunda, dando-lhe um soco no ombro. Logo, os dois estavam a rir. Pareciam duas crianças que assistiam a um show de comédia. E pela primeira vez naquele dia, Felipe conseguira deixar seu passado de lado e descontrair. – Mas acho que lhe devo um agradecimento por ter me protegido, não é? – Disse, logo em seguida beijando-lhe rapidamente a bochecha.

- Do que você está falando? – Gaguejou o jovem, corando. Com aquele simples gesto a governanta tinha conseguido desarmá-lo por completo. Recuperando a compostura, olhou para ela o mais tranquilo que conseguia. – Eu só dei o comando. Quem fez tudo foi o Sileon.

Ao ouvir seu nome, o quadrúpede de metal elevou a cabeça para ver o que ocorrera. Notando a presença de Liza fitou-a por alguns instantes, a analisando. Quando por fim determinou que não correria nenhum risco permitiu-se aproximar dela. Sorrindo pacificamente, a moça estendeu a mão e acariciou a cabeça do Pokémon silício.

- Como ele é bonzinho! – Comentou a governanta, agachando-se para ficar cara a cara ele. – Por favor, proteja o Felipe de todos os perigos da mesma maneira que fizeste comigo ontem, está bem? – Pediu, dando um beijo na testa do mamífero. Na mesma hora as bochechas do mesmo ficaram vermelhas. Conservando a tranquilidade, respondeu concordando silenciosamente. – Desde quando vocês se conhecem?

- Eu e meus amigos recebemos um Eevee cada um quando tínhamos por volta de quatro anos de idade. – Explicou o ruivo, em um momento de nostalgia. – Eram cinco deles e cinco de nós. Todos viraram espécies distintas, mas acho que isso é de se esperar tratando-se do Pokémon evolução. Esses nove indivíduos são grande parte do que eu considero como sendo minha família. – Disse, perdido em lembranças felizes. A angústia ficara para trás.

- Mas e quanto aos seus pais? – Indagou a primeira, sem entender o motivo pelo qual não haviam sido mencionados.

Pego de surpresa pela pergunta o jovem inclinou levemente a cabeça. Sileon olhou para o seu treinador, em um misto de dor e quietude. Era de sua sabedoria que seu treinador não gostava de falar sobre aquele tema específico. Aprendera isso com pouco mais de uma semana de convivência e, desde então, tratou sempre de lembrar-se. Notando a expressão triste de Pokémon e treinador Liza tornou-se para esse, sem ter ideia do que dizer.


- Desculpe, eu não sabia... – Começou a governanta, tentando consolá-lo.

- Não precisa se justificar... – Pronunciou Felipe, sorrindo tranquilamente. Encarando o céu, ficou assistindo o sol aparecer no horizonte. – É só... Que esse não é o meu assunto preferido... – Suspirou, em um tom tanto abatido. – Mas creio que não fará mal falar. Eles faleceram quando eu tinha pouco menos de um ano de vida. Acidente de carro, dizem os policiais. – Explicou, sentindo a brisa matinal bater-lhe à face.

- Como assim “dizem os policiais”? – Questionou a adolescente, um bocado temerosa do que poderia ouvir em réplica.

- Um... Amigo de família, Howard, desconfiou de que alguma coisa estivesse cheirando mal por eles terem permanecido tão resolutos e calados sobre o caso e decidiu averiguar a veracidade dos fatos por conta própria. – Elucidou, com um visível ódio crescente em seu olhar. – Quando a terminou receou que nós estivéssemos em perigo e resolveu mudar-se de Viridian para outra cidade em outro continente. Isso foi quando eu tinha três anos. – Explicou, fixo no horizonte. Resolvera não entrar em mais detalhes porque havia fatos de que preferia manter segredo... Por hora.

- Entendo... – Sussurrou a garota, segurando firmemente o próprio braço. Não sabia se deveria sentir pena ou se isso seria considerado como uma ofensa, como acontecia normalmente entre suas guerreiras. Por fim, ergueu-se e deu mais uma olhada para o Sol antes de voltar-se para o palacete. – O café da manhã será servido daqui a uma meia hora. É melhor já ir se preparando para o triátlon. – Dito isso entrou porta à dentro.

- Oh, então você ouviu o que eu disse? – Inquiriu para o nada, como se enxergasse algo que não estava ali. Claro, esperara para Liza se distanciar e não julgá-lo como louco. – Não. Verdadeiramente não há problemas de expor isso para ela, apesar de que eu inventei alguma coisa aqui e lá. – Confidenciou, dando de ombros para tal assunto. – De qualquer forma, se pintar algum problema eu sempre posso contar com Sileon e os outros. E se isso não adiantar eu tenho você para me auxiliar; meu ás na manga. – Revelou furtivamente, os olhos postos tranquilamente para cima.

Permaneceu ali por mais alguns minutos, olhando para o firmamento em meio a um devaneio de reflexões. Afinal, levantou-se e voltou para a residência, acompanhado de perto pelo quadrúpede metálico. Refazendo o caminho que o levara até o lado de fora, abriu a porta do cômodo e observou o interior. Todos os quatro indivíduos no interior do mesmo estavam dormindo profundamente.


- Meu Arceus. – Comentou secamente, sem jeito em frente à cena. Pondo as mãos atrás da nuca ficou batendo com a ponta do pé no chão. – Como conseguem dormir tanto assim? – Perguntou-se, antes de uma ideia surgir em sua mente. Com uma face marota, mirou com o olhar o companheiro. – Que achas de fazermos uma pequena travessura?

- Sil? – Inquiriu, sem entender direito o que se passava. Contudo, não necessitou de muito tempo para perceber. Dando de ombros, aceitou auxiliar seu treinador.

Abrindo o acesso a cada um dos dormitórios não pode evitar contemplar o interior de cada um deles. David repousava sobre uma pilha de lençóis desarrumados e murmurava algo como “Vou vencer...” e “Toma essa...”. Jack nem se dera ao trabalho de remover a colcha e dormira por cima de tudo. Se bem que, da maneira com que se posicionara, mais parecia estar em um caixão do que em uma cama. Mary dormia tranquilamente sob as cobertas, o único movimento sendo o peito contraindo e relaxando conforme respirava. Em frente a esta visão precisou dar um sorriso gentil.

- Ainda bem que você está segura, Mary. – Distanciou-se, retornando até onde o Pokémon metálico esperava pacientemente. – Mas isso não irá protegê-la da minha brincadeira. – Alertou, fechando os olhos e estendendo a mão para frente. – Use Flash.

Erguendo tanto sua cauda quanto orelhas, Sileon fez com que os “bulbos” existentes em ambas faiscassem incessantemente. Todo seu corpo passou a cintilar, emanando um brilho grandiosamente forte. A luz era tão intensa que mesmo com as pálpebras fechadas seus olhos estavam ardendo e lhe incomodando. Idealizar a reação dos seus amigos à mesma tornava-lhe difícil não rir. Começou a escutar murmúrios zangados dos recém-despertos. Não fora preciso mais que isso para que o instrutor ordenasse que a técnica fosse desfeita. Os sete apareceram momentos depois, ainda um tanto desnorteados pela maneira abrupta com que haviam sido acordados.

- Bom dia, mes amis. – Brincou Felipe, detendo o riso no interior de sua garganta. O mamífero de silício parecia indiferente ao acontecido, mas seus olhos curtiam com a confusão criada. – Dormiram bem está noite? – Indagou, aguardando mais pela reação à provocação do que a própria resposta.

- Nem me venha com essa de “Dormiram bem essa noite?”! – Queixou-se David, imitando a voz de seu comparte com certa desenvoltura. – Eu vou voltar para cama! – Definiu, tendo essa linha de raciocínio seguida por Jack e May.

- Por mim tudo bem, mas creio que a senhorita Liza ficaria triste se não aparecessem no café da manhã. – Explicou o primeiro, atraindo a atenção dos outros. Não esperando por qualquer questionamento, prosseguiu com a explicação. – Encontrei-me com ela uns minutos atrás e fui informado sobre o fato. Levando-se isso em consideração podemos afirmar duas coisas; a primeira é que o evento ocorre cedo para evitar um desgaste maior em decorrência do calor. A segunda é que talvez tenhamos de caminhar uma boa distância até chegarmos ao ponto de início do triátlon. – Revelou, expondo seus achados sobre a prova.

- Entendido. – Suspirou o mais velho, triste por perder seu precioso cochilo. – Então dê-nos algum tempo para trocarmos nossos pijamas. Não é todo mundo que dorme com a mesma roupa que usou durante o dia. – Criticou, visando o ruivo que, em resposta, apenas deu de ombros e concordou.

Terminara por esperar algo em torno de dez minutos. Não fora uma total perda de tempo, no entanto. Como distração dera para o quarteto de mamíferos alguns exercícios leves de alongamento, os quais foram feitos com algum aborrecimento. Após todos regressarem, seguiram até salão de jantar. A refeição era um café colonial simples, com presunto, queijo, salame, pães, sucos, chás, entre outros. Sem esperar, o treinador de cabelos marrons arremessou-se sobre a mesa de alimentos, ingerindo tudo com a mesma voracidade de um Snorlax. Só de observar a cena Felipe perdera toda a fome e Jack questionava-se como uma pessoa conseguia ingerir tanta comida sem explodir. Meia hora depois, quando ele afinal ficara saciado, o grupo saiu do vilarejo e partiu bosque à dentro. O trajeto que fora selecionado passava por uma pequena trilha de areia branca. A governanta revelara que periodicamente despachava algumas das amazonas para mantê-la organizada. Com a mesma, fora simples chegar até o lugar em que a competição ocorreria. Algumas poucas pessoas já estavam lá, embora grande parte fosse da guarda de Liza. Um rio profundo e de águas calmas avançava até o horizonte, fazendo uma curva para direita. Um telão idêntico aos que existiam no estádio, mas com o triplo de extensão estava em frente a um conjunto de quatro arquibancadas. Ao lado daquele estavam dois condores verdes com asas alvas de pontas vermelhas e pretas que ocultavam seu peito. Imediatamente sobre estas havia um bizarro desenho de dois olhos escarlates e hipnóticos. Seu bico era alongado e afiado, de tom dourado. Seus pés possuíam dois dedos cada; um na frente e outro atrás. Considerando as criaturas como peculiares, Mary sacou sua Pokédex e apontou para uma.

- Xatu, o Pokémon místico. É a forma evoluída do Natu. É notório por permanecer parado em estado contemplativo enquanto encara o sol durante o passar do dia. Na América do Sul é dito que com seu olho direito pode ver o futuro e com o esquerdo o passado. Povos antigos de diferentes lugares idolatravam-no como um emissário de outro mundo.Notificou o artefato, apático como de costume.

- Teleport... – Sussurrou o ruivo, atraindo a atenção dos outros. Voltando-se para Liza, encarou-a gentilmente. – Vão mover os espectadores daqui para outro local da floresta depois que a competição começar, não é mesmo senhorita?

- Ah... – Lamentou a loira, brincando enquanto mordia a língua. Estava um tanto irritada com o achado do outro. – Parece que você descobriu a surpresa que eu tinha planejada.

- Não foi muito difícil de perceber dada à reputação que eles têm de “desaparecer” quando algum intrometido chega muito perto, minha cara. – Sorriu o primeiro, cordial e gentil. Ajoelhando, pegou Shinx nos braços antes de olhar para May. – Vamos indo? Ragna e os outros participantes já estão se preparando. – Revelou, erguendo a mão em cumprimento àquele, que respondeu de mesmo modo. O adolescente de cabelos espetados esperava pacientemente em frente ao leito do corpo de água. A coordenadora apenas assentiu com a cabeça.

À medida que avançavam observavam que parte dos competidores já lançava Pokéballs para frente, liberando variadas espécies de Pokémons aquáticos. Tentacruel, Starmie, Quagsire e Floatzel estavam entre algumas das várias espécies que haviam aparecido. O amigo dos dois, diferentemente, resolvera esperar até que eles tivessem se aproximado para lançar um objeto esférico para frente. De seu interior saiu um enorme monstro marinho cianótico e de ventre cor de creme que se assemelhava a um plesiossauro. Possuía quatro nadadeiras, sendo o par frontal ligeiramente maior do que o caudal. Algumas manchas mais escuras dispunham-se randomicamente por seu corpo. Uma protrusão erguia-se alguns centímetros sobre sua testa e mais duas em seu pescoço, dando-lhe um aspecto mais ameaçador. Sobre suas costas havia um casco com várias saliências saltando deste. Isto tornava difícil de montá-lo, mas igualmente complicado de cair se fizesse o anterior com sucesso. Surpreso com a identidade do mesmo – assim como metade dos outros humanos ali – o ruivo sacou sua enciclopédia digital e dirigiu-a para ele.


- Cetaness, o Pokémon transporte. É a forma evoluída do Lapras. Indicações revelam que a espécie está criticamente ameaçada de extinção. Calcula-se que haja pouco mais de mil exemplares vivos na atualidade. A maneira como evolvem ainda é um mistério. Uma fina camada de pele cobre suas narinas, impedindo que seus pulmões encham-se de água durante longos mergulhos. Não há mais dados disponíveis. Revelou o objeto, desativando-se em seguida.

- Quem diria que existiria alguma espécie que a Pokédex não tem nada útil a dizer, mesmo tendo conhecimento do mesmo... – Murmurou Felipe, encarando o ser marítimo enquanto este fazia o mesmo. – Como o obtiveste? – Perguntou, sem visar o outro.

- Eu próprio não sei sobre isso. – Confessou Ragna, coçando a nuca descontraidamente. – Capturei-o ainda como um Lapras. A transformação aconteceu quando estávamos explorando as Abyssal Ruins, em Unova. – Revelou, sorrindo como de costume.

- Faz sentido. – Disse o primeiro, apoiando o queixo no indicador. – A conexão com o passado e ou a pressão submarina excessiva gerada pela profundidade do local podem ter acionado o gatilho para que isso ocorresse. – Deduziu, buscando em suas memórias por informações sobre o lugar.

Ignorando os dois garotos e deixando-os continuar com sua conversa, May revelou o parceiro que escolhera para a primeira parte da competição. Uma grande tartaruga azul-arroxeada bípede surgiu ao lado dela, bradando com confiança. Era por volta de vinte centímetros mais alto que os adolescentes que o rodeavam, obrigando a esses erguerem as cabeças para poderem visualizar seu rosto. Seu casco era castanho-avermelhado e grosso, ampliando suas defesas a um nível ridículo. De seus ombros surgiam dois canhões hidráulicos prateados. Diferentemente do que se esperaria de um réptil tinha um par de orelhas triangulares no alto de seu crânio. Seus braços eram curtos, grossos e segmentados por estrias, terminando em um conjunto de três garras. Suas pernas possuíam as mesmas características, mas tinham uma garra suplementar situada nos calcanhares.


- Blastoise, huh? – Pronunciou o ruivo, assobiando de brincadeira. Fazia tempo que não avistava um. – Isso meio que me traz boas lembranças...

- Sem querer interrompê-las nem nada, mas já que nós expusemos os nossos Pokémons, que tal fazeres o mesmo? – Inquiriu Ragna, coçando-se de curiosidade para saber a identidade do mesmo.

- Tudo bem. – Aceitou, retirando de seu bolso uma de suas Friend Balls. Com um gesto simples mirou a superfície do lago com ela. – Só um aviso prévio: Ele é um bocado distinto dos outros de sua espécie. – Alertou-os, antes de jogar a esfera para dentro da água.

O globo regressou logo após, tendo provavelmente ricocheteado em uma rocha. Agarrou-a e fitou o rio, esperando por um retorno. Dois olhos púrpuros chamejaram nas profundezas, levando-o a sorrir. Borbulhas surgiam e estouravam na superfície, sinalizando que algo ou alguém se aproximava com velocidade. Irrompendo para fora da água a serpente marinha rugiu, suas escamas vermelhas reluzindo à luz solar. A euforia e o espanto dos outros em frente ao Pokémon de tonalidade distinta fora grande. Sobressaltado, David desequilibrou-se e quase tombou para frente, se não houvesse sido puxado para trás pelos recém-chegados Takuto e Tamazarashi. Sem dar qualquer atenção ao fato, Felipe sinalizou para que Gyarados se inclinasse e ficou coçando o queixo do mesmo.


- Cara... – Disse o de casaco verde, assobiando. – Quando ele falou que era diferente, nunca pensei que fosse ser desse tipo. – Comentou, com naturalidade.

- Oh... Esse é um Pokémon bem legal que tens aí. – Discorreu uma voz desconhecida, aparentemente surpresa com o que via.

Tornando-se para trás, o ruivo avaliou o emitente. Era um adolescente por volta dos dezesseis anos. Seus cabelos eram espetados e pretos. Seus olhos eram azul-escuros, quase sombrios. Trajava um casaco branco com alguns detalhes petróleo sobre um suéter cor de gelo. Suas calças eram negras assim como seus sapatos. Sobre seu ombro havia um ser parecido com uma pequena tartaruga. Era enclausurado por um casco vermelho com muitas aberturas. Seu corpo era amarelo e parecia relativamente mole. Esquivo e desconfiado, Sileon pôs-se entre os três, avaliando a situação cuidadosamente.


- Quem serias? – Questionou Felipe, adotando uma postura defensiva. Aprendera que não era prudente confiar excessivamente naqueles com que topava pela primeira vez.

- É questão de educação dizer o próprio nome antes de perguntar o de outra pessoa. – Rebateu o desconhecido, quase como quem lança um desafio. Considerando isto como um ato hostil, todos, exceto Shinx, dispuseram-se para atacá-lo.

- Parem! – Bradou o primeiro, claramente irritado. Olhando para o seu treinador, os três terrestres hesitaram em seguir o comando até perceberem que um brilho vermelho chamejava nos olhos azuis do rapaz. Alarmados com o fato o trio retrocedeu, sem escolha. – Desculpe-me. Eles são legais, mas ás vezes extrapolam um pouco. – Explanou, mirando com o canto do olho seus companheiros. – De qualquer modo, meu nome é Felipe Twilight.

- É um prazer. Chamo-me Theodore Farell. Esse aqui é o Shuckle. – Apresentou-se o segundo, com confiança. Aproximando-se do córrego, sacou uma Pokéball de seu bolso, mas a mesma era diferente. Grande parte do polo superior era azul, exceto por uma listra vermelha com três marcas amarelas em seu centro. Uma Lure Ball. – Agora, se me dão licença... Vá, Mantine!

Saltando para fora da esfera uma arraia jamanta violeta caiu na água. Suas costas eram azul-esverdeadas com dos círculos negros situados abaixo de duas grandes antenas. Seus olhos eram brancos e sua boca pequena, admitindo que duas de suas presas escapassem das laterais de sua boca. Possuía dois pares de guelras em seu tórax que o ajudavam a filtrar o oxigênio. Suas asas eram compridas e achatadas, permitindo-lhe flutuar com graciosidade. Sua cauda era alva e em formato de remo. O curioso era um espigão afiado que havia na lateral da mesma.

- Desde quando eles possuem aguilhões tóxicos? – Perguntou Ragna, curioso com esta peculiaridade do peixe cartilaginoso.

- Essa é uma subespécie encontrada nos mares ao nordeste de Kanto. Como lá habitam diversos predadores a evolução lhes proporcionou essa característica única. – Elucidou Theodore, com um inconfundível gosto pelo assunto.

Dito isso, os quatro montaram seus Pokémons aquáticos para ouvir o discurso de Liza. Por solicitação de Felipe, Zorua usara de sua habilidade para “converter-se” em um Starly, pousando sobre um dos ombros do primeiro enquanto Chimchar posicionava-se sobre o outro. Os regulamentos eram simples; o evento, como o nome implicava, consistia em três partes. Começaria, obviamente, por uma prova de natação. A segunda etapa seria cruzar sete quilômetros de floresta, enfrentando seus habitantes e uns aos outros. Para que ninguém se afastasse do caminho e terminasse perdido, as guerreiras da governanta haviam cortado as árvores ao redor do perímetro da prova. A terceira e última seria uma pista de obstáculos há trinta metros do nível do solo. O primeiro que chegasse ao final seria considerado o vencedor. Pokémons psíquicos haviam sido previamente posicionados para evitar que algum participante caísse e se ferisse gravemente. Para acrescentar adrenalina ao evento, haviam sido dispostas várias armadilhas ao longo das duas últimas. Os competidores eram livres para atacar uns aos outros ou formar parcerias para facilitar determinada etapa da prova, conforme lhes agradasse. Levantando de seu trono a adolescente ergueu seu cetro, banhando o ambiente com a luz da Psychic Jewel. Era o sinal que sinalizava o início do evento. Imediatamente gritos e ordens foram ouvidos, atiçando os seres aquáticos a fazerem o que sabem desde que nasceram. Vendo a cena o dragão marinho se preparou para segui-los.


- Fique parado, Gyarados. – Ordenou Felipe, assistindo enquanto os outros se distanciavam em uma luta pela primeira colocação. – De que adianta nos comprimirmos entre os outros se podemos apenas esperar e deixá-los limpar o caminho para nós? – Perguntou, tranquilo. Compreendendo o que lhe era dito, a serpente marinha acalmou-se e ficou no aguardo por novas instruções.

- Oh, também pensastes nisso? – Perguntou Theodore, deitado sobre as costas de Mantine. Encarava o céu, olhando para as nuvens. Ao seu lado, Ragna e Cetaness sorriam calmamente.

- Mas é claro. – Respondeu o primeiro, dando de ombros. – Essa corrida é, sobretudo, um modo de por em teste a esperteza e as estratégias de cada um. Claro que tomar a cabeça do grupo pode parecer uma vantagem, mas com o pouco espaço que se tem para manobrar e o tumulto das diversas ordens fica bem difícil de coordenar seus movimentos. – Explicou, afagando o pequeno leão ronronante. – Calculo que, se partíssemos agora, poderíamos chegar à segunda etapa antes de quarenta por cento dos outros que estariam ocupados se enfrentando. Contudo, teríamos sessenta e oito por cento de chance de cairmos em algum estratagema.

- Até que tu és bem tático. – Elogiou o segundo, respirando pausadamente. Estava bem acomodado, embora os espectadores estivessem reclamando e gritando para que eles andassem de uma vez. – O que sugeres?

- Estava esperando que perguntasse. – Falou, esboçando um sorriso astuto. – Recomendo que façamos uma aliança para esmagarmos qualquer um que aparecer em nosso caminho. – Seus olhos relampejavam determinação. Julgando ser um acordo proveitoso, os outros dois aceitaram de boa vontade. – Então vamos indo.

Para aumentar suas chances de sucesso estabeleceram uma formação. A dianteira era chefiada por Ragna e Cetaness. Sua velocidade superior em relação às outras montarias tornava tal posição obvia. Tirando proveito de suas antenas Mantine e Theodore seguiam-nos de perto, captando até mesmo a mais baixa onda sonora. A retaguarda era resguardada por Felipe e Gyarados. Sua altura dava-lhe um ângulo de visão avantajado. Cruzando a recurva do rio depararam-se com um problema emergente. A mais ou menos um quilômetro de distância uma parede de gelo com o dobro da altura do dragão marinho se erguia de lado a lado. Cerca de vinte treinadores estavam paralisados a sua frente, impedidos de continuar.

- Um bloqueio? – Perguntou-se retoricamente Theo, sem acuar seu movimento.

- Para criar uma estrutura dessa magnitude deve ter sido um grupo de cinco pessoas, pelo menos. – Julgou o ruivo, analisando a muralha. Coçando a nuca, bocejou antes de continuar. – Isso meio que me força a trocar de estratégia.

- Faremos o que então? – Questionou Ragna, sorrindo cautelosamente. Três dias de convívio e aquele já havia observado esta mania meia centena de vezes. Para sua surpresa, essa característica parecia ser compartilhada pelo plesiossauro.

- Primeiro temos que atravessar essa barreira. Depois... – Deixou deslizar sua adaga e pegou-a com os dedos. Ficou jogando-a para cima, pegando o cabo momentos antes que caísse na água. – Bom, veremos conforme estiver a situação do outro lado.

- Já que é assim... Acrobatics!

- Ice Beam!

- Bounce.

Adquirindo aceleração e ultrapassando Cetaness a arraia jamanta saltou, batendo suas nadadeiras como se fossem asas. Conforme ascendia inventava acrobacias aéreas, deixando para trás cópias de si mesmo. A despeito da turbulência o treinador foi capaz de firmar-se em suas costas. Considerando a exibição como sendo extravagante demais, o dinossauro marinho atirou um raio glacial poucos metros à frente, criando uma espécie de rampa. Tomou impulso e usou da construção para transpor o obstáculo. Erguendo a cauda acima da água e colidindo-a com toda sua energia contra essa, o dragão marinho conseguiu força suficiente para arremeter-se fora da água. Observando os três Pokémons planarem, aqueles que estavam aos pés da muralha ficaram boquiabertos. Uma rápida olhada e Felipe constatara que May não estava entre eles. A extensão da construção era de mais ou menos um metro, sendo superada fácil. Os três caíram novamente nas águas e continuaram a avançar.


- Devemos ajudá-los? – Perguntara Theodore, tendo percebido o comportamento do outro. Quando foi visado por este, encolheu os ombros como quem não se importa.

- Não. – Negou, seco. Uma fria brisa beijou-lhe a face, fazendo os pelos de sua nuca se arrepiarem. – Ragna já lhes deixou uma maneira de prosseguir. Além do mais, não preciso deles para a nova estratégia.

Desfrutando do segmento tranquilo do córrego o ruivo instruiu os outros dois sobre seus artifícios. Em determinado momento encontraram um riacho que desbocava no curso maior. Este, no entanto, era impedido por um açude edificado por Bibarels. Um trazia gravetos na boca enquanto outros dois batiam com sua cauda na estrutura. Contudo, ao verem a serpente vermelha largaram tudo o que faziam e esconderam-se no interior da toca. Era compreensível. Gyarados eram primariamente carnívoros e um dos castores seria uma refeição tentadora. Apesar de que a cena fora bonita Felipe sentia que algo estava errado, mas não sabia julgar o que. Sileon aparentemente partilhava de tal pressentimento. Mais agitado do que de costume sentou em frente ao tridente do companheiro marinho e ficou sentindo as correntes de ar com suas orelhas. Prosseguiram a travessia por mais alguns minutos antes de toparem com uma dezena de treinadores. Seis deles atacavam outros quatro, os quais mal conseguiam evadir.

- Ao que parece encontramos um cardume de peixes pequenos. – Brincou o de casaco verde, antes de estalar os ossos das falanges ruidosamente. – O que faremos?

- Eu não me importaria de enfrentá-los, mas isso nos faria gastar tempo. – Guardando a adaga olhou para o pássaro em seu ombro, que rapidamente voltou para sua forma original. – Contudo, deixá-los livres por aí pode ser problemático, então... Illusion.

- Interessante. Deixe-me ajudá-lo. – Disse o primeiro, com ar decidido. Antes de receber a réplica estendeu a mão para frente e deu o comando. – Use Mist!

- Ei, não fiquem com a diversão toda para si! – Exclamou o outro, revolto por ter sido deixado de fora. – Atordoe-os com Confuse Ray!

Arregalando os olhos a raposa sombria fez com que os mesmos emitissem um brilho arroxeado. Uma onda de energia magenta despontava de seu corpo em espiral, quase como uma galáxia. Um belíssimo, quase hipnótico, canto irrompeu e silenciou as vozes da dezena de adolescentes. Encostada em uma rocha havia uma sereia a tocar harpa. Sua cauda cintilava nas sete cores do arco-íris. Sua pele era morena e os olhos amendoados contrastavam com os longos cabelos salmão. Usava um biquíni branco para cobrir-lhe os pequenos seios. Ao seu lado uma Milotic estava deitada, ouvindo calmamente à canção. Encantados por tal bela imagem os jovens cessaram sua disputa pessoal e prosseguiram hipnoticamente até elas. Aproveitando da distração o plesiossauro teve todo seu corpo envolto por um fulgor cianótico. Surgiu na superfície uma grossa névoa esbranquiçada que os encobriu inteiramente. Para o gran finale a arraia jamanta vibrou suas antenas e criou ondas psíquicas turquesa, lançando-as e atingindo-os sem nenhuma resistência. O trio então os ultrapassou serenamente.


- Você se superou com essa última, Zorua. – Elogiou seu treinador, fazendo o Pokémon corar.

- Zoruru Zorua... – Cochichou, desviando a visão e tentando manter a compostura.

O restante da travessia fora bastante metódico, sem qualquer surpresa. Na verdade, fora bem chato. Ficara difícil até mesmo de manter as pálpebras abertas. Bocejos sobrevinham a todo o momento e a correnteza cálida não colaborou em nada. Enfim alcançaram o final do lago e desmontaram de seus Pokémons aquáticos, devolvendo-os para o interior das Pokéballs. A frente deles erguiam-se imensas árvores retorcidas e de casca acinzentada, proveniente da pouca iluminação abaixo da copa das mesmas. Vinhas e cipós verdejantes pendiam de galhos, correspondendo com o matiz da relva. Respirando fundo, os sete indivíduos penetraram a floresta.


- Isso está se revelando mais fácil do que eu imaginava. – Contou Ragna, com um sorriso tanto despreocupado. – Se ignorarmos as armadilhas o resto desse triátlon será como uma volta no parquinho.

- “Ele tem razão. Então por quê?” – Perguntou-se Felipe, observando o quadrúpede metálico. Este se encontrava atento e vigilante demais. – “Por que será que estamos com uma sensação tão ruim?”

[Continua]

Prévia:
Olá, aqui é a Mary! No próximo capítulo ocorrerá a continuação do triátlon, mas Felipe está agindo estranhamente. Para piorar as circunstâncias um estranho Pokémon alado aparece e parece ter uma forte obseção por ele. Não percam: The Flight of the Condor

Eventos Importantes:
• Parte do passado de Felipe é revelado;
• Seu sobrenome é divulgado: Twilight;
• Um novo personagem é introduzido: Theodore Farell;
• May revela possuir um Blastoise;
• Ragna mostra ter um Cetaness;
• Theodore revela ter um Mantine;
• O triátlon começa;
• Felipe, May, Ragna e Theodore passam pela primeira etapa e estão atualmente na segunda.
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Kurosaki Mud em Sab 16 Mar 2013 - 14:19

Twilight?
Bora matar uma certa pessoa, infiltrado de Crepúsculo ò,ó
Tirando isso, o capítulo foi muito bom, como sempre, não vi erros, apenas uma coisa que você mesmo disse em off: obsessão é com s e não ç.
Gostei das escolhas de Pokémon, Mantine é bem versátil com movimentos, combos de água e ar ajudam xD
E esse Theodore, hum... Tem coisa aí.
Vamos ver no que dá né DZ.
Continue assim, e inté o/
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Hyurem em Dom 17 Mar 2013 - 10:00

Como o Zorua pode corar?! Ele não é negro?!?!

Ótimo capítulo, DZ! Houve alguns erros de concordância alguns lugares em que faltou vírgula, mas nada muito grave.
Bem esquisito o Sileon estar tão preocupado, principalmente ele.

Bem, sinto não ter mais o que falar exceto para que você não desista de sua fic!
Até mais!
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por DarkZoroark em Ter 16 Abr 2013 - 22:29

Mud_rill escreveu:Twilight?
Bora matar uma certa pessoa, infiltrado de Crepúsculo ò,ó
Tirando isso, o capítulo foi muito bom, como sempre, não vi erros, apenas uma coisa que você mesmo disse em off: obsessão é com s e não ç.
Gostei das escolhas de Pokémon, Mantine é bem versátil com movimentos, combos de água e ar ajudam xD
E esse Theodore, hum... Tem coisa aí.
Vamos ver no que dá né DZ.
Continue assim, e inté o/

Hey Mud
Bah, meu. Na real nem tinha me lembrado dessa merda. Eu peguei o nome do Exército da Nene em Digimon Xros Wars. Pra falar a real eu me orgulha de nunca ter visto um filme de Crepúsculo. Obrigado pelos elogios. Cara, te lembras que o Theodore é o personagem que tu criaste, não? Espero que goste deste cap.


@Hyurem escreveu:Como o Zorua pode corar?! Ele não é negro?!?!

Ótimo capítulo, DZ! Houve alguns erros de concordância alguns lugares em que faltou vírgula, mas nada muito grave.
Bem esquisito o Sileon estar tão preocupado, principalmente ele.

Bem, sinto não ter mais o que falar exceto para que você não desista de sua fic!
Até mais!

Hyu o/
Na verdade eu havia imaginado como sendo em anime, aquelas marquinhas vermelhas nas bochechas. Nem tinha me lembrado desse detalhe. Obrigado pelos elogios. Vou tentar melhorar. Este capítulo de agora irá revelar o porque de tanta apreensão. Espero que curta este capítulo


The Flight of the Condor

O cômodo era obscuro e esférico, a única fonte de luz sendo um imenso orbe de cristal no centro do aposento. Três tronos de ônix erguiam-se ao redor do globo, compondo um triângulo. Todo ambiente ao redor era violeta escuro, o que com a pouca iluminação deixava-a quase negra. Labaredas azuis crepitavam aqui e ali, mas de nada contribuíam para a visibilidade. No cerne da esfera coexistiam dois anéis. Um deles mostrava Sileon; o outro, Felipe.

- Oi, oi... Esse Pokémon tem um cheiro familiar. – Rosnou um garoto, sentado em uma das cadeiras. Falava com ânimo e troça, sem ter medo de nada ou de ninguém. Farejava o ar à sua frente, como se conseguisse fazê-lo com a projeção. – Você por acaso o conhece, irmão?

- Já esquecesses até mesmo disso, seu cabeça oca? – Perguntou um segundo jovem, deitado em outro assento. Sua voz era calma, fria, quase morta. Apanhou parte de seus cabelos e puxou-os, deixando com que escorressem por sua mão. – Como podemos ser parentes nunca vou saber... – Mais uma vez, brincou com suas madeixas.

- Ora, não precisa ser tão cruel. – Brincou o primeiro, rugindo baixinho. – Eu só cobiçava saber se poderia rasgá-los com as minhas garras, nada mais... – Ergueu a mão e cerrou-a com energia. No mesmo instante todos os ossos da mesma estalaram tão alto que pareciam ter quebrado.

- Sabes que isso não é comigo. – Respondeu o segundo, apoiando a face em seu punho. – Mas atingisse um ponto interessante. Consigo ouvir o batimento cardíaco deles bem como a pulsação. Isso está me deixando louco de fome... – Abriu a boca em um meio sorriso, revelando quatro caninos afiadíssimos.

- Eu não posso sair daqui por cinco minutos e vocês já dialogam sobre devorar nossos convidados especiais... Que tristeza. – Falou uma terceira voz, atraindo a atenção dos outros dois.

Sobre o orbe estava sentada uma garota com não mais de quinze anos. Sua pele clara como a neve contrastava com as roupas inteiramente negras que vestia. Trajava um vestido curto e sem uma das alças, deixando a área entre seu ombro direito e a clavícula desnudo. Sob a saia entrecortada deste usava um curto short. Calçava um par de botas de cano longo. Ao redor do pescoço usava um colar no formato de uma flor e, do cotovelo direito até o pulso, uma braçadeira. Sobre seu tórax havia o desenho de uma flor rosa que adicionava certa feminilidade a peça. Junto a sua cintura tinha dois discos brancos com o centro arroxeado. Seus cabelos eram longos e repartidos em madeixas azuis escuras. Porém o mais impressionante eram seus olhos cor de petróleo. Eram profundos, penetrantes e ameaçadores. Poderiam desarmar alguém em um segundo.


- Bem-vinda de volta, irmãzinha... – Rosnou um dos outros dois. Se estava feliz ou irritado com sua presença era difícil de julgar.

- “Convidados especiais”... – Repetiu o outro, arrumando-se e sentando corretamente. Moveu mais uma vez seus cabelos. – São realmente eles, então? Cresceram bastante desde a última vez que os vimos. – Visualizou os rostos na esfera, comparando-os com o passado.

- Sim. Esse é um dos cinco jovens aos quais nós confiamos os Eevees. Além disso, ele possuí um vínculo especial com outro Pokémon. – Confirmou a moça, criando um terceiro anel dentro do globo. A imagem que apareceu interessou seus irmãos no ato. – Quero testar seu nível de habilidades e ver o quanto ele progrediu nesses últimos anos. – Explicou.

- Então... Qual de nós irá? – Perguntou o primeiro, segurando um rugido na garganta.

- Nenhum. – Respondeu, surpreendendo aos dois. Ao erguer sua mão um teclado interativo materializou-se. Com um movimento gentil e rápido, começou a digitar. Toda a vez que tocava em alguma tecla seu símbolo era reproduzido pela esfera. – Irei mandar um dos meus Pokémons para enfrentá-lo.

- Mais me parece de que queres um assassinato do que uma simples avaliação. – Criticou o segundo, antes de brincar com suas madeixas pela quarta vez. – Ainda que ele apresente possuir destreza sobre-humana, creio que vá ser insuficiente. – Levantou seus dedos. Uma taça de quartzo surgiu entre eles, preenchida internamente por um líquido rubro e espesso. Levou-o aos lábios e bebericou um pouco, antes de atirá-la com força para o lado e observá-la se fragmentar.

- Não é apenas seu talento que quero ver. Também desejo mostrar-lhe algo. – Contou, despertando a curiosidade de seus irmãos. Olhou para baixo, focada na imagem do ser humano. – Ele vem trilhando dois caminhos ao longo de toda a vida, mas há de chegar a hora em que deverá escolher um. Estou ansiosa para testemunhar sua decisão. – Disse, sorrindo frivolamente.




Andavam pela floresta já fazia vinte minutos. Seja sorte ou acaso, até o momento não haviam sido pegos por nenhuma das armadilhas. Duvidariam de sua existência desde que não tivessem encontrado uma garota de cabelos brancos presa pelo tornozelo ao galho de uma árvore por uma corda de aço. Seria simples para ela cortá-la e ficar livre caso não estivesse apagada. A justificativa mais admissível era de que o excesso de sangue em sua cabeça a fizera desmaiar. Sentindo pena, o ruivo soltara-a com a ajuda de Chimchar e a pôs sob a sombra das folhas. Isso acontecera há dez minutos. No momento, cruzavam um caminho de árvores baixas, obrigando-os a abaixar a cabeça constantemente para evitar batê-las. Em somatória à ameaça dos artifícios eram forçados a caminhar devagar.

- Que saco! – Reclamou Theodore. A umidade combinada ao calor do dia tornava o local demasiadamente quente. – Desse jeito vamos acabar cozinhando no interior dessa floresta.

- Shuckle! – Concordou o Pokémon tartaruga, balançando o braço.

- Devo lembrar-lhe de quem escolheu vir por esta trilha? – Perguntou Felipe, erguendo uma sobrancelha. Fitava o caminho que havia a sua frente, procurando por qualquer sinal de uma “surpresinha”. – Além do que, pode ter sido um movimento esperto. Poucas pessoas optariam em vir por aqui. Consequentemente, o número de armadilhas é reduzido em comparação aos locais mais acessíveis. – Explicou, em estado contemplativo.

Teve de se segurar em uma árvore para não cair. Sentia sua cabeça ficar leve e a vista turva. Não conseguia focar em nada por mais de cinco segundos. Era cada vez mais penoso de respirar profundamente. Seu cérebro trabalhava a todo vapor tentando suprir as necessidades de seu corpo. Tendo conhecimento do que se seguiria, abaixou-se e abriu seu casaco. Pegou os três mamíferos menores e botou-os entre suas vestes antes de fechar o zíper da superficial. Encostou uma das mãos em Sileon e acariciou-o. Sua pele estava morna, como de costume. Sempre achara isso curioso. Mesmo encarando climas de temperaturas extremas nunca sofria de hipotermia ou hipertermia. Deixou esses pensamentos de lado. No momento, deveria se concentrar em uma questão de maior importância.


- Use ExtremeSpeed e nos leve alguns quilômetros mais para frente, por favor. – Sussurrou o ruivo. Sua consciência oscilava e ficava cada vez mais duro permanecer acordado.

Atendendo ao pedido o mamífero de metal respirou fundo antes de prosseguir. Tomou impulso e em segundos adquiriu uma espantosa velocidade, levando seus companheiros consigo e deixando ambos os treinadores e o invertebrado das rochas para trás. Desviou de alguns empecilhos no caminho antes de perder-se no horizonte.


- E aquele papo de aliança, para onde foi? – Gritou para o horizonte Theodore, com as mãos ao redor da boca. Esperou um minuto por uma resposta e, vendo que nada conseguiria, recompôs-se e tornou para Ragna. – Faremos o quê agora?

- Não faço a menor ideia. – Respondeu, dando de ombros enquanto sorria. – O plano de formarmos um grupo foi dele, mas acho que podemos aproveitá-lo até chegarmos à terceira etapa. – Disse, com um sorriso.

Antes que conseguissem dar sequer um passo, os três indivíduos foram cobertos por uma sombra. O dia aparentava ter se transformado em noite. Ao olharem para cima ficaram em choque com o que viram. Em contrapartida, eram encarados de volta. Contudo, este os visava com raiva e de maneira penetrante, quase como se estivesse analisando-os. Estáticos, só o que podiam fazer era observar boquiabertos enquanto suavam frio. O encontro não durara mais do que alguns segundos, mas para os dois adolescentes pareceu uma eternidade. Por fim perdendo o interesse, o ser alado prosseguiu seu caminho.


- Ei... Aquilo era um Pokémon? – Perguntou o de verde. Coçou a nuca, como se quisesse se certificar de que o que vira não fora nenhuma ilusão de ótica ou sonho.

- Se for, não é nenhum que eu conheça. – Replicou o outro, ainda observando os céus. Receava que aquela coisa voltasse para atacá-los. – O que mais me preocupa é a direção em que seguiu.

- Acha que está procurando por ele? – Questionou o primeiro. A possibilidade fez com que o outro cerrasse os punhos com força.

- Não faço ideia. – Respondeu, por fim. Mudou seu foco para o caminho que o ruivo fizera e sacou uma Pokéball. – Mas se foi terá de enfrentar a todos nós. Vá, Galvantula! – Exclamou, lançando o objeto para frente.

Uma tarântula hirsuta, em tons de amarelo e azul surgiu. Investigando o habitat, subiu em uma árvore e prendeu-se a ela. Possuía quatro olhos simples no meio de sua testa adjacentes aos dois mais desenvolvidos nas laterais de sua face. Todos eram azul-pálidos. Trazia em suas costas uma série de listras púrpuras. A mesma tonalidade repetia-se na parte inferior de sua cabeça. Suas quatro pernas, bem como suas presas, eram unidas ao corpo por finos e curtos segmentos arroxeados. Dois “arbustos” de pelos erguiam-se em suas costas. Motivado com a aparição da aranha, Ragna puxou uma Pokéball e deixou-a cair. Chocando-se contra o solo, libertou um Pokémon semelhante a um lagarto. Seu pescoço era relativamente longo e esguio. Duas cristas erguiam-se no topo de sua cabeça, bem acima de um par de olhos semicirculares de esclera amarela e orla vermelha. Esta última cor era reproduzida em sua mandíbula inferior e em um “anel” que tinha na altura da cintura. Uma fina listra que se assemelhava a letra V cruzava o centro de seu peito. Seis nódulos leguminosos amarelos cresciam em suas costas. Sua cauda era longa e lembrava um galho de palmeira. Tinha braços compridos, cada um contendo duas folhas longas e afiadas folhas que serviam como navalhas. Sem esperarem mais tempo, os cinco indivíduos adentraram a mata correndo, procurando pelo consorte ruivo.




Corriam pela trilha havia cinco minutos. Nesse meio tempo já tinham percorrido quinze quilômetros. Sileon era tão veloz que os panoramas cruzados mais se semelhavam a borrões. Isto é, todo aquele que Felipe reparasse. Sua visão estava quase totalmente enegrecida, seus músculos tão fracos que manter-se unido ao companheiro requeria um esforço tremendo. Por fim, não conseguiu mais resistir e caiu. Usando de suas últimas forças, virou-se de modo a bater de costas e impedir que o trio que andava dentro de suas vestes se ferisse. Foi então que as trevas o tomaram. Acordara na mesma cúpula dourada que visitara alguns dias antes. Suspirou.

- Da próxima vez bem que podias falar telepaticamente comigo, ao invés de me fazer ter um ataque de narcolepsia*. – Sugeriu o jovem, olhando para trás. Sentado em uma cadeira de couro prateada e com uma xícara de chá nas mãos ali estava Omni, mais uma vez usando da aparência de um velho bigodudo.

- Desculpe-me, mas o fio de ligação entre a sua mente e a Infinity Dimension foi atenuado. – Comentou o “idoso”. Antes de prosseguir, bebericou um pouco mais do líquido marrom-alaranjado. – Isso se deve ao distanciamento de uma das quatro Jewels que estavam próximas a você. – Falou, calmo.

- Quatro? – Repetiu, interessado. Era o dobro de artefatos de que tinha conhecimento.

- Sim, mas isto não vem ao caso no presente momento. Por favor, se aproxime. Nosso tempo é curto. – Ergueu um de seus dedos. No mesmo instante, uma cadeira igual àquela em que estava sentado materializou-se a sua frente. Sem hesitar, o ruivo sentou-se na mesma. – Escute com atenção o que lhe direi agora. Sua vida depende disso. – Alertou, antes de prosseguir com a explicação. – Há um Pokémon muito poderoso que está em seu encalço. Foi mandado com ordens de testar suas habilidades ao máximo, mesmo que isso signifique matá-lo. Não sei de sua identidade, porém. Só posso pensar que alguém com poderes similares aos meus deve estar impedindo-o de ser rastreado. – Explicou, dando um tempo para que digerisse a informação.

- Não tenho... – Foi impedido de continuar por uma forte dor de cabeça. Sua visão ficava embaçada e enegrecida; sua consciência lutava para se manter. Olhando para frente, percebeu que fora Omni que lhe provocara isto. – Por quê?

- Teremos a chance para discutirmos de assuntos triviais mais adiante. Por hora, trate apenas de manter-se vivo. – Levantou a mão e moveu-a de um lado ao outro, como que dando tchau.

Acordou ligeiramente aturdido. Sua cabeça ainda vibrava e latejava, quase como se seu coração tivesse se realojado junto ao cérebro. Sentia estar recostado a um tronco de árvore. Provavelmente Sileon ou Chimchar havia colocado-o ali. Conseguia ouvir seus Pokémons exclamando enquanto flashes de luz passavam por sua visão ainda não totalmente recuperada. O bater de asas também era audível, o que lhe deixou curioso. Uma batalha, provavelmente. Focando melhor percebeu que seus companheiros defendiam-no e a si mesmos de cinco atacantes. Todos eram louva-deuses verdes com tamanhos variados, mas próximos ao que um ser humano de estatura mediana teria. No lugar de seus braços tinham pares de longas lâminas prateadas. Suas asas eram um tanto pequenas em relação ao corpo, mas mais do que o suficiente para lhes permitir voar. Tinham pernas possantes e musculosas, cada qual culminando em um trio de garras. O mamífero de silício enfrentava dois ao mesmo tempo, mas isto não o preocupava. Era experiente, e sua pele de metal não iria ser facilmente rompida pelas lâminas dos insetos. O macaco de fogo travava uma disputa de agilidade com outro, desviando de suas investidas e em seguida atacando. A raposa sombria limitava-se a selar um quarto em suas ilusões e vê-lo cortar o ar a sua frente. Contudo, o leão azul não conseguia manter o mesmo passo dos outros. Sendo mais jovem e inexperiente era pressionado pelo quinto, enfrentando-o com dificuldades. De fato, tinha um corte profundo poucos centímetros abaixo de um de seu olho esquerdo. Seus músculos estavam exaustos pela rápida sucessão de travessias que sua mente fizera, mas tinha de proteger Shinx. Com muito esforço, o treinador enfiou sua mão no bolso e retirou uma Friend Ball, deixando-a cair de seus dedos e rolar para frente.


- Sneasel... Metal Claw... – Apoiou-se no tronco de árvore para se erguer.

Em um flash de luz a esfera abriu-se, deixando escapar de seu interior a fuinha gélida. Sem perder tempo, avançou sobre o louva-deus que tentava golpear o Pokémon elétrico. Lançou um par de garras, que brilhavam intensamente, à frente, bloqueando a lâmina de Scyther. Com o outro lhe golpeou a face, forçando-o a recuar com um arranhão sob o olho. Nem tudo eram boas notícias, no entanto. Atraído pelo clarão, um dos que enfrentava Sileon driblou-o e avançou contra o treinador, as navalhas erguidas e prontas para dilacerar sua carne. Deixou deslizar a adaga ao longo de seu braço e agarrou o cabo. Reprimiu o primeiro golpe com a arma, jogando seu peso para frente de modo a distanciar o invertebrado. Conseguiu deter o segundo e depois o terceiro. Não teve a mesma sorte com o quarto. A foice desceu sobre seu ombro, rasgando tecido, pele, músculos, vasos sanguíneos e atingindo o osso. Felizmente não conseguiu passar por esse, porque, se o fizesse, teria arrancado seu braço fora. Sangue escorria do ferimento enquanto o Pokémon inseto desfrutava a sensação. Ao puxar o membro para dar outro ataque aumentou o tamanho da ferida, fazendo o líquido vermelho jorrar. Sentira o raspar no osso, a dor lacerante que isso criara, o olhar de choque na face de seus companheiros. Fora demais para si. Antes que o inseto descesse o golpe fatal sobre seu pescoço, Felipe abaixou-se e, dando um giro, enfiou o punhal na jugular do Pokémon até o cabo.


- Agora morra... Infeliz. – Encarava-o com seus olhos cor de rubi. Um sorriso maléfico e satisfeito brotava de seus lábios à medida que removia o gládio. Um jato esguichou sua mão e seu braço, deixando-os empapados.

Quase como um bêbado anestesiado o artrópode deu alguns passos hesitantes para trás antes de tombar de costas. Sua boca estava aberta e um filete de sangue descia pela sua lateral. Os olhos vidrados fitavam o céu, mas não enxergavam sua imensidão azul. O peito parou de expandir e retrair e a vida deixou-lhe o corpo. Lançou um olhar selvagem e assassino sobre os outros Scythers, estáticos mediante a morte do companheiro. Ao verem-no dar um passo a frente voaram, desesperados, para o interior da floresta. Nesse momento suas pernas desabaram e o adolescente caiu de joelhos, pondo as mãos no chão para não bater de face. Preocupados, seus companheiros correram até ele.


- Chim, Chim? – Perguntou o símio alaranjado, preocupado com o ferimento.

- Estou bem... – Encarou-o com um sorriso, refletindo o rosto do macaco em suas íris azuis. Guardou o punhal e levou os dedos ao corte. Ao retirá-los, notou o grande volume de sangue. – “Droga. Preciso tratar disto logo ou vou desmaiar em questão de minutos pela perda de sangue.” – Voltou-se para Chimchar e suspirou, antes de retirar o casaco e dar-lhe um comando. – Use Ember para cauterizar, por favor.

Relutante, reuniu suas mãos em frente ao tórax e cuspiu três centelhas vermelho-alaranjadas. Suavemente, as encostou na lesão e deixou que agissem. Ao sentir as chamas beijarem-lhe a pele o ruivo teve de se segurar para não gritar. A dor era excruciante e o cheiro de pele queimada fazia seu estômago dar voltas. Vez ou outra pensou que iria vomitar, mas felizmente não o fez. Terminada a operação, o corte estava rudimentarmente cicatrizado e avermelhado, mas não havia mais traços de hemorragia. Felipe girou um pouco o ombro, como que para testar seus limites. Ergueu-se e olhou para o horizonte, pensativo.

- Vamos indo. O cheiro de sangue e de um corpo em decomposição irá atrair predadores mais perigosos do que os Scythers e nos arriscamos a ter de enfrentá-los se ficarmos aqui. – Comentou, olhando com indiferença para trás. Um uivo vindo do meio das árvores confirmou suas suspeitas. Sem esperar pelos outros, seguiu em frente.




A cena a sua frente era aterradora. Manchas de sangue brilhavam escarlate por todo lado e uma alcateia de Mightyenas saboreava-se com a carne do artrópode caído. Nos galhos das árvores Spearows e Murkrows aguardavam pacientemente por sua vez de aproveitar o banquete. Alguns mais apressados tentavam tirar uma casquinha, mas eram recebidos na base de mordidas e rosnados, consequentemente enxotados para longe. Duas vezes investiram sobre a dupla, mas Galvantula dispersara-os com uma fraca descarga elétrica.

- Por Arceus. – Proferiu Theodore, arrepiado. Um calafrio correu-lhe a espinha de cima a baixo. – O que diabos ocorreu aqui? – Perguntou, com os olhos arregalados.

- Shuckle! – Falou o invertebrado, também atemorizado com a carnificina.

- Uma carnificina, ao que me parece. – Respondeu Ragna, vislumbrando o cenário. Seu sorriso habitual havia desaparecido. – Mas não creio que tenha sido eles que o mataram. Canídeos não fazem tanto alvoroço assim. Além do que, é mais fácil se ver um Scyther caçar um Mightyena do que vice-versa.

- Se não foram eles, será que aquele de antes... – Começou, alarmado com tal possibilidade. Ao seu lado, a aranha roçava suas presas uma contra a outra.

- Pouco provável. – Rebateu, seguro quanto a esse ponto, pelo menos. – Tão grande quanto era teria levado a presa consigo para um ninho ou algo do gênero e se banqueteado lá. – Observava enquanto um dos lobos arrancava o que sobrara da perna do artrópode e levava-a para longe, seguido de perto por três outros.

De repente, um som parecido com aquele produzido ao se bater em um microfone com os dedos ecoou pela floresta. Os pássaros ergueram voo em meio a um estrondoso bater de asas e os mamíferos correram para o meio das árvores com as caudas entre as pernas. A voz que saia estava eufórica e preocupada, mas era ao mesmo tempo doce e gentil. Não tardou para que a identificassem como sendo de Liza.


- Atenção, participantes restantes! – Exclamou, projetando a voz provavelmente através dos poderes de algum Pokémon psíquico. – Informo-os neste momento que os três de vocês estão correndo perigo. Um Pokémon desconhecido e poderoso está atacando todos os competidores, deixando-os extremamente feridos. Por favor, avancem com cuidado. – Pediu temerosa, instantes antes que a conexão se desfizesse.

- Só três de nós, huh? – Comentou Ragna, mais surpreso do que intimidado. Com um sorriso satisfeito deu um passo a frente antes de virar-se para o outro adolescente. – Vamos indo. O último de nós está alguns metros adiante.

- Achas que é ele? – Inquiriu Theo, não estando convicto sobre o fato.

- Tenho certeza. – Afirmou, austero em sua decisão. Ao seu lado o lagarto verde tinha os braços cruzados sobre o peito, quase como um sinal de superioridade. – Quando o conheci havia algo nele me dizendo que estava ocultando a total extensão de seus talentos. Com tudo que testemunhamos hoje, estou certo de que isto seja verdade.

- Interessante. – Falou o segundo, apoiando o queixo entre o polegar e o indicador. Uma caricatura fiel, Shuckle copiou a ação com tal proeza que só seria melhor se tivesse dedos. – Então é melhor nos apressarmos, não?




Já chegara à terceira etapa havia vinte minutos. Os obstáculos nada mais eram do que uma simples chateação, teve de admitir por fim. Até o momento havia conseguido passar por todos facilmente, mas não sem ter deixado para trás um rastro de destruição causado por Zorua e Chimchar. O machucado fizera-os ficarem mais ariscos do que o normal e atacavam praticamente qualquer coisa que se movesse. Ficava feliz que não houvesse treinadores a sua frente para sentirem a fúria dos dois. No momento, atravessava uma área sem quaisquer obstáculos, deixada assim propositalmente para que os atletas pudessem recuperar-se entre uma e outra prova. Já ia terminando-a quando uma forte rajada de vento quase o jogou para fora da ponte. Felizmente, conseguiu segurar-se nas cordas e saltou de volta para cima da estrutura. À sua frente, aparecera um enorme Pokémon semelhante a um pássaro. Era tão grande que encobria parcialmente a luz do sol. Seu corpo tinha coloração negra com padrões acinzentados correndo pelo seu ventre. Suas asas e cauda tinham três pontas que desdobravam próximos do ponto no qual encontravam seu corpo. Cresciam de cada um de seus apêndices três garras negras como ônix, três das quais eram curvadas para dentro. A parte inferior de seu corpo tinha a mesma cor que um rubi com ramificações negras. Marcas similares estavam presentes em sua cabeça e pescoço. Chifres negros cresciam sobre seus intimidantes olhos azuis. Uma plumagem acinzentada envolvia seu pescoço e crescia para cima. Tinha pequenas pernas com garras poderosas.

- Não pode ser... – Balbuciou, espantado com o espécime que o encarava ameaçadoramente. De olhos arregalados, Sneasel recuou um passo. – ... É você... Yvetal...

[Continua]

Prévia:
Spoiler:
Frente ao condor que foi mandado para testá-lo, Felipe não tem opções se não lutar. Mas quando seus companheiros vão caindo um a um ele é forçado a criar uma combinação inusitada se espera sair vivo da mesma. Não percam: Shine! Flash Volt Tackle!

Fatos Importantes:
• Três personagens misteriosos são introduzidos;
• Ragna revela possuir um Sceptile;
• Theodore mostra ter um Galvantula;
• Felipe mata um Pokémon;
• Felipe chega à terceira etapa;

Notas:
Narcolepsia: Transtorno neurológico que faz com que o doente tenha ataques inexplicáveis de sono a toda hora. Tema abordado com frequência no anime Little Busters!
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Hyurem em Qua 17 Abr 2013 - 14:11

Okay... Sinistro pale
Esse trio do começo é bizarro e medonho. Parece que tem coisas muito maiores do que uma clichê equipe malvada... Mas, sério achei mais medonho o fato do Felipe ter matado um Scyther do que essas criaturas. Você não começou a fic bem antes de aparecer os vestígios da sexta geração? É vidente?!

É interessante a maneira como você coloca os Pokémons a partir de uma visão mais real do mundo, mostrando-os como presas e caçadores.
Percebi só um erro:
Tinha braços compridos, cada um contendo duas folhas longas e afiadas folhas que serviam como navalhas.

A sua história parece bem promissora. Tem muitos mistérios envolvendo-a e tenho certeza de que você saberá mostrá-los na hora certa. Ah, e parabéns pelos dois anos da fic! Continue assim!
Bem, é isso!
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Kurosaki Mud em Dom 21 Abr 2013 - 21:46

DZ!
Que excelente capítulo cara, o vocabulário foi além do que consigo entender. Tive de procurar o que era troça, haha, é chacota. E hirsuta então, meu deus -qq. Esses três misteriosos novos, hum... Eevolutions, Sylveon, estou tendo teorias aqui e.e
Quanto ao Theodore, agora que você falou, lembrei de tudo dele, que baque. Faz muito tempo que mandei a ficha x_x E ainda o personagem do Ragna junto, me cafundi por completo. Eu devo ter uma fraqueza por esse nome, o general que imaginei como nerd na Seven é xará do Theo da sua fic -q.
Cada vez mais amo Shuckles -q
E Yveltal, dafuq. Capítulo terminando bem -q
É isso DZ, não tenho o que comentar, é a melhor fic atual na minha opinião :3
Inté o/
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por DarkZoroark em Dom 19 Maio 2013 - 19:04

@Hyurem escreveu:Okay... Sinistro pale
Esse trio do começo é bizarro e medonho. Parece que tem coisas muito maiores do que uma clichê equipe malvada... Mas, sério achei mais medonho o fato do Felipe ter matado um Scyther do que essas criaturas. Você não começou a fic bem antes de aparecer os vestígios da sexta geração? É vidente?!

É interessante a maneira como você coloca os Pokémons a partir de uma visão mais real do mundo, mostrando-os como presas e caçadores.
Percebi só um erro:
Tinha braços compridos, cada um contendo duas folhas longas e afiadas folhas que serviam como navalhas.

A sua história parece bem promissora. Tem muitos mistérios envolvendo-a e tenho certeza de que você saberá mostrá-los na hora certa. Ah, e parabéns pelos dois anos da fic! Continue assim!
Bem, é isso!

Hyu o/
Bom, quanto ao trio, devo dizer que eles terão um papel mais de "anti-herói", mas não serão vilões propriamente ditos. É... Esse foi, na verdade, o primeiro traço da "verdadeira face" da Fanfic. Até agora foi quase como um prólogo gigantesco, ou a fase "colorida" da Fanfic. Agora que irá começar a se desenrolar realmente. Quanto ao Yveltal... Olha cara, eu sinceramente não tinha nenhuma ideia de até quando a fic iria durar e pensei em aceitar todos os Pokémons que surgissem até encerrá-la. Se não gostares, eu posso tentar dar um jeito e minimizar a apresentação deles. A cadeia alimentar é algo que eu sentia falta em Pokémon, então resolvi botar na Fanfic. Obrigado. Vamos ver como serão os próximos anos dela q. Espero que curta este novo capítulo


Mud escreveu:DZ!
Que excelente capítulo cara, o vocabulário foi além do que consigo entender. Tive de procurar o que era troça, haha, é chacota. E hirsuta então, meu deus -qq. Esses três misteriosos novos, hum... Eevolutions, Sylveon, estou tendo teorias aqui e.e
Quanto ao Theodore, agora que você falou, lembrei de tudo dele, que baque. Faz muito tempo que mandei a ficha x_x E ainda o personagem do Ragna junto, me cafundi por completo. Eu devo ter uma fraqueza por esse nome, o general que imaginei como nerd na Seven é xará do Theo da sua fic -q.
Cada vez mais amo Shuckles -q
E Yveltal, dafuq. Capítulo terminando bem -q
É isso DZ, não tenho o que comentar, é a melhor fic atual na minha opinião :3
Inté o/

Mud o/
Bom cara, para o caso da troça, eu botei exatamente para substituir chacota, porque iria ficar bem feio naquela parte. E hirsuto eu aprendi lendo os livros de As Crônicas de Gelo e Fogo. Veremos então se essas teorias serão concretizadas hehehe. Eu bem que tinha achado que tinhas esquecido. Demorou por causa que tinha muita coisa para introduzir e eu também me demorei para postar os capítulos, mas vou tentar fazer um pouco mais rápido de agora em diante. Shuckles 4ever! Espero que goste deste capítulo.

Pessoal, este será o último capítulo desta temporada. A mesma foi, na verdade, um Prólogo gigantesco que mostrava a fase mais colorida da Fanfic. Daqui para frente será um pouco mais sombrio o rumo que a história tomará. Ah, o próximo capítulo será, seguindo o exemplo do Mud, um resumão de toda essa primeira temporada, para que novos leitores tenham como acompanhar a Fic. Deixo agora com vocês, este novo capítulo:


Shine! Flash Volt Tackle

A desmesurada lácrima cristalina exibia o encontro tão aguardado pela donzela. Acariciava o espelho quase como se fosse um bebê. Seus irmãos, a despeito de menos ébrios, acompanhavam o desenrolar com curiosidade. Um golpeava a palma da mão com o punho entre rosnados e rugidos. Já o outro assistia, entediado, enquanto mexia com seus cabelos. Deitara mais uma vez no trono, deixando as pernas dependuradas para o vácuo infinito que havia abaixo.

- Sinceramente, quanta perda de tempo. – Depreciou, com um suspiro aborrecido. Levando a mão à boca segurou um bocejo indesejado. – O garoto está ferido e não podemos caracterizar Yveltal como sendo condescendente. Não vejo nenhuma esperança, apenas uma morte agonizante. – Anteviu e, em seguida, moveu sua cabeleira novamente.

- Crês mesmo nisso, irmão? – Questionou o outro, em chacota. O olhar que lhe fora lançado era frio como gelo, mas parecia não incomodá-lo. – Ele não aparenta ser do tipo que desiste. Se assim fosse não teríamos cedido-lhe um dos Eevees, para começo de conversa. Vou dar-lhe um voto de confiança e dizer que pode vencer essa provação. – Se não demonstrava total confiança em sua afirmação seus irmãos ainda haviam de perceber tal fato.

- Veremos em instantes então qual de nós está certo. – Concluiu, ficando interessado de um momento para o outro. Endireitou-se em sua cadeira e pôs-se a testemunhar o que ocorria. A garota não pode deixar de rir. – É raro vê-la tão feliz, irmã...

- É mesmo? – Indagou ingenuamente, piscando os olhos com inocência e charme. Não havia suspeitas de que era versada na arte da persuasão. Seus consanguíneos não eram comovidos com isso, no entanto. Deu de ombros e voltou sua atenção para o globo, especificamente para o ruivo. – Mostre-me como você progrediu durante os últimos anos.


A besta alada fitava-o feroz. Mesmo que focado no jovem, prestava atenção nas atividades dos outros cinco. Toda vez que batia suas asas o fronde das árvores sacudia violentamente com a lufada de vento produzida. O ruivo estava mais aflito com o pretexto de seu surgimento do que com o Pokémon em si. Recordava-se vagamente de tê-lo encontrado anos antes, mas por algum motivo era tudo muito nebuloso. Respirou fundo e deu um passo a frente em uma tentativa de dialogar com ele. Não conseguiu chegar a falar. Como se a ação tivesse ativado um gatilho desferiu um raio violeta de poder imensurável. Prontamente, Sileon pôs-se em frente ao seu treinador e enclausurou os seis sob uma cúpula turquesa. Esta foi capaz de suportar, ainda que por pouco, a força esmagadora do ataque. Contudo, a pressão gerada fora tamanha que as árvores mais próximas. Yveltal contemplava a oposição como se não fosse nada mais do que um ato fútil.

- Sileon? – Perguntou enquanto a barreira se desfazia. Olhava para Felipe, já preparado para um eventual confronto com o Pokémon lendário.

- Sim. Dialogar não vai adiantar em nada. – Falou, insatisfeito com tal realidade. Respirou fundo antes de ordenar o contra-ataque. – Use Quick Attack para fazê-lo recuar e depois Metal Sound. – Exprimiu o comando em um tom tão baixo que apenas este foi capaz de entender.

Investindo antes que o oponente pudesse reagir o quadrúpede prateado alcançou tal velocidade que esvaneceu em pleno ar. Ressurgiu já alcançando o condor com brutal força. Em meio a um grito de sofrimento e fúria a ave retrocedeu. Desfrutando de tal oportunidade o mamífero, metálico deu um mortal para trás e pousou suavemente sobre a ponte, já preparando seu próximo golpe. Os globos de suas orelhas e cauda brilharam e começaram a vibrar, gerando sons semelhantes às de uma cigarra. Abriu a boca e lançou ondas sônicas azuladas contra aquele à sua frente. Atingido, ficou atordoado enquanto suas defesas baixavam. Percebendo aí uma chance, Felipe virou-se para o resto de seus companheiros.


- Vamos aproveitar da abertura que obtivemos e ataquemos com tudo. – Seu plano era apenas acalmar o lendário, mas teria de batalhar com todas as suas forças para fazê-lo. Disto não tinha dúvidas. – Zorua, preciso que invente alguma distração com Illusion. Enquanto ele permanecer ocupado quero que vocês dois flanqueiem-no e tentem atingi-lo com tudo. – Falou, referindo-se à dupla de pequenos humanoides.

Envolvendo seus olhos por uma luminescência azul, a raposa sombria desvencilhou de seu corpo um denso nevoeiro ametista. O contraste de ambas as cores criou um efeito que seria ótimo para concursos, pensara seu treinador. Reparando o ato, Sileon suspendeu seu movimento e deu alguns passos para trás. No momento em que se livrara do ataque sonoro Yveltal se vira cercado por um bando de Starlys que estavam a bicar-lhe. Encolerizado, começou a atacá-los com suas asas e garras, mas para cada um que destruía dois surgiam no lugar. Em passo acelerado, o duo de bípedes saltou a frente, cada um preparando um soco. Um envolvera-o em chamas vermelho-alaranjadas. O outro o fizera também, mas ao invés de fogo usara uma luz gélida e de cor azul-bebê. Aproximando-se do grande pássaro, golpearam seu tórax ao mesmo tempo, causando um estalo em seu peito*. Cego de dor e raiva bateu suas asas violentamente, dissipando as ilusões e arremessando os mamíferos contra a ponte.


- Pegue-os, Sileon. – Antes que continuasse a falar, o ouvinte já estava correndo. Fitando-o com desdém, Yveltal preparou-se para dar outro ataque. Sem dignar-lhe seu olhar, sussurrou para os pequenos quadrúpedes. – Shinx, Thunderbolt. Zorua, Dark Pulse.

Acelerando tanto quanto era capaz o Pokémon silício pulou para detrás da dupla descendente. Aplicara seu torso como um escudo, sustendo o prejuízo ocasionado pela colisão. Impelido de encontro ao alicerce, foi capaz de evitar maiores ferimentos ao usar as patas como freios. Deslizou por toda sua extensão, até enfim parar na outra extremidade. Concentrado neles, Yveltal escureceu os seus chifres até ficarem adquirir o tom de uma obsidiana. Partículas violetas aglomeraram-se em diversos pontos a sua frente, solidificando-se no formato de cristais. Estes caíram sobre os terrestres como uma incessante chuva. Almejando destruí-los, os pequenos carnívoros lançaram seus golpes. O Pokémon raposa difundiu um lampejo azul petróleo em seus olhos e originou, à sua frente, um orbe escuro de energia. Com um breve rugido disparou um raio composto por vários anéis cerúleos, exterminando uma grande fração das pedras. O leão elétrico terminou o serviço através de numerosos raios brilhantes e reluzentes. Uma fina chuva roxa desceu sobre a superfície áspera da ponte, acumulando em pequenos montinhos.


- Gem Rain*... É, parece que serei obrigado a aniquilá-lo. – Concluiu, um olhar impiedoso surgindo em seu rosto. Correspondendo a tal frase, o mamífero metálico pôs-se ao lado do treinador em um instante.Dual Mirror* e Flash Cannon.

Sileon curvou sua cabeça, elegante, e soltou um lampejo prateado de seus olhos. Linhas brancas cruzaram o céu a sua frente, como que delimitando algo e, em seguida, cuspiu duas gotas de uma substância metálica semelhante ao mercúrio. Cada uma destas fixou-se em um dos pontos em que as riscas haviam sido traçadas e expandiram até virar dois círculos de faces espelhadas. Abriu a boca e criou um globo cintilante à sua frente, disparando um raio de luz da mesma contra os cristais. O primeiro deles expandiu o diâmetro do feixe, acrescendo sua força de ataque também. O segundo, no entanto, diminuíra-o consideravelmente ao reunir toda sua energia em um único ponto e atirar contra Yveltal. Não era maior do que um laser médico, mas o sibilo que produzia ao cortar o ar revelava que sua velocidade fora suficiente para quebrar a barreira do som. De imediato, o condor rubro desdobrou suas asas e enclausurou-se no íntimo de uma abóbada turquesa que resguardou-o de quaisquer ferimentos.


- Funcionou perfeitamente. – Comentou Felipe com ar fortuito. Atrás da ave de rapina surgiram Chimchar e Zorua, surpreendendo o primeiro. – Usem Dark Flame.

Investiram sobre o lendário ao mesmo tempo e com velocidades iguais, um o reflexo do outro. O canídeo propeliu um par de raios compostos por anéis pretos envoltos por uma aura azulada. O símio seguiu-o instantes depois, lançando uma lufada de chamas vermelho-alaranjadas. Entrando em contato com os elos o fogo sofreu de uma reação química, alterando sua matriz para negro e alçando sua temperatura a níveis ridiculamente altos. Pego desprevenido, teve tempo apenas de olhar para trás antes de ser devorado pelas flamas e perder-se no mar escuro como a noite que o envolvera.

- Shinx, conclua o trabalho com Thundershock. – Mesmo tendo-o dito, tinha conhecimento de que tal proeza era pouco provável.

Sem hesitar o filhote de leão avançou alguns curtos e ligeiros passos enquanto faíscas douradas chispavam ao redor de suas bochechas. Elevou seu rosto e descarregou uma cadeia de raios azuis de encontro ao globo de fogo à sua frente. Assim que roçaram as labaredas uma explosão ocorreu, cobrindo todos ali presentes com uma espessa e escura cortina de fumaça. Não era possível enxergar nada que jazesse a mais de um palmo de distância, mas o ruivo tinha conhecimento da presença de todos ali.


- Sileon... – Chamou, às cegas, sabendo que o mesmo encontrava-se ao seu lado. – Permaneça atento. Pelo que sabemos, este pesadelo pode estar apenas começando. – Franziu a testa enquanto dois olhos cianóticos e límpidos passavam a cintilar em meio ao nevoeiro.


A onda de choque seguida pelo sonido ridiculamente elevado fora mais do que suficiente para deixá-los aturdidos e desmaiados. Por um minuto receara que seus órgãos internos se transformassem em gelatina. Sua cabeça zunia e seu crânio doía. O coração batia rápido e incessante para suprir a demanda do sistema nervoso por sangue oxigenado. Sua visão estava salpicada por pontos brancos, mas sabia eu os mesmos eram passageiros e que em pouco tempo normalizaria. Shuckle estava enfiado dentro de seu casco, tirando a cabeça momento ou outro para ver como os outros estavam. Ao seu lado, Galvantula tateava o solo cambaleando como um bêbado. Theodore ergueu-se com alguma dificuldade enquanto massageava as têmporas para aliviar as dores de cabeça.

- Bom dia, meu amigo. – Sentado sobre a raiz de uma sequoia próxima, Ragna comia uma maçã verde, o sumo escorrendo pelos cantos de sua boca. Sorria gentilmente como de costume. De pé ao seu lado, ao invés de Sceptile, estava um mustelídeo com por volta de oitenta centímetros de altura a comer algumas sementes. Seus pelos eram castanho avermelhado e, em algumas partes, cor de creme. Suas orelhas eram longas e pontudas com marcas em formato de “V” na metade delas. Seus olhos, vermelhos e com esclera negra, davam-lhe um ar astuto e sorrateiro. Situadas abaixo de suas longas sobrancelhas havia dois tufos de pelo crescendo de suas faces. Seu focinho era longo e fino, ideal para farejar alimentos em potencial no subsolo. Seu pescoço era coberto por um espesso colar negro. Os braços e pernas eram curtos e culminavam em uma única garra branca circular. Sua cauda era longa e preênsil, dando-lhe certa mobilidade em árvores baixas. – Buryfurr, se apresse e termine logo de comer. – Deu outra mordida no fruto em sua mão, saboreando-o com felicidade.

- Por quanto tempo eu apaguei? – Perguntou Theo, estendendo um braço para que o invertebrado conseguisse voltar à sua corriqueira posição.

- Não faço a mínima ideia. – Respondeu-lhe o primeiro, dando de ombros. Ergueu-se em um salto e tratou de tirar a terra que havia se fixado às suas calças. – A bem verdade, eu acordei uns três minutos atrás. Mas um conselho eu posso lhe dar, se me permite. Melhor volver seu Galvantula para a Pokéball. Essa onda de choque parece deixar os Pokémons confusos ou algo do gênero. Seu Shuckle salvou-se por ter se escondido dentro do casco. – Disse, notando a ausência de tal característica no invertebrado.

- Que seja então. – Suspirou, reconhecendo tal fato como verídico e retirou duas esferas de seu cinto. Com a primeira enclausurou o artrópode amarelo e com a segunda trazia um novo companheiro a campo. Era um mamífero bípede que lembrava um tamanduá. Sua face era castanho claro enquanto o resto de seus pelos eram vermelhos com listras amarelas, relembrando uma montanha em erupção. Seu estômago e costas possuíam elevações castanhas parecidas com pequenos montes e que seguiam até sua cauda. Suas garras, tanto nas mãos quanto nos pés eram de um dourado opaco e em seus pulsos haviam anéis dentados. – O que será que causou esta onda de choque?

- Ah, para esta questão eu tenho a resposta. – Dava outra mordida no fruto antes de jogá-lo por sobre o ombro. – É claro que aquele Pokémon enigmático foi um dos culpados. O outro... Bem, acho que já sabes... – Falou, erguendo uma sobrancelha. Não levou muito tempo para que Theodore fizesse a conecção.

- Nesse caso, é melhor irmos indo. – Concluiu, voltando-se para a estrada. Não mais que trezentos metros à frente a rampa que levaria ao terceiro e último estágio do triátlon. Ragna sorriu sossegado.


Balançava as pernas para frente e para trás, rindo. Testemunhava ao desenrolar do combate através do globo gigante sobre o qual sentava. Yveltal acometia sobre o bípede sombrio que tentava defender-se criando uma barricada de gelo. Ainda assim, não teve problemas de sobrepujá-lo com uma segunda leva de cristais descendentes. Ferido e extenuado, Sneasel tombou contra o piso de madeira, incapaz de continuar a lutar. Seu irmão brincou mais uma vez com os cabelos e soltou uma risada macabra, desprovida de qualquer emoção.

- Eu não lhe avisei? – Perguntou sarcasticamente ao outro jovem, ao passo que esse lhe respondeu com um rosnado longo e baixo. – Irá destruí-lo sem problemas. Irmã, eu penso honestamente que deves mandá-lo recuar antes que isto piore de figura. – Recomendou, olhando para as unhas relativamente longas.

- Quanta confiança para alguém que, alguns minutos atrás, aparentava estar surpreso com a onda de ataques que o garoto havia coordenado... – Caçoou, recebendo um olhar gélido como a morte do irmão. Ignorou-o e virou-se para o orbe, grunhindo de satisfação. Cheirou o ar à sua frente algumas vezes antes de olhar para o ruivo, confuso. – Estranho... Ele não está com medo...

- É um idiota com mais coragem do que bom senso... – Caracterizou o primeiro, dando de ombros e brincando com os cabelos.

- Será? Pois, para mim, parece diferente. – Disse a garota, com um sorriso dócil, mas não desprovido de malicia. Estalou os dedos, criando uma espécie de projeção topográfica da área em que acontecia o combate. Um ponto azul era circundado por cinco outros vermelhos, dos quais dois estavam em constante movimento. – Olhem bem a posição dos Pokémons dele. Com o dano que causaram antes devem ter enfraquecido Yveltal consideravelmente e, mesmo assim, estão só saltando ao seu redor como moscas em um cadáver. – Moveu sua mão, fazendo com que o globo focasse no ruivo. Estava ajoelhado, sussurrando algo para Sileon e Shinx. - Ainda achas que ele não tem chance?


A ave investia sobre eles freneticamente. Fracassava em conseguir tocá-los, contudo. Chimchar e Zorua galgavam de uma árvore para a seguinte, usando o impulso obtido para adquirir mais velocidade. Felipe conversava com os quadrúpedes, segredando-lhes algo ao ouvido. Toda vez que o condor canalizava seu olhar no trio os outros dois atacavam-no até que voltasse sua atenção a eles. O pássaro metralhava-os com uma chuva de ametistas vez ou outra, mas conseguiam de algum modo desviar e, mais tarde, usar aqueles que estivessem presos nos troncos para firmarem seus pés.

- Entenderam o conceito? – Perguntou, pouco mais que um sussurro. Não ousava usar o Dark Flame novamente. O movimento era desgastante e requeria muita energia. Brandiram suas cabeças afirmativamente, mas existia dúvida no olhar do filhote de leão. – Ótimo. – Assobiou ligeiramente. O duo que servia de distração saltou para junto do treinador enquanto o que o ouvia dava alguns passos em frente. – Usem Flash Volt Tackle.

Antes que o lendário rubro chegasse a girar por completo acometeram sobre ele, rápidos como um raio. O Pokémon elétrico fora o primeiro. Correu tão veloz quanto possível, cobrindo seu corpo em um véu de relâmpagos safira. Saltou ao chegar ao outro extremo da ponte, prosseguindo ferozmente. Mais atrás o mamífero de silício abriu sua boca e disparou um feixe de luz metálico. Os raios tornaram-se prateados no instante em que o outro ataque lhe tocara, aumentando exponencialmente tanto seu ataque quanto sua velocidade. Atingiu Yveltal com violência, descarregando toda força contida de uma só vez. Estonteado e forçado para trás o condor desmaiou, tombando os trinta metros que havia entre a ponte e o solo. Felipe respirou fundo e pegou Shinx em seus braços, fazendo-lhe um cafuné na cabeça.


- Foi bem. – Esboçava um sorriso cansado e a voz estava um tanto fraca. A fadiga física e psicológica começava a transparecer. Olhou ao seu redor: Sileon bocejava confortavelmente, Zorua espreguiçava-se confortavelmente e Chimchar servia de apoio para que Sneasel pudesse andar. – Todos foram. – Puxou uma de suas Pokéballs e regressou o mustelídeo para seu interior. Para sua esquerda o caminho continuava até perder-se de vista. Ponderou quanto tempo faltaria até finalizar o triátlon. – É melhor irmos indo para terminar isso logo de uma vez e...

Um brado apavorante gelou-lhe o sangue antes que conseguisse dar meia dúzia de passos. O abutre rubro surgia sobre as árvores mais uma vez, os olhos tomados pela ira. Seus parceiros assistiam ao levante, impotentes, enquanto a ave preparava-se para atacar novamente. O ruivo compreendia que, dentre os quatro que tinha consigo, talvez apenas o mamífero metálico teria como continuar a lutar. Sem escolhas, erguia uma das mãos, relutante, e preparava-se para estalar os dedos.

- Heatmor, use Flamethrower! – Comandaram, em tom aflito. Reconhecera a voz como sendo de Theodore.

- Buryfurr, Hidden Power! – Exclamou uma segunda pessoa, um tanto alegre. O sempre sorridente Ragna, distinguiu. Para sua sorte e prazer, os outros dois participantes restantes revelaram-se como sendo amigos seus.

Sem rodeios, o tamanduá de fogo disparou um mar de chamas vermelho-alaranjadas contra o adversário. Enquanto fazia, da “cratera” em sua cauda brotava uma espessa camada de fumaça branca. O furão pôs-se sobre as patas traseiras e atravessou as dianteiras em frente ao torso. Seu corpo foi delineado por uma aura verde e esferas medianas com mesma tonalidade surgiram ao seu redor, circundando-o. Descruzou os braços e bradou, causando com que os globos acometessem sobre Yveltal. Não chegaram a atingi-lo, no entanto, e nem mesmo o pássaro tivera chance de atacá-los. Antes de ser tocado pelos movimentos fora envolto por uma energia arroxeada e logo em seguida teletransportado.


- Tsk... Parece que erramos feio... – Comentou Theo, aproximando-se com seu papa-formigas a segui-lo de perto. Suas sobrancelhas arquearam quando viu as roupas do amigo pesadas com o sangue que haviam absorvido. – Ei, seu braço...

- Shuckle! – Exclamou o invertebrado, cobrindo os olhos com seus braços.

- Ah, não foi nada de grave. – Respondeu, após alguns momentos observando o ponto de onde o abutre desaparecera. Era só meia verdade. Podia ter estancado o sangramento, mas ainda doía-lhe movimentar o braço e a pele ardia miseravelmente. – Só um acidente com alguns pares de lâminas.

- Se for o que eu estou pensando, nós vimos o corpo do Scyther. – Contou Ragna, com um sorriso calmo. Seu parceiro enrolara-se ao redor de seu pescoço, como um cachecol. – Ou, pelo menos, o que restou dele. – Adicionou.

- Se a morte dele conveio para alimentar alguém foi vantajosa até certo ponto. – Falou o segundo, sem se importar. Deixou que Shinx escapasse-lhe dos braços e pousasse graciosamente. Chimchar voltava para sua posição habitual sobre o ombro do treinador. – Agora, se me derem licença, tenho uma competição a vencer. – Sem esperar por respostas tornou-se para o caminho que devia seguir e começou a correr, seguido de perto pelos três quadrúpedes.


O ocaso caía lentamente, tingindo os céus de laranja. As sombras projetadas pelas árvores tocavam as muralhas ocidentais do vilarejo assustadoramente. O torneio findara horas antes. No fim, fora superado por Theodore e ficara com a segunda colocação. O vencedor adquirira como espólio uma pedra carmim com uma pena gravada, contara-lhe mais tarde Jack. Gostaria de ter assistido à entrega, mas assim que viram sua ferida Liza e os outros insistiram – e forçaram-no – que fosse de imediato para a enfermaria. As guerreiras expedidas para tratarem dele foram gentis. Despiram-no do casaco e da camisa, sujos de sangue, e levaram as vestes para banhá-las. Lavaram seu corpo com água morna e perfumada e usaram vinagre sobre o corte para que não infeccionasse. Passaram uma pomada cremosa e azulada para amainar-lhe as dores e queimaduras antes de envolver o ombro e tórax com ataduras. Devolveram suas roupas alguns minutos depois, sem qualquer traço de sangue e costuradas de modo imperceptível. Tratou logo de vesti-las e sair do lugar. Encontrou meia dúzia de guerreiras esperando-o do lado de fora para levá-lo até seus amigos e a governanta, segundo dissera-lhe a comandante. Não se dirigiram ao palácio. Ao invés disso, foram para uma clareira a poucos minutos do vilarejo. Uma longa mesa de madeira havia sido posta lá, com pratos, copos e talheres cuidadosamente postos. Devia ser algo por volta de duas horas da tarde, mas haviam-no esperado para começar o almoço. Além de seus companheiros de viagem e Liza, estavam ali também May, Tamazarashi, Takuto, Ragna e Theodore. A coordenadora estava bem. Admitiu, embora um tanto envergonhada, que não chegara a batalhar contra Yveltal, só fora jogada para fora da ponte com uma lufada de vento. A refeição fora composta de uvas, tâmaras, tortas de frutos silvestres, guisado de carne e cenoura, maçãs polvilhadas com canela, biscoitos de aveia, bolos de mel, ovos cozidos, salada de tomates, carnes dos mais variados tipos, entre outros. O que deixara por comer fora engolido rapidamente por David. A sobremesa eram pequenas e deliciosas tortas de chocolate e morango. Terminaram de comer às quatro. Decidiram então pegar seus pertences e se reunir no portão para se despedirem.

- E então? – Perguntou Felipe, com a mochila nas costas. Acariciava a cabeça de Sileon com a palma da mão. – Para onde irão?

- Agora que o torneio acabou, vou pegar um barco em Portbello e ir para casa. – Disse May, contemplando o horizonte. – Vou passar algum tempo por lá antes de me decidir para onde ir em minha próxima jornada.

- Eu vou treinar um pouco nas montanhas. – Falou Ragna, com um sorriso tranquilo. Apoiava a nuca entre as mãos. – Se não me engano, existe uma cadeia a alguns dias de viagem daqui. Vai ser bom para aumentar a força dos meus Pokémons

- Creio que procurar algum desafio interessante por aí. – Comentou Takuto, dando de ombros. Estava montado sobre as costas de Latios, que aguardava pacientemente pelo comando do treinador. – Talvez vá até o extremo norte da região. Soube que há algumas espécies bem interessantes por lá.

- Irei para oeste, procurar por alguém que possa ajudar-me a reviver o baixinho. – Explicou Theo, determinado. O fóssil escapava por uma aba aberta em sua mochila, mas estava suficientemente seguro para não cair.

- Entendo. Desejo-lhes todos uma boa sorte. – Falou o primeiro, curvando a cabeça levemente em uma reverência. – Irei esperar ansioso pela próxima vez em que nossos caminhos se cruzem. – Olhou para o lado, de repente percebendo que o coordenador de cabelos azuis estava em silêncio. – E o que irás fazer, Tamazarashi?

- Não faço ideia. – Disse, cabisbaixo. Encarou o ruivo um tanto incerto, como que com medo. – Se não se importa, poderia seguir viagem com vocês? – Indagou.

A pergunta lhe pegou de surpresa. Se fosse só por si mesmo, estaria tudo bem, mas olhou para os companheiros de viagens para saber o que esses iriam achar da companhia. Pouco a pouco e cada um a sua própria maneira disseram que sim. Olhou para o coordenador e acenou positivamente com a cabeça, deixando-o extasiado. Conversaram por mais alguns minutos e, pouco a pouco, iam despedindo-se um dos outros. Por fim, sobrava apenas seu próprio grupo. Impaciente com a demora, David resolveu apostar corrida com o mais novo amigo e saiu em disparada estrada a fora. Mary sorriu e foi atrás, seguida de perto por Jack. Uma gota de suor desceu pela lateral da face do ruivo.


- Bom, acho que é isso. – Disse, contemplando Liza. O sol da tarde reluzia no rosto da jovem, embelezando-a mais do que julgara ser capaz. Ajoelhou-se e beijou sua mão, como fora ensinado a fazer. – Até mais, senhorita. – Virou-se para ir embora, mas a adolescente segurou seu braço.

- Espere. – Com um puxão, fez-lhe rodopiar sobre os próprios pés. Aproximou sua mão e depositou algo nela. O cristal era pequeno e rosado, com o formato típico de um diamante. – Isto vem chamando seu nome desde o primeiro dia. Acho justo que seja seu, de agora em diante. – Percebeu pela sua face que o garoto iria contestar, então adicionou antes que tivesse tempo. – Não me importa o que ache, pois não irei mudar de ideia.

- ... Nesse caso, obrigado pelo presente, milady. – Enfiou a mão no bolso e retirou de lá o cordão que usava para manter a Dark Jewel. Como se ressonassem entre si, as duas gemas diminuíram um pouco de tamanho, e a Psychic aderiu ao cordel magicamente, permanecendo ao lado da outra. Abriu o fecho do mesmo e prendeu-o ao redor do pescoço. O peso não era muito, o que o deixava mais surpreso do que a transformação que as pedras haviam sofrido. – Agora, digo-lhe mais uma vez adeus. – E, dito isso, virou-se e começou a correr, com os quatro mamíferos não muito atrás.

[Continua]

Prévia da Próxima Temporada:
Spoiler:
Novos Personagens...
[...]
- Já faz algum tempo, não é mesmo, lindinho? – Perguntou a garota, sorrindo em um misto de malícia e encanto.
[...]
- Recomendo que leia os avisos de perigo antes de me tratar assim de novo. – Sorriu, antes de estraçalhar a pedra com os dedos.
[...]
- Não acha que existem muitas coisas neste mundo que nenhuma alma viva já viu? – Perguntou alegremente, bebendo mais um pouco do seu suco.
[...]
- Ei garota... Por que você acha que o céu é tão solitário? – Perguntou alguém atrás de si, alarmando-a.
[...]
- Eu acho que pessoas que não conseguem pensar claramente... São escória... – Sussurrou, exalando fumaça do cigarro que tragava.
[...]

Mais Ação...
[...]
- Saiam da minha frente! – Gritou, atingindo um murro na cara do homem mais próximo. – Fraxure, Dragon Claw!
[...]
- Aquele que ataca primeiro sempre vence. – Sussurrou, antes de cortar a garganta do homem de uma orelha a outra.

Mais Aventura...
[...]
- Finalmente chegamos! – Exclamou Tamazarashi, com os olhos brilhando de fascínio.
[...]
- Agora sim, está ficando interessante! – Gritou, antes de pular e avançar sobre o adversário.

Mais Comédia...
[...]
- Aí meu estômago... – Reclamou David, pondo as mãos sobre este. – Por que está doendo tanto?

- Será que não tem algo haver com as quinze tortas de queijo e maçã que você comeu? – Indagou Felipe, olhando para o amigo calmamente.

E Mais Romance...
[...]
- Como senti sua falta, Júlia. – Falou Felipe, antes de pressionar seus lábios contra os dela.

Tudo isso e muito mais na próxima temporada: Zixus – Time for Challenge!

Fatos Importantes:
• Felipe enfrenta Yveltal
• Ragna revela ter um Buryfurr
• Theodore mostra possuir um Heatmor
• Uma nova técnica é criada: Flash Volt Tackle
• Theodore vence o triátlon e recebe um Plume Fossil.
• Os jovens deixam o Vilarejo Crescelai.
• Felipe recebe a Psychic Jewel de Liza.

Notas:
Gem Rain: Técnica psíquica que ataca com uma chuva de cristais. A cor depende das emoções do usuário.
Dual Mirror: Técnica exclusiva para os Pokémons do tipo metálico. Dobra a força e a precisão do próximo ataque especial usado.
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Hyurem em Seg 20 Maio 2013 - 16:55

DZ!
Ótimo capítulo. Boa escrita, creio que nunca vi nenhum erro ortográfico na sua fic e isso não é pouca coisa para 33 caps. Parabéns!
Porém, as vezes você deixa de indicar quem falou ou executou o que. Isso aconteceu principalmente nessa batalha do Felipe contra o Yveltal. Acho que você fica tão preocupado com a possibilidade de repetir o nome dos pokémons que acaba por não usá-los a maior parte do tempo.

Houve mais erros do que de costume, mas os mais alarmantes são:
Contudo, a pressão gerada fora tamanha que as árvores mais próximas.
O que tem as árvores mais próximas? Você deve ter engolido o final da frase por já tê-la montado na cabeça antes de escrever.

Aproximando-se do grande pássaro, golpearam seu tórax ao mesmo tempo, causando um estalo em seu peito*
Qual o objetivo do asterisco no final da frase? Desculpe-me se não for um erro, mas não compreendi o significado da indicação.

Quanto a sua pergunta se deveria ou não utilizar os novos pokémons na história, acho que não há problema algum nisso. Eles ainda forenecerão a ela um ar mais atual.
Parece que você está bem animado com a fanfic. "Como serão os próximos anos dela?"

Cabei! 'Té mais!

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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por xKai em Qua 22 Maio 2013 - 16:26

E aí Dark tudo bem? Eu nem sabia que você tinha uma fic, estava dando uma olhada em algumas quando encontrei esta. Muito boa mesmo, levou algum tempo mas lendo um pouquinho a cada dia cheguei até esta parte, uffa!

A fic está ótima, adorei os personagens e os fakemons, mesmo que charmander tenha sido eternizado pelos fans, chimchar é o meu inicial favorito, adorei ver ele brilhando tanto nesta fic U.U'

Não vou fazer crítica nenhuma até porque eu não acho que tenha algo para criticar, e eu ainda sou novato nesse lance todo aí de fic. Continue o bom trabalho e que venha o próximo capítulo.

________________

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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por DarkZoroark em Dom 26 Maio 2013 - 18:50

Boa tarde/noite a todos. Consegui fazer este resumão mais rápido do que achei ser possível e decidi postá-lo agora. Espero conseguir postar os próximos capítulos na mesma velocidade. Sem mais delongas, vamos aos comentários:

@Hyurem escreveu:DZ!
Ótimo capítulo. Boa escrita, creio que nunca vi nenhum erro ortográfico na sua fic e isso não é pouca coisa para 33 caps. Parabéns!
Porém, as vezes você deixa de indicar quem falou ou executou o que. Isso aconteceu principalmente nessa batalha do Felipe contra o Yveltal. Acho que você fica tão preocupado com a possibilidade de repetir o nome dos pokémons que acaba por não usá-los a maior parte do tempo.

Houve mais erros do que de costume, mas os mais alarmantes são:
Contudo, a pressão gerada fora tamanha que as árvores mais próximas.
O que tem as árvores mais próximas? Você deve ter engolido o final da frase por já tê-la montado na cabeça antes de escrever.

Aproximando-se do grande pássaro, golpearam seu tórax ao mesmo tempo, causando um estalo em seu peito*
Qual o objetivo do asterisco no final da frase? Desculpe-me se não for um erro, mas não compreendi o significado da indicação.

Quanto a sua pergunta se deveria ou não utilizar os novos pokémons na história, acho que não há problema algum nisso. Eles ainda forenecerão a ela um ar mais atual.
Parece que você está bem animado com a fanfic. "Como serão os próximos anos dela?"

Cabei! 'Té mais!


Hyurem o/ Primeiramente, obrigado pelos seus elogios. É... Na verdade foi isso mesmo que aconteceu. Eu queria evitar a repetição dos nomes e acabei fazendo besteira. Tentarei me controlar nos próximos capítulos para que isto não volte a ocorrer. Obrigado por ter apontado estes erros. Bom, eu falei anos porque só para esse primeiro arco levei 2 anos para finalizar. Logo é uma estimativa válida. Espero que goste deste resumão que fiz e que acompanhe as temporadas vindouras.

@xKai escreveu:E aí Dark tudo bem? Eu nem sabia que você tinha uma fic, estava dando uma olhada em algumas quando encontrei esta. Muito boa mesmo, levou algum tempo mas lendo um pouquinho a cada dia cheguei até esta parte, uffa!

A fic está ótima, adorei os personagens e os fakemons, mesmo que charmander tenha sido eternizado pelos fans, chimchar é o meu inicial favorito, adorei ver ele brilhando tanto nesta fic U.U'

Não vou fazer crítica nenhuma até porque eu não acho que tenha algo para criticar, e eu ainda sou novato nesse lance todo aí de fic. Continue o bom trabalho e que venha o próximo capítulo.

Kai o/. Obrigado pelos elogios. Se bem que, se tiveste esperado, poderias ter apenas visto o resumão. oh well... Acho que é melhor ler inteiro do que só um resumo, então... Sim, eu também tenho Chimchar como meu inicial favorito. Por isso fiz dele um Pokémon do principal. Espero que goste deste resumão e que venha a acompanhar o decorrer da Fanfic.


Bom, pessoal, espero que desfrutem deste resumão e também que comentem para o mesmo não ser em vão. Fiquei bem feliz de fazer isto e recapitular algumas informações. Vou postar o link deste no Main Post para que possam vê-lo na hora que quiserem.


Resumão - Primeira Temporada


Capítulo 1 – Felipe, um jovem treinador de cabelos ruivos, chega ao continente de Zixus com um propósito desconhecido. Como companheiros de viagem levava dois de seus Pokémons; Zorua e Chimchar. Pouco após desembarcar, resolve entrar em um torneio de batalhas em dupla para testar as habilidades de seus companheiros, tendo como prêmio um ovo Pokémon. À medida que os combates passam o ruivo vai derrotando todos os seus adversários até chegar a final. Seu adversário, David, um garoto de gênio forte e com habilidades para o combate, defrontara-o com Piplup e Fryion. Apesar de algumas dificuldades, Felipe consegue triunfar com uma combinação de Thunderpunch + Protect. Vitorioso, recebe o prêmio com prazer e deixa a arena para passear pela cidade. Consequentemente, reencontra David em um Centro Pokémon. Lá descobre sobre o concurso Pokémon que ocorreria no dia seguinte e, interessado, resolve participar do mesmo. Seu ovo choca e dele nasce um pequeno Shinx.

Capítulo 2 – Acordando cedo na manhã seguinte, Felipe toma um café da manhã na companhia da Enfermeira Joy e de David, que viera para buscar seus dois Pokémons. Graças a um acidente entre o amigo e Shinx, descobre que o último sabe o movimento Thundershock. No caminho de ida para o estádio em que seria sitiado o concurso, convida seu amigo para sair em jornada consigo. A proposta é aceita com muita animação. Antes que a competição começasse, Felipe desmaia e acaba tendo visões com três Pokémons: Zekrom, Reshiram e Kyurem, o último aparentando estar bem machucado. Durante a fase de apresentações, o ruivo obteve um bom resultado ao utilizar da habilidade de Zorua, Illusion. A última coordenadora a se apresentar era Mary, uma menina com não mais de nove anos de idade, mas com um talento extremamente alto e, de quebra, uma Buneary Shiny. Com um show de embaixadinhas e muito glamour e brilho a menina consegue assegurar-se de uma posição nas finais. Mas nem tudo são rosas. Outro coordenador muito menos amistoso do que os outros, Ussei, cria uma serie de confusões com a garota até que Felipe interfere. Uma rivalidade é firmada naquele momento. Durante as batalhas, Chimchar usa de uma variedade de movimentos defensivos e ofensivos que garantem ao seu treinador uma vaga nas finais. No combate entre Mary e Ussei, a primeira usa o golpe Sing de seu Pandeeba para retirar todos os pontos do outro e derrotar Kingler. A final, entre Felipe e Mary, termina com a vitória daquele, auferindo-lhe a fita de Portbello. No caminho de volta, são parados pela menina que lhes convida para almoçar em sua casa. Cordialmente, a dupla de jovens aceita.

Capítulo 3 – Em seu terceiro dia na região, Felipe encontra um lendário e velho amigo seu: Articuno, muito embora o mesmo estivesse com um sério ferimento. O ruivo rapidamente administra os primeiros socorros e envia a ave para ser tratada adequadamente. Mais tarde, pede para que David travasse uma batalha contra Shinx. Durante seu rumo, descobre que o leão azul sabe o movimento Magnet Rise. Tão rápido como começou, o combate termina com Felipe já estando satisfeito com o resultado. Após receber uma mensagem em seu celular, o ruivo e os outros vão até o Centro Pokémon para receberem uma encomenda que lhe fora destinada. A mesma revela-se como sendo um conjunto de cinco Pokedéx. Retirou uma para si mesmo e confiou outra para David. Chegando à casa de Mary são levados ao seu quarto pelo mordomo da família, Josef. Após conversarem um pouco, durante o qual descobrem sobre a saúde relativamente frágil da menina, são apresentados aos seus pais. Felipe entrega uma das enciclopédias eletrônicas para Mary. Roberto, pai da garota, convida-os então a fazerem um tour pela reserva que possuem atrás de sua casa com a perspectiva de poderem capturar algum novo Pokémon. Ao chegarem ao lago que lá existia são atacados por um enorme Gyarados Vermelho. Após derrotá-lo, Felipe submerge e descobre que um grande pedaço de coral estava machucando-o. Depois de salvá-lo, acaba virando amigo do dragão marinho e consequentemente capturando-o. Mais tarde, durante o almoço, Mary pede permissão de seus pais para que saísse em jornada com Felipe e David, recebendo como resposta um sim. Traçam o primeiro destino de sua viagem; a Floresta Nevoeiro.

Capítulo 4 – Acordando após mais uma noite de sono, os dois heróis vão até a casa de Mary para pegá-la e, assim, iniciarem suas aventuras. Antes de chegarem à mansão da coordenadora, Felipe compra uma adaga para proteger a si e aos seus companheiros. Após pegarem-na e se despedirem de seus pais, partem para a Floresta Nevoeiro. Para triste realização de Felipe, muitas das espécies que deveriam existir ali foram acuadas pela neblina, deixando o ambiente ser dominado por Pokémons fantasmas. Após um rápido almoço eles continuam caminhando pelo matagal até o anoitecer. Durante a noite, são atacados por um Pokémon misterioso de olhos vermelhos, que usa de Dream Eater para se alimentar da energia de David, Mary e os outros Pokémons. Felizmente, Felipe consegue acordar Zorua e enxotam com sucesso o invasor. Na manhã seguinte, quase cruzando a divisa entre duas das “seções” da floresta, são assaltados novamente pelo visitante sombrio, que é revelado como sendo um Joushadoe. Piplup, Fryion, Buneary e Pandeeba tentam enfrentá-lo, contudo são derrotados facilmente pela besta em chamas. Antes que Felipe tivesse chance de batalhar, outro jovem, que mais tarde iria se introduzir como Jack, aparece e, com ajuda de seu Misdreavus, captura Joushadoe. O capítulo termina com Jack desafiando Felipe e os outros para uma batalha.

Capítulo 5 – David decide encarar Jack primeiro e manda seu Fryion contra a Misdreavus do outro. Apesar de fazer uma boa batalha, o pequeno leão acaba sendo derrotado pela bruxa fantasmagórica. Em seguida, Felipe e Chimchar encaram ao adolescente e seu Riolu. O combate entre os dois humanoides é brutal e surpreendente, mas acaba com um empate quando os dois caem para trás, exauridos de suas forças. Após o combate, Felipe convida Jack para viajar com eles, proposta que o outro aceita seguramente. Andando por mais algum tempo, o grupo acaba literalmente trombando com Pedro, irmão menor de Jack. Logo descobrem que a personalidade dos dois é muito contrastante e o mais novo desafia o ruivo para uma batalha em dupla entre seu Piplup e Snivy contra Zorua e Shinx. O duelo é relativamente fácil e a dupla de quadrúpedes consegue uma fácil vitória. Perplexo, Pedro vai embora praguejando e obrigando Felipe a aceitar um posto como seu rival. Pouco mais tarde, escutam um grito em meio à mata e vão ver o que podem fazer. O emissor revela-se com ninguém menos que Ussei, agarrado no topo de uma árvore enquanto um Bouffalant e um Dangrochs tentam atingi-lo com seus chifres. Zorua espanta os dois com seu Night Daze, mas antes que os jovens conseguissem se reunir são presos uns aos outros por correntes saídas do meio da floresta.

Capítulo 6 – Chimchar consegue livrá-los de suas amarras com Brick Break, mas todos, exceto Felipe, são capturados novamente. As raptoras revelam-se como sendo guerreiras de um vilarejo próximas e, após um descuido por parte de uma delas, libertam os reféns. O grupo então concorda em acompanhá-las até o Vilarejo Crescelai. Lá são introduzidos a governanta da aldeia e detentora da Psychic Jewel, Liza. Felipe revela ter a posse de outra das pedras, a Dark Jewel. O ruivo se submete com prazer ao julgamento e passa com louvor, mas logo em seguida são atacados por um Aggron endiabrado. Felipe, David e Jack enfrentam-no com seus Pokémons e conseguem prendê-lo no interior de uma explosão. Contudo, o Pokémon metálico consegue escapar e tenta golpear o ruivo, que é salvo pela aparição da líder de ginásio Janine e a coordenadora May. Com um esforço conjunto eles conseguem acalmar Aggron, que é escoltado de volta à natureza pelas guerreiras. Liza então lhes fala sobre o torneio e o triátlon que ocorreriam nos dias seguintes. No ímpeto de adquirir um novo reforço ao seu time, David leva todos para a floresta, inadvertidamente deixando para trás Shinx e Zorua. Felipe usa de uma artimanha para atrair os Pokémons da floresta e três combates começam. O resultado fora produtivo; David capturara um Axew, Mary um Ralts e Jack um Sweetzel. Antes que conseguissem sair da clareira, os quatro são atacados por um Sneasel errante. Chimchar encara-o em combate e, após derrotá-lo, Felipe o convence de partir com ele. Retornaram ao vilarejo com a noite caindo e são convidados para um jantar com a governanta. No meio deste, o ruivo pede desculpas e se retira. Fazendo um novo caminho pelo matagal, encontra uma cachoeira e resolve treinar seus Pokémons, omitindo um sexto que não tinha vontade de treinar. O capítulo acaba com uma pessoa misteriosa a observá-lo.

Capítulo 7 – Acordando antes do amanhecer, Felipe resolve sair para uma sessão de treino matutino. Antes de chegar lá, porém, é confrontado pelo mesmo jovem da noite anterior e sua Smoochum. O garoto rapidamente lhe entrega um pedaço de papel sobre a Battle Frontier e desaparece. Felipe então prossegue à uma campina que havia mais ao sul do vilarejo para treinar. Durante o desenrolar deste acaba desmaiando e tendo mais visões. Em uma, encontrava-se em uma sala ouvindo um homem e uma mulher falando sobre uma missão. Na outra, vislumbrava o mesmo Kyurem de antes tendo suas feridas tratadas por Keldeo, Meloetta e mais alguns outros Pokémons. Ao recobrar a consciência, acaba se deparando com o atual campeão da Liga de Sinnoh, Takuto. Ficando interessado após ver que este tinha um Latios sob seu comando, resolve desafiá-lo para uma batalha em duplas. Sua surpresa não é menor quando vê que o segundo Pokémon do adversário era um Darkrai. Chimchar e Zorua conseguem manter o ritmo dos dois lendários por algum tempo, mas o ruivo abandona o combate após ver que haviam resistido ao movimento Dark Flame e que seus parceiros iriam sofrer se o combate continuasse. Felipe despede-se de Takuto e faz o caminho de retorno ao palácio, encontrando David e os outros já prontos para seguir ao estádio. Liza pede-lhes para fazerem a abertura do torneio com uma batalha em dupla e os dois, mais Jack e May, concordam em travar a batalha.

Capítulo 8 – A batalha entre Chimchar e Glaceon Vs. Piplup e Zweilous começa feroz. O símio logo fica em desvantagem quando o dragão de duas cabeças usa Work Up para aumentar suas forças. A situação só piora quando David e Jack decidem combinar Hydro Pump e Head Smash para causar um dano avassalador. O feitiço é virado contra o feiticeiro quando o Pokémon macaco atinge a torrente de água com um Thunderpunch, removendo o pinguim azul do combate. Porém, não muito depois, Glaceon é duramente atingido por Zweilous e é retirado para evitar mais ferimentos. No confronto final, Chimchar consegue atirar o Pokémon hostil contra uma amurada com um Focus Punch, auferindo-lhe a vitória. Ao conferirem as chaves, descobrem que Pedro também está participando... Todos estão reunidos e as lutas estão prestes a iniciar...

Capítulo 9 – O primeiro elemento do grupo a combater é Janine. Utilizando seu fiel Ariados, a líder de ginásio consegue uma fácil vitória sobre seu adversário e um Throh. Dois jovens, Ragna e Tamazarashi, introduzem-se ao grupo e passam a assistir as lutas junto a eles. Jack é o seguinte e usa o mais recente membro de sua equipe, Sweetzel, para confrontar o Kangookick de sua oponente. Com alguma dificuldade, o bebê lontra consegue vencer ao usar do movimento Brine. No combate seguinte, Tamazarashi e Murkrow defrontaram um Magmar. Com uma velocidade explosiva e uma estratégia bem formulada, o corvo consegue vencer seu adversário com um poderoso Brave Bird. O capítulo termina com a batalha de Pedro sendo anunciada.

Capítulo 10 – A adversária de Pedro traz um Wishmur para a batalha, e este, surpreendentemente, mostra ter evoluído Snivy para Servine. A batalha, entretanto, é equilibrada e os dois são pressionados durante algum tempo. Contudo, a sorte sorri para eles e a serpente de grama consegue nocautear sua adversária com Leaf Storm. No combate seguinte, Mary escolhe Pandeeba para enfrentar um raro Armaldo. Seus ataques provam-se ineficazes contra a grossa carapaça do Pokémon pré-histórico e, em pouco tempo, o pequeno panda vê-se em tremenda desvantagem. Quando tudo parecia perdido, Pandeeba aprende Solarbeam. Munido com este poderoso movimento, consegue por fim sobrepujar o Armaldo e dar a Mary uma passagem para a segunda etapa do torneio. Em seguida, a luta de Takuto começa. Como esperado, Darkrai derrota com demasiada facilidade o Walrein do outro treinador. Quando ia descansar, Felipe depara-se com a foto do garoto que lhe interceptara mais cedo aquele dia. Um turbulento combate aparece no horizonte.

Capítulo 11 – O jovem ruivo, agora conhecido como Reize, manda sua Smoochum para enfrentar o Skorupi de sua opositora. O combate é fácil e o garoto fica depreciando sua adversária a todo o momento. De paciência cheia, manda Smoochum usar Shadow Vortex, o que confirma a identidade desta como sendo um Shadow Pokémon. O resultado é terrível; tanto a moça quanto o pequeno escorpião tem de ser levados rapidamente para a enfermaria do vilarejo. No combate seguinte, David usa Axew para confrontar um pequeno Karrablast. A situação se deteriora quando o dragão de jade cai vítima do Swagger, mas o treinador consegue superar esta adversidade e consegue derrotar seu oponente com um poderoso Dragon Rage. O capítulo encerra com a batalha de Ussei sendo anunciada.

Capítulo 12 – Ussei usa seleciona seu Tangela para defrontar Aquava. Apesar da vantagem elementar, o campo aquático e a velocidade elevada do peixe escorpião provam ser um desafio à altura do ser de vinhas. Apesar disso, Tangela consegue triunfar e levar o coordenador à segunda etapa. Durante a última batalha do primeiro round, Damian, um dos participantes, revela ter em sua equipe o mítico Pokémon vitória, Victini, e usa-o para obter um triunfo esmagador. O dia passa e os combates vão ocorrendo, até que Janine, Jack, Pedro, Tamazarashi, Mary, Reize, Takuto, David, Ussei e Damian chegam ao último round das preliminares.

Capítulo 13 – Janine é a primeira a batalhar. Usando a combinação de Toxic e Venoshock, seu Whirlpede consegue derrotar o Palpitoad de seu inimigo e levar a líder de ginásio para as finais do torneio. Por sua vez, Jack usa de um dos mais poderosos Pokémons de sua equipe, Tyranitar, para defrontar um Torkoal. Com força bruta e selvageria, o Pokémon colossal derrota a tartaruga de fogo, permitindo ao seu treinador avançar para as finais. Assim sendo, o primeiro combate destas é definido como sendo entre Janine e Jack. O capítulo termina com o anúncio do combate entre Pedro e Tamazarashi.

Capítulo 14 – O combate entre coordenador e treinador começa. Tamazarashi escolhe usar Flowirp. Já Pedro opta pelo seu Drillbur. Apesar da clara desvantagem, a toupeira consegue causar sérios danos ao usar a clássica tática de bater e correr. O contra-ataque surge quando a ave tropical consegue impedir seu adversário de voltar ao subsolo. O combate fica equilibrado por algum tempo, mas Flowirp finalmente triunfa após usar Leaf Storm, nocauteando Drillbur e eliminando Pedro da competição.

Capítulo 15 – Mary e Ralts são os próximos sobre a arena. Seus adversários; um adolescente punk e seu Gurdurr. A batalha é unilateral, com o Pokémon emoção desviando de todas as investidas do trabalhador com Teleport e até usa Snatch para tirar proveito do Bulk Up. Quando finalmente recebe um ataque, recupera suas energias com Pain Split. Já cansado, Gurdurr não consegue desviar do Stored Power de Ralts e é nocauteado, sendo eliminado da competição. Com a vitória, Mary avança para as finais, onde terá que defrontar Tamazarashi. Na partida seguinte, Takuto usa seu Latios para enfrentar o Gigawatt de sua adversária. Usando um movimento improvisado, Luster Impact, o dragão de Eon derrota seu adversário com apenas um ataque, conferindo ao seu treinador uma rápida passagem para as finais.

Capítulo 16 – As batalhas continuam. Reize usa seu Damonell para enfrentar o Durant de seu rival. Durante a batalha, é descoberto que o equino, assim como Smoochum, é um Shadow Pokémon quando usa Shadow Flare, aniquilando a formiga de aço e garantido a seu treinador a cobiçada oportunidade de enfrentar o campeão de Sinnoh, Takuto. Felipe confronta-o mais tarde por causa de suas atitudes agressivas na arena, o que não passava de uma isca para chamar sua atenção. Reize entrega-lhe um pen-drive com informações para ajudar em sua missão, dizendo estar em débito com a organização do protagonista. Na batalha seguinte, David e Fryion enfrentam um Swoobat. Para complicar a situação, o treinador deste revela-se ser um experiente top coordenador que usa termos musicais para indicar a velocidade dos ataques. Com um golpe de sorte, o leão alaranjado consegue vencer o enorme morcego utilizando Lighting Spear.

Capítulo 17 – Ussei usa seu Wilgon para defrontar o Tropius de Damian. A batalha entre o dragão do deserto e o Pokémon tropical prova-se equilibrada, com ambos os lados atacando e defendendo com maestria. Contudo, a habilidade de Tropius poder curar-se usando Synthesis vai lentamente tornando a batalha favorável para si. Por fim, Wilgon acaba sendo derrotado. Ussei é eliminado do torneio e Damian avança para as finais, onde iria defrontar David. O primeiro dia é dado por encerrado, com os últimos combates planejados para o dia seguinte. Despedindo-se dos outros, o coordenador conta seus planos de viajar até Windergy Town para um concurso que ocorreria em duas semanas. David logo revela que a cidade fica a poucos dias de Thunday City, local em que há um ginásio. O “roteiro de viagens” do grupo está marcado. Mais tarde, durante o jantar, Felipe ouve uma voz e pedindo licença volta para o quarto. Desmaia ao entrar nesse. Acordara em um local estranho e desconhecido.

Capítulo 18 – Caminhando pela bizarra área em que acordara Felipe logo se encontra com um estranho e velho senhor. Este se identifica como Omni e adereça o local como sendo a Infinity Dimension. O homem então explica as relações entre a própria dimensão, as Jewels e as visões que Felipe vinha tendo há muito tempo. Quando acha que poderia partir, o indivíduo estala os dedos e transporta-os para um porto. Lá, fala-lhe sobre a facção criminosa que age às escondidas em Zixus, conhecida como Team Prism. Também lhe apresenta os homens contratados para auxiliarem a organização. Para espanto e terror de Felipe, os mesmos acabam se revelando como os Ten Deadly Claws, um grupo de mercenários altamente eficazes, com uma taxa de cem por cento de efetividade. O homem logo demanda a primeira ação do grupo; tomar um navio carregado de uma centena de Shadow Pokémons. O líder dos caçadores de recompensa dá a ordem e dois de seus homens tranquilamente assumem controle da embarcação. A demonstração é abruptamente interrompida quando um tremor abala a Infinity Dimension. Omni diz que provavelmente é por causa do afastamento de uma das Jewels e manda o ruivo para investigar. Voltando a consciência, Felipe vasculha o palacete da governanta e logo descobre que a Psychic Jewel fora roubada. Para piorar a situação, descobre que Mary fora raptada...

Capítulo 19 – Felipe começa a procurar por Mary e a pedra desaparecida. Chimchar, Zorua e Shinx tentam ajudá-lo procurando por qualquer sinal dos assaltantes misteriosos. Para aumentar suas chances, o ruivo liberta Gyarados e Sneasel. Não demora muito e logo encontram a meia dúzia de criminosos. Ouvindo a conversa destes descobre que são membros da Team Prism. O jovem então usa de sua inteligência para bolar uma armadilha e impedir os homens de saírem. A distração da certa, mas descobrem sua presença. Sem escolhas, Felipe avança e se apresenta aos captores. A batalha começa e uma enxurrada de Pokémons cai sobre o ruivo e seus companheiros, mas conseguem derrotá-los com demasiada facilidade. Em meio à confusão, Sneasel resgata Mary e afasta-a dos vilões. Encurralados, um deles fica para trás em uma tentativa de atrasar o jovem enquanto os outros cinco levam a Psychic Jewel para a floresta. O capítulo termina com Felipe sacando uma Friend Ball.

Capítulo 20 – De dentro do orbe surge Sileon, mais antigo e confiável parceiro de Felipe. Para encará-lo, o soldado da Team Prism manda um Rhyperior. A batalha é unilateral e, em questão de minutos, o mamífero metálico sobrepuja o rinoceronte de rochas. Abalado, o homem tenta fugir, mas é rapidamente capturado por Dark Fire. Sem tempo para pensar no assunto, o ruivo manda o refém e o pen-drive recebido mais cedo para casa antes de seguir atrás dos fugitivos. Mas antes que tivesse a chance de fazê-lo Reize aparece e lhe entrega a Psychic Jewel, afirmando também conhecer Omni e a Infinity Dimension. O protagonista então leva Mary e a pedra de volta para o palacete, deixa-as em seus devidos lugares e volta a dormir. Na manhã seguinte, após o desjejum, as finais do torneio iniciam-se.

Capítulo 21 – A disputa entre Janine e Jack começa com este usando Misdreavus e aquela usando Drapion. Não muito depois do início, a pequena bruxa é forçada de volta para a Pokéball pelo Whirlwind do dragão escorpião, mas não antes de tê-lo deixado queimado com Will-O-Wisp. Em seu lugar surge Tyranitar. A luta entre os Pokémons colossais começa a rapidamente destruir a arena. A situação fica ruim para Jack quando seu parceiro é atingido pelo Toxic, mas de alguma forma conseguem virar a partida e nocautear Drapion com Brick Break. Janine substitui-o por Ariados e o combate continua. Os dois estão equilibrados, mas o veneno correndo pelo corpo de Tyranitar cobra seu preço e ele sucumbe. Jack retorna Misdreavus para o campo e, após uma acirrada batalha, consegue sobrepujar a aranha rubra, deixando paa Janine apenas seu último Pokémon...

Capítulo 22 – O campeão final de Janine é revelado como sendo um Gengar. Usando e abusando de sua habilidade de transformar-se em uma sombra, o fantasma sorridente rapidamente nocauteia Misdreavus com Payback. Forçado contra a parede, Jack traz ao campo seu Zweilous. Apesar da vantagem elementar, a velocidade de Gengar prova ser um desafio para o dragão hostil, e este é logo posto contra as cordas após receber um Focus Blast. Quando tudo parecia perdido, o Pokémon das trevas evolui para Hydreigon. Com seus novos poderes, consegue enfim derrotar Gengar com um Dragon Pulse. Jack avança para as semifinais do torneio.

Capítulo 23 – A batalha seguinte é entre Mary e Tamazarashi. Enquanto a menina escolhe sua Buneary para começar o combate o adolescente decide usar seu Electrike. No entanto, o cão elétrico é logo trazido de volta após ser afetado pelo Attract de sua adversária. Para seu lugar, escolhe Combee. Após certificar-se de que o mesmo movimento não funcionaria na abelha, Mary retorna a coelha bípede para a Pokéball e liberta Ralts. Com uma combinação de Teleport e Charge Beam, o pequeno telepata consegue derrotar Combee. Para seu lugar, Tamazarashi traz Spheal. O bebê foca, apesar de pequeno, mostra-se forte e derrota os dois Pokémons que Mary usara rapidamente, encurralando a menina com seu último Pokémon...

Capítulo 24 – O combate continua e a coordenadora coloca Pandeeba em campo. A disputa entre panda e foca é dura e acirrada, mas o primeiro consegue triunfar no final. Sem escolhas, Tamazarashi solta Electrike novamente para arena. Empregando uso de Charge e Wild Charge, consegue derrotar o urso bicolor e levar seu treinador para as semifinais. Na terceira disputa, Reize usa seu Ninjask para defrontar Takuto e Darkrai. A situação torna-se alarmante quando o inseto mostra ser um Shadow Pokémon e usa Shadow Half para cortar a vitalidade de ambos pela metade. Antes de ser nocauteado, o invertebrado consegue ainda usar Shadow Sky, golpe que causa dano a qualquer combatente que não seja um Shadow Pokémon.

Capítulo 25 – Smoochum é a próxima a lutar pelo ruivo. Tendo de enfrentá-la ao mesmo tempo em que desvia dos relâmpagos criados pelo Shadow Sky prova ser um desafio até mesmo para o Pokémon pesadelo. Em uma última troca de movimentos, ambos acabam tombando. A disputa torna-se um confronto aéreo quando libertam Skarmory e Latios. Apesar de ser mais ágil, o dragão de Eon não consegue suportar muito tempo a batalha contra o Shadow Pokémon e também sucumbe. Como terceiro Pokémon, Takuto escolhe Absol. O mesmo revela uma incrível força e derrota Skarmory em um ataque, levando seu treinador para a próxima etapa da competição. Reize deixa o vilarejo sobre as costas da ave, dirigindo-se para algum local desconhecido.

Capítulo 26 – Começa a disputa entre David e Damian. O primeiro decide usar seu Axew, mas o segundo contrapõe com seu Feraligatr. Tendo conhecimento de que o pequeno lagarto não teria chances de vencer sem algum apoio, David joga na defensiva, desviando dos golpes do crocodiliano azul e aumentando as forças de Axew com movimentos como Swords Dance e Dragon Dance. Apesar da estratégia não usual, consegue atingir Feraligatr com um potente Giga Impact, mas é tirado do combate logo depois por um Ice Punch. Para seu lugar, indica Fryion que, apesar da obvia desvantagem, consegue derrotar o réptil azul com um Lighting Spear. No seu lugar, Damian escolhe por Darcel e David prontamente troca o pequeno leão por seu filhote de pinguim. Após uma luta difícil, Piplup consegue vencer com um Hydro Pump. Farto de tanta resistência, o rival traz para campo seu Victini, que rapidamente põe fim a resistência da ave com um Fusion Bolt. Constatando não ter chances de vitória, David desiste do combate para não ferir Fryion, dando ao seu oponente a última vaga nas semifinais.

Capítulo 27 – Uma espécie de especial, aprofundando mais sobre Reize. Nele, descobrimos que o jovem de fato teve uma interação passada com Omni, na qual é alertado para não seguir sozinho. Retorna a Nymui Village, onde passara sua infância, para falar com o avô. Lá descobre que, após ter capturado seu Skarmory, um muito mais perigoso, conhecido como Broken Horn, tomou a liderança do bando que vive nas montanhas que rodeiam a vila e desde então os pássaros encouraçados passaram a atacar os habitantes. Encontrou a irmã, Hannah, e seu Teddiursa polar brincando na frente da casa do avô. Após um feliz reencontro, deixou a menina alimentando a ave metálica enquanto entrava no casebre. O velho Stoutland de seu antepassado logo o avisa de sua chegada. É revelado que o jovem voltara ao vilarejo para que o avô, outrora um renomado médico, visse um ferimento que vinha carregando ao longo de meses; do pulso até o antebraço não havia nada a não ser uma mortalha de energia negra. Reize ainda demonstra ter em sua posse a Shadow Jewel, a qual permite que seus Pokémons usem movimentos Shadow sem que o sejam, mas vai consumindo o usuário com o tempo. O avô usa de um frasco que continha uma chama de Entei para diminuir a área da ferida e retardar a velocidade com que se espalha. O jovem decide ir atrás do cão lendário para se livrar definitivamente da doença. Antes, porém, que conseguisse deixar o vilarejo encontra Rossela, sua namorada de muitos anos. A mesma exige que ele deixe-a acompanhá-lo em sua busca, ao passo que Reize relutantemente aceita. Antes de ir embora, deixa seu Damonell com o avô para ajudá-lo a proteger o vilarejo. O capítulo acaba com os dois jovens cruzando o céu montados nas costas de Skarmory.

Capítulo 28 – As finais estão por começar. Durante a etapa precedente, Jack derrotara Tamazarashi após um difícil combate e Takuto conseguira triunfar sobre Damian, mas com elevado custo; devido aos ferimentos recebidos, Darkrai e Latios não poderiam participar do combate seguinte. Antes que o evento conclusivo ocorresse, Felipe recebe um telefonema de Howard, um velho amigo seu e também mentor. O mesmo lhe fala sobre o conteúdo que havia no pen-drive de Reize; dados sobre transações comerciais e horários de ida e volta de aviões por todo continente de Zixus. Já no combate, Jack opta por começar usando Arcanine e Takuto lança mão de seu Absol. O duelo entre os quadrúpedes mostra-se bem desafiador e mede as habilidades tanto de Pokémon quanto de treinador. Mas no fim a sorte sorri para o vidente de desastres, que consegue desarmar seu adversário com Counter.

Capítulo 29 – O segundo Pokémon de Jack é revelado como sendo Joushadoe. Após um confronto rápido e assustador contra Absol, consegue impossibilitá-lo de continuar ao usar seu Heat Wave. Para seu lugar, Takuto traz um Porygon2. O combate entre os dois é formidável, com nenhum dos lados cedendo. O resultado acaba sendo um empate e ambos os treinadores são levados a seus últimos Pokémons. Para surpresa geral, ambos escolhem usar seu inicial: Jack opta por Torterra e Takuto por Bouterro.

Capítulo 30 – A batalha entre os Pokémons de grama começa mal para Jack; a força estrondosa do gigante verde é suficiente para aturdir o quelônio florestal e causar-lhes grandes danos. Por outro lado, a constituição delicada de Bouterro faz com que seus braços e pernas estilhassem-se ao receber muita pressão. Isto, contudo, é circulado por sua habilidade de fazê-los crescer novamente ao reduzir suas forças. Em um confronto final entre Giga Impact e Frenzy Plant Jack leva a melhor e consegue obter a vitória, sendo consagrado o campeão do torneio de batalhas. Mais tarde, Felipe recebe uma ligação do Professor e detalha-lhe tudo que ocorrera desde o começo do torneio. Os dois chegam a um consenso e esse resolve enviar Júlia, Ryuuhei, Ren e Zan para apoiar aquele.

Capítulo 31 – O triátlon está para começar. A prova seria composta por três partes; a primeira era atravessar um lago sobre as costas de um Pokémon, a segunda uma corrida por dentro de um trecho da Floresta Nevoeiro e o último uma pista de obstáculos a trinta metros de altura. Ragna escolhe para a primeira parte seu Cetaness, May seu Blastoise e Felipe seu Gyarados Vermelho. A aparição do último provoca tumulto entre os outros participantes e um deles, Theodore Farell, apresenta a si mesmo e seu fiel Shuckle ao trio. O jovem procede e liberta sua “montaria”, um Mantine com um agulhão venenoso na ponta da cauda. O triátlon começa e logo os três rapazes ficam mais para trás como parte de suas estratégias. Uma aliança é formada entre eles e o trio parte. Agindo em conjunto, conseguem deixar para trás uma vintena de outros concorrentes e chegam rapidamente à segunda etapa. Contudo, o ruivo começa a ter uma sensação ruim, bem como Sileon.

Capítulo 32 – De algum local misterioso, três irmãos acompanham atentamente o percurso de Felipe pelo triátlon. É revelado que foram estes mesmos os que lhe entregaram Sileon, ainda um Eevee na época, durante sua infância. Enquanto isso, o trio de participantes avançava penosamente pela floresta. O ruivo começa a sentir-se tonto e, sabendo o que isso significa, afasta-se alguns metros dos outros depois do mamífero metálico ter usado Extremespeed. Ragna e Theodore estranham tal atitude daquele que resolvera criar o grupo, mas deixam tudo de lado quando um enorme Pokémon passa voando sobre eles. Determinados a impedir a fera de chegar ao amigo, os dois liberam seus Pokémons, um Sceptile e um Galvantula respectivamente, e partem atrás de ambos. Enquanto isso, Felipe acaba sucumbindo e tem outra visão. Nela Omni lhe alerta sobre o seu perseguidor e sobre o objetivo do mesmo em testar as habilidades do ruivo, mesmo que signifique matá-lo. Sem mais delongas, envia-o de volta para seu corpo. Ao acordar, Felipe percebe que seus Pokémons estão defrontando um grupo de cinco Scythers, mas que Shinx está com problemas para enfrentar seu adversário. O jovem consegue libertar Sneasel para ajudar o pequeno leão em sua tarefa, mas é atacado por outro louva-deus que consegue enterrar uma de suas lâminas em seu ombro. Cego de dor e fúria, o jovem acaba por enfiar sua adaga no pescoço do Pokémon, matando-o instantaneamente. Assustados, os outros fogem para longe, deixando-os em paz. Chimchar cauteriza rapidamente os ferimentos de seu treinador e o grupo avança. Momentos mais tarde, Ragna e Theodore encontram o corpo de Scyther sendo devorado por uma matilha de Myghtyenas e, com mais pressa ainda, decidem apertar o passo. Liza passa uma mensagem aos três, dizendo que todos os outros foram excluídos da prova pela enorme besta. Já na terceira etapa, Felipe finalmente encontra o enviado para testá-lo; ninguém mais, ninguém menos que Yveltal.

Capítulo 33 – O combate entre lendário e treinador começa. Já de começo, Felipe tem de usar seus movimentos mais poderosos para enfrentá-lo, inclusive Dark Flame. Este, ao ser combinado com Thundershock de Shinx, gera uma enorme explosão que engole todos os presentes, mas não é o suficiente para abalar a ave. A onda de choque, no entanto, conseguira inadvertidamente nocautear Theodore, Ragna e seus Pokémons. Vendo que os últimos não estavam em condições de prosseguir, a dupla opta por substituí-los por Buryfurr e Heatmor. De volta ao combate, Sneasel acaba cedendo após receber uma segunda leva do Gem Rain de Yveltal, mas isto dá tempo suficiente para Felipe ordenar uma nova técnica conjunta entre Sileon e Shinx: Flash Volt Tackle. Com esta, eles conseguem causar grandes danos ao Pokémon lendário. Sem nenhuma outra escapatória, os irmãos ficam satisfeitos e forçam o condor rubro a retornar. Reunido com Theodore e Ragna, Felipe apressa-se para vencer o triátlon. Infelizmente para ele, a vitória acaba sorrindo para Theo, que recebe como presente de congratulação um Plume Fossil. Após ter as feridas tratadas, Felipe prepara-se para partir do vilarejo. Antes disso, Tamazarashi pede para poder acompanhá-los e é aceito. Liza entrega ao jovem a Psychic Jewel e o grupo parte em direção ao sol poente.

Prévia:
Spoiler:
Regressando à Kanto, Janine decide fazer uma parada em Cinnabar para descansar. Lá, encontra-se com Blaine e avisa-lhe sobre a presença de Dark Fire em Zixus, tendo conhecimento do que isto significa. Contudo, a garota parece não ser a única procurando por algo na ilha. Não percam tudo isso e muito mais em: The Hotheaded Quiz Master Appears!
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Dusknoir em Sab 1 Jun 2013 - 16:49

Caraca... Shocked

Olhos ardendo após ler tudo isso, tinha pensado em ler todos os capitulos, mas aí vi que voce colocou esse resumo e achei melhor optar por ler ele mesmo xD

(To de volta) Gostei do resumo, facilitou minha leitura, embora que eu tenha lidos os 5 ultimos capitulos por inteiro, a imersao final é realmente maior.

Gostei, os erros ja foram apontados, sua descrição e narração continuam impecáveis e o tom de mistério nao abandonou a fic, o que é muito bom, espero que tenha continuaçao como sempre!

o/
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Rush em Sab 8 Jun 2013 - 14:45

DZ! /o/

Desculpe a tremenda demora cara, eu fiquei um tempo sem nenhuma inspiração para escrever, ler ou comentar nas Fan Fictions, tanto que eu demorei uns 32 dias para terminar um capítulo da minha fic. Desculpe mesmo, quando estabilizar as coisas aqui em casa, eu voltarei a seguir minha rotina normalmente, como antigamente.

Olha, gostei bastante deste resumão. Não sei se isso já foi usado em outra fic, mas achei muito inovador. Eu li tudo, apenas para refrescar a minha memória com alguns fatos já ocorridos, e eu gostei bastante de você ter sido fiel a sua escrita e ao seu gênero de aventura, tanto como a natureza de seus personagens e Pokémons. Uma coisa que eu acho que já te falei, que eu não gosto, é a utilização de personagens do anime em Fan Fiction. Tudo bem que a May e Janine são personagens presentes nos jogos, no mangá e em todo o "sistema" de Pokémon, mas por exemplo, seus Pokémons foram baseados no anime, tanto que o Takuto está presente. Mas este último, em especial, eu gosto muito, e seria hipócrita se não falasse que você fez um ÓTIMO trabalho com ele.

Cara, as lutas que você cria dão MUITA inspiração. Não é uma coisa baseada nos status, igual os jogos, mas sim na estratégia. A batalha do Torterra contra o Bouterro foi um exemplo, onde o fakémon era poderoso mas tinha suas fraquezas ao se quebrar e precisar de regenerar.

Agora uma coisa mais pessoal... Eu não gostei dos Pokémons da Dahiodéx não. O único que se salva, é o Joushadoe. Mas já a pokédex de Uhrus é perfeita. *-* Estou ansioso pra você criar um personagem principal com um Freezpool e um Sharldaau.

Sobre os personagens, eu amei o Theodore. De verdade. O jeito dele, confiante e humilde. Tirando a escolha de Pokémons que ele tem. Se eu não me engano, foi o Mud que o criou, não? Se for, ele fez um ótimo trabalho em criá-lo, e você um excelente trabalho em dar-lhe uma vida. Shuckle e Mantine são dois Pokémons que eu adoro, mas nunca foram explorados.

Mas enfim, apenas para o comentário não sair maior do que já está... AUEHAU'. É impressão minha ou o Axel do David vai evoluir? Você explorou MUITO bem cada personalidade de seu respectivo Pokémon. E isso é muito foda cara. Os Pokémons ainda estão em seu primeiro estágio, o que aumenta muito o suspense se eles vão evoluir ou não, e por estar na primeira temporada - com mais de trinta capítulos - vai transformar cada evolução num evento super épico.

Então cara, antes de finalizar, que te dizer que sua fic me trás muita inspiração, muita mesmo. Eu criei a minha fic de jornada por sua causa, para tentar criar uma jornada e personagens tão épicos quanto os seus. (:

É isso, aguardo a segunda temporada. /o/

Um abraço, até mais (o(
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Hyurem em Qui 27 Jun 2013 - 8:36

Caramba... Tenho que admitir que esse resumão foi muito útil, porque eu, sinceramente, não lembrava de uma boa parte dos acontecimentos Laughing

Sinto não ter comentado antes. Quando li não houve tempo de escrever logo depois e nos dias seguintes simplesmente me esqueci.
Mas não faz mal... Ainda deu tempo. Enfim, gostei muito do resumo que você fez de cada capítulo, colocando os fatos mais importantes mas permitindo ao texto adquirir sentido mesmo assim.

Espero que você continue com essa história que promete muito, principalmente por ter alguém como você, que nos faz ter a impressão de estarmos participando dela, com suas ótimas narração e descrição!

Bem, é isso! Falo tchau
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Kurosaki Mud em Ter 9 Jul 2013 - 12:54

DZ, consegui ler tudo, o resumo e o cap 33, vish!
Demorei mas não deixei de passar aqui friend : D
Bem, fiquei feliz pela vitória do Theo, agora sim me localizei e tudo encaixou e.e
Então a Jewel foi entregue pro Felipe, achei que algo assim fosse acontecer. Demorou só uns 30 caps, mas aconteceu e.e
No capítulo não notei erros, no resumão, viu alguns, mas também, sei como é escrever um, dá mó trabalheira. Um dos que lembro é você ter escrito Mary sem o r, ficando May -q
Enfim, agora que sairam do vilarejo, queria saber a continuação. Tudo bem que o cap será da Janine, mas veremos e.e
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por DarkZoroark em Sex 12 Jul 2013 - 1:23

Boa noite/madrugada a todos. Primeiramente, peço desculpas por ter demorado tanto a postar este cap quanto pela minha ausência do fórum nestas últimas semanas. Tenho estado de provas e ficou difícil acessar o mesmo. Contudo, estas acabam sábado e pretendo voltar ao ritmo normal este fim de semana. Antes de tudo, vamos aos comentários

@Dusknoir escreveu:Caraca...  Shocked

Olhos ardendo após ler tudo isso, tinha pensado em ler todos os capitulos, mas aí vi que voce colocou esse resumo e achei melhor optar por ler ele mesmo xD

(To de volta) Gostei do resumo, facilitou minha leitura, embora que eu tenha lidos os 5 ultimos capitulos por inteiro, a imersao final é realmente maior.

Gostei, os erros ja foram apontados, sua descrição e narração continuam impecáveis e o tom de mistério nao abandonou a fic, o que é muito bom, espero que tenha continuaçao como sempre!

o/

Dusk o/
Hehe, bem vindo de volta e obrigado pelos elogios. Realmente, este resumo ajuda mesmo - inclusive a mim, pois ajudou-me a relembrar alguns pontos importantes que havia esquecido pelo meio do caminho. Espero que este capítulo esteja de seu agrado.



@Rush escreveu:DZ! /o/

Desculpe a tremenda demora cara, eu fiquei um tempo sem nenhuma inspiração para escrever, ler ou comentar nas Fan Fictions, tanto que eu demorei uns 32 dias para terminar um capítulo da minha fic. Desculpe mesmo, quando estabilizar as coisas aqui em casa, eu voltarei a seguir minha rotina normalmente, como antigamente.

Olha, gostei bastante deste resumão. Não sei se isso já foi usado em outra fic, mas achei muito inovador. Eu li tudo, apenas para refrescar a minha memória com alguns fatos já ocorridos, e eu gostei bastante de você ter sido fiel a sua escrita e ao seu gênero de aventura, tanto como a natureza de seus personagens e Pokémons. Uma coisa que eu acho que já te falei, que eu não gosto, é a utilização de personagens do anime em Fan Fiction. Tudo bem que a May e Janine são personagens presentes nos jogos, no mangá e em todo o "sistema" de Pokémon, mas por exemplo, seus Pokémons foram baseados no anime, tanto que o Takuto está presente. Mas este último, em especial, eu gosto muito, e seria hipócrita se não falasse que você fez um ÓTIMO trabalho com ele.

Cara, as lutas que você cria dão MUITA inspiração. Não é uma coisa baseada nos status, igual os jogos, mas sim na estratégia. A batalha do Torterra contra o Bouterro foi um exemplo, onde o fakémon era poderoso mas tinha suas fraquezas ao se quebrar e precisar de regenerar.

Agora uma coisa mais pessoal... Eu não gostei dos Pokémons da Dahiodéx não. O único que se salva, é o Joushadoe. Mas já a pokédex de Uhrus é perfeita. *-* Estou ansioso pra você criar um personagem principal com um Freezpool e um Sharldaau.

Sobre os personagens, eu amei o Theodore. De verdade. O jeito dele, confiante e humilde. Tirando a escolha de Pokémons que ele tem. Se eu não me engano, foi o Mud que o criou, não? Se for, ele fez um ótimo trabalho em criá-lo, e você um excelente trabalho em dar-lhe uma vida. Shuckle e Mantine são dois Pokémons que eu adoro, mas nunca foram explorados.

Mas enfim, apenas para o comentário não sair maior do que já está... AUEHAU'. É impressão minha ou o Axel do David vai evoluir? Você explorou MUITO bem cada personalidade de seu respectivo Pokémon. E isso é muito [palavra censurada] cara. Os Pokémons ainda estão em seu primeiro estágio, o que aumenta muito o suspense se eles vão evoluir ou não, e por estar na primeira temporada - com mais de trinta capítulos - vai transformar cada evolução num evento super épico.

Então cara, antes de finalizar, que te dizer que sua fic me trás muita inspiração, muita mesmo. Eu criei a minha fic de jornada por sua causa, para tentar criar uma jornada e personagens tão épicos quanto os seus. (:

É isso, aguardo a segunda temporada. /o/

Um abraço, até mais (o(

Rush o/
Sem problemas quanto a demora, meu amigo - eu mesmo demoro bastante às vezes sempre ^^'. Venha quando tiver tempo e vontade. O resumão na verdade eu tomei como inspiração o da Seven. Quanto aos personagens do anime, irei usá-los bem pouco. May nem irá aparecer mais e a Janine... Bom, esta terá um papel bem importante, mas aparecerá em poucas ocasiões. Obrigado pelos elogios quanto ao Takuto. É um personagem que eu passo bastante tempo decidindo o que irá fazer para não perder aquele "ar de campeão" que ele possui. A luta do Bouterro e do Torterra foi criada exatamente com este contexto. Algo mais natural, não dependente das vantagens e desvantagens existentes nos jogos.
O pior é que não és o único que não gosta da Dahiodéx. Eu mesmo já estou evitando usá-la nos meus projetos. Só havia adicionado a mesma por causa do Pandeeba - se eu soubesse que a 6ª geração viria com o Pancham... - e o Joushadoe. Estava até pensando em separar estes dois e excluir o restante da Déx, mas não sei se o faço ou não. Se eu não me engano, o personagem que me passaste para a fanfic irá usar estes dois, então é só ter paciência que eles logo aparecerão.
Sim, o Theodore é um personagem criado pelo Mud. Também gosto de trabalhar bastante com ele, pois é interessante usar estes Pokémons pouco vistos. Shuckle eu sempre acabo usando em HeartGold/SoulSilver, mesmo não sendo o mais indicado...
Sim, o Axew irá futuramente evoluir. Deixei aquela "pista" na prévia da temporada para aumentar a emoção. Pode deixar que já estou bolando como transformar as evoluções em momentos de tirar o fôlego XD.
Sinto-me honrado em saber que minha Fanfic foi uma inspiração para você. Espero realmente que gostes deste capítulo.


@Hyurem escreveu:Caramba... Tenho que admitir que esse resumão foi muito útil, porque eu, sinceramente, não lembrava de uma boa parte dos acontecimentos Laughing

Sinto não ter comentado antes. Quando li não houve tempo de escrever logo depois e nos dias seguintes simplesmente me esqueci.
Mas não faz mal... Ainda deu tempo. Enfim, gostei muito do resumo que você fez de cada capítulo, colocando os fatos mais importantes mas permitindo ao texto adquirir sentido mesmo assim.

Espero que você continue com essa história que promete muito, principalmente por ter alguém como você, que nos faz ter a impressão de estarmos participando dela, com suas ótimas narração e descrição!

Bem, é isso! Falo tchau

Hyu o/
Nem eu lembrava direito de alguns dos acontecimentos, então valeu realmente a pena tê-lo feito. Sem problema não ter comentado antes. Sei que você sempre dá uma passadinha por aqui ^^. Pode levar fé de que continuarei está história até completá-la. Obrigado pelos elogios e fico ansioso para saber se este capítulo estará do seu agrado.


Mud escreveu:DZ, consegui ler tudo, o resumo e o cap 33, vish!
Demorei mas não deixei de passar aqui friend : D
Bem, fiquei feliz pela vitória do Theo, agora sim me localizei e tudo encaixou e.e
Então a Jewel foi entregue pro Felipe, achei que algo assim fosse acontecer. Demorou só uns 30 caps, mas aconteceu e.e
No capítulo não notei erros, no resumão, viu alguns, mas também, sei como é escrever um, dá mó trabalheira. Um dos que lembro é você ter escrito Mary sem o r, ficando May -q
Enfim, agora que sairam do vilarejo, queria saber a continuação. Tudo bem que o cap será da Janine, mas veremos e.e
Inté o/

Mud o/
Sem problemas quanto a demora - também demoro BASTANTE para postar capítulos. Sei que sempre passa aqui quando pode, então não há problemas. A vitória do seu personagem servirá para duas coisas; a primeira é adicionar um dos Pokémons que me desse na lista da equipe dele e a segunda será introduzir um novo secundário - sim, mais um.
As Jewels terão um papel importantíssimo na Fanfic, como será visto nos capítulos decorrentes. Posso dizer que este será um ponto bem importante para o futuro da história, então é melhor prestar bastante atenção nisso.
Essa continuação sendo com a Janine tem um motivo por trás, que será revelado a seguir. Espero que goste deste capítulo.


The Hotheaded Quiz Master Appears!

O som da buzina da embarcação ressoou nos rochedos avermelhados que ladeavam a ilha. Acima de todas as lojas e hospedarias, o monte erguia-se; avassalador, sufocante, opressivo. O vulcão achava-se inativo havia anos, mas sua existência era uma clara e incessante lembrança sobre os riscos que o resort insular oferecia aos residentes. Isto de muito pouco influenciava aos turistas, fizera-se notar Janine. No passado, Cinnabar fora um ponto influente no que se refere ao campo científico. Todos os anos, centenas de pesquisadores visitavam a ilha sob a perspectiva de aprender mais sobre os Pokémons e compartilharem seus conhecimentos. Contudo, a situação mudou de figura quando o turismo estabeleceu-se com a pretensão de usar das praias e fontes termais para gerar lucro. O resultado era evidente: a região passara a ser nada mais do que um resort litorâneo aos olhos de muitas pessoas. Mesmo os treinadores, que antes vinham para ter o direito de enfrentar o líder de ginásio, Blaine, em uma batalha, agora apareciam apenas para descansarem. O homem agora passava boa parte de seu tempo dedicando-se aos estudos em seus laboratórios subterrâneos sob a ilha e raramente aparecia em público, mas Janine tivera o cuidado de avisá-lo sobre sua visita com antecedência e o mesmo disse-lhe que estaria esperando. Aguardou que os marinheiros aportassem o navio e amarrassem-no ao caís antes de pular por sobre o peitoril e aterrissar suavemente sobre o desembarcadouro. Além dela havia mais uma trizena de pessoas a bordo, mas nenhuma chegou a incomodá-la durante o trajeto. Fitava rapidamente o porto de uma extremidade a outra procurando pelo idoso e expirava, aborrecida, ao constatar que o mesmo não se encontrava por perto.

− Tsk... Eu deveria ter imaginado... – Lamentou-se Janine, com ar infeliz. Mesmo em Johto, o homem conhecido como “Mestre das Charadas” era também notório por seus atrasos. – Parece que terei de procurá-lo por aí...

Mas um latido baixo chamou-lhe a atenção. Galgando até a moça havia um pequeno canídeo quadrúpede. Seu focinho era curto e arredondado, condizente com sua mandíbula. Sua pelagem era de um tom laranja e rajada com listras pretas, como um tigre. Sua cauda era felpuda e coberta por pelos cor de creme, bem como seu tórax e o “topete” que tinha sobre a cabeça. Suas orelhas eram grandes em comparação à sua cabeça, mas concediam-lhe uma audição incrível. Tinha duas garras ligeiramente afiadas em cada pata. Mesmo de longe, Janine era capaz de avistar algo brilhante preso ao seu pescoço, mas só quando se aproximou é que compreendeu do que se tratava. Um pequeno distintivo vermelho de base arredondada e com uma coroa de chamas em seu topo, com um losango laranja em seu centro.

− Volcano Badge... – Murmurou, arrancando a corda que atava a insígnia ao pescoço do Pokémon cachorro com um puxão não desprovido de delicadeza. Coçou-o atrás da orelha, fazendo-o soltar curtos grunhidos de felicidade. – Growlithe, você pode levar-me até Blaine?

O canídeo ainda fitou-a por mais alguns instantes com seus grandes olhos acinzentados antes de dar-lhe as costas e empinar a face. De repente, seu focinho passou a emitir um brilho esverdeado. Encostou o mesmo no chão e farejou-o até encontra a trilha de odor que buscava. Virou a cabeça e latiu duas vezes antes de sair em disparada cidade à dentro. A líder só concordou com a cabeça e seguiu-o. Contudo, parecera não ter percebido que dois vultos observavam-nos a distância.



Foram encontrá-lo sentado sobre uma rocha à base do vulcão, lustrando uma Pokéball com um pedaço de pano preto. Os óculos escuros e o bigode falso que usava eram, de fato, sua marca registrada. Um chapéu branco com uma faixa horizontal rubra em sua base estava confortavelmente posicionado sobre sua cabeça. Trajava uma camisa vermelha de manga comprida e botões negros sob um colete de mesmo tom que a neve. Suas calças eram cor de areia e os sapatos negros como carvão. Acima de um pedregulho adjacente estava o cajado de carvalho em forma de ponto de interrogação utilizado pelo homem. Animado por ter reencontrado o dono, o cachorro de fogo correu para o seu lado. Ao ver que a garota também se aproximava, esboçou-lhe um sorriso cordial.

− Responda-me uma questão, se lhe aprouver, minha querida. − Pediu o homem, com a aba do chapéu presa entre dois de seus dedos. – Ao todo são três irmãos: O mais velho foi-se há muito, o do meio continua conosco e o mais novo ainda está por nascer. Quem são? – Ergueu uma sobrancelha, como se pensasse ter pego a moça.

− Passado, presente e futuro. – Respondeu-lhe Janine, após alguns instantes matutando. Percebendo que lhe faria outra pergunta, agiu antes que tivesse tempo. – Se soubesse que teria de ouvir seu repertório de charadas e enigmas teria ido para Fuchsia sem fazer qualquer parada. – A viagem, apesar de tranquila, fora cansativa, e paciência não era algo que possuía no momento.

− Mas o fez. – Contrapôs o primeiro, desarmando-a de seu argumento. Agarrou o bastão e usou-o para se erguer, mesmo que aparentasse estar desgostoso com tal situação. O Pokémon de fogo acompanhava seus movimentos com os olhos. – O que só pode denotar um caso: Algo de grave ocorreu durante sua estadia em Zixus. – Seu tom dizia que não era uma pergunta.

− Ainda não, mas irá. – Advertiu-lhe a segunda. Na hipótese de estar certa, a presença dele no longínquo continente deveria significar algo. Sabia que o ruivo não gostaria da intromissão dos líderes, mas pouco ligava para isto.

O adulto concordou em silêncio e voltou-se para o tapume de minerais escarlate que constituía a base do vulcão. Seus olhos percorriam toda a extensão da elevação topográfica, explorando sua superfície irregular. Encostou a mão em uma pedra circular cinza-azulada e puxou-a para baixo, como se fosse atirá-la ao chão. Contudo, o seixo moveu-se não mais de cinco centímetros antes de parar e desafiar as leis da gravidade. O som de engrenagens girando ressoou pelo monte. Dois pedregulhos de um metro e meio de altura distanciaram-se um do outro, revelando uma escadaria subterrânea. Um tanto hesitante a moça andou alguns poucos passos e examinou a entrada. Os degraus eram pequenos e lisos, esculpidos diretamente na rocha magmática sombria que compunha o interior da ilha. As paredes estreitas e fechadas combinadas com o ar pesado e quente criavam um ambiente desagradável para quem não estivesse acostumado. Blaine seguiu em frente, golpeando o declive à sua frente com o bastão para guiar-se em meio ao escuro. Logo atrás vinha o pequeno cão laranja, farejando o caminho com seu pequeno focinho negro. Janine cobria a retaguarda, dando passos incertos e cuidadosos antes de avançar. Pouco depois de sua cabeça ter passado do nível do solo, as rochas voltaram ao lugar em que estavam antes, jogando-os na escuridão total.




A aeronave deslocava-se, silenciosa, conforme era banhada pelo luar. Mesmo à distância, notava-se que não tinha o aspecto de um avião costumeiro. Tinha menor comprimento e era mais robusto, com uma envergadura de cinco metros. A cabine do piloto também diferia da habitual. Uma espessa camada de vidro a prova de balas cobria a cabine de piloto por completo e no lugar do bico havia um par de metralhadoras de cano triplo. Propulsores assistenciais conferiam-lhe um acréscimo de velocidade e resfriavam o motor com aberturas externas para entrada de ar. A cauda era vez e meia o tamanho do restante do corpo, dando-lhe sustentação e apoio para rápidas manobras quando necessário. O interior era relativamente simples; cinco assentos de cada lado, com um espaço de dois metros entre eles para que os passageiros pudessem se movimentar*.
Isto, no entanto, pouco importava no momento. Afinal, contando consigo mesmo e os dois pilotos, havia apenas dois soldados de média patente e um dos novos comandantes que o líder da organização contratara. Ficara, a princípio, desconfiado da lealdade dos mercenários, mas logo pode constatar que enquanto ganhassem algo que considerassem proveitosos permaneceriam fiéis. Apesar de recém ter iniciado suas atividades em escala global, as reservas monetárias que tinham eram vastas e incompreensivelmente aparentavam não esgotar.

− Não se preocupe. – Disse o mercenário. Encarou-o, desconcertado, ao perceber que o homem parecia ter lido seus pensamentos com a mesma facilidade que o faria com a página de um livro. Seu tom de voz era calmo e tranquilo, mas percebia-se que havia algo oculto por baixo. – Feito o contrato, os Ten Deadly Claw continuam fiéis até não serem mais necessários. – Sorriu. – Agora, se não se importa, poderia dizer-me o que terei de fazer quando chegarmos à sua base?

− Fomos ordenados a escoltá-lo até o laboratório principal da corporação. Parte do “carregamento” proveniente do S.S Leo que vocês tomaram será enviado para você. − Elucidou, dando uma pequena pausa antes de prosseguir. – Nosso líder deseja que idealizes um jeito de duplicar os atributos que estes espécimes possuem e desenvolvê-los ao ponto em que uma reversão ao estado natural não seja possível. – Explanou, percebendo que o brilho nos olhos do caçador de recompensas parecia aumentar a cada palavra lhe dita.

– Este serviço parece-me que significará um período bem prazeroso para as minhas pesquisas. – Analisou, apreciando a rara oportunidade que lhe era dada. – Admito que não será uma tarefa simples, mas isto só acrescenta prazer à ideia de completá-la.

– É bom saber disso. – Concordou, com um sorriso malévolo brotando por entre seus lábios. Isso significaria um grande avanço nos planos da organização se tudo corresse de acordo com o planejado. – Devemos chegar lá por volta do amanhecer. – Avisou, para o contentamento do mercenário.

– Enquanto aguardamos, porque não me conta o motivo de ter mandado apenas dois soldados contra uma líder de ginásio? – Perguntou-lhe, tendo sua curiosidade atiçada. A dupla de cadetes havia sido despachada alguns dias antes com a missão de interceptar a garota chamada Janine. – Acredito que se fosse para emudecê-la, eu ou qualquer outro dos meus companheiros seriamos mais “conclusivos”.

– Ora, qual pessoa mal informada lhe disse que é isso o que desejo? – Indagou, surpreendendo o caçador de recompensa. Até mesmo seus homens semelhavam estar desconcertados com a revelação. – Não, não... Estão servindo mais como, digamos, “bodes expiatórios”. – Sorriu ao ver a expressão do homem. – Porque faria isso? Simplesmente por que ele não irá gostar de nenhuma interferência em sua investigação.

– Ele? – Questionou, interessado na história.

– Para explicar isso, irei contar-lhe uma história. – Contou. Seu tom era um misto de seriedade e autocontentamento. – Sobre cinco jovens e seus Eevees...



O túnel dava em um aposento oculto adjacente ao campo de batalhas vulcânico. As paredes compactas e espessas impossibilitavam que o calor intenso invadisse o salão. Uma tela de vidro espelhado cobria inteiramente um dos quatro cantos da sala, expondo o interior do vulcão. O mobiliário era simples; uma mesa oval de madeira com algumas cadeiras ao redor e uma porta de metal na outra extremidade. Blaine sentou-se em um dos assentos e indicou outro para Janine.

– Construí este refúgio a fim de realizar minhas pesquisas e experimentos com total sigilo. – Relatou o adulto, visualizando sua obra com orgulho. Ergueu uma das mãos para evitar que a moça falasse antes de terminar. – É igualmente adequado para conversarmos sem haver o risco de sermos ouvidos. – Adicionou, com um sorriso perspicaz. – Agora, por que não me diz qual é o assunto que a fez vir até aqui?

– Topei com Dark Fire enquanto estava no vilarejo. – Disse-lhe, surpreendendo o companheiro. Olhou para a lava incandescente antes de prosseguir. – Presumo que saibas o que significa...

– Realmente... – Concordou, exalando todo o ar que tinha nos pulmões em um suspiro cansado. Parecera ficar alguns anos mais velho naqueles poucos instantes. Sobre seu colo, Growlithe olhava-o confuso com a súbita mudança. – Alertamos os outros líderes sobre isso?

– Se o fizermos... Ele não irá gostar. – Era de noção geral, ao menos entre os Líderes de Ginásio e Elite 4, que o ruivo e seus amigos não apreciavam a intromissão direta de terceiros em seus trabalhos.

– Concordo. – Acenou pesadamente com a cabeça, desconfortável com a situação. – Mas de todo modo...

O restante da frase fora abafado pelo som de uma explosão. A janela não aguentou a pressão gerada pela onda de choque e estilhaçou-se, permitindo que a fumaça adentrasse o aposento. Sem reação, a moça foi jogada contra a parede enquanto cacos de vidro voavam em todas as direções. Felizmente a mesa também tombara para o lado, atuando como uma barreira. O único machucado sofrido pela jovem fora um corte superficial em uma das faces. O cão rajado latia incontrolavelmente, mas se era por espanto ou raiva não conseguia identificar. Sentia os olhos lacrimejarem, irritados com a fuligem que a cegava. Puxou o cachecol até o nariz e agarrou uma das esferas que trazia consigo. A mesma, contudo, era ligeiramente díspar das demais, tendo quatro lâminas projetando-se da linha negra de seu centro. Assemelhava-se a uma shuriken, em bem verdade. Ainda deitada jogou o objeto para frente, deixando que sumisse em meio à escuridão.

– Use Razor Wind para dispersar a fumaça. – Ordenou a moça, com a voz abafada pelo tecido que cobria a metade inferior de sua face.

Nada ocorrera por alguns instantes. Entretanto, sem demora romperam lâminas prateadas de energia que habilmente rasgaram a cortina que os cobria. Com a visão gradativamente melhorando Janine tratou de levantar-se e procurar por Blaine, só para constatar que o mesmo não estava mais no cubículo. O portão estava aberto, revelando uma escadaria de degraus prateados que descia ainda mais para o interior do vulcão. Growlithe aproximava-se, cauteloso, enquanto um pequeno Pokémon azul semelhante a um morcego pousava em seu ombro. A membrana interna de suas asas e o interior das orelhas eram arroxeadas. Sua boca era relativamente grande, com quatro dentes pontiagudos à mostra. Seus olhos eram pequenos e espertos, quase taciturnos.

– Imagino que vá ter de agradecer ao meu pai por tê-lo deixado comigo. – Comentou, acariciando Golbat por entre as orelhas. Fora verdadeiramente um golpe de sorte; havia enviado seu Crobat para Fuschia mais cedo com um bilhete avisando sobre seu retorno.

Desceu os lances de escadas velozmente, chegando a uma nova encruzilhada. Três caminhos abriam-se à sua frente, como um tridente. Um inclinava-se para mais perto do centro do vulcão enquanto os outros dois eram passagens retilíneas e planas. Sem pensar duas vezes, desceu o novo lance de escadas enquanto a temperatura do ambiente crescia drasticamente. Um grandioso portão de ferro negro escancarado esperava-a no final da rota, dando-lhe acesso a um novo aposento. Não era um cômodo propriamente dito, mas sim a boca do vulcão. Lava ardente estalava sob seus pés, desprendendo ondas de calor. Rochas magmáticas que cobriam boa parte do local sustentavam-na, assim como a todos os outros presentes. O centro de tudo era um campo de batalhas elaborado para testar a todos. Blaine estava ao seu lado, encarado os estranhos a sua frente. Dois indivíduos, um homem e uma mulher. Trajavam vestes negras com alguns detalhes roxos em relevo aqui e ali; o mais ostensivo sendo um “P” estampado sobre o peito direito.
Dois Pokémons acompanhavam-nos; o primeiro resumia-se a uma enorme esfera sem quaisquer apêndices. A parte superior de seu corpo era branca, enquanto a inferior tinha tonalidade avermelhada. Esboçava um enorme sorriso misto de desdém e confiança. O segundo era um pholidota* bípede e com enormes garras em suas mãos e pés. Suas costas e ombros eram cobertos por longos e afiados espinhos castanhos. Seus olhos possuíam um brilho azulado e as orelhas eram longas e finas.

– Admito que são desmedidamente audazes para causarem uma explosão no interior de um vulcão. – Denotou o idoso, deixando transparecer raiva em sua voz. Segurava o cajado com tamanha firmeza que estalos eram produzidos pela madeira. – Agora, por que não nos contam o motivo desta... Visita?

– Não temos assunto a tratar com você. – Contrapôs a mulher, alheia à sua presença. Focava toda sua vigilância em Janine, assim como o homem. – Já com ela... Electrode, Sonicboom!

Atendendo à ordem de súbito, o Pokémon bola saltou e passou a girar verticalmente e, por consequência, a disparar várias ondas de choque brancas contra a moça. Em resposta, o morcego azul elevou suas asas e bateu-a algumas vezes, atirando lâminas de vento cianóticas. Breves explosões faiscantes sucederam o encontro dos ataques, cancelando ambos. Com uma expressão severa, Blaine bateu o bastão contra as rochas, o que fez ressoar o som pelas paredes. Growlithe rosnava baixo em sinal de alerta.

– Então... Vêm até aqui para assassinar minha colega e pensam que ficarei de braços cruzados enquanto o fazem? – Ergueu a mão livre e apontou o indicador para o céu. – Venha, Magmortar!

O nome aparentara ter causado alguma perturbação no ambiente. A temperatura intensificara-se uma boa dezena de graus Celsius e a lava fervia com mais constância. Um ser irrompeu do âmago do mar de fogo e posicionou-se entre os dois soldados e os Líderes de Ginásio. Era um Pokémon largo, vagamente humanoide, com faixas vermelhas e amarelas e um corpo que recordava um ovo. Tinha um par de braços tubulares com três garras em cada “mão” e dois anéis negros na altura do bíceps. Suas pernas eram acanhadas em relação ao restante do corpo, com cada pé tendo um par de unhas. Tanto as coxas quanto os lábios e os quatro espinhos que tinha ao longo de sua coluna possuíam uma coloração rosada. Possuía uma grande chama em sua cabeça e mais duas em seus ombros. Vislumbrando o disparador de labaredas os dois Pokémons oponentes recuaram alguns passos.

– Nossa incumbência é clara; eliminar Janine e qualquer um que entrar em nosso caminho. – Disse o homem, quase mecânico. Não tinha nenhuma emoção em sua voz. – Sandslash, Focus Blast!

– Complemente com Electro Ball! – Comandou a mulher, aparentemente tranquila.

– Impeça-os com Flamethrower! – Ordenou Blaine.

Ainda que um bocado hesitante o mamífero desdentado aproximou suas garras e compôs entre elas um globo cerúleo de diâmetro médio. Retesou um dos braços para trás e posteriormente jogou-o em frente, conduzindo igualmente a esfera. Electrode bosquejou um sorriso presunçoso e cobriu seu corpo com uma camada de raios dourados. Um orbe de relâmpagos alaranjados formou-se à sua frente, sendo lançado pouco depois. Inalterado, Magmortar direcionou seus braços para os globos e propeliu duas torrentes de chamas escarlates de seus canhões. Fortíssimas explosões sucederam o encontro de movimentos, gerando uma cortina de fumaça no centro do campo. Para espanto dos vilões, Golbat irrompeu por entre o manto negro e cuspiu um denso jato de líquido roxo. O porco-espinho do deserto saltou para o lado de imediato, desviando do ataque. As rochas sobre as quais pisava foram rapidamente corroídas, criando um buraco de tamanho avantajado.

– “Não cheguei a ouvi-la dar o comando.” – Refletiu o idoso, encarando a companheira por sobre o ombro. Um sorriso chegou-lhe aos lábios.  – “Ótimo. Assim será mais fácil para nós.”

– Use Thunderbolt! – Clamou a antagonista, desfrutando da proximidade do adversário.

– Bloqueie com Clear Smog, Magmortar! – Coordenou o primeiro, em defesa da companheira.

– Isso! – Esbravejou o homem, tendo visto uma aparente abertura. – Ataque-o com Crush Claw!

Afrontando o morcego azulado, Electrode disparou uma série de relâmpagos áureos em sua direção. Antes que fosse capaz o humanoide vulcânico inalou fundo e, ao exalar, disparou uma lufada de fumaça branca por um de seus canhões. A mesma acomodou-se entre o par de Pokémons e hauriu a eletricidade, consumindo-a instantes depois. Empregando do descuido, Sandlash pulou sobre o Pokémon de fogo com as garras adquirindo uma tonalidade azulada. Todavia, Golbat surgiu de maneira vertiginosa à sua frente e alvejou seu peito com vários anéis cristalinos, deixando-o atordoado. Impulsivamente, o mamífero desdentado alterou seu trajeto e acometeu sobre as rochas na lateral do ginásio, triturando duas com o ataque.

– “Entendo. Então é assim?” – Analisou Blaine, tendo encontrado a resposta para o enigma. Com a mente limpa, passou a concentrar todos os seus esforços no combate. – Acredito que já seja a hora de adotarmos uma postura mais ofensiva, meu amigo. Use Flare Blitz!

– Acha que algo assim irá funcionar em nós? – Indagou a mulher, enraivecida com a aparente falta de cautela do líder. – Pense novamente! Use Wild Charge!

– Vamos terminar logo com isso, Sandslash! – Gritou o homem para o desorientado Pokémon, ainda que incerto da ajuda que este pudesse proporcionar. – Ataque-os com X-Scissor!

Embalando seu corpo em uma cortina de chamas vermelho-alaranjadas, Magmortar investiu sobre o adversário com uma velocidade surpreendente. Conforme prosseguia o fogo ao seu redor lentamente para um tom safira. Electrode, em desforra, pôs-se a cruzar o campo rolando aceleradamente. Seu corpo foi logo envolto por um manto de relâmpagos dourados e estática branca e sua agilidade acresceu exponencialmente. O choque dos Pokémons acarretou uma explosão que encobriu a ambos. Todavia, o orbe sorridente logo foi atirado para trás, nocauteado. O titã de chamas apenas sorria sarcasticamente enquanto faíscas vermelhas cintilavam ao redor de seu corpo, indicando que o prejuízo recorrente do movimento estava ativo. Atrapalhado e desconcertado, Sandslash ergueu-se e saltou para cima de Magmortar, com as garras tomando um tom cerúleo. Golbat prontamente interpôs-se entre os dois e disparou um raio laranja contra o ser do deserto, que não ofereceu qualquer oposição e foi jogado contra a parede do vulcão, sem forças para continuar a batalhar.

– Impossível! – Exclamou a antagonista, recuando alguns passos. Sua face revelava que se encontrava atemorizada. – Como ele consegue executar movimentos tão perfeitamente sem o comando da treinadora?!

– Uma pergunta simples que requer uma resposta simples. – Comentou o idoso, em seu habitual tom enigmático. – Sabias por acaso que cães e morcegos comunicam-se na mesma frequência infrassônica? – Questionou, com tranquilidade.

– Mas o que isso... – Começou antes de a ficha cair. Com os olhos esbugalhados, visualizou o pequeno cão, sentado pacientemente ao lado de Janine.

– Isso mesmo. – Confirmou a jovem, apoiando um braço sobre o outro. – Enquanto Blaine e Magmortar distraíam vocês eu dava comandos para Growlithe e ele os repassava para Golbat. Uma estratégia de alto risco, mas que em geral mostra ter bons resultados. – Estalou os dedos e, mediante ao comando, o mamífero voador avançou sobre os dois vilões. – Ah... E antes que tentem fugir... Hypnosis.

Parando em frente ao par, o Pokémon morcego fez com que seus olhos brilhassem em várias cores. Antes que pudessem fazer qualquer movimento tombaram para trás em um estado quase de inconsciência. Um pouco mais tranquila a líder avançou até a dupla e, com habilidade, prendeu os dois de modo que não conseguissem se erguer. Tendo exercido seu dever com perfeição, o humanoide de fogo voltou a saltar para dentro do vulcão, desaparecendo entre a lava. O ancião só poder rir da situação, compreendendo a personalidade forte de seu companheiro.

– E agora, Blaine? – Perguntou Janine, sem ter ideia do que fazer a seguir. O homem então se tornou para ela, totalmente sério.

– Bem sei que Dark Fire não irá gostar de nossa intromissão, mas eles tentaram matá-la. Estamos envolvidos nisso de um jeito ou de outro. – Comentou, encostando o queixo entre o polegar e o indicador. Por fim, suspirou e vislumbrou o céu. – É melhor chamarmos os outros líderes. Tenho a impressão de que este foi apenas o prenúncio de uma tempestade.


[Continua]


Prévia:
Spoiler:
Enquanto Janine retorna a Kanto, Felipe e seus amigos chegam à próxima cidade; Thunday City. David está ansioso para chegar ao ginásio e desafiar o líder pela sua primeira insígnia. Contudo, Felipe diz que não irá para lá imediatamente e que os encontrará depois. O que será que está se passando pela sua cabeça? Isso e muito mais em: Hide N’ Seek.

Fatos Importantes:
• Janine retorna à Kanto;
• Blaine é introduzido;
• Janine revela estar com o Golbat de seu pai, Koga;
• Blaine mostra ter um Growlithe e um Magmortar;
• Dois membros da Team Prism são enviados para assassinar a jovem;
• Após derrotá-los, Blaine anuncia que uma reunião entre os líderes talvez seja necessária.

Notas:

  • O Aeromóvel usado pelos vilões foi inspirado nos Pelicans, da série de jogos Halo.

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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por xKai em Sab 13 Jul 2013 - 11:22

Caramba é a Janine!! Sério eu adoro ela no anime, pena que apareça tão pouco... Bem vamos ao que interessa, vou tentar fazer um comentário legal dessa vez, não sou muito bom com isso.

Blaine é meu líder de ginásio favorito no continente de Kanto, achei muito interessante você ter colocado ele na história e a interpretação foi fenomenal, uma vez que é bem difícil tirar o máximo de personagens como este.

Não posso descrever esta batalha apenas com meros elogios, foi magnífica enquanto estava lendo eu tive que acessar o youtube e ouvir uma trilha sonora de pokémon chamada "Burning battlefield" enquanto mergulhava de cabeça nesta que foi uma batalha fenomenal!

Outra coisa interessante foi o Golbat de Koga estar presente, achei que você fez um excelente uso tanto das características únicas de Golbat quanto de suas técnicas.

Espero pelo próximo capítulo Dark, continue assim xD

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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Black~ em Sab 13 Jul 2013 - 23:37

Bom, vamos lá.

Eu ia ler todos os capítulos até agora, mas ai fiquei com preguiça assim que terminei o primeiro e então vi que você tinha o resumo. Então li (óbvio) e é bom que tenha resumo, assim fica mais fácil, mas é claro que não tem aquela "magia" de quando você lê o capítulo, mas enfim.

Sua fic é bem interessante, agora que li com mais calma. No começo achei que fosse de ginásios, mas parece que ela só teve os torneios até agora. Só uma coisa que não entendi, talvez por não ler os detalhes, são os Shadow Pokémons. Eles são o quê? Geneticamente modificados pra ser mais fortes e tals? Mas enfim.

Agora vou falar do capítulo da segunda temporada (e fazer um comentário melhor '-')

Bom, vamos lá.

O capítulo foi bem interessante e intenso, com a introdução do Blaine e tals. Só uma dúvida: Ele é como se fosse o chefe dos líderes? Pois ele está pensando em chamar todos para uma reunião e tals. Ou não né, nunca se sabe -q, mas enfim.

Nossa, agora que o David vai em busca da primeira insígnia? o.o Eu achei que o Felipe ia também, mas parece que ele não irá. Ele é coordenador? Ou ele só vai participar dos torneios igual aquele que todo mundo participou?

Suas batalhas são muito boas realmente, é igual um comentário dizia, elas são baseadas nas estratégias. Sempre os treinadores estão pensando e não é na base da "lógica", tipo água vence fogo. Na sua fic tudo pode acontecer -q.

Sua descrição é muito boa, dá pra imaginar tudo. As batalhas principalmente, sempre ficam bem descritas. Erros não vi nenhum.

Vou fazer comentários melhores conforme ler os próximos capítulos -q. Mas enfim, é só e boa sorte com a fic.
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por DarkZoroark em Sab 3 Ago 2013 - 21:18

@xKai escreveu:Caramba é a Janine!! Sério eu adoro ela no anime, pena que apareça tão pouco... Bem vamos ao que interessa, vou tentar fazer um comentário legal dessa vez, não sou muito bom com isso.

Blaine é meu líder de ginásio favorito no continente de Kanto, achei muito interessante você ter colocado ele na história e a interpretação foi fenomenal, uma vez que é bem difícil tirar o máximo de personagens como este.

Não posso descrever esta batalha apenas com meros elogios, foi magnífica enquanto estava lendo eu tive que acessar o youtube e ouvir uma trilha sonora de pokémon chamada "Burning battlefield" enquanto mergulhava de cabeça nesta que foi uma batalha fenomenal!

Outra coisa interessante foi o Golbat de Koga estar presente, achei que você fez um excelente uso tanto das características únicas de Golbat quanto de suas técnicas.

Espero pelo próximo capítulo Dark, continue assim xD

xKai o/
Na verdade a Janine nunca chegou a aparecer no anime, mas como a Fic passa-se em um Universo Paralelo resolvi por ela por achá-la uma personagem realmente muito legal no mangá. Nem achei tão difícil caracterizar o Blaine, mas admito que foi mais trabalhoso que outros personagens. Obrigado pelos elogios. Quanto ao Golbat do Koga, mais uma vez eu tirei inspiração do mangá Special Adventures. Espero que goste deste capítulo


@Black~ escreveu:Bom, vamos lá.

Eu ia ler todos os capítulos até agora, mas ai fiquei com preguiça assim que terminei o primeiro e então vi que você tinha o resumo. Então li (óbvio) e é bom que tenha resumo, assim fica mais fácil, mas é claro que não tem aquela "magia" de quando você lê o capítulo, mas enfim.

Sua fic é bem interessante, agora que li com mais calma. No começo achei que fosse de ginásios, mas parece que ela só teve os torneios até agora. Só uma coisa que não entendi, talvez por não ler os detalhes, são os Shadow Pokémons. Eles são o quê? Geneticamente modificados pra ser mais fortes e tals? Mas enfim.

Agora vou falar do capítulo da segunda temporada (e fazer um comentário melhor '-')

Bom, vamos lá.

O capítulo foi bem interessante e intenso, com a introdução do Blaine e tals. Só uma dúvida: Ele é como se fosse o chefe dos líderes? Pois ele está pensando em chamar todos para uma reunião e tals. Ou não né, nunca se sabe -q, mas enfim.

Nossa, agora que o David vai em busca da primeira insígnia? o.o Eu achei que o Felipe ia também, mas parece que ele não irá. Ele é coordenador? Ou ele só vai participar dos torneios igual aquele que todo mundo participou?

Suas batalhas são muito boas realmente, é igual um comentário dizia, elas são baseadas nas estratégias. Sempre os treinadores estão pensando e não é na base da "lógica", tipo água vence fogo. Na sua fic tudo pode acontecer -q.

Sua descrição é muito boa, dá pra imaginar tudo. As batalhas principalmente, sempre ficam bem descritas. Erros não vi nenhum.

Vou fazer comentários melhores conforme ler os próximos capítulos -q. Mas enfim, é só e boa sorte com a fic.

Black~ o/
Concordo contigo no ponto de que os resumos tiram a "magia" de ler capítulo por capítulo, mas em uma Fanfic longa como a minha é muitas vezes necessário -q. Obrigado pelos elogios, também. A história na verdade irá se focar nas três bases dos jogos da 4ª e da 3ª Geração: Ginásio, Concurso e Batalha da Fronteira. Quanto aos Shadow Pokémons, eu tirei eles dos jogos Pokémon Colosseum e XD: Gale of Darkness. São Pokémons que fecharam seus corações para os humanos, tornando-se muito mais perigosos do que o normal. O motivo de eles serem tão fortes é que os movimentos do tipo Shadow são super-efetivos em qualquer Pokémon que não tenha esta classificação.
O Blaine no caso seria o chefe dos líderes de Kanto, assim como no Mangá - a Erika fala que queria dar o comando da Equipe de Kanto para ele, mas por causa do mesmo não estar presente na escolha ela acabou sendo escolhida. As outras regiões também possuirão líderes com esta mesma função, mas vou deixar para revelá-los mais tarde. O Felipe na verdade irá participar dos Ginásios sim - ficaria muito tenso 3 pessoas entre os principais participando dos concursos. Aquele foi mais para introduzir a Mary mesmo. Mais uma vez, obrigado pelos elogios e espero que curta este capítulo


Hide N' Seek

Uma semana transcorrera desde que partiram do vilarejo. O clima não ajudara e, nos três últimos dias, uma violenta tromba d’água atormentou continuamente os jovens e a floresta. Dessa forma, o progresso rumo à cidade tornara-se eventualmente mais vagaroso. O terreno metamorfoseara-se em um brejo lamacento e ardiloso, ocultando pedras e frestas em que uma pessoa poderia tranquilamente fraturar um pé. As rajadas de vento e o frio eram companheiros constates e indesejáveis. Ao menos as noites eram aprazíveis e, vez ou outra, obtinham uma pira para aquecê-los enquanto dormiam. Felipe cedera seu casaco para Mary a fim de deixá-la devidamente agasalhada. Seus amigos protestaram por causa do ruivo trajar apenas uma camisa negra sem mangas, mas o jovem apenas ignorou-os e seguiu em frente com Sileon a acompanhá-lo de perto. Havia guardado os outros em suas Pokéballs desde que começara a chover, mas o mamífero metálico permanecia livre. O mais estranho era que nenhum dos dois parecia sentir frio, parando apenas quando os companheiros necessitavam de algum descanso.
No oitavo dia, entretanto, o temporal cessara e deixara-os prosseguir sua viagem. Por volta do meio dia, tiveram seu primeiro vislumbre da cidade ao longe. Um sorriso aliviado surgiu entre os lábios de David com a visão convidativa do município.


– Yahoo! – Comemorou, gritando de animosidade a plenos pulmões. – Finalmente chegamos à Thunday City e à minha primeira insígnia! – A confiança ardia em seus olhos.

– É melhor não pôr a carroça antes dos cavalos. – Aconselhou Tamazarashi, tanto intimidado com a autoconfiança exagerada do amigo. – Lembre-se de que antes de obter uma é preciso vencer o líder e, até onde eu saiba, Leonard é osso duro de roer.

– Até pode ser, mas eu também não sou fraco! – Exclamou, mais decidido do que antes a desafiar a instalação. Sem esperar por uma resposta começou a correr em direção à cidade. – Nos encontramos em frente ao ginásio, ok?

– Espere. – Falou Felipe, com os braços cruzados sobre o peito. O treinador parou instantaneamente, tornando-se estático como uma estátua. Se fora por respeito ou por medo de receber mais um dos Thundershock do pequeno leão, o ruivo não sabia dizer. – Vamos ir antes ao Centro Pokémon. Todos necessitam de algum descanso e pedir para que a Enfermeira Joy desse uma olhada na sua equipe antes do desafio não seria uma má ideia também. – Comentou, fazendo com que o treinador desse-se por vencido.

Percorreram a distância remanescente até a cidade com um pouco de pressa, fosse pela fadiga ou pela fome que sentiam. As provisões que tinham recebido de Liza acabaram dias antes e encontrar alimentos suficientes para deixar os cinco inteiramente satisfeitos enquanto chovia provara ser um desafio além da conta até mesmo para o ruivo. No fim, tiveram de se contentar com algumas bolotas, frutas, raízes e um pouco de carne.  Deste último, ninguém se incomodara em perguntar como que Felipe arranjara.
O município parecia menor visto de perto do que da floresta. Eram cerca de quarenta ou cinquenta casas e talvez duas dúzias de edifícios, no máximo. Paredões cor de mármore com dois metros de altura guardavam a cidade. Bem no coração da rua principal uma enorme sequoia tomava palco. Seus galhos cobertos de folhas eram tão longos que até mesmo as estruturas mais próximas eram protegidas do sol. Deveria ter algo por volta de sessenta e cinco metros de altura e talvez seis de diâmetro, um tanto pequena em comparação ao tamanho máximo da espécie. Algumas mesas e cadeiras repousavam sob a grande planta e outras eram usadas por jovens e idosos para os mais variados fins; desde deliciar-se com alguma refeição a jogar alguma espécie de jogo de tabuleiro ou cartas. O Centro Pokémon era uma das poucas e afortunadas edificações usufruíam de uma visão frontal daquela maravilha da natureza. Um tanto pequeno quando comparado ao de Portbello, mas suficientemente espaçoso para o município. O interior era branco e bem iluminado, com vários vasos de flores a embelezar o ambiente. Alguns poucos móveis de tons claros como poltronas, sofás e uma mesa de centro estavam distribuídos em frente a uma televisão de modo que os visitantes pudessem descansar com todo o conforto possível. Na outra extremidade da clínica, telefones e até mesmo um par de computadores de ponta estavam à disposição. A enfermeira estava atrás de um balcão, revisando os dados de seus pacientes com o auxilio de uma prancheta.


– Olá! Bem-vindos ao Centro Pokémon de Thunday City! – Falou ao notar a aproximação do quinteto. Seu tom era gentil e tranquilo, de certa forma acalmando os jovens. – Em que poderia lhes ser útil?

– Terias como examinar meus companheiros, por favor? – Indagou David. A educação que utilizara deixara seus amigos tão impressionados quanto aliviados.

– Com muito prazer. – Respondeu-lhe, sorrindo amavelmente. Estendeu uma espécie de tabuleiro metálico com seis concavidades esféricas, nas quais o treinador pôs sua Pokéballs. Levou-os em seguida para outro bloco do ambulatório, retornando poucos minutos depois. – Chansey irá tratar deles. Se puderem esperar algum tempo...

Um bocado aborrecido por ser obrigado a aguardar ainda mais antes de enfrentar Leonard, o treinador contentou-se em assistir uma batalha da liga profissional na televisão. Sem muitas opções do que fazer Jack juntara-se ao companheiro enquanto Tamazarashi procurava por algo na internet e Mary utilizava um dos telefones para comunicar-se com seus pais. Felipe meramente reclinou-se em justaposição à parede e cerrou os olhos, permitindo-se desvairar em seus pensamentos. Sileon deitou-se ao seu lado, semelhante a uma sombra. Mantinha suas orelhas erguidas, alerta ao menor ruído anormal. Sob o casaco do ruivo as duas gemas tremeluziam recostadas ao seu peito.
A princípio fora trabalhoso para reprimir o poder da pedra rósea, mesmo com o auxílio da Dark Jewel. Sem embargo, não tardara antes que dominasse as habilidades recém-adquiridas e, em questão de dias, não sentia qualquer incômodo. Sentira-se agraciado em não ter mais de ouvir o pensamento de todos ao seu redor
.

– Com licença? – Clamou uma voz, removendo o adolescente de seus pensamentos. Abrindo um de seus olhos, deparou-se com a enfermeira. – Compreendo que possa soar estranho, mas seu nome seria Felipe? – Questionou.

A surpresa lhe fora desmedida. Instintivamente roçou o cabo da arma escondida sob o casaco com os dedos e só com muito empenho conseguira removê-los de lá. Não se lembrava de ter dito-lhe seu nome, então como ela sabia o mesmo? O mamífero metálico estudava a cena, concentrado na ação seguinte de seu treinador. Seus amigos também os observavam curiosamente.


– Sim. – Confirmou, cauteloso. A apreensão embrulhava seu estômago de maneira nauseante. – Por que gostarias de saber?

– Uma moça deixou-lhe um bilhete poucas horas atrás. – Contou-lhe Joy, confundindo ainda mais o ruivo. Dito isso, foi para detrás de um balcão e, em instantes, retornou com uma carta. – Ela disse que estarias acompanhado por um Sileon, mas não vejo Chimchar e Zorua. – Explicou.

– Estão nas Friend Balls. – Ratificou antes de atenciosamente remover a mensagem das mãos da enfermeira. Removeu com cuidado o selo postal e abriu o envelope, permitindo a queda de uma pequena folha de papel. Deixou a sobrecarta de lado e vistoriou o texto que havia no bilhete.

Ei lindinho!

Já faz bastante tempo, não é mesmo? Seis meses, se não me engano. Que tal matarmos a saudade com um joguinho como antigamente? O nosso favorito de quando éramos criança; esconde-esconde. A área de atuação é toda Thunday City. Sem disfarces e podemos contar apenas com a ajuda de nossos parceiros. Você tem até o meio-dia. Boa sorte em me encontrar!

Ass. Acho que já sabes quem.


– Jack. – Chamou o jovem, surpreendendo o mais velho. Adivinhando o que viria por ocorrer o Pokémon de silício endireitou-se e deixou escapar um prolongado bocejo. – Vou ficar fora por algum tempo. Tome conta de tudo até eu voltar. – Sem aguardar por uma resposta, deu uma volta por sobre os calcanhares e virou-se para sair do prédio, seguido de perto pelo quadrúpede.






Do topo de um edifício adjacente ao Centro Pokémon contemplava o coração do município e a simplicidade dos moradores que lá estavam. Recostada ao seu lado localizava-se um ser de pelagem rósea. Suas orelhas eram largas com o interior azulado. Longos tufos de pelo irrompiam de suas bochechas. No centro de sua testa achava-se uma pequena e delicada gema vermelha. Seus olhos não possuíam pupila, apenas íris branca e esclera violeta. Tinha pernas esbeltas e delgadas que culminavam em pequenas patas. Sua cauda era esguia e bipartia-se em duas.
Caminhando pelo parapeito animadamente havia uma Pokémon quadrúpede similar a uma feneco. Sua pelagem era de um tom áureo desbotado, tornando-se mais alongados ao redor de suas ancas. Tinha grandes orelhas com tufos de pelos alaranjados projetando-se do interior destas. Seus olhos e a ponta de sua cauda possuíam a mesma tonalidade daqueles. Sua mandíbula era branca e culminava em um pequeno e longo nariz negro. Suas pernas eram finas e os pés pequenos, sem qualquer dedo visível.
Ao reparar que o ruivo deixava a instalação hospitalar esboçou um sorriso sutil.


– Que a brincadeira se inicie. – Murmurou, rindo de maneira graciosa. A quadrúpede rosa então lançou um lampejo azulado de seus olhos e, segundos mais tarde, o trio desaparecera do terraço.






– Diga-me Sileon, acreditas que temos a possibilidade de vencer esse jogo? – Indagou o adolescente, absorto com a competição em que entrara.

– Sil... – Retorquiu o quadrúpede, dando de ombros. Isso produziu um sorriso derreado na face do treinador.

– Entendo... – Avaliou, um tanto desalento. Retirou de um de seus bolsos duas Friend Balls e ficou olhando-as por algum tempo. – Nesse caso, suponho que requereremos de alguma assistência. – Denotou, antes de lançar os itens para frente.

Livres do interior das esferas surgiram à sua frente Chimchar e Zorua. O primeiro saltou rapidamente para seu lugar rotineiro sobre o ombro de Felipe, enquanto o segundo limitou-se a se espreguiçar e soltar um longo bocejo, contente de estar ao ar livre novamente. Prosseguiu em mostrar ao duo sobre a carta e lhes contar a situação com que se depararam. Os dois mostraram-se alegres ao descobrir que aquele nada mais era do que um momento para descontração. Andavam pela cidade em ritmo acelerado, já tendo iniciado a busca.

– Bom, agora que estão a par de todos os fatos, é necessário idealizemos uma estratégia eficiente para que vençamos. – Falou, analisando o “tabuleiro” e as opções que tinham. – Em condições normais, nossa chance de triunfar seria próxima de zero. Além de essa ser uma das especialidades dela, o fato de sua irmã ser capaz de antever nossa locomoção é de mesma forma perturbante. – O Pokémon silício soltou um suspiro desditoso, concordando com a afirmativa. O jovem apenas sorriu e visualizou por cima do ombro a raposa das trevas. – Mas da mesma forma dispomos de um trunfo. Poderias utilizar o Illusion para nos deixar invisíveis? – Perguntou.

Consentindo com o pedido, Zorua englobou seus olhos com um brilho carmesim e liberou uma fumaça espiralada purpúrea de seu corpo. A mesma rodeou os quatro indivíduos por algum tempo, antes de desvanecer em meio ao ar. A despeito de nada lhes parecer desigual, tinham conhecimento de que o truque havia funcionado. Pelo menos, por hora. Para que tal truque funcionasse, o canídeo sombrio deveria continuar a manter a ilusão por tempo indeterminado, e isso gastaria suas energias com demasiada velocidade.

– Obrigado por isso. – Agradeceu, esboçando um leve sorriso. Em seguida, tornou-se para os outros dois, circunspecto. – Dispomos de pouco tempo para vencermos isto, então temos de ser rápidos. Vamos caçar.






Assistia a mais um programa de televisão quando uma Chansey saiu dos fundos do Centro Pokémon trazendo consigo algumas Pokéballs. Erguendo-se da poltrona em um salto, David disparou em direção à Pokémon enfermeira, animado. Apanhando os três itens, lançou-os para cima, deixando seus companheiros surgirem. Os três aparentavam estar em suas melhores formas, apesar de estranharem o sumiço do ruivo e de sua equipe.

– Yahoo! – Esbravejou o treinador, socando o ar consecutivamente em comemoração. – Finalmente chegou a hora de embolsar a minha primeira insígnia! – Exclamou, fazendo com que a tríade de criaturas de bolso soltasse grunhidos de felicidade.

– Aquela conversa sobre não contar com os ovos dentro da galinha não serviu para nada? – Arguiu Jack, já habituado com o comportamento explosivo do amigo.

– Dispunhas de alguma suspeita quanto a isso? – Questionou Tamazarashi, com uma gota de suor descendo-lhe pela lateral da face.

– Boa sorte, David! – Encorajou Mary, em toda sua doçura.

– Obrigado! – Agradeceu, sorridente. Sentia-se contente e mais motivado após o incentivo da menina. Sem esperar, dirigiu-se a passos rápidos para a porta da enfermaria. – Agora é só encontrarmos o ginásio e vencermos o líder!

– Isso vai ser difícil, para não dizer impossível. – Articulou a Enfermeira Joy, imobilizando o treinador com estas palavras. O mesmo virou-se para trás, com uma expressão mista de assombro e furor. – Ele fica fora da cidade.

Por alguns instantes os sete visitantes permaneceram quietos, como se não houvessem entendido o que lhes fora dito. Mas quando a ficha caiu todos gritaram surpresos com a revelação.






Uma hora já havia transcorrido, contudo não obtiveram frutos na busca. Zorua atingira seu limite dez minutos antes e se estatelara no chão, extenuado. Felipe amparou-o no mesmo instante ao obrigá-lo a regressar par o interior da Friend Ball, mesmo com os protestos do Pokémon sombrio. Faltava não muito tempo para o meio dia, o que o deixava apreensivo. Tinham vasculhado todos os espaços em que ela poderia ter se abrigado e mesmo assim não a encontraram. Sem muitas opções sobre o que fazer a seguir, retirou a mensagem de seu bolso e voltou a lê-la.

– “...Como antigamente...” – Sussurrou, refletindo sobre as palavras. De repente arregalou os olhos, como se uma lâmpada se acendesse em sua cabeça. Com um sorriso triunfante, tornou-se para seus dois companheiros restantes. – Vamos lá, pessoal. Hora de vencermos este jogo.

Sem dar nenhuma outra dica sobre a “descoberta” que fizera, o ruivo saiu correndo em direção ao centro da cidade. Chimchar e Sileon entreolharam-se, confusos, deram de ombros e dispararam atrás de seu treinador. As pessoas abriam caminho para o trio, algumas assustadas e outras curiosas com o motivo para tanta pressa. Alcançando a sequoia, Felipe desacelerou e apoiou suas costas contra o tronco da mesma. Pegou o celular e olhou para o relógio no topo da tela; 12h01min.

– É... Parece que eu perdi. – Suspirou, admitindo a derrota. Os dois Pokémons ficaram desapontados com a notícia, apesar de que o mamífero metálico não o aparentava. Com um sorriso tranquilo ergueu a cabeça, olhando diretamente para a copa da árvore. – Se bem que te encontrei no final.

– Demoraste mais do que eu pensava para descobrir a minha pista. – Brincou uma voz vinda do topo da planta, surpreendendo ao duo de mamíferos.

– Oi, a culpa não foi inteiramente minha. – Reclamou, antes de rir calorosamente. – “Como antigamente” não era apenas para lembrar-me sobre o passado, mas também para informar sobre o local em que estavas. Você sempre se escondia em árvores, não é mesmo? – Questionou, ainda que com um tom retórico.

O som do farfalhar de folhas antecedeu a queda de alguém. Porém, antes que a pessoa se chocasse contra o solo, um vulto rosa surgiu ao lado do quadrúpede de silício e emitiu um brilho azulado da pedra em sua testa. Com uma aura azul envolvendo seu corpo, a garota foi desacelerando até mover-se com extrema lentidão. Há poucos centímetros do chão o efeito da técnica terminou, permitindo-a pousar com leveza e elegância.
Era uma jovem com uma idade semelhante à do protagonista, mas alguns centímetros menor. Seu cabelo era curto e castanho, com as mechas sendo separadas por uma presilha amarela e rosa. Os olhos tinham um curioso tom lilás, tão belos que o garoto quase se perdia neles. Trajava uma camisa lavanda e rósea, com três botões deste tom em seu centro. Usava também um par de shorts verdes, um cinto marrom-avermelhado, alguns braceletes dourados, longas meias brancas e sapatos rosados. Respirava tranquilamente enquanto sua Pokémon se aproximava e sentava ao seu lado.


– Já faz algum tempo, não é mesmo, lindinho? – Perguntou a garota, sorrindo em um misto de malícia e encanto.

– Realmente, Star Singer. – Concordou, dando alguns passos em frente. Com o canto do olho podia ver Sileon e Espeon brincando, felizes com o reencontro. Observar seu companheiro tão contente deixava-o no mesmo estado.

– Ora, vai começar a usar os codinomes? – Questionou a primeira, um tanto encabulada com isso. Avançou em direção ao velho amigo, ficando a centímetros de sua face. – Devo chamá-lo de Dark Fire, então? – O comentário fez com que o jovem risse um pouco.

– Como senti sua falta, Júlia. – Falou Felipe, antes de pressionar seus lábios contra os dela.


[Continua]

Prévia:
Spoiler:
Enquanto Felipe e Júlia põem o tempo que passaram longe um do outro de lado David e os outros dirigem-se ao ginásio para sua primeira disputa. Outro jovem já aguardava por Leonard, entretanto, e, sem opções, os heróis resolvem assistir ao seu combate. Isto e muito mais em: The Wild Dance Master

Fatos Importantes:
• Nossos heróis chegam à Thunday City.
• Uma nova personagem e velha amiga de Felipe, Júlia, é introduzida.
• A mesma revela possuir uma Espeon e uma Fennekin.
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por xKai em Sab 3 Ago 2013 - 21:53

E aí Dark, curti bastante o capítulo, este não foi um dos maiores mas me rendeu um bom tempo de BOA leitura. A cada capítulo eu me intrigo mais com Felipe, ele muitas vezes acaba sendo uma pessoa bem fria, espero que agora na presença de Julia ele fique um pouco mais manso... Essa garota chegou com tudo e mais um pouco! Além de propor uma espécie de esconde-esconde repleto de mistérios, demostrou ser um pouco sentimental, aparenta ser muito doce. Vai ver o garanhão já esteja amolecendo afinal... Fechou o capítulo dando um belo de um beijo na Julia :3

Até o próximo capítulo. Razz '

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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Black~ em Ter 6 Ago 2013 - 18:05

Bom, vamos lá.

Capítulo legal e tamanho ideal. Não teve tanta ação, foi mais focado no amor -qq, mas mesmo assim ficou legal, e diferente, eu diria, mas achei que fosse logo nesse que eles iam pro ginásio ):, parece que não vai ser no próximo também, mas enfim.

Senti um clima entre a Mary e o David (meu quase xará -qq), ela estava sorrindo pra ele e o incentivando, mesmo todos o negativando e o colocando pra baixo, dizendo que é difícil vencer e tudo mais. Como disse, ta pintando um clima -qq, mas enfim.

Essa Julia, hm, ela parece ser bem misteriosa, mas ser gente boa. Parece ser uma namoradinha antiga do Felipe, toda aquela brincadeira de passado, esconde-esconde, relembrando os velhos tempos, e no final ainda teve beijo. Acredito que se não era namorada, era uma amiga bem íntima, mas enfim.

O Felipe se mostrou bem misterioso, mesmo sendo legal, sei lá, ele se separou meio de repente do grupo, sem dar muitas explicações. Mas parece que a Julia será introduzida no grupo também, assim eles sabem o motivo da saída repentina -q.

Achei meio surpreso o ginásio não estar na cidade, acredito que ele fique em um esconderijo, talvez por isso a enfermeira disse ser muito difícil. Gostaria de ver os pokémons desse líder, e também espero ver a batalha do David contra ele, mesmo não sendo no próximo =/, mas enfim.

Erros eu não vi nenhum que pudesse prejudicar a leitura.

Enfim, é só e boa sorte com a fic.
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Hyurem em Qua 7 Ago 2013 - 14:49

DZ! XD
Primeiramente, devo me desculpar por não ter comentado o capítulo anterior, não consegui encontrar muito o que falar e também tive preguiça Razz Mals aí!

Sobre o capítulo focado na Janine, achei bem interessante a maneira com que você introduziu o Blaine na história, demonstrando mais uma vez que o Felipe não é um treinador comum. A batalha dupla foi bem interessante, mas não tinha como dois soldados da Team Prism (é isso, né?) ganharem de dois líderes de ginásio.

Sobre o último, fugiu bastante do comum. Não houve sequer uma batalha e, no entanto, conseguiu prender minha atenção tanto quanto os outros. Não entendi o porque de os companheiros de viagem do Felipe se surpreenderem tanto com a revelação do ginásio ser fora da cidade... Mas ok. Esta Júlia parece fazer o que poucos conseguem: deixar o Felipe um pouco menos frio.

Ambos os capítulos foram ótimos na narração e descrição. Gostaria que soubesse que raramente tenho dificuldades para entender qual Pokemon você está descrevendo e dar-lhe os parabéns por isso Smile 
Enfim, isso é tudo. Até mais!
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Rush em Seg 19 Ago 2013 - 0:34

DZ! /o/




Estou aqui, rapaz. Desculpe a demora pra comentar, de verdade. Ultimamente eu ando sem tempo algum, tanto que até tive que desistir da Gonryu antes de terminá-la. :/ Sei que não é uma desculpa boa, mas pelo menos é sincera, viu? AUEHAUe'


Enfim, você escreve MUUUUUUUUUUITO bem, cara. Você narra divinamente bem, eu me perco na leitura, e só consigo voltar à realidade quando alguém me chama ou quando o capítulo acaba. Neste caso, eu só tirei os olhos do capítulo quando este mesmo acabou, e com uma chave de ouro, ein? Tirando o nome, eu gostei bastante dessa Júlia. Não que tenha dado pra conhecê-la logo de cara, pelo contrário, eu estou ansioso pra ver como você vai desenvolvê-la. Acho que usar um Fennekin agora é um pouco cedo, mas de todos os Pokémons já apresentados, esse é o que mais gostei. Haha


Uma coisa que tenho que ressaltar, é que muitos romances do gênero do mesmo nome, não me agradam. Espero que você não caía nessa tentação de descrever apenas o amor e saudade que um sente pelo outro, e não se perca no foco da história. Mas sei que tu vai fazer um ótimo trabalho, já que é você né. 


Sobre o título, achei que seria um capítulo violento, em que os protagonistas iriam ser caçados por algum cara mal ou criatura selvagem, o que resultaria na captura de um novo Pokémon ou na evolução de outro, mas foi o contrário do que eu esperava, foi tudo bem calmo e tranquilo. Mesmo que isso não me agrade normalmente, eu achei este MUITO bem feito e desenvolvido. Gostei bastante.


Outra coisa meio boba, desde o início da jornada de Felipe, quanto tempo se passou? Só pra eu ter uma certeza mesmo.


É isso cara, tudo perfeito. Eu aguardo o próximo capítulo. (:


Um abraço, até mais! o/
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por DarkZoroark em Qui 19 Set 2013 - 7:28

@xKai escreveu:
E aí Dark, curti bastante o capítulo, este não foi um dos maiores mas me rendeu um bom tempo de BOA leitura. A cada capítulo eu me intrigo mais com Felipe, ele muitas vezes acaba sendo uma pessoa bem fria, espero que agora na presença de Julia ele fique um pouco mais manso... Essa garota chegou com tudo e mais um pouco! Além de propor uma espécie de esconde-esconde repleto de mistérios, demostrou ser um pouco sentimental, aparenta ser muito doce. Vai ver o garanhão já esteja amolecendo afinal... Fechou o capítulo dando um belo de um beijo na Julia :3

Até o próximo capítulo. Razz '
Kai o/
Valeu pelos elogios, primeiramente. Olha cara, a personalidade dele tem um motivo de ser assim que será revelado mais para frente no decorrer da história. Quanto a ficar mais manso, é como dizem: Born to be Wild. Botei isto exatamente para fechar o capítulo com chave de outro. Espero que goste deste capítulo


@Black~ escreveu:Bom, vamos lá.

Capítulo legal e tamanho ideal. Não teve tanta ação, foi mais focado no amor -qq, mas mesmo assim ficou legal, e diferente, eu diria, mas achei que fosse logo nesse que eles iam pro ginásio ):, parece que não vai ser no próximo também, mas enfim.

Senti um clima entre a Mary e o David (meu quase xará -qq), ela estava sorrindo pra ele e o incentivando, mesmo todos o negativando e o colocando pra baixo, dizendo que é difícil vencer e tudo mais. Como disse, ta pintando um clima -qq, mas enfim.

Essa Julia, hm, ela parece ser bem misteriosa, mas ser gente boa. Parece ser uma namoradinha antiga do Felipe, toda aquela brincadeira de passado, esconde-esconde, relembrando os velhos tempos, e no final ainda teve beijo. Acredito que se não era namorada, era uma amiga bem íntima, mas enfim.

O Felipe se mostrou bem misterioso, mesmo sendo legal, sei lá, ele se separou meio de repente do grupo, sem dar muitas explicações. Mas parece que a Julia será introduzida no grupo também, assim eles sabem o motivo da saída repentina -q.

Achei meio surpreso o ginásio não estar na cidade, acredito que ele fique em um esconderijo, talvez por isso a enfermeira disse ser muito difícil. Gostaria de ver os pokémons desse líder, e também espero ver a batalha do David contra ele, mesmo não sendo no próximo =/, mas enfim.

Erros eu não vi nenhum que pudesse prejudicar a leitura.

Enfim, é só e boa sorte com a fic.
Black o/
Valeu pelos elogios. Na verdade, originalmente eu ira por a batalha do David já agora e só introduzir a Júlia na cidade seguinte, mas como pensei em por um evento bem legal lá resolvi trazê-la mais cedo a companhia dos protagonistas. Cara, acho que clima entre eles é meio difícil. A Mary tem uns 7-9 anos e não acho que já pense nisso - eu pelo menos só fui começar a ligar lá pelos 11 XD. Mas enfim, quem sabe eu não faça algo para deixar o David em um relacionamento - já planejei algo para a Mary, porém kkkkkkk. A explicação para ele ter se separado estará no meio deste capítulo, então é bom prestar atenção. Quanto ao ginásio... Bem, não é um esconderijo no sentido literal da palavra, mas pode se considerar assim. Espero que goste deste capítulo.


@Hyurem escreveu:DZ! XD
Primeiramente, devo me desculpar por não ter comentado o capítulo anterior, não consegui encontrar muito o que falar e também tive preguiça Razz Mals aí!

Sobre o capítulo focado na Janine, achei bem interessante a maneira com que você introduziu o Blaine na história, demonstrando mais uma vez que o Felipe não é um treinador comum. A batalha dupla foi bem interessante, mas não tinha como dois soldados da Team Prism (é isso, né?) ganharem de dois líderes de ginásio.

Sobre o último, fugiu bastante do comum. Não houve sequer uma batalha e, no entanto, conseguiu prender minha atenção tanto quanto os outros. Não entendi o porque de os companheiros de viagem do Felipe se surpreenderem tanto com a revelação do ginásio ser fora da cidade... Mas ok. Esta Júlia parece fazer o que poucos conseguem: deixar o Felipe um pouco menos frio.

Ambos os capítulos foram ótimos na narração e descrição. Gostaria que soubesse que raramente tenho dificuldades para entender qual Pokemon você está descrevendo e dar-lhe os parabéns por isso Smile 
Enfim, isso é tudo. Até mais!
Hyurem o/
Cara, nem precisa se desculpar. Fiquei meio surpreso ali na hora, mas não há o porque de se preocupar. Pois é, preguiça eu tenho também - tanto é que esse capítulo ficou para bem mais tarde do que tinha originalmente planejado, mas tem uma explicação mais abaixo para isso. Primeiramente, obrigado pelos elogios. Esse capítulo da Janine e do Blaine, na verdade, servirá de "estopim" para o começo de uma história lateral à principal da Fanfic - assim como as do Reize e alguns outros. Concordo contigo que dois membros normais não venceriam uma dupla de líderes de ginásio, mas tem que pensar que foram originalmente mandados para eliminar apenas um - ou uma. Inclusive, os Pokémons deles foram escolhidos pensando tanto na região quanto na possibilidade de vencerem ela. O último capítulo realmente fugiu do normal, mas meio que gostei de fazê-lo. Quanto ao susto, acho que dei mesmo uma exagerada básica, mas também foi porque nunca vi antes um que fosse localizado fora da cidade. Deixar ele um pouco mais frio é questão de convivência, né cara. É mais difícil de ser frio com alguém que tu conheça a vários anos do que alguém que a recém conheceste. Espero que curta este capítulo.


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King Joffrey escreveu:DZ! /o/




Estou aqui, rapaz. Desculpe a demora pra comentar, de verdade. Ultimamente eu ando sem tempo algum, tanto que até tive que desistir da Gonryu antes de terminá-la. :/ Sei que não é uma desculpa boa, mas pelo menos é sincera, viu? AUEHAUe'


Enfim, você escreve MUUUUUUUUUUITO bem, cara. Você narra divinamente bem, eu me perco na leitura, e só consigo voltar à realidade quando alguém me chama ou quando o capítulo acaba. Neste caso, eu só tirei os olhos do capítulo quando este mesmo acabou, e com uma chave de ouro, ein? Tirando o nome, eu gostei bastante dessa Júlia. Não que tenha dado pra conhecê-la logo de cara, pelo contrário, eu estou ansioso pra ver como você vai desenvolvê-la. Acho que usar um Fennekin agora é um pouco cedo, mas de todos os Pokémons já apresentados, esse é o que mais gostei. Haha


Uma coisa que tenho que ressaltar, é que muitos romances do gênero do mesmo nome, não me agradam. Espero que você não caía nessa tentação de descrever apenas o amor e saudade que um sente pelo outro, e não se perca no foco da história. Mas sei que tu vai fazer um ótimo trabalho, já que é você né. 


Sobre o título, achei que seria um capítulo violento, em que os protagonistas iriam ser caçados por algum cara mal ou criatura selvagem, o que resultaria na captura de um novo Pokémon ou na evolução de outro, mas foi o contrário do que eu esperava, foi tudo bem calmo e tranquilo. Mesmo que isso não me agrade normalmente, eu achei este MUITO bem feito e desenvolvido. Gostei bastante.


Outra coisa meio boba, desde o início da jornada de Felipe, quanto tempo se passou? Só pra eu ter uma certeza mesmo.


É isso cara, tudo perfeito. Eu aguardo o próximo capítulo. (:


Um abraço, até mais! o/
Rush o/ - Vou continuar te chamando assim porque já me acostumei ú.ú
Não precisa se desculpar cara. Também to tendo falta de tempo essas últimas semanas - inclusive to te devendo uns comentários na Crônicas. Hehe obrigado pelos elogios. Pode deixar que irei desenvolvê-la muito bem. Ela e os outros velhos conhecidos do Felipe terão um "cuidado" maior nesse quesito porque irão ter bastante importância para o enredo. A Fennekin não vai batalhar por hora não, apesar de já ter uns ataques confirmados lá na Serebii. Ta aí uma coisa que temos em comum; odiamos essa coisa de que quando começa um romance em Fic sobre anime a história vai para o espaço. Pode relaxar que o "romance" - se é que dá para chamar assim - dos dois não será uma coisa tão grande assim durante o desenrolar da história. Talvez até tenha um ou outro momento mais água com açúcar, mas serão bem poucos. Pior que eu tinha imaginado de fazer algo assim a princípio, mas decidi deixar isto para mais tarde só pra matar o pessoal do coração. Quanto ao tempo que se passou, pelos meus cálculos dá umas 2 semanas. Espero que goste deste capítulo.

Gente, eu sei que tenho estado meio ausente estes últimos dias. O problema é que estou planejando em criar uma Fanfic de Fairy Tail - Metsuryuujin no Maho o nome da fic - aqui no fórum e passei as últimas semanas só planejando ela e negligenciando o resto tudo. Como tô com os detalhes acertados agora, espero poder voltar a entrar como normalmente. Rush, Kai, Murilo e Black; Sinto muito por ter perdido capítulos da fic de vocês e ter ficado sem comentar. Vou aproveitar que amanhã é feriado aqui no RS e que sábado é feriadão para quitar minhas dívidas com vocês, ok?
Sem mais delongas deixo-os com o capítulo



The Wild Dance Master


A estrada a leste da cidade era constituída por pequenos morros ocultos por uma vasta relva dourada. Fazendeiros aravam algumas plantações de arroz em torno do corredor de terra batida pela qual caminhavam. Metros à frente, as pás de enormes veletas metálicas giravam com as rajadas de vento, produzindo energia que mais tarde seria convertida em eletricidade. A ventania trazia outra coisa também: pequenos Pokémons rosas de corpo arredondado e um par de longos brotos verdes, semelhantes àqueles de dentes-de-leão, surgindo do topo de sua cabeça. Suas orelhas eram grandes e triangulares, mas seus membros eram quase que atrofiados. Seus olhos eram áureos e aparentavam não possuir pupilas e os pés possuíam marcações amarelas. Maravilhada com a beleza dos pequenos seres, Mary pegou sua Pokédex e apontou-a na direção de um deles.

Hoppip, o Pokémon erva daninha. Seu corpo é tão leve que até mesmo a mais agradável brisa pode levá-lo. Quando sente a chegada de um forte vendaval costuma agrupar-se com outros de sua espécie para evitar serem arrastados. Diz-se que quando grandes bandos são vistos em montanhas e campos a primavera está para chegar.Informou o objeto, em sua entonação singularmente mecânica.

– Que gracinhas! – Exclamou a coordenadora, esboçando um sorriso infantil. Aparentava desejar deitar ali mesmo e ficar observando-os por horas a fio.

– Olha o que temos aqui! – Comentou Tamazarashi, surpreso enquanto via a passagem dos pequenos seres rosados. – É bem incomum de avistá-los em Zixus, que eu me recorde.

– Eu até ficaria interessado se não fossem tão fracos. – Disse David, desinteressado. Seu tom também apresentava uma evidente impaciência. Ansiava por chegar logo ao ginásio. – Mas enfim, é melhor deixar isto de lado e...

– Quero capturar um! – Declarou, fazendo com que o treinador caísse comicamente. Sem perder tempo, pegou uma de suas Pokéballs e lançou-a para frente, libertando sua Buneary. A coelha cor-de-rosa rodopiou como uma bailarina por algum tempo, antes de parar e encarar a menina, animada. – Vamos lá!

– Pedra, papel e tesoura para vermos quem fica aqui e quem vai com o estressado? – Perguntou o coordenador, murmurando com o mais velho. Concordando com a proposta, os dois agitaram seus punhos algumas vezes antes de exporem o elemento selecionado. Aquele optara por esticar a mão por inteiro e este mantivera a sua completamente fechada. – É... Boa sorte. – Desejou, antes de ir reunir-se com a garota.

– Quem é que escolhe papel nesse bendito jogo? – Murmurou Jack, em tom de resmungo. Sem muitas opções foi atrás do treinador, o qual já subia o monte.






– Eu pensava que Ryuuhei tinha vindo para cá contigo. – Comentou Felipe, tomando mais alguns goles de seu café.

Pouco após o reencontro, o par de jovens optara por parar em uma lanchonete próxima e por o papo em dia antes de seguirem para o ginásio. O estabelecimento situava-se na principal rua da cidade e, apesar de simples, era encantador. Baixas cercas alvas contornavam a propriedade, harmonizando com rochas cor de mármore que compunham o piso. Algumas mesas equipadas com guarda-sóis estavam organizadas ao redor da entrada para que os fregueses desfrutassem do melhor que a cidade tinha a oferecer. Um toldo listrado azul e branco protegia a fachada do prédio da luz direta do sol. Grandes vidraças revelavam alguns dos produtos disponíveis; pães, sanduíches, croissants, empadas, chocolates, bombons e bolos, entre outros.
Já haviam concluído a refeição e agora petiscavam guloseimas de sobremesa. A moça deliciava-se com uma fatia de torta de limão e entregara uma segunda por debaixo da mesa para Espeon. Chimchar estava sentado sobre o móvel chupando um picolé enquanto Sileon dormia confortavelmente sob a sombra proporcionada pela mesa.


– Bem, você o conhece... Uma vez que soube a respeito das condições implacáveis do norte logo deu um jeito de desviar minha atenção e partiu em disparada para lá. – Confessou Júlia, comendo outro pedaço do doce. No momento em que fechara a boca um sorriso alastrou-se por sua face. – Tão bom! Tem certeza de que não quer um pouco? – Ofereceu, empurrando o prato em sua direção.

– Dispenso, mas agradeço de toda forma. – Recusou o ruivo, sem esquecer-se dos bons modos. Sorrindo, devolveu-lhe o alimento. – Pessoalmente, gostaria que Ren ou Zan o acompanhassem para que ele não se metesse em problemas, mas como eles ainda levaram algumas semanas para aparecer... Então não tem jeito. – Suspirou o jovem, ingerindo mais algumas goladas do drinque. – Mudando de assunto, Howard lhe disse algo?

– Quando que ele fica sem falar? – Questionou, soerguendo ligeiramente uma de suas sobrancelhas. Retirou de seu bolso um disco com tamanho próximo ao de uma moeda e largou-o sobre a mesa. Era inteiramente negro com exceção de um meio círculo azulado em seu centro. – Se bem que a maior parte está aqui.

Já ponderando sobre o que viria por encontrar, o jovem pressionou o domo gentilmente com a mão e puxou-a de volta para si. Imediatamente o objeto emitiu uma projeção holográfica, revelando um homem na casa dos sessenta ou setenta anos. A calvície atingira-o com tal intensidade que lhe restavam cabelos apenas atrás de suas orelhas, estes sendo espetados e acinzentados. Possuía, igualmente, bigode e um cavanhaque pontiagudo, quase no formato da seta de uma lança. Trajava uma camiseta havaiana rosa com estampas de palmeiras verdes e um par de bermudas cor de areia. Usava chinelos brancos e óculos escuros cobrindo seus olhos. Pretendia transmitir um ar mais respeitável com um jaleco de laboratório, mas não conseguira o efeito desejado com a dupla de adolescentes.

– Que história é essa de Ten Deadly Claws?! – Gritou imediatamente a figura, com uma veia quase explodindo em sua testa. Os jovens retraíram-se devido à súbita cólera do idoso, com uma gota de suor escorrendo pela lateral de suas faces. Após mais alguns instantes de reclamações esquentadas sobre o aparente excesso de confiança do ruivo, finalmente acalmou-se e prosseguiu com o diálogo. – Mudando de assunto, o prisioneiro que você mandou revelou pouca coisa útil durante os interrogatórios. O primeiro ponto é que ele admitiu ter sido parte da Team Aqua anteriormente. Aparentemente, há alguns meses, ele e outros foram abordados por um homem misterioso que lhes prometera o de sempre: poder, dinheiro e tudo mais. Mas acabaram por aí as novidades. Ao que parece, a organização é tão bem hierarquizada e estruturada que apenas os comandantes conhecem os generais e apenas estes mantêm alguma relação com o líder. – Comentou, aborrecido com a escassez de informações. – Imaginamos que isto vá mudar com a sua intromissão nos assuntos deles, então teremos de esperar para obtermos algo realmente relevante. Já falei com minha irmã e ela pôs todos os recursos possíveis à sua disposição. Já avisei para Ren e Zan tomarem navios que vão diretamente para Zixus. Imagino que isto irá reduzir, mesmo que um pouco, o tempo que terás de esperar. Por enquanto é só. – Com isto dito o projetor inativou-se e foi recolhido pela moça. O ruivo atirou-se contra o encosto da cadeira, cansado de súbito.

– Não serviu de nada ter capturado aquele cara... – Lamentou-se Felipe, com tom semelhante ao que Howard usara. Sileon limitou-se a soltar um longo bocejo, anuindo com seu treinador.

– Ah, não é bem assim... – Contestou Júlia, sorrindo com feitio atencioso. O companheiro encarou-a pensando se tratar apenas de um encorajamento vazio, mas fora o oposto. Havia se esquecido de que ela não falava nada da boca para fora. – Afinal, agora sabemos que, quem quer que seja o líder da Team Prism, deve ter alguma noção de estratégia militar básica para hierarquizar uma entidade com tamanha eficiência. – Pegou o garfo e depositou-o sobre o prato vazio onde outrora estivera a torta.

– Ou que não seja um idiota completo... – Pronunciou indistintamente. Tomou o restante do café com alguma pressa e voltou a por o copo sobre a mesa, levantando-se em seguida. Por instinto, Chimchar saltou de imediato para seu ombro, ainda saboreando-se com a guloseima. – No entanto isto não me interessa muito. No momento, eu tenho que estar em outro lugar torcendo por alguém. Você vem junto? – Perguntou, estendendo-lhe a mão.

– Sempre. – Falou a moça, aceitando a cortesia. Os irmãos, percebendo o distanciamento de sues treinadores, rapidamente saíram de debaixo da mesa e juntaram-se a eles.






Os dois afinal conseguiram atingir o topo da encosta. Demorara mais do que haviam julgado a princípio, visto que a serpenteava por entre os cata-ventos e montes menores. Alguns poucos metros a frente estava a tão aguardada instalação. Era menor que um prédio comercial, mas no mínimo duas vezes o tamanho de um domicílio considerado espaçoso. Ao lado, atrás de uma cerca de arame farpado, estavam posicionados meia dúzia de geradores ligados às veletas por longos cabos negros.  A edificação, no entanto, contrastava excessivamente com isto. O exterior aparentava ser feito de madeira enegrecida por anos suportando as intempéries e não possuía um telhado. Na verdade, abria-se como a copa de uma árvore, com alguns galhos cobertos por teias de aranhas e folhas amareladas, incomuns para a estação. As únicas peças que pareciam ter sido feitas por mãos humanas eram o duplo portão de ferro e uma placa com os dizeres “Thunday Gym” escritos em vermelho e com uma Pokéball desenhada sobre um Z entre as palavras.

– Incrível! – Exclamou David, deslumbrado com a estrutura à sua frente. Agindo como uma criança, começou a correr quase que desesperadamente em direção ao portão. – Finalmente minha primeira insígnia!

– Como que ele não cansa?! – Perguntou-se Jack, parando para recuperar o fôlego. Ter tido que acompanhar o amigo em uma corrida frenética cansara-o em exagero. Verificando que o outro não iria cessar seus movimentos, tratou de apertar o passo para acompanhá-lo. – Ei! Espera aí!

Pressionando suas mãos contra os portões e empurrando-as com força, o treinador abrira uma fresta... Só para observar um rio de chamas explodindo à sua frente. O interior tinha o mesmo aspecto do exterior, com a estrutura em si parecendo ter sido feita dentro de uma colossal árvore. Uma floresta também aparentava crescer ali, com uma exuberante variedade de flora subtropical.  No centro de tudo, uma feroz batalha ocorria. De um lado estava um homem no final de seus vinte anos. Sua pele acobreada contrastava com os longos cabelos louros atados firmemente em um rabo de cavalo. Seus olhos tinham uma cor que lembrava musgo. Não era muito alto, tendo algo por volta dos um e setenta de altura. Trajava uma camisa rubra sob um casaco verde com detalhes vermelhos, um par de calças jeans pretas e sapatos do mesmo tom. O outro era um garoto jovem, talvez um ou dois anos mais novo que Felipe e David. Tinha cabelos prateados e espetados, pele clara e olhos azuis. Usava uma camisa azul-marinho de gola alta e, sobre esta, outra branca um bocado folgada. Vestia também uma bermuda cinza e tênis azuis.
Entre os dois, um par de Pokémons lutava ferozmente. O do mais velho era um ser bípede e verde-água, com um padrão cor de palmeira desdobrando-se do alto de sua cabeça até seus pés. Tinha orelhas arredondadas e atarracadas e um bico de pato vermelho. Uma grande almofada de lírio com um entalhe na lateral posicionava-se sobre sua cabeça, quase como um sombreiro. Tinha longos braços que culminavam em quatro longas unhas vermelhas e um polegar acanhado. O outro era uma criatura reptiliana e dípode. Possuía escamas vermelhas e uma barriga chantilly. Um chifre crescia do topo de seu crânio, dando-lhe um ar mais assustador. Tinha confiantes olhos azuis e um alongado pescoço. Seus braços eram relativamente compridos e culminavam em um trio de garras afiadas. Suas pernas eram acanhadas e musculosas, com a sola dos pés contendo tonalidade cor de creme. Uma longa cauda culminava em uma chama laranja-amarelada. Curioso quanto à identidade dos dois, David sacou sua Pokédex e dirigiu-a para o campo de batalha.


Lombre, o Pokémon alegria. É a forma evoluída do Lotad. Seu corpo é recoberto por uma membrana escorregadia e pegajosa. Alimenta-se de uma espécie musgo aquático que cresce sobre as rochas no leito de rios e lagos. É conhecido por ter um espírito brincalhão; sempre que encontram uma isca, amarram a linha de pesca para depois rirem do infortúnio do pescador. – Explicou o objeto, em seu tom apático costumeiro. Em seguida, passou a transmitir informações sobre a outra entidade. – Charmeleon, o Pokémon flamejante. É a forma evoluída do Charmander. Por natureza, é uma espécie cabeça-quente que está sempre a procura de novos adversários, acalmando-se apenas após vencer. Destrói seus inimigos impiedosamente com suas garras. Quando excitado, a chama na ponta de sua cauda brilha em um tom branco-azulado. Apesar de raro na natureza, pode ser encontrado em algumas áreas montanhosas. Detalhou, desligando-se logo em seguida.

– Oh? Novos treinadores? – Perguntou o loiro, tendo reparado na aproximação de David e Jack. Com o comentário, o garoto olhou por cima do ombro por alguns instantes, analisando a dupla, e logo voltou sua atenção para o combate. – É um prazer conhecê-los! Chamo-me Leonard, sou o líder de ginásio da bela Thunday City. Apreciaria ser capaz de papear mais com vocês, mas como podem observar estou no meio de algo aqui. Se puderem esperar até terminarmos esta contenda... – Indicou com a mão um lugar próximo aonde os protagonistas poderiam esperar. Um tanto rabugento por ter de esperar mais, o treinador recostou-se contra uma árvore e passou a observar o combate. – Bem... Onde nós estávamos?

– Charmeleon, Smokescreen e depois Dragon Tail! – Comandou o moço, focado inteiramente na ação. Estava calmo, no entanto. Surpreendentemente calmo, fez notar-se o espectador mais velho.

Water Sport e Teeter Dance! – Exclamou o líder, com um sorriso inabalável.

Com um rugido misto de fúria e excitamento, o lagarto escarlate expeliu uma densa fumaça negra de sua boca que rapidamente alastrou-se por todo o campo de batalha. Agindo depressa, Lombre disparou múltiplos borrifos d’água por toda a extensão do campo de batalha, encharcando-o. Começou então a pular de uma perna para a outra enquanto agitava os braços no ar em uma dança muito esquisita, sem qualquer efeito aparente. Brotando de seu esconderijo em meio à fumaça, Charmeleon atingiu a face do adversário com sua cauda, que brilhava cianótica. A força fora tamanha que o Pokémon de água foi jogado contra uma arvora próxima, sendo nocauteado com o impacto. Contudo, o vitorioso aparentava não ter saído ileso do confronto, com seus olhos brilhando em vermelho e seus pés cambaleando e vacilando a cada passo.


– Obrigado por tudo, Lombre. Seu sacrifício não foi em vão. – Agradeceu Leonard, retornando o companheiro para o interior de sua Pokéball. Trocando rapidamente de itens, atirou um segundo para frente. – Conto com você, Cacturne!

Emergindo de um véu de luz estava um Pokémon humanoide que mais lembrava um espantalho feito de cactos. Seus olhos eram amarelos e sua boca nada mais era do que buracos circulares em sua face. Seus braços, pernas e pescoço eram recobertos de espinhos por toda sua extensão. Quatro losangos projetavam-se da frente de seu corpo. Uma espécie de “chapéu” triangular de pontas afiadas cobria o topo de sua cabeça. Mediante a aparição do novo adversário o desafiante retornou seu companheiro e rapidamente substituiu-o por outro. Este era uma grande joaninha primariamente vermelha. Suas antenas e pescoço eram inteiramente negros. Seus olhos eram grandes, azulados e levemente inclinados para frente. Tinha dois pares de braços pretos que culminavam em mãos brancas cerradas como punhos. Suas pernas eram semelhantes aos braços, mas terminavam em largos pés vermelhos. O interior de suas asas, bem como sua barriga e focinho, eram amarelos. Ao longo de suas costas e em meio a sua testa havia vários círculos negros característicos da espécie. Mais uma vez, David sacou sua Pokédex e apontou-a para o campo.

Cacturne, o Pokémon espantalho. É a forma evoluída do Cacnea. Durante o dia permanece imóvel para não perder qualquer umidade sobre o forte sol do deserto. Torna-se ativo durante a noite quando a temperatura do ambiente cai. Após ter passado centenas de anos neste ambiente, o sangue desta espécie transformou-se nas mesmas substâncias que compõem a areia. – Contou, passando para o indivíduo seguinte poucos segundos depois.Ledian, o Pokémon cinco estrelas. É a forma evoluída do Ledyba. É dito que em um local com o céu limpo e muitas estrelas haverá também um enxame deles. As manchas em suas costas crescem quando expostas a luz dos astros.

– Se for julgar apenas pelo tipo deles, pode-se dizer que o garoto está com a vantagem quase que absoluta nessa luta. – Comentou Jack, analisando cada aspecto do combate.

– Oh? Será mesmo? – Retrucou o líder, aparentemente não abalado com o comentário. – Pense bem. Por qual motivo eu teria usado Water Sport no último turno se não para abalar a eficácia dos movimentos do tipo fogo? Cotton Spore e Toxic!

Obedecendo ao comando lhe dado, o cacto humano soprou múltiplas esferas de algodão que passaram a flutuar ao seu redor. Em seguida, cuspiu um jato de um líquido arroxeado sobre elas, fazendo com que o absorvessem e tornassem-se púrpuras e venenosas. Um macabro sorriso surgiu na face de Cacturne ao contemplar a “obra” que criara.


– Uma barreira destas é realmente problemática já que, ao mesmo tempo em que são densos demais para serem soprados por alguma ventania, há umidade em excesso para que sejam queimados. – Explicou Leonard, esboçando um sorriso confiante. – Bem-vindo à primavera dos venenos.






– Buneary, Ice Beam!

– Murkrow, Sky Attack!

Procedendo aos saltos em mais uma investida, a coelha cor-de-rosa abriu sua boca e formou à sua frente um globo gélido de luz. Diversos relâmpagos deixaram-no e avançaram sobre o pequeno Pokémon vegetal. Este, no entanto, foi capaz de esquivar despreocupadamente do ataque com o auxílio dos ventos. Reparando a oportunidade, o pássaro das sombras caiu sobre o adversário com elevada velocidade enquanto um véu branco lentamente abrangia seu corpo. Hoppip, contudo, conseguira mais uma vez evadir com facilidade, embora aparentasse não compreender que aquilo se tratava de uma batalha.
Já o enfrentavam há mais de dez minutos e até o momento todos os seus esforços haviam se mostrado infrutíferos, ao passo que seus companheiros jaziam exaustos. Tinham conseguido afastar um dos membros do restante do grupo, mas capturá-lo provara-se ser um desafio maior do que o antecipado. As correntes de ar faziam seus movimentos serem imprevisíveis e difíceis de acompanhar.


– Droga! – Queixou-se Tamazarashi, limpando o suor de sua testa com a manga de seu moletom. A disputa exauria suas forças lentamente. – Como é que vamos conseguir parar esse baixinho?

– Que tal virar para trás e pedir com jeitinho? – Questionou-lhe alguém as suas costas. Antes que os coordenadores conseguissem ver quem era, um vulto pulou por sobre suas cabeças.Gravity e Quick Attack.

Emitindo um brilho fosco das meias-esferas de suas orelhas, Sileon teve seus olhos tomados por um brilho azul-petróleo. Uma aura roxa cobriu o corpo de Hoppip, instantaneamente sujeitando-o contra o solo. Bocejando devido à facilidade, o mamífero metálico deslizou velozmente em direção ao seu competidor, deixando para trás um rastro de luz enquanto o fazia. Sem ter como realizar qualquer movimento, o Pokémon erva daninha foi atingido e jogado para trás, completamente nocauteado.

– No caso de não ser capaz de atingir um opositor, o mais aconselhável é restringir seus movimentos e depois focar na ofensiva. – Analisou Felipe, pressionando seu polegar e indicador contra os lábios e assobiando. Sileon suspirou, concordou com a cabeça e deslocou-se calmamente para o lado de seu treinador, passando pela dupla de coordenadores. – O que quiser capturá-lo, vá em frente.

– Certo! – Respondeu Mary, pegando uma de suas esferas vazias e lançando-a na direção do selvagem. – Vai lá, pokéball!

O item abriu-se de súbito ao ralar no Pokémon erva daninha. Um relâmpago vermelho escapou de seu interior e o englobou, puxando-o para o seu interior e tornando a permanecer lacrada. Ficou balançando por algum tempo até se acalmar, sinalizando uma captura perfeita. Feliz com o novo amigo obtido, a menina correu até onde o globo estava e recolheu-o com cuidado, protegendo-o entre suas mãos. Ao virar-se para encarar o ruivo, porém, notara algo diferente. Certamente que Felipe, Sileon e Chimchar já eram figuras tão rotineiras em sua vida que se sentia melhor em tê-los por perto. A garota e a Espeon, entretanto, eram outra história...






– Cacturne, use Venoshock! – Conduziu Leonard, embarcando no ritmo da batalha. O sorriso que tinha em sua face deixava transparecer o prazer que sentia com a luta.

– Ledian, evasiva e depois Bug Buzz! – Comandou o desafiante, com mais uma contra medida para a estratégia do líder. Conseguira ignorar os esporos tóxicos que flutuavam pelos céus do ginásio ao usar o Safeguard.

Ainda retendo certo ar de convencimento o Pokémon espantalho expeliu diversos jatos de um ácido verde pelos buracos de sua face. O que em outros casos seria um golpe reto se tornara na realidade omni-dimensional. Estupefato, o inseto gigante tentou manobrar ao redor da clareira enquanto desviava dos espirros venenosos, mas após evitar cerca de duas dúzias deles findou por ser tocado, recebendo um dano razoável. Ainda desejando obedecer às ordens de seu treinador, Ledian envolveu suas asas com um brilho avermelhado. Juntou suas quatro mãos em frente ao tórax enquanto suas antenas vibravam de maneira selvagem, criando, entre estas, um orbe escarlate. Um raio saiu do interior deste, produzindo um ruído incômodo enquanto cruzava o ar. Inalterado, Cacturne simplesmente inibiu a ação com mais alguns disparos corrosivos.

– Finalize com Swords Dance e Thunder Punch! – Exclamou o loiro, pretendendo não dar tempo para uma reação contrária.

– Atinja-o com Fire Punch, rápido! – Bradou o treinador, calmo apesar de tudo.

Agindo com velocidade, o cacto espantalho emitiu um brilho arroxeado de todos os espinhos de seu corpo. Estes aumentaram exponencialmente até ficarem quatro vezes o tamanho original. Saltando para cima do Pokémon joaninha, revestiu um de seus punhos em um manto de relâmpagos dourados. Aprontando-se para suportar o impacto, Ledian ergueu suas quatro mãos e envolveu-as em chamas vermelho-alaranjadas. Com o choque, Cacturne conseguiu atingir a face do invertebrado, mas recebeu quatro socos em seu estômago, recebendo um prejuízo consideravelmente alto. Não conseguindo mais suportar suas lesões a joaninha caiu no chão, nocauteada. Sem nada dizer, o garoto retornou-o para a pokéball e trouxe de volta a campo seu Charmeleon.


– O tempo é seu inimigo agora. – Constatou Leonard, com um sorriso quase que vitorioso estampado em sua face. – Logo o efeito do Safeguard terá passado e os esporos irão intoxicá-lo e lentamente exauri-lo de suas forças.

– Bem, nesse caso... Acho que terei de terminar com tudo neste instante. – Sussurrou o treinador, deixando o líder surpreso. Constatando que o lagarto vermelho olhava-o pelo canto do olho, acenou levemente com a cabeça. – Sim, vamos fazê-lo. Movimento triplo! Sunny Day, Heat Wave e Fire Blast! – Exclamou, meio que arriscando tudo nisto.

Um tanto convencido de sua vitória, o Pokémon flamejante consentiu que seus olhos fossem envolvidos por um brilho amarelado. Erguendo uma de suas mãos para cima lançou um raio de luz, aumentando imensamente a força do sol. Abriu então a boca e lançou uma rajada de vento quente na direção do oponente. Os esporos em seu caminho eram rapidamente desidratados e queimados, tornando-se nada mais do que um acumulado de sujeira sobre o solo. Distraído por este acontecimento, o líder não viu o verdadeiro problema que ocorria antes que fosse tarde demais. Raízes brotavam dos pés de Cacturne e seus movimentos tornavam-se mais e mais estáticos a cada instante. Aproveitando-se desta chance, Charmeleon liberou uma poderosa rajada de chamas vermelho-amareladas. Enquanto viajava em frente, o fogo tomava a forma do kanji 大. Sem conseguir mover-se normalmente o espantalho das sombras foi atingido e atirado para trás, caindo nocauteado.

– Espera aí! – Exclamou David, pedindo tempo. Parecia inconformado com a maneira que o Pokémon do líder tombara. – Como foi que ele não conseguiu desviar?

– Ele foi esperto e usou o calor. – Disse Leonard, aproximando-se do desafiante e do par de protagonistas. Já havia retornado seu companheiro para sua pokéball e agora carregava entre suas mãos um pequeno símbolo de metal em uma de suas mãos. Parecia-se com um cacto, tendo no topo deste uma flor de lótus a desabrochar. – Cacturnes têm o hábito de parar de se movimentar quando quer que a temperatura se eleve. Foste muito esperto em ter percebido isso, Kai. – Elogiou, depositando o distintivo em suas mãos. – Assim sendo, tenho o prazer de lhe entregar a Insígnia de Lótus.

– Muito obrigado. – Comentou o garoto, feliz com o resultado. Ao seu lado, Charmeleon sorria descontraidamente. Estava para ir embora quando, de repente, olhou para David. – Vamos ter uma batalha um dia destes. Parece-me que será muito divertida.

– Sim! Fique me esperando! – Concordou o desafiado, animado com a ideia de enfrentar o novo conhecido. Aos olhos de Jack, os dois pareciam nutrir uma espécie de rivalidade... Mesmo nunca antes tendo tido um confronto.

– Mas antes creio que vás querer uma batalha contra mim, não é mesmo? – Perguntou o líder, em tom de retórica.

Os dois então tomaram suas posições para começar o combate. Contudo, antes que o mesmo iniciasse, os portões de ferro abriram-se mais uma vez. Seus amigos, constatara o treinador. Tamazarashi e Mary entraram primeiro, mas Felipe continuava segurando a porta por alguma razão. Foi então que uma moça adentrou o local, seguida de perto por uma Espeon. Sua aparição trouxe dúvida no olhar dos dois garotos.

– Quem é ela? – Deixou escapar David, desconcertado. Até mesmo o líder parecia perdido em meio a situação que se passava.

– Esta é a Júlia. – Respondeu o ruivo, indicando a moça enquanto a porta fechava-se as suas costas. – Nossa nova companheira de viagem.


[Continua]


Prévia:
Finalmente chegou a hora de David ter sua primeira batalha de ginásio. Entretanto, confrontado com as táticas de Leonard e seu exército de Pokémons de planta ele logo é posto contra a parede. A situação parece desesperadora, até que Axew decide tomar as rédeas da situação e parte para cima de seus oponentes em uma ofensiva sem limites. Não percam: A Dragon’s Pride.

Eventos Importantes:
• Mary captura um Hoppip;
• Leonard é introduzido;
• Um novo rival, Kai, é introduzido também;
• Este revela ter um Charmeleon e um Ledian;
• Kai vence Leonard e recebe a insígnia de lótus;
• O confronto entre David e Leonard está para começar.[/color]
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