Pokémon Mythology
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Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Kurosaki Mud em Sab 1 Set 2012 - 22:35

DZ, sabe que adoro sua fic, mas por falta de tempo eu não comento em quase nenhuma fic, raramente, mas você merece <3
Bem, eu serei sincero, acho que pulei uns dois capítulos e li apenas o último, estou com sonin, e prefiro dar um coment do que faltar a dar u.u Portanto, me desculpe mais uma vez, mas mesmo não comentando, sei que você é um dos melhores escritores da PM.
O que notei no capítulo: COmo sempre, amo o seu jeito de separar negrito e não negrito com as falas. Os caps sempre tem batalhas e essa foi show, o Pandeeba é um dos pokés que eu queria que existisse -q
Erros, teve uma junção do "e" com a palavra "Sword", foi errinho besta que passa despercebido, fica sussa ^^ Portanto, se você não ganhar PMA, eu mato os jurados e.e
Inté, espero passar aqui mais vezes, mas é culpa da facul e dos projetos e da moderação .--. Nem galerias comento mais -q o/



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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Dusknoir em Dom 2 Set 2012 - 22:46

Voltei.

Espere... Preciso de algumas horinhas para acostumar meus olhos a verem outras coisas que não sejam letras, estratégias de batalhas e apresentações...

Santo Deus! Muita informação para digerir, e sobre esses shadow pokémon acho que cheguei a vê-los em algum jogo, porém não me recordo do nome e.e

Continua com a escrita maravilhosamente bem, tal qual, a narrativa.

Parabéns por mais... Todos esses capítulos que eu não havia lido/comentado por, digamos que, probleminhas, em minha vidinha mundana u.ú

Agora fui.
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por DarkZoroark em Qua 19 Set 2012 - 12:56

Olá pessoal. Desculpa essas duas semanas sem postar nada aqui, mas obrigações extra fórum me deixaram sem muito tempo para fazê-lo. Mas agora que elas terminaram vou poder postar aqui para vocês mais um novo capítulo. Antes de tudo, vejamos os comentários.

@Tsurugi escreveu:Gostei muito do capítulo. Acho que sua escrita melhorou bastante, não notei erros.
Foi bem explicativo e interessante, espero ter outros iguais ou melhores. A história está progredindo bastante, continue assim! Sua fic tem tudo para ser a melhor do fórum, que na minha opinião já é.

Obrigado pelos elogios. Não se preocupe que continuarei a escrever desta mesma maneira (só que com um intervalo menor entre um capítulo e outro, hehe.). Você realmente acha que a minha fanfic é a melhor do fórum? Sinto-me honrado por isso. Espero que goste desse capítulo.

@Hyurem escreveu:LooooooooooooooooooL LOL

Nem sei o que comentar... Agora o Reize me deu medo de verdade! Um movimento que diminui a vitalidade dos Pokémon em campo?!?!

O capítulo foi ótimo, muito envolvente. O final da batalha do Tamazarashi e da Mary foi muito bom e você continua sendo um excelente escritor. Já pensou em ser profissional?

Estou muito curioso para saber qual o terceiro Pokémon do Takuto!

Bem, é isso!

Nunca vi um lol tão grande na minha vida (talvez uma vez, mas isso é história para mais tarde). Vitalidade seria tipo HP. Não coloquei assim porque ia parecer muito mecânica a fanfic, desviando de seu objetivo inicial de seguir o anime. Você poderá vê-lo neste capítulo, o qual gostei bastante de escrever. Espero que goste dele.

@roberto13 escreveu:Oi!

Dessa vez nem tenho o que apontar de erro (só teve uma vírgula ali que era para ser ponto, mas foi só erro de digitação mesmo). Gostei mais da segunda parte do que da primeira haha. Esse maluco dos Shadow Pokémon é o diabo ein...

Só uma coisa que me pareceu controverso é que se os Shadow Pokémon não tem emoção, por que a Smoochum ficou magoada com os insultos?

O cap ficou ótimo, espero pelo prox.

É isso!

Olá. Yay! Nenhum erro (bom, quase nenhum Very Happy ). Achei mesmo que fossem gostar mais da segunda parte. Batalha mais animada, treinadores mais experientes... Enfim, uma disputa muito mais interessante. Quanto à controvérsia, é que eu omiti (não propositalmente, claro) uma pequena parte da descrição dos Shadow Pokémon. Eles tem algo chamado Heart Gauge. Esta, quanto menor for, mais desvinculado com seu lado Shadow o Pokémon será. Smoochum não está mais ou menos com metade dessa liberada, então é normal que demonstre algumas emoções (embora nem todas positivas). Espero que goste desse capítulo.

Mud escreveu:DZ, sabe que adoro sua fic, mas por falta de tempo eu não comento em quase nenhuma fic, raramente, mas você merece <3
Bem, eu serei sincero, acho que pulei uns dois capítulos e li apenas o último, estou com sonin, e prefiro dar um coment do que faltar a dar u.u Portanto, me desculpe mais uma vez, mas mesmo não comentando, sei que você é um dos melhores escritores da PM.
O que notei no capítulo: COmo sempre, amo o seu jeito de separar negrito e não negrito com as falas. Os caps sempre tem batalhas e essa foi show, o Pandeeba é um dos pokés que eu queria que existisse -q
Erros, teve uma junção do "e" com a palavra "Sword", foi errinho besta que passa despercebido, fica sussa ^^ Portanto, se você não ganhar PMA, eu mato os jurados e.e
Inté, espero passar aqui mais vezes, mas é culpa da facul e dos projetos e da moderação .--. Nem galerias comento mais -q o/

Mud o/ Sinto-me honrado com essa sua declaração. Relaxa que eu em sua posição teria feito a mesma coisa. Um soninho manda demais na gente. Não precisa se desculpar. Não acho que eu seja um dos melhores escritores. Ainda tenho um longo caminho a percorrer. Não és o único. Minha namorada adoraria ver o Pandeeba no anime ou em algum jogo também, mas isso aí só falando com a Gamefreak mesmo. LoL Vais matar os jurados? Se quiseres, posso dar um telefona... hehehehe. Espero que goste desse capítulo

ABP Mod escreveu:Ridículo! quanta falta de criatividade... Mud, pare de iludir o garoto ¬¬

1º - Não me chame de garoto.
2º - Cada um possuí sua opinião. Se você não gosta, tem gente que gosta.
3º - Se não gostou, porque comentou? Coisa sem sentido isso.
4º - Se achas sem originalidade, crie uma melhor.

@Dusknoir escreveu:Voltei.

Espere... Preciso de algumas horinhas para acostumar meus olhos a verem outras coisas que não sejam letras, estratégias de batalhas e apresentações...

Santo Deus! Muita informação para digerir, e sobre esses shadow pokémon acho que cheguei a vê-los em algum jogo, porém não me recordo do nome e.e

Continua com a escrita maravilhosamente bem, tal qual, a narrativa.

Parabéns por mais... Todos esses capítulos que eu não havia lido/comentado por, digamos que, probleminhas, em minha vidinha mundana u.ú

Agora fui.

Dusk o/ Feliz retorno. Relaxa que comigo é a mesma coisa. Depois de algum tempo sem escrever ou ver alguma fanfic acabo também me desacostumando. Os Shadow Pokémon, como já conversamos antes por MSN, aparecem nos jogos Pokémon Colosseum e Pokémon XD: Gale of Darkness (ambos para Gamecube). Obrigado pelos elogios. Espero que goste desse capítulo.

Esse capítulo eu gostei bastante de escrever pois, diferente da batalha entre a Mary e o Tamazarashi, requiria um grande nível estratégico por parte de ambos os treinadores. Deixo vocês aqui com ele:

- Shadow Sky? – Repetiu Mary, projetando uma expressão de dúvida infantil. – Alguém sabe o que isso faz? – Perguntou, inocentemente.

- Já ouvi falar sobre alguns anos atrás. – Falei, encarando com seriedade a espessa camada de nuvens que se formara sobre nossas cabeças. – Se eu bem me lembre, funciona como Hail ou Sandstorm, só que em prol dos Shadow Pokémon. – Repliquei, sem desviar o olhar.

Darkrai fora ferido pelo raio que o atingira, isso era certo. O que incomodava era a questão de quão grande tinha sido a extensão do dano. Em oposição às condições físicas deste, Smoochum era, de certo modo, encantadora. Descansada e confiante, possuía um ar infantil repleto de meiguice e alegria. Algumas das garotas na plateia soltavam suspiros de admiração pela pequena bailarina. Qual seria a reação delas se pudessem ver a aura que se desapegava de seu corpo? Pensar nisso fez com que um sorriso entretido brotasse em meu rosto.

- “Tenho de ser rápido aqui. Quanto mais tempo essa batalha demorar, mais Darkrai irá sofrer”. – Refletiu Takuto, rangendo os dentes. Com os punhos cerrados, moveu um de seus braços para frente, socando o ar. – Use Dark Pulse!

- Francamente, esperava um desafio mais emocionante. – Queixou-se Reize, desanimado. Se era verdade ou apenas uma tática para perturbar seu adversário, não soube dizer. – Salte para o lado e depois Miracle Eye!

Respirando profundamente enquanto acalmava-se, o criador de pesadelos cruzou os braços sobre o peito, como se fosse interceptar algum ataque. Abrindo-os, impeliu diversos raios constituídos por círculos negros que emanavam um brilho violeta. Sem nenhum receio, Smoochum executou uma sucessão de saltos, contornando os raios com elegância. Um flash de luz rosa resplandeceu momentaneamente em seus olhos, dissipando-se logo depois. Mais uma vez, um trovão tétrico entrecortou o ar, alvejando o Pokémon sombrio e causando-lhe alguns danos.


- Darkrai, Dark Void! – Bradou o campeão, surpreendentemente mais calmo do que anteriormente.

- Justo o que eu estava esperando. – Clamou o ruivo, com um sorriso maquiavélico brotando em sua face. – Devolva este ataque para ele com Magic Coat! – Disse, abaixando a aba do chapéu.

Conciliando suas mãos em frente ao tronco, o primeiro gerou uma esfera bicolor, rubra e preta, entre elas. Propelindo os braços para frente, projetou-a contra sua adversária. A pequena dama, em revide, permitiu que seus braços assumissem uma coloração dourada. Girando-os de forma a criar um círculo em frente a si, esquematizou uma barreira com este formato. Atingindo-a, o globo sombrio ricocheteou, sendo refletido com êxito. Era possível perceber que o Pokémon sombrio ficara surpreso com aquilo.


- Use Protect! – Falou Takuto, não menos surpreendido que seu parceiro.

- Usufrua deste tempo que conseguimos e use Calm Mind! – Comandou Reize, com um riso seco e sarcástico.

Movendo suas mãos para frente do corpo, Darkrai projetou ao seu redor um escudo de cor turquesa. Contra esta defesa, a orbe desfez-se engolida pelo campo de força. Smoochum fechou seus olhos e fez com que seu corpo brilhasse fortemente. Ao abrir suas pálpebras, a luz que o envolvia condensou-se em seu peito, maximizando a força de seu Special Attack. Pela terceira vez naquele dia, um relâmpago despencou em direção ao Pokémon fantasmagórico. Felizmente, ele já havia pressentido sua aproximação e saltou para o lado, evitando-o bem a tempo. Uma marca de queimadura, negra como ônix, fixou-se ao local em que o trovão atingira o solo.


- Darkrai, golpeie-a com Shock Wave! – Disse o campeão, coordenando os rumos de uma aparente nova estratégia.

- Utilizando um ataque significativamente fraco, mas que não possuí chances de errar? – Questionou o ruivo, aparentemente surpreso com tal estratégia. – Nada mal... – Observou, soando quase que como um elogio. – Receba e depois use Confusion!

Com velocidade, o devorador de sonhos estendeu um de seus braços para frente e criou em sua frente um orbe azul. De dentro deste, projetou um disparo de eletricidade com mesma cor. Estranhamente, a pequena dama ficou estática, acolhendo o ataque de maneira acolhedora. Após toda corrente elétrica trespassar seu corpo, permitiu que seus olhos passassem a emanar um brilho rosa pálido. Círculos finos passaram a se expandir a sua frente, três por vez, e logo desapareciam para dar espaço para os próximos. Concentrando mais energia no epicentro da atividade psíquica, projetou um raio róseo contra seu adversário, que o atingiu e lançou-o metros para trás.


- Permitindo que seu parceiro sofra o golpe do adversário para depois atingi-lo... – Disse Takuto, desgostoso com tal método. – Que técnica mais desprezível. – Falou, fazendo um punho com uma de suas mãos.

- Agradeço o elogio. – Proferiu Reize, sem parecer afrontado pelo comentário. – Mas, se não se importa, prefiro terminar logo com isto. Smoochum, utilize Shadow Vortex!

- Mais um Shadow Move... – Refletiu o primeiro, estreitando os olhos. – Parece que não tenho escolha. Ataque com Hyper Beam! – Rugiu, assumindo um grande risco.

Erguendo um de seus braços, a pequena dama liberou uma surpreendente quantidade de aura sombria. Um corredor de águas escuras e revoltosas, que se moviam com a mesma intensidade de um ciclone, assolou o campo de batalha, envolvendo tanto treinadores quanto Pokémons. Exalando um bafo gélido, passou a congelar certos pontos do ar ao seu redor, gerando múltiplos cristais de gelo. Com um rápido e simples movimento, lançou-os para frente. Darkrai moveu sua mão para frente e criou em frente a ela um orbe rosa envolto por uma energia esbranquiçada. Inesperadamente, o globo encolheu, mas logo se expandiu até assumir o dobro de sua circunferência original. Compelindo seu punho para frente, arremessando um poderoso raio róseo contornado por uma luz branca. Confrontando o movimento adversário, consumiu os cacos congelados e atingiu Smoochum, lançando-a de encontro à amurada do estádio, inconsciente. Entretanto, nem tudo eram boas notícias para o Pokémon devorador de sonhos. Um novo relâmpago rompeu os céus e atingiu-o, causando-lhe grandes danos. Sem conseguir mais suportar qualquer prejuízo, caiu de encontro ao solo, nocauteado.


- Smoochum e Darkrai estão ambos fora de combate! – Disse Liza, enquanto a plateia assistia, atônita, ao acontecimento. – Embora tenha ocorrido um empate, é possível ressaltar que Takuto está na liderança, por ter derrotado anteriormente Ninjask. – Lembrou, com um sorriso gentil em sua face.

- Fizeste um excelente trabalho. – Disse o campeão, retornando seu parceiro para Pokéball. – Agora descanse e prepare-se para o nosso próximo combate. – Aconselhou, prometendo uma nova chance de brilhar a ele. Guardou o objeto e puxou um segundo, idêntico. – Latios, rasgue os céus com sua enorme velocidade.

- Você está bem? – Indagou o ruivo, falando com sua parceira. Ao receber um sinal positivo desta, esboçou um sorriso sincero. – Que bom. – Disse, pousando-a em um de seus braços e puxando uma nova esfera. – Skarmory, deixo tudo com você.

Dois novos seres explodiram de dentro dos objetos. Um era o dragão aerodinamicamente projetado, que velozmente rasgou as nuvens escuras que existiam sobre o céu. Das brechas que criara, luz solar voltou a aparecer, iluminando boa parte do estádio. O outro era um grande pássaro com pescoço e pernas longas. Penas vermelhas cobriam o interior de suas asas lacerantes. Seu corpo era predominantemente de coloração prata, com exceção de seus pés, colar e cauda. Possuía três garras afiadas em cada uma de suas extremidades inferiores, duas na frente e uma atrás. Uma crista triangular e aguda emergia de sobre sua testa. Apesar de ser uma espécie de ave, possuía vários dentes em sua mandíbula. Sendo desconhecido para ela, Mary sacou sua Pokédex e apontou-a em sua direção.

- Skarmory, o Pokémon ave encouraçada. Apesar de parecerem robustas, mas na realidade são côncavas e leves, permitindo-o voar livremente pelo céu com velocidades que se aproximam dos trezentos quilômetros por hora. Suas asas são resistentes devido ao fato de que os filhotes crescem sobre arbustos recobertos por espinhos. No passado, suas penas eram usadas como espadas e facas por serem extremamente afiadas.Informou o objeto, habitualmente antipático.

- Esse aí é um gigante entre os de sua espécie... – Comentou Ragna, impressionado com as proporções físicas do Pokémon.

De fato, o treinador estava certo. O que Reize possuía talvez fosse vez e meia maior do que o tamanho máximo que deveria ser capaz de alcançar, podendo facilmente levar duas pessoas em suas costas. Similar aos outros Pokémons do jovem, este também possuía uma aura arroxeada que o envolvia, desprendendo de seu corpo como uma tempestade sombria.


- Meus parabéns por ter acabado com os efeitos do Shadow Sky. – Congratulou o ruivo, com escárnio. – Entretanto, vamos ver se você derrotará aqui. – Disse, referindo-se à Skarmory.

- Veremos. – Desafiou o campeão, enquanto seu parceiro pousava a sua frente. – Erga voo e use Dragon Claw! – Comandou, debutando o combate.

- Vá atrás dele e Pursuit! – Demandou o primeiro, aceitando a provocação do adversário com um sorriso frívolo.

Batendo suas possantes asas, Latios lançou-se, com grande velocidade, em uma corrida ascendente, aproximando-se cada vez mais dos últimos resquícios das nuvens que antes assolavam o céu. Desperdiçando pouquíssimo tempo, o pássaro metálico alçou voo e passou a segui-lo como uma sombra. À distância, a cena lembrava muito um falcão perseguindo um pequeno pombo, prestes a perfurá-lo com suas garras. Apesar de menor, seu corpo aerodinamicamente moldado lhe permitia distanciar-se alguns poucos metros, o suficiente apenas para não ser atingido. Isto, no entanto, levantava um dilema; se fosse atacar, seria necessário que estendesse suas mãos e, por tabela, reduzisse sua velocidade, ficando a mercê de seu predador. Por fim, depois de dois minutos de perseguição aérea, o Pokémon dragão virou-se para trás e fez com que as garras em suas mãos tomassem um brilho turquesa, atacando seu rival com elas. Apesar disto, pouco dano causara. Agora, era a vez de ele atacar. Embebendo seu bico em um manto negro de sombras, passou a tentar atingir o opoente com o membro. De princípio, conseguira desviar de boa parte das cruéis bicadas, mas logo fora atingida por uma em seu rosto e outra em seu tórax, sendo lançado alguns metros para trás.


- Firme sua posição e use Zen Headbutt! – Dirigiu Takuto, buscando não desperdiçar qualquer quantidade de tempo que viesse a ajudar seu adversário.

- Autotomize e depois evasiva! – Mencionou Reize, evidentemente distante.

Desfrutando das correntes de ar, o dragão azul usou-as para conseguir se equilibrar e consequentemente estabilizar. Ao curvar a cabeça, como se fosse fazer uma referência, reuniu uma incrível quantidade de energia arroxeada sobre a testa. Erguendo-a, fez o aglomerado expandir-se consideravelmente, transformando-se em uma esfera e mudando sua tonalidade para outra mais cianótica. Com outro movimento do rosto, jogou-se em direção ao adversário. Antes que fosse atingido, uma rachadura surgiu sobre a placa corporal de Skarmory, emitindo um brilho laranja de seu interior. Logo, mais começaram a aparecer, desprendendo a mesma luminosidade. Um som de vidraça estilhaçando-se pode ser ouvida, e a camada superficial de metal quebrou-se, revelando no seu intimo uma versão mais veloz e leve da ave encouraçada. Batendo as asas levemente, elevou-se metros para cima, desviando com facilidade do adversário. Sem atingir o alvo, a esfera desfez-se.


- Agora, Steel Wing! –Falou o ruivo, acariciando a cabeça de Smoochum com carinho.

- Diminua a força do impacto com Reflect! – Orquestrou o campeão, impedindo que um dano consideravelmente grande fosse infligido.

Submergindo ambas as suas asas com um brilho metálico, a ave encouraçada lançou-se sobre o adversário visando atingi-lo. Sem se preocupar, o dragão de Eon envolveu seu corpo em uma fina camada de luz prateada. Com um brado, Skarmory atingiu-o. Contudo, devido à barreira ter sido erguida, o dano fora diminuído significativamente.


- Latios, Luster Purge! – Bradou Takuto, sabendo perfeitamente que, àquela distância, o Pokémon metal não conseguiria desviar.

- Aproveitando-se da curta distância existente para causar um forte abalo... – Disse Reize, arqueando suas sobrancelhas. – Receba o ataque e depois use Shadow Shed para remover essa proteção que há ao redor dele. – Comandou, arrumando os cabelos.

Inspirando uma grande quantia de ar, o Pokémon psíquico rodeou seu corpo com faíscas luminescentes. Lentamente, estas passavam a concentrar-se em sua boca, formando uma esfera de energia rósea. Com um som singelo, disparou um raio rosado envolto por energia esbranquiçada contra o adversário. Sem preocupar-se com isso, Skarmory deixou-se ser atingido. Uma explosão ocorreu no momento em que a projeção de poder o tocara, lançando-o uma distância considerável para trás. Recompondo-se, berrou de maneira gutural. A aura sombria que o rodeava expandiu-se ameaçadoramente, cobrindo uma área quatro vezes maior do que anteriormente. Em seu centro havia dois espaços vazios que lembravam olhos aterradores e repletos de ira. Mesmo que fosse inofensiva, a projeção que fora feita era um tanto impactante e intimidante. Ranhuras e fendas começaram a surgir na armadura que fora erguida por Latios. Instantes depois, a proteção quebrou-se, deixando o usuário consternado.

- Shadow Shed
é um movimento bem maligno, por assim dizer. – Comentou o ruivo, antecipando alguma possível, e evidentemente, indesejada questão que surgisse por entre os neurônios dos outros que ali estavam. – Movimentos que servem para diminuir o dano criando medidas protetoras ao redor de seus usuários, como Light Screen e Reflect, por exemplo, são anulados. – Falou, coçando a nuca de despreocupação. Parecia não pensar na situação em que se encontrava mais do que em uma brincadeira de criança.

- Que técnica mais interessante. – Disse o campeão, bem mais calmo do que estava antes. Aproveitara-se da distração causada pelo confronto aéreo para respirar fundo e acalmar seus nervos. Apoiava o queixo entre o polegar e o indicador, ponderando as opções de combate que teria dali em diante. – “Antes de tudo, preciso igualar a velocidade de nossos Pokémons. E acho que sei como fazê-lo.” – Pensara, com um sorriso astucioso brotando por entre os lábios. – Use Tailwind!

- Tentando equiparar-se em velocidade para atacar? – Perguntou o primeiro, retórico. Falara aquilo apenas para ver a reação que teria sobre seu rival. Entretanto, constatando que não lhe afetara em nada, deu de ombros e tornou sua atenção ao seu parceiro. – Muito bem. Vou deixá-lo satisfazer seu desejo, embora o ache inútil. Skarmory, Guard Swap e depois Curse!

Erguendo suas asas e recitando um cântico antigo, o dragão de Eon passou a se concentrar. Inscritos dourados passaram a rodear seu corpo. Pareciam serem híbridos de caracteres japoneses com coreanos. Apesar de complicados e difíceis de entender, eram também simples e delicados. Ativando seu feitiço, fizeram com que a direção dos ventos mudasse. Estes agora fluiriam na mesma direção pela qual Latios seguisse, não importava qual fosse. Sem inibir-se por isso, a ave encouraçada urrara de maneira estridente. Uma emanação azul passou a ser projetada pelo seu rosto. Canalizando-a, formou um raio que voara em direção ao seu adversário. O movimento que percorrera assemelhava-se muito ao que era feito por um objeto qualquer disparado por uma catapulta. Atingira Latios, sem, entretanto, causar-lhe algum dano. Ao invés disso, trocara seus potenciais defensivos com o do usuário. Tendo cumprido sua função, o ataque desfez-se em uma névoa grossa e cianótica. Em seguida, debutou a segunda parte do plano de seu treinador. Fazendo com que sua armadura tornasse-se vermelha, aumentara suas habilidades físicas em troca de uma pequena parte de sua velocidade. A questão era que mais e mais o Pokémon pássaro tornava-se uma ameaça considerável, disposto a esmigalhar qualquer um que aparecesse perante si.


- Ele está jogando por meio de uma estratégia arriscada. – Falei, surpreso com isso e incerto de que viria a dar certo. De fato, o treinador não era alguém que tomasse medidas imprudentes, todavia, aquela era uma não muito usual e também ardilosa. – Essa sequência de movimentos é boa, mas sem uma estratégia pré-planejada não é o que possa ser chamado de conveniente. Como será que você irá empregar essa mudança, Reize? – Perguntei, com um sorriso curioso. Apesar de não concordar com seus métodos, passara a ter certo respeito por ele.

- Bem, agora que seu adorável Luster Purge não é mais um problema, podemos começar a batalhar da maneira que nós gostamos. – Comentou o jovem citado anteriormente, distante. Com essas palavras, um quadro nada agradável começava a ser pintado. – Não é verdade, Skarmory? – Perguntou, recebendo como resposta um orgulhoso grito. Ficara claro que o pássaro de armadura era mais arrogante e presunçoso que seu treinador. – Use Ominous Wind!

- Está contando com a possibilidade de que o ataque ter seu segundo efeito ativado, o que aumentaria exponencialmente a sua força em todos os quesitos. – Especulou o campeão, calmo. Devido ao seu título, não era de se surpreender que possuísse mais conhecimentos que boa parte dos outros treinadores. – Use Wonder Room e logo depois Dragon Pulse!

Batendo suas asas intensamente, o Pokémon Steel lançou um poderoso ciclone. Este era composto por um estranho e fantasmagórico vento púrpuro. Um cheiro parecido com o de carne putrefata acompanhava o tornado assim como um cão fiel acompanha seu dono. Sossegado, o dragão de Eon teve seus olhos tomados por um brilho azul momentaneamente. Um cubo azulado surgiu em frente à sua boca, girando descontroladamente. Olhando mais atentamente, dava para perceber que a forma geométrica tridimensional era composta por dezenas e mais dezenas de minúsculos quadrados. Jogando-a para cima pouco antes de ser atingido, fez com que se expandisse exponencialmente, cobrindo todo o estádio, invertendo as defesas dos Pokémons que se encontravam sobre o campo. Após tê-lo feito, recebeu de bom grado o ataque. Surpreendentemente, parecia não ter sentido nem cócegas d um ataque que, normalmente, deveria ser extremamente efetivo. Abriu sua boca mais uma vez, criou em frete dela uma massa compacta de energia turquesa. Continuou segurando-a em frente a si e concentrando mais poder do que normalmente seria feito. Não conseguiria dizer se era perigoso ou não aquela prática, pois nunca vira qualquer Pokémon tê-lo feito antes. Entretanto, já que Latios parecia ter certeza do que faria, guardei minhas dúvidas para mim mesmo. Com o passar do tempo, o orbe crescia e mudava de cor, do verde-água para ametista. Com um brado, atirou o colossal globo contra o rival. Devido às dimensões que o ataque havia tomado, não pode desviar, o que lhe causou algum estrago.


- Oh, isso eu não esperava... – Disse Reize, arqueando as sobrancelhas. Ao ver o sorriso que se abria na face de seu oponente, descobria a realidade daquela manobra. – Você já sabia que isso aconteceria, não? – Indagou, revolto por ter sido feito de tolo. Mesmo assim, mantinha uma expressão calma e de deboche.

- Ora, eu nunca tentaria algo novo durante alguma competição sem antes ter treinado. – Respondeu Takuto, arrumando os cabelos com os dedos. Seu tom de voz mostrava-o como estando relativamente confiante com sua nova arma. – Em Sinnoh, depois de eu ter fracassado na missão de derrotar a Elite 4, Cynthia, a campeã, me ensinou a utilizar esse ataque ao exceder o poder utilizado no Dragon Pulse. – Explicou, relembrando de acontecimentos passados. – Essa é sua versão evoluída, Meteor Pulsar*.

- Interessante, mas acho que isso não virá por mudar muita coisa... – Constatou o primeiro, com um sorriso frívolo e malicioso. Estava convencido demais, o que poderia indicar que possuía um ás na manga. – Skarmory, use Night Slash!

- Usufruindo de ataques físicos sabendo que o efeito da Wonder Room está ativo... – Observou o segundo, pensativo. – Muito bem pensado. – Admitiu, elogiando a iniciativa tomada pelo seu adversário. – Latios, rebata com Aerial Ace!

Com um brado de orgulho e poder, a ave encouraçada lançou-se em direção ao seu rival como um predador atrás de sua presa. Suas asas passaram a brilhar com uma tonalidade escura, deixando para trás um rastro de luz sombria. Encarando o avanço como um desafio e sorrindo com relação a isto, o dragão de Eon jogou-se contra ele. Era uma decisão arriscada. O movimento não seria muito efetivo contra o Pokémon com os tipos Steel e Flying. Somente o tempo viria por dizer o que ocorreria naquele confronto. Após determinado ponto, estrias brancas passaram a rodear seu corpo, indicando que atingira um nível de velocidade extremamente alto. Ainda sobre o efeito do Tailwind, Latios mais parecia um borrão azul em meio ao céu ciano do que um ser de carne e osso. Sendo superior nesse ponto, conseguira atingir o alvo primeiro, focando-se nos flancos. Após receber uma sequência de mais ou menos doze golpes, Skarmory decidiu contra-atacar. Esquivando de uma nova investida, passou a atingir repetidas vezes o dragão bicolor. Sobrevoando-o, girou em pleno ar e atingiu-o com uma de suas asas, lançando-o de encontro ao solo. Após ter recebido esta grande quantidade de golpes super efetivos, não conseguiu resistir e acabou nocauteado.


- Latios está fora de combate! – Sinalizou Liza, desempenhando com maestria seu papel tanto como juíza como quanto governanta. Parecia mais a vontade agora que o sol voltara a brilhar. – A vitória vai para Skarmory e Reize! Com isso, temos um empate entre os competidores. – Falou, com calma.

- Você foi bem, meu amigo. – Observou o campeão, com um sorriso triste em sua face. Não parecia ter ficado muito feliz com o desempenho de seu companheiro, mas evitava demonstrar isso. – Pode retornar para sua Pokéball e recuperar suas energias. – Falou, chamando seu companheiro de volta para o interior do objeto. Em seguida, guardou-o e puxou um segundo, o qual, por sua vez, era uma cópia do primeiro. – Um poder incompreendido reside em seu corpo. Peço-lhe humildemente que o mostre para nós! – Exclamou, libertando seu último Pokémon.

Mostrou-se que seu novo parceiro era um felino quadrúpede. Seu corpo oscilava entre o cinza e o azul escuro. Uma exuberante e belíssima pelagem branca cobria-o quase que por inteiro. Majestosa e imponente, sua juba cobria-lhe do pescoço até a base de seus joelhos dianteiros. Uma marca oval com a mesma cor de sua pele situava-se sobre seus olhos. Tinha feições felinas, uma cauda em formato de lâmina e uma estrutura semelhante a uma foice que lhe saía pela lateral de sua face. Seu corpo era delgado e esguio, bem constituído para vida em ambientes difíceis. Uma adaptação, em especial, tornava-o apto para a vida em ambientes montanhosos; suas patas eram arredondadas e equipadas com três garras frontais e retráteis. Seus olhos, vermelhos como sangue, eram ao mesmo tempo intimidantes e reveladores, como se olhassem diretamente para sua alma. Uma brisa gentil e gélida passou por ele, mas não pareceu incomodá-lo. Com um sorriso que expressava evidente interesse pelo espécime, Ragna sacou sua Pokédex e apontou-a para o novo ser.


- Absol, o Pokémon desastre. Seus sentidos aguçados permitem-no sentir até mesmo as mais sutis mudanças tanto no céu quanto na terra, dando-lhe a capacidade de prever desastres naturais. Vive em montanhas escarpadas e de clima hostil, possuindo uma alta capacidade de adaptação. Raramente aventura-se fora de sua área de caça. Por aparecer próximo as pessoas quando sente um desastre iminente, é falsamente acusado de trazer infortúnio e desastres por onde passa. Possuí uma incrível longevidade, tendo uma vida média de cem anos.Disse o objeto, apático e desinteressado.

- Nunca pensei que iria ter que enfrentar um destes durante o torneio. – Disse o ruivo, sem deixar de apresentar em seu tom certo escárnio. – Não que isso fará alguma diferença. Skarmory, use X-Scissor! – Exclamou, coordenando um novo ataque.

- Sabia que você iria tentar algo do gênero. – Declarou o campeão, satisfeito. A frase demonstrava uma que sua estratégia fora simples, mas bem elaborada. Batalhara com seus dois primeiros Pokémons apenas para desvendar a estratégia de seu adversário. – Absol, use Counter!

Descendo em rasante e excedendo velocidades acima dos sessenta quilômetros por hora, a ave encouraçada impeliu-se em direção ao seu adversário. Unindo suas asas em frente ao tronco, passou a girar como se fosse uma broca. O vento, de alguma maneira, ajudou-o a aumentar sua velocidade e acrescentar a quantidade de dano que viria por infligir. Suas asas assumiram uma coloração azul gélida, indicando que o seguinte movimento seria executado por estas. Flexionando suas pernas, o mamífero de altitude envolveu seu corpo com uma aura alaranjada. Abrindo suas asas em “X”, o Pokémon pássaro atingira-o com grande força. Entretanto, do mesmo modo que com que um feitiço se vira contra o feiticeiro, o golpe voltara-se contra o atacante, infligindo a este o dobro do dano tomado pelo alvo. Obtendo tamanha quantia de dano, em somatória ao que lhe fora infligido durante a batalha contra Latios, fora demais. Sem mais ter como resistir, o pássaro de armadura caiu contra o solo, nocauteado.


- Skarmory está fora de combate! – Anunciou a governanta, evidentemente surpresa pelo curto espaço de tempo que se transcorrera desde que dissera essas palavras pela ultima vez. – A vitória vai para Absol. Assim sendo, Takuto irá avançar para as semifinais!

Uma explosão de aplausos e comentários saudosos acometeu o estádio, parabenizando ambos os treinadores, embora eu achasse que eram mais direcionados ao campeão, pela incrível batalha. Com disciplina e calma, o vencedor retornou seu parceiro para o interior de sua Pokéball e distanciou-se do campo de batalha, cumprimentando a audiência com um suave aceno de mão. O ruivo, por outro lado, aproximou-se de seu companheiro e, em um instante, retirou um objeto de seu bolso. Era um cristal dourado com dúzias e mais dúzias de pontas que se desprendiam do corpo principal. Entregou-o à ave encouraçada, que, com vigor, engoliu-o. O resultado fora quase imediato. As feridas de seu corpo curaram-se e, com um grito de orgulho e saúde, ergueu-se de pé. Ajoelhando-se, permitiu que seu treinador subisse sobre si.

- Vamos indo. – Falou Reize, entretido com o sorriso de Smoochum. Com delicadeza, pegou-a de sobre seu colo e botou-a sobre o outro Pokémon. – Temos muito que fazer e, se isso ainda não bastasse, oito badges para conseguir. – Disse, batendo de leve com os pés no flanco do pássaro armado.

Abrindo suas asas de maneira majestosa, Skarmory começou a batê-las em um misto de força e elegância, erguendo voo em pouquíssimos instantes. Logo a visão do treinador ruivo viraria apenas um borrão negro em direção ao sol. Senti-me aliviado por isso. Sempre que o via, tinha a sensação de que alguma coisa ameaçadora estaria por vir. Quando estava suficientemente longe para que não conseguisse me preocupar, mudei minha atenção para David. O jovem estava feliz e confiante, o segundo talvez demais. Seu oponente era Damian, que conseguira facilmente passar pelas preliminares com a ajuda de um Victini. Só isso daria certo nível de apreensão. Contudo, as habilidades do treinador faziam jus ao seu parceiro e, portanto, fazia-o ser alguém extremamente talentoso.

- David, em que será que você está pensando? – Sussurrei, preocupado de que a batalha pudesse transcorrer de maneira negativa para o treinador.

[Continua Próximo Capítulo]

Prévia:
Tudo bom, pessoal? Quem fala aqui é o Jack. No próximo capítulo teremos a última batalha das quartas de finais. Apesar de David parecer confiante demais, conseguiu derrotar o primeiro Pokémon de seu adversário com facilidade, mas será que conseguirá manter o ritmo? Não percam: David’s Shining Moment!

Eventos Importantes:
• Darkrai derrota Smoochum, mas, mais tarde é nocauteado por um raio.
• Reize revela ter um Skarmory.
• Latios revela um novo movimento; Meteor Pulsar.
• Skarmory derrota Latios.
• Takuto revela ter um Absol.
• Absol derrota Skarmory.
• Takuto avança para as semifinais.

Notas:
Meteor Pulsar: Versão evoluída do movimento Dragon Pulse. Mais difícil de ser criada e controlada, mas, se feita de maneira certa, causa um dano incomparável. Pode diminuir a Special Defense do adversário.
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por roberto13 em Sex 21 Set 2012 - 18:25

Oi!

Antes de começar comentar em si o cap. só queria deixar claro a minha insatisfação com o "melhoramento" da área. Ótimo fazer incentivo aos que estão começando (e que por dedução com bases passadas, provavelmente terão suas fics fechadas daqui a um mês, talvez). Pena que esse "bom-samaritanismo" exclui as mais antigas. Eu vejo como uma grande sacanagem com aqueles, como você que tem uma história prolongada e que dá mostra de continuar a história que montou, ter a fic extremamente abaixada nas primeiras pags. Mas, enfim, quase nenhum das "madres de Calcutá" lerão esse comentário e quando forem "quebrar a "cara" com o "fogo de palha", irão simplesmente dizer que a área está péssima e nada presta...


Egoísmos a parte. Achei o cap. muito bom. Entendi o porquê dela ter certos sentimentos. Mandou muito na descrição e na narração. Além desses elogios, não tenho mais o que dizer haha. Os comentários já começavam a ficar uniformes pelo nível que mantém. Porém, infelizmente e contrariando a minha expectativa de achar que você fecharia esse cap. sem nenhum erro, houve dois =/...

Compelindo seu punho para frente, arremessando um poderoso raio róseo contornado por uma luz branca.


Ficou muito gerúndio. Eu acho que ficaria melhor esteticamente a forma arremessou.

àquela distância

A contração que era para ocorrer é com o na. Ficaria naquela distância.


É isso! (E desculpa usar o comentário da sua fic para explicitar a minha crítica)
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por CalrosHenrique em Sab 22 Set 2012 - 20:33

Buentas Tardes!

Rapaz, rapaz... Passei três dias para ler todos os capítulos até o mais recente. Notei uma mudança extraordinária na sua escrita em seus detalhes, você evoluiu muito, muito mesmo e pqp, creio que você seja o melhor escritor ativo na área atualmente, de verdade. Você detalha, narra e descreve os acontecimentos com perfeição, realmente os capítulos só melhoram, me fazem sentir vontade de ler mais.

Estou até triste, pois assim como um jogo ou um seriado, quando você vê que você terminou de ver uma quantia acumulada de estória, até dá um desanimo. Vendo que terá de esperar mais para poder desfrutar de sua magnífica escrita.

Os únicos pontos negativos para mim, foi o fato de você ter colocado personagens do anime, como a May e o Takuto. Embora isso não tenha tirado a qualidade dos capítulos, já que o treinador do devorador de sonhos tem um respeito imenso por mim. Também foi difícil para mim poder acompanhar o nome dos novos Pokémons acrescentados. Sempre parava para ver a Pokédex e assim chegar sua imagem e tal.

Neste capítulo, só notei um erro, sendo o mesmo apenas de aparência, nada de ortografia, veja:

Utilizando um ataque significativamente fraco, mas que não possuí chances de errar? – Questionou o ruivo, aparentemente surpreso com tal estratégia. – Nada mal... – Observou, soando quase que como um elogio. – Receba e depois use Confusion!

Você apenas esqueceu de colocar em negrito a narração, como o de costume.

Rapaz, não sei porque, mas depois de terminar a minha leitura, eu obtive um gosto incrível pelo Latios e Skarmory. Sério, adorei o jeito que descreveu os mesmos, e pode parecer bobo, mas deu um frio na barriga durante as batalhas, como se eu estivesse nervoso, sabe? Hahaha

Bem, tudo que me resta a dizer é que eu estou adorando a Fan Fiction, adorando demais. Irei acompanhar e estou no aguardo do próximo capítulo. *-*

Adios, /o/
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Kurosaki Mud em Dom 23 Set 2012 - 20:14

DZ o/
Bom capítulo, é claro. Só explicando, eu não puxo seu saco, você faz por merecer e não merece críticas, pois se esforça e não comenta qualquer porcaria, pelo contrário, é um dos melhores escritores da PM atualmente SIM!
Ao cap, a parte que o Carlito citou foi um dos erros e o erro que o roberto citou não é erro, àquela tá certinho.
GO GO Takuto. O Latios perdeu, aff, sai daqui. Latios é latios po u.u
Mas Absol é bom de qualquer jeito, cool.
Aguardo o próximo, não vi erros não, continue assim o/
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Rush em Seg 24 Set 2012 - 10:38

Bom dia.

Amigo, não tenho palavras para descrever como a sua Fan Fic é fantástica. Concordando com o Henrique, tive dificuldades a relacionar os novos Pokémons com seus respectivos nomes, já que não estou acostumado com os mesmos, porém isto é apenas uma questão de tempo, hahaha.

Eu lia a sua FF antes mesmo de criar uma conta aqui, assim como muitas outras deste fórum,, e realmente tiro o meu chapéu para sua escrita e narração, ela é simplesmente fantástica. Não pude perceber sequer um erro no capítulo, e eu achei o mesmo impressionante.

Pensei que o Takuto só teria lendários, mas este Absol pelo visto tem a força de um. Derrotara Skarmory com apenas um golpe, mesmo que o mesmo tenha sido o Counter, ele pareceu não receber muito dano - isso que o golpe foi super efetivo.

Concordo com o Mud, achei que o Latios iria se sair bem melhor do que o esperado, mas isso é o de menos, já que não foi uma falha na estória - você mesmo citou que o próprio treinador ficou desapontado com a performance do dragão.

Acho que se o Reize tivesse usado outro Pokémon ao invés da pequena Smoochum, ele poderia ter vencido.

Well, estou aguardando ansiosamente o próximo capítulo!
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por DarkZoroark em Sex 19 Out 2012 - 17:19

Olá a todos. Primeiramente, desculpem-me por demorar quase um mês para postar esse capítulo, mas estou em provas e ainda tive de refazê-lo para deixá-lo mais apresentável (e mesmo assim, não gostei muito deste em relação aos que escrevi anteriormente). Bem, vou deixar como aviso que o próximo capítulo será narrado sobre a perspectiva de um personagem diferente e será situado em outro lugar por dois motivos:
1. Para dar uma inovada na fanfic.
2. Para me dar um tempo para ficar mais interessado em batalhas, porque já estou enjoando de escrever capítulo após capítulo de combates e mais combates, o que também contribuiu para a demora deste.
Também gostaria saber a opinião de vocês, leitores, se devo ou não fazer capítulos sobre as semifinais do torneio (não é por nada não, mas estou quase me matando para ir direto para a final, terminá-la e finalmente avançar alguma coisa na fanfic). Vamos aos comentários

@roberto13 escreveu:Oi!

Antes de começar comentar em si o cap. só queria deixar claro a minha insatisfação com o "melhoramento" da área. Ótimo fazer incentivo aos que estão começando (e que por dedução com bases passadas, provavelmente terão suas fics fechadas daqui a um mês, talvez). Pena que esse "bom-samaritanismo" exclui as mais antigas. Eu vejo como uma grande sacanagem com aqueles, como você que tem uma história prolongada e que dá mostra de continuar a história que montou, ter a fic extremamente abaixada nas primeiras pags. Mas, enfim, quase nenhum das "madres de Calcutá" lerão esse comentário e quando forem "quebrar a "cara" com o "fogo de palha", irão simplesmente dizer que a área está péssima e nada presta...


Egoísmos a parte. Achei o cap. muito bom. Entendi o porquê dela ter certos sentimentos. Mandou muito na descrição e na narração. Além desses elogios, não tenho mais o que dizer haha. Os comentários já começavam a ficar uniformes pelo nível que mantém. Porém, infelizmente e contrariando a minha expectativa de achar que você fecharia esse cap. sem nenhum erro, houve dois =/...

Compelindo seu punho para frente, arremessando um poderoso raio róseo contornado por uma luz branca.


Ficou muito gerúndio. Eu acho que ficaria melhor esteticamente a forma arremessou.

àquela distância

A contração que era para ocorrer é com o na. Ficaria naquela distância.


É isso! (E desculpa usar o comentário da sua fic para explicitar a minha crítica)

Olá roberto13. Obrigado pelos elogios. Concordo com o que você escreveu (e me parece que surtiu algum efeito, pois alguma coisa está mudando aqui na área). Obrigado por ter destacado os erros. Se encontrar algum neste novo, sinta-se livre para destacá-lo. Espero que goste dele.

@CalrosHenrique escreveu:Buentas Tardes!

Rapaz, rapaz... Passei três dias para ler todos os capítulos até o mais recente. Notei uma mudança extraordinária na sua escrita em seus detalhes, você evoluiu muito, muito mesmo e pqp, creio que você seja o melhor escritor ativo na área atualmente, de verdade. Você detalha, narra e descreve os acontecimentos com perfeição, realmente os capítulos só melhoram, me fazem sentir vontade de ler mais.

Estou até triste, pois assim como um jogo ou um seriado, quando você vê que você terminou de ver uma quantia acumulada de estória, até dá um desanimo. Vendo que terá de esperar mais para poder desfrutar de sua magnífica escrita.

Os únicos pontos negativos para mim, foi o fato de você ter colocado personagens do anime, como a May e o Takuto. Embora isso não tenha tirado a qualidade dos capítulos, já que o treinador do devorador de sonhos tem um respeito imenso por mim. Também foi difícil para mim poder acompanhar o nome dos novos Pokémons acrescentados. Sempre parava para ver a Pokédex e assim chegar sua imagem e tal.

Neste capítulo, só notei um erro, sendo o mesmo apenas de aparência, nada de ortografia, veja:

Utilizando um ataque significativamente fraco, mas que não possuí chances de errar? – Questionou o ruivo, aparentemente surpreso com tal estratégia. – Nada mal... – Observou, soando quase que como um elogio. – Receba e depois use Confusion!

Você apenas esqueceu de colocar em negrito a narração, como o de costume.

Rapaz, não sei porque, mas depois de terminar a minha leitura, eu obtive um gosto incrível pelo Latios e Skarmory. Sério, adorei o jeito que descreveu os mesmos, e pode parecer bobo, mas deu um frio na barriga durante as batalhas, como se eu estivesse nervoso, sabe? Hahaha

Bem, tudo que me resta a dizer é que eu estou adorando a Fan Fiction, adorando demais. Irei acompanhar e estou no aguardo do próximo capítulo. *-*

Adios, /o/

Primeiramente, sinto-me honrado em receber um comentário seu aqui (também sinto quando recebo dos outros, mas de leitores novos é mais emocionante). Três dias lol. E eu achando que ter lido todos os capítulos da fic do roberto em duas horas e meia já tinha sido uma viagem. Obrigado pelos elogios. Não me sinto como sendo o melhor escritor, mas se você falou tá falado. Eu sinto esse mesmo friozinho na barriga quando estou escrevendo ou vendo algum momento crítico em fanfics aqui do fórum. Very Happy Espero que goste deste capítulo.

Mud escreveu:DZ o/
Bom capítulo, é claro. Só explicando, eu não puxo seu saco, você faz por merecer e não merece críticas, pois se esforça e não comenta qualquer porcaria, pelo contrário, é um dos melhores escritores da PM atualmente SIM!
Ao cap, a parte que o Carlito citou foi um dos erros e o erro que o roberto citou não é erro, àquela tá certinho.
GO GO Takuto. O Latios perdeu, aff, sai daqui. Latios é latios po u.u
Mas Absol é bom de qualquer jeito, cool.
Aguardo o próximo, não vi erros não, continue assim o/

Mud \o. Obrigado pelos elogios. lol no dia em que você vier a puxar meu saco, acho que latino e restart vão fazer algo que preste kkkkkkkkk. Eu queria até ter dado um destaque maior pro Latios, mas também estava louco para introduzir o Absol. Obrigado por apontar o que era erro e o que não era. Espero que goste deste capítulo.

@Rush escreveu:Bom dia.


Amigo, não tenho palavras para descrever como a sua Fan Fic é fantástica. Concordando com o Henrique, tive dificuldades a relacionar os novos Pokémons com seus respectivos nomes, já que não estou acostumado com os mesmos, porém isto é apenas uma questão de tempo, hahaha.

Eu lia a sua FF antes mesmo de criar uma conta aqui, assim como muitas outras deste fórum,, e realmente tiro o meu chapéu para sua escrita e narração, ela é simplesmente fantástica. Não pude perceber sequer um erro no capítulo, e eu achei o mesmo impressionante.

Pensei que o Takuto só teria lendários, mas este Absol pelo visto tem a força de um. Derrotara Skarmory com apenas um golpe, mesmo que o mesmo tenha sido o Counter, ele pareceu não receber muito dano - isso que o golpe foi super efetivo.

Concordo com o Mud, achei que o Latios iria se sair bem melhor do que o esperado, mas isso é o de menos, já que não foi uma falha na estória - você mesmo citou que o próprio treinador ficou desapontado com a performance do dragão.

Acho que se o Reize tivesse usado outro Pokémon ao invés da pequena Smoochum, ele poderia ter vencido.

Well, estou aguardando ansiosamente o próximo capítulo!

Yep, novo leitor (usando este termo pejorativamente). Obrigado pelos elogios. Para falar a verdade, eu até tinha pensado em dar uma team só de lendários para ele, mas achei que ia ficar muito overpower e resolvi pensar por sei lá quantas horas em um pokémon que fosse apropriado para ele. Por fim, escolhi Absol. Eu não ia colocar a Smoochum para batalhar, mas decidi guardar os outros pokémons dele para mais tarde na fanfic. Espero que goste deste capítulo.

Sem mais delongas, vamos a ele.

David's Shining Moment!


Com um bocejo beirando ao elegante, Sileon deitou-se no chão e encostou o rosto delicadamente contra suas patas. Usando sua cauda como um chocalho, ficou observando Shinx enquanto este tentava caçá-la. Em um misto de saltos, grunhidos e patadas, o filhote de leão se encantava nesse jogo de gato e rato. Se fosse feito com seres humanos, aquilo poderia causar alguns cortes e escoriações, pois, apesar de pequeno, era bem forte. Contudo, essas investidas em nada prejudicavam o Pokémon silício e seu corpo revestido por uma grossa camada de metal. Observando aquela cena, não pude deixar de sorrir. O momento de descontração do par de mamíferos servia para aliviar as pressões que surgiram durante todo o torneio. Passei alguns minutos vendo-os e, quando dei por mim, tanto Damian quanto David já estavam posicionados no campo de batalha, prontos para começar sua própria disputa.

- Hora de afiar suas presas, Axew! – Disse o novato, libertando-o do interior de sua Pokéball. Seu tom de voz mostrava algo curioso; apesar de confiante por fora, estava apreensivo por dentro.

- Acho que você cometeu um erro em usar seu único Pokémon do tipo Dragon logo no começo. – Julgou o experiente, criticando a escolha de seu adversário com evidente sarcasmo. – Mostre-os a magnitude de seu deslize, Feraligatr! – Comandou, lançando para frente um objeto idêntico ao usado pelo outro.

Em frente ao pequeno lagarto esmeralda, aparecera um grande e volumoso Pokémon bípede crocodiliano de corpo azul com alguns retoques vermelhos e outros amarelos. Uma característica pronunciante nele era uma enorme e poderosa boca que não deixava de ser munida por um grande conjunto de grandes dentes afiados e em formato de serra. A julgar pela sua anatomia, não seria exagero dizer que sua mordida poderia facilmente esmigalhar ossos. Três conjuntos de cristas cor de sangue emergiam de sua coluna em locais distintos; uma sobre seus olhos, outra entre seus ombros e uma última em sua cauda. Largas e grossas escamas surgiam em seus braços, pernas e cauda. A parte inferior de sua mandíbula e o seu ventre tinham cor de creme. Surpreso com tal adversário, o treinador de cabelos castanhos sacou sua Pokédex e apontou na direção daquele
.

- Feraligatr, o Pokémon grande mandíbula. É a forma evoluída do Croconaw. Na natureza, os machos tendem a serem solitários e extremamente territoriais. Apesar de serem corpulentos e terem um metabolismo lento, são capazes de correrem velozmente por curtas distâncias. Batendo seus pés contra o chão, pode causar poderosos tremores subterrâneos.Informou o objeto, com o mesmo tom antipático de sempre.

- Parece que necessitaremos tomar alguma precaução extra durante este confronto. – Concluiu David, tentando precaver-se de algum eventual problema. – Axew, use Dragon Rage e depois Swords Dance! – Comandou, quase que como montando o ritmo de uma sinfonia.

Você realmente acha que um ataque desse nível pode mesmo fazer alguma coisa contra nós? – Perguntou Damian, meio que inflamando seu ego e diminuindo as esperanças do outro ao mesmo tempo. – Detenha-o com um tapa!

Desunindo seus maxilares, o réptil esverdeado inclinou sua cabeça para trás e produzira um orbe azul claro no interior do centro de seu tórax. Logo, uma meia esfera de mesma tonalidade surgiu entre suas mandíbulas. Com um rugido possante, lançou poderosas chamas erráticas azuis e negras contra seu adversário. Quanto mais avançavam, mais parecidas com um longo e esguio dragão ficavam. Sem estar muito preocupado, o Pokémon crocodilo lançou uma de suas mãos para frente com um forte movimento. Confrontando o fogo com esta, conseguiu, miraculosamente, restringir o foco do ataque ao membro. Mesmo assim, parecia não sentir dor, dedução que fora confirmada após as chamas pararem de ser liberadas e pouco mais do que pequenas queimaduras estarem presentes na palma de sua mão. Surpreso com a força demonstrada pelo seu oponente, o réptil verde envolveu suas presas em um manto de energia roxa, aumentando o seu ataque.

- Bem, parece que sua investida não funcionou como esperado. – Disse o experiente, desmerecendo os esforços de seu opositor. – Esmurre o solo com Ice Punch!

- Evasiva e Dragon Dance! – Comandou o principiante, em uma estratégia estranhamente defensiva. Não era comum que ele usasse de tal opção de movimentos.

Em uma demonstração de puro e brutal poder, Feraligatr arqueou seu braço para trás, fechando o punho com magnífica força. Uma mortalha de energia cianótica resguardou seu punho enquanto uma ventania gélida envolvia-o. Com um grunhido orgulhoso, alvejou o solo com a mão. Um lance de cristais turquesa com metade do tamanho de Axew lançou-se em direção a esse, com intenção de penetrar sua pele. Em uma ação perspicaz, o lagarto cor de jade saltou para o lado poucos instantes antes de ser atingido. No local em que estava, um grande diamante polido, luzido e imponente projetava-se do solo, solitário já que os anteriores haviam se dissolvido segundos depois de serem feitos. Rodopiando em volta de si mesmo, criou um tufão de nuvens rubras e relâmpagos azuis metálicos, que após dispersar-se aumentou tanto sua velocidade quanto seu ataque.


- Afastando-se dos ataques do contendor e usufruindo de seus próprios para nivelar o poder de nossos Pokémons... – Discorreu Damian, erguendo uma de suas sobrancelhas com certa dúvida. – Acha realmente que terá alguma eficácia sobre nós? – Perguntou, irritado com tal afronta. – Use Water Pledge!

- Resguarde-se com Protect e depois use Incinerate! – Comandou David, procurando mais uma defensiva eficaz do que um ataque forte.

Firmando suas patas dianteiras contra o solo, Feraligatr martelou o solo com um poderoso golpe de sua cauda. Bramindo, fez com que o chão em frente a sua face partisse, derivado de uma pilastra de água. Mais Pilares eclodiram em uma rápida sucessão, cada um mais próximo do adversário. Quando se aproximou, foi substituído por uma dúzia e meia de outros que rapidamente rodearam o alvo. Contudo, antes que o movimento pudesse ser concluído, Axew criou ao seu redor uma esfera turquesa como medida defensiva. Diga-se de passagem, fora bem a tempo este ato, pois segundos depois um último pilar, maior e mais forte do que os anteriores, brotou por baixo do Pokémon dragão, lançando-o metros para cima sem, no entanto, feri-lo de alguma forma. Como a película que o revestia se desfazendo, lançou um tênue fio de fogo vermelho-alaranjado. De tão delicado que era, havia certo temor de que se apagasse a qualquer momento. Afortunadamente, a investida funcionara e atingira o grande crocodilo. No mesmo instante, aquela pequena fagulha tornou-se um enorme incêndio que envolvera todo o corpo do ser.


- Francamente, eu realmente pensei que enfrentar o único indivíduo que verdadeiramente tenta algo inusitado seria um pouco mais... Desafiadora. – Confessou o veterano, coçando a parte de trás de sua cabeça. – Hydro Cannon!

- Proteja-se com Dragon Pulse e depois volte a usar Swords Dance! – Comandou o calouro, fechando os punhos com força.

Rasgando as chamas que o circundavam com demasiada facilidade, Feraligatr abriu suas mandíbulas, revelando que seu interior brilhava em azul metálico. Uma esfera de tonalidade idêntica constituída por nada além de água fez-se em frente a ele. Com um impetuoso rugido, atirou-a contra seu adversário. Com a velocidade adquirida, estrias de vento formaram-se ao seu redor, servindo apenas para aumentar seu potencial ofensivo. Evidentemente desconcertado, o Pokémon dragão reuniu suas mãos em frente à face. Um globo mediano e turquesa formou-se em frente aos membros, sendo disparada poucos instantes depois. Uma explosão de proporções dignas sucedeu o encontro entre os ataques, atirando água e fumaça para todos os lados possíveis. Aliviado por ter conseguido deter seu adversário, Axew moveu suas presas de um lado para o outro. Estas, já estando previamente púrpuras, apenas cresceram um pouco em tamanho. Com elegância, pousou em frente ao seu treinador.


- Você mostrou o seu movimento mais poderoso. Agora me deixe mostrar o meu. – Disse David, com um sorriso travesso em sua face. – Dragon Dance e Giga Impact!

Em um momento de orgulho próprio, o lagarto com presas passou a pular de um pé para o outro, quase que dançando em algum ritual. Mediante ao movimento, um tornado de espessas e tempestuosas nuvens rubras e relâmpagos azuis passou a rodea-lo, aumentando-lhe tanto seu ataque quanto sua velocidade. Rompendo o furacão, correu em direção ao seu oponente envolto em um fino manto branco de energia. À medida que avançava, o véu que o revestia transformava-se lentamente em uma esfera púrpura rodeada por dúzias de estrias laranja. Ao atingir Feraligatr, uma forte explosão ocorreu, cobrindo o corpo deste com a fumaça produzida.


- Isso! – Comemorou o calouro, socando o ar em comemoração. – Muito bem, Axew! – Elogiou, contente.

- Você realmente acha que seríamos derrotados tão facilmente assim? – Questionou o veterano, com uma expressão de frio divertimento em sua face. – Finalize-o com Ice Punch!

Assustado com tal revelação, o lagarto de jade virou-se para trás à tempo de arregalar seus olhos, em pânico. Surgindo por entre a fumaça, um enorme punho rodeado por uma luz azul gélida atingiu-o no topo da cabeça, quase como se fosse esmigalhar seu crânio em vários pequenos pedaços. Cedendo à pressão exercida sobre si, o dragão esverdeado bateu com o queixo contra o solo, nocauteado devido ao forte dano recebido
.

- Axew está fora de combate! – Decretou Liza, erguendo a mão para sinalizar o fato. Aparentava estar ligeiramente amedrontada com tamanha violência. – A vitória vai para Damian e Feraligatr!

- Porcaria! – Rugiu David, emitindo o som por entre os dentes cerrados. Relutante, sacou uma Pokéball e regressou seu parceiro para o interior desta.

- Realmente, você poderia ter conseguido derrotá-lo se tivesse usado Swords Dance mais uma ou duas vezes. – Admitiu Damian, rindo de maneira hipócrita. Imitando o ato feito pelo seu adversário, mostrou-lhe um objeto idêntico ao usado anteriormente. – Mas enquanto eu possuir este símbolo da vitória, meu destino será sempre ganhar!

- Isso é o que vamos ver! – Rebateu o primeiro, com os olhos imersos em uma fúria quase descomunal. – Fryion, reduza tudo a cinzas!

Rápido como um relâmpago, o filhote de leão alaranjado surgiu em um flash de luz, preparado para combater o inimigo com garra e determinação. Não soube dizer o que, mas havia algo transformado no fundo de seus olhos. Suas garras dianteiras resvalavam contra o solo, provocando marcas disformes e profundas neste. Era quase como se a fúria demonstrada por David tivesse-o possuído e transformado em uma besta ensandecida. Entretanto, tal reflexão não era compartilhada pelos outros, ao que parecia. Enquanto a plateia denegria-o moralmente, o adversário contentava-se em gargalhar maleficamente.

- Meu Arceus, você realmente sabe algo sobre vantagens e desvantagens? – Questionou o experiente, em meio a mais um sorriso debochado.

- Será? – Contestou o calouro, erguendo uma de suas sobrancelhas levemente. – Vamos começar usando Leer!

- Bem, que seja. Continue com essa tola tentativa de resistência. – Falou o primeiro, dando de ombros para o seu adversário. – Receba o impacto e depois use Aqua Tail!

Com um rugido destemido, Fryion afrontou o grande crocodilo com um olhar intimidador e banhado em uma aura avermelhada. Isto, porém, pareceu não surtir o efeito desejado no adversário. Rodopiando ao redor de si mesmo, Feraligatr envolveu sua cauda em uma espiral de água. Chicoteando-a contra o ar, fez com que múltiplas chibatas desprendessem-se do núcleo original e avançassem contra o oponente.


- Contra-ataque com Lighting Spear! – Exclamou David, em revide.

Momentos antes de ser atingido pelo primeiro dos chicotes, o Pokémon felino saltou, adquirindo uma altura considerável. Enquanto ascendia, um manto índigo de eletricidade recobriu-lhe o corpo, transformando-o em uma brilhante e bela estrela. Com um bramido, investiu em alta velocidade contra seu adversário. Pressionado, o jacaré azul lançou mais tentáculos em uma tentativa de atingir seu adversário. Contudo, toda vez que uma destas atingia o alvo, além de não causar-lhe dano algum por causa do véu que o cobria, servia como um condutor elétrico, infligindo ao usuário alguns bons ferimentos. Com um sorriso, Fryion atingiu o tórax do Pokémon aligátor, forçando-o de encontro ao chão e fazendo uma cratera no local do impacto. Levantou-se feliz, sacudindo a poeira dos pelos das costas enquanto observava seu rival, nocauteado.


- Feraligatr está fora de combate! – Anunciou a governanta, tranquila e de maneira simples. – A vitória vai para David e Fryion!

- Que seja. Enquanto Victini estiver comigo, não há como eu perder. – Disse Damian, convencido nas místicas habilidades do Pokémon vitória. Restituiu seu companheiro para o interior da Pokéball e lançou uma segunda para campo. – Vamos lá, Darcel!

Endireitando-se um tanto desajeitadamente sobre suas patas traseiras, um Pokémon reptiliano mulato, de mais ou menos um metro e vinte de altura, bocejou pesadamente. Devia pesar por volta de cinquenta e quatro quilos, se o julgasse apenas por sua massa corpórea. Seus olhos eram azuis e profundos, rodeados por um círculo amarelo. Entre eles, uma placa de queratina cor de chocolate brotava, sendo seguida por mais três, com tonalidade menos acentuada, que iam até sua nuca. Uma camada de escamas com mesma cor cobriam-lhe as costas, formando uma rígida e espessa carapaça. Seus braços eram musculosos e rígidos, com três garras em cada uma. Na extremidade de cada um de seus pés havia uma grande e arredondada unha amarela. Seu ventre era de mesma tonalidade, cruzado horizontalmente por duas faixas negras. Uma longa cauda chicoteava o ar, ainda que lentamente. Surpreso, David sacou sua Pokédex e apontou na direção dele.

- Darcel, o Pokémon lagarto encouraçado. É a forma evoluída do Hexeart. Vive em canais subterrâneos a mais de quarenta metros abaixo do solo. Sobe até a superfície de tempos em tempos para limpar a entrada de sua toca ou procurar por alimento. São, em sua maioria, solitários e sonolentos, passando quinze horas por dia dormindo.Informou o objeto, com tom de voz mecânica.

- Retorne, Fryion! – Falou o calouro, retornando o pequeno leão para sua Pokéball. – Piplup, atinja-o com Bubblebeam!

- Passe pelas bolhas com Rapid Spin! – Ordenou o veterano, com um sorriso zombeteiro.

Surgindo em meio a um pilar de luz, o Pokémon pinguim rapidamente tratou de abrir o bico e lançar múltiplas bolhas azuladas em direção ao oponente. Deitando-se sobre si mesmo, o réptil do deserto transformou-se em uma roda de espinhos e passou a rolar em direção ao adversário. Com demasiada facilidade, atravessou as bolhas e atingiu o pássaro azul, jogando-o para trás.


- Bem, agora que afastamos o perigo... Use Acupressure! – Comandou Damian, confiante em uma calma e fácil vitória.

- Se você vai aumentar o poder de seu parceiro, permita-nos fazer o contrário com ele! – Disse David, determinado a fazê-lo. – Levante-se e use Featherdance!

Parando abruptamente, Darcel tornou a erguer-se sobre as pernas e começou a coçar as costas como se sentisse uma coceira angustiante. Todavia, algo diferenciava aquela ação de alguma rotineira espreguiçada matinal; suas garras, que brilhavam em dourado. Ao atingirem o ponto que em seres humanos seria entre as omoplatas, a luz espalhou-se por seu corpo, acrescentando-lhe mais força. Erguendo-se em um salto, Piplup pulou e começou a rodopiar ao redor de si, desprendendo de seu corpo várias penas luminosas. Estas começaram a dispersar-se pelo campo, caindo sobre o adversário e diminuindo seu ataque em demasia.


- Acha mesmo que isso fará alguma grande diferença? – Indagou o veterano, dando de ombros. Realmente, sua presunção talvez fosse maior do que a crença nos poderes místicos de Victini. – Use AncientPower!

- Talvez não, mas que tal este movimento? – Perguntou retoricamente o novato, em resposta. – White Blade*!

Uma luminescência prateada surgiu na placa que havia entre as têmporas de Darcel. Deixando esta, um globo com mesma tonalidade surgiu em frente ao usuário. Volvendo, atingiu o orbe com a cauda e lançou-o para frente. A força empregada nesta ação fora tanta que, por um segundo, temi que a cauda do réptil das dunas partisse-se em duas. Correspondendo à aclamação de seu treinador, o pássaro aquático cruzou suas nadadeiras em frente ao seu tórax. Uma emanação azul gélida revestiu-o, enquanto um frio brilho tomava a ponta de suas asas. Ao descruzá-las, reuniu toda energia em uma e lançou-a para frente como se cortasse algo invisível em sua frente. Uma lâmina de gelo desprendeu-se, avançando prodigiosamente em direção ao movimento opositor. Nem bem colidiram e o ataque do tipo Ice trespassou o outro e atingiu o Pokémon lagarto, o que fez este recuar alguns passos.


- Continue com a ofensiva e use Drill Peck! – Falou David, incitado a continuar atacando.

- Withdraw! – Ordenou Damian, entrando no jogo orquestrado por seu adversário.

Confiante com o sucesso de seu último ataque, Piplup saltou e passou a girar como uma broca. Com isso, seu bico fora tomado por um brilho branco e ficara duas vezes mais longo. Prosseguiu então em direção ao oponente, ganhando mais velocidade a cada momento que passava. Cambaleando de maneira incerta, Darcel dobrou-se sobre si mesmo, recolhendo os membros para junto de seu ventre. Um brilho azul tomou-lhe conta da carapaça, aumentando a força de sua defesa. O Pokémon pinguim tentou bicá-lo algumas vezes, mas, no entanto, não fora bem sucedido.


- Bem a chance que eu esperava! – Disse o veterano, com mais um de seus sorrisos repletos de escárnio. – Use Vital Throw!

Esticando os braços para fora de sua proteção, o réptil mulato pegou as asas de seu adversário, parando seu movimento. Com uma expressão determinada e satisfeita, jogou-o de encontro ao solo. Rachaduras surgiram no solo ao redor do ponto de impacto como resultado da força empregada. Erguendo-se, pegou Piplup pela cabeça e jogou-o para cima, ainda atordoado.


- Extermine-o com Stone Edge! – Exclamou Damian, exultante.

- É, pelo jeito, terei de apostar tudo em um último ataque. – Comentou David, rindo de excitação. – Use Hidro Pump!

Erguendo as mãos para cima, Darcel emitiu um brilho branco destas. Dois anéis de energia passaram a circundá-lo transversalmente. Flexionando os braços, substituiu a luz branca dos aros por rochas acinzentadas. Como se possuíssem mente própria, avançaram contra a ave marítima em diferentes velocidades e ângulos, cobrindo qualquer válvula de escape que pudesse vir a existir. Conseguindo de alguma forma firmar-se, o pinguim azul abriu seu bico e projetou contra o adversário uma prodigiosa rajada de água. Pressentindo que seu “mestre” estivesse em perigo, as lascas de pedra jogaram-se contra a torrente, tentando de algum modo detê-la. Um esforço em vão. Como se fosse um colérico e irritado animal, atravessou facilmente a defesa rochosa, atingido o réptil das dunas e forçando-o contra o solo, nocauteando-o no processo.


- Darcel está fora de combate! – Decretou Liza, aparentemente desconfortável após passar tanto tempo sentada em seu trono. – A vitória vai para David e Piplup!

- Yahoo! – Comemorou o vencedor, socando o ar com um de seus punhos. – Mais uma vitória e poderemos avançar para as semifinais!

- Acha realmente que será tão fácil? – Perguntou o outro, sombrio. Algo em seu tom revelava que, agora, passaria a lutar seriamente. Retornou o Pokémon lagarto para dentro de sua Pokéball e sacou uma segunda, lançando-a para cima. – Victini, já é mais do que hora de terminarmos com isso!

Emergindo de um véu de luz, o gnomo de fogo reuniu suas mãos em frente à boca e passou a rir, cativando boa parte da plateia. Parecia perseguir algo invisível com o olhar, divertindo-se enquanto fazia-o. Foi durante esta ação que encontrou o seu adversário, rindo mais um pouco ao encontrá-lo.

- Legal, finalmente poderei enfrentar um Pokémon lendário! – Exclamou David, ansioso por começar o combate. – Use Water Sport e Whirlpool!

- Pretendendo enfraquecer o poder dos ataques do tipo Fire e ainda prender Victini em um ciclone? – Perguntou Damian, retoricamente. – Muito bem. Vamos ver se isso dará certo. Flame Charge!

Erguendo sua cabeça para cima, a cria de pinguim disparou diversos fluxos de água, encharcando todo o campo de batalha. A terra, que antes estava com uma cor de trigo, agora mais parecia um campo lamacento e argiloso. Elevando também os braços, invocou um enorme redemoinho bravio, jogando-o logo após contra o adversário. Achando tudo muito divertido, o gnomo de fogo retraiu-se. O “V” em sua cabeça passou a brilhar com uma tonalidade alaranjada. Uma espiral de chamas vermelho-alaranjadas envolveu-o, tornando-se logo um véu. Lançou-se então em direção à tormenta de água. Um estouro ocorreu quando as chamas tocaram a água. Líquido, vapor e um som parecido com o produzido ao jogar-se um fluido frio sobre uma chapa de metal quente emanaram do ponto da colisão.


- Extraordinário! Não imaginava que fosse tão forte! – Disse o calouro, evidentemente entusiasmado. – Bem, mas não iremos desistir! Ataque com Bubblebeam!

- Fusion Bolt! – Sussurrou o veterano, com um sorriso de satisfação sombria estampado em sua face.

Tirando proveito de que ainda havia uma boa quantidade de vapor d’água ao redor do duende afortunado, Piplup impeliu dúzias e mais dúzias de bolhas azuis contra ele. Todavia, antes que atingissem o alvo, uma reluzente luz púrpura expandiu-se por entre as grossas camadas de fumaça. Em seu epicentro, encontrava-se Victini, envolto por uma esfera com mesma cor. Vez ou outra, enormes relâmpagos com cor de safira reluziam do “V” em sua cabeça. Com um brado orgulhoso e curioso, avançou em direção ao adversário, dilacerando facilmente a bolha e atingindo-o. Com a força exercida sobre si, o Pokémon pinguim fora atirado de encontro à amurada do estádio, nocauteado.


- Piplup está fora de combate! – Declarou Liza, assustada com o poder demonstrado pelo pequeno gnomo. – A vitória vai para Victini e Damian, deixando apenas um parceiro restante para cada treinador.

Sem pronunciar qualquer palavra, David sacou uma Pokéball e retornou seu parceiro para o interior desta. Murmúrios ecoavam pelo estádio como ecos em uma caverna. Muitos comentavam que, agora que o Pokémon vitória aparecera em campo, não havia dúvida de quem seria o ganhador. Outros diziam que o treinador de cabelos marrons ainda viria por fazer uma reviravolta e derrotá-lo, mesmo que fossem pouquíssimos os que afirmassem esta versão. Surpreendentemente, o alvo das especulações começou a rir satisfeito, chocando os espectadores.

- Enlouqueceu em frente à derrota certa? – Perguntou o experiente, sem entender o que se passava na cabeça de seu competidor.

- Não. – Negou o novato, enxugando uma lágrima. – É que realmente é extremamente divertido enfrentar um Pokémon lendário. Mas, como eu não tenho chance de vencer e nem quero deixar que Fryion seja ferido a toa... Eu me rendo. – Disse, sorrindo tranquilamente.

O choque foi geral. Ninguém imaginava que isso pudesse ocorrer. Mesmo Chimchar e Zorua estavam com os olhos arregalados e boquiabertos. Apenas Sileon encarava a cena indiferente, apoiando a decisão tomada por aquele estanho que conhecera durante a manhã. A plateia começou a vaiar; queriam mais combates, mais estratégias, mais dor. David parecia não ligar para isso. Deixou a arena enquanto a governanta – que também parecia ser a favor de sua decisão – proclamava Damian como vencedor do confronto. Aproximou-se de Takuto e olhou-o com uma expressão e um ar tão diferentes de seu habitual que, por um momento, pensei tratar-se de outra pessoa que se encontrava ali.


- Deixo-o com você. – Disse, com um último e sincero sorriso, antes de se aproximar de mim, Ragna, May e Mary.

[Continua]

Prévia:
Saudações. Quem fala é o Reize. No próximo capítulo irão me acompanhar e conhecer um pouco mais sobre a minha história. Não percam: The Truth Revealed! The Scar that I need to Carry.

Fatos Importantes:
• Ocorre a batalha entre Damian e David.
• Damian revela possuir um Feraligatr e um Darcel.
• Feraligatr derrota Axew.
• Fryion derrota Feraligatr.
• Piplup derrota Darcel.
• Victini derrota Piplup.
• David desiste do combate, entregando a vitória para Damian.

Notas:
White Blade: O usuário acumula uma boa quantidade de ar frio ao seu redor, condensando-o e o usando como uma lâmina para atacar seu adversário.
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Pokaabu em Sab 20 Out 2012 - 4:19

Oi Dz, td bem? Bom, eu não tenho muito o que falar, como todos já disseram você é um ótimo escritor, eu li somente este último capítulo, pois estou sem tempo, não é preguiça, estou sem tempo mesmo :/. Enfim, eu também li o seu tópico sobre a indignação da área, ai resolvi comentar baseado só no último capítulo, que foi ótimo de se ler é claro, ainda acho apelação usar lendários, para mim eles deveriam ser impossíveis de se capturar, mas isso fica a seu cargo.

É isso, até mais ver. Smile
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Hyurem em Sab 20 Out 2012 - 7:25

Voltei!
Bom, DZ, peço-lhe desculpas por não ter comentado no cap anterior. É que, sinceramente, não havia o que falar.
O último foi ótimo. Nunca imaginei que o David pudesse desistir de uma batalha!

Você continua sendo um excelente escritor, mas teve alguns errinhos:
Você realmente acha que um ataque desse nível pode mesmo fazer alguma coisa contra nós? – Perguntou Damian[...]
Faltou um travessão.
À medida que avançava, o véu que o revestia transformava-se lentamente em uma esfera púrpura rodeada por dúzias de estrias laranja.
"Laranja" seria no plural.
Apenas Sileon encarava a cena indiferente, apoiando a decisão tomada por aquele estanho que conhecera durante a manhã.
Sumiu com o "R" em "estranho".

Quanto à pular direto para as finais, a decisão é sua. Mas se for pra dar uma agilizada na fic, manda vê!
Bom, é isso. Good Bye!
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por roberto13 em Qua 24 Out 2012 - 15:29

Bom, nem tenho muito o que falar. Cap. ficou ótimo, com descrição e narração muito bem feita. Também não vi nenhum erro, além dos que já foram citados. Parabéns quanto a isso (e olha que sou chato nesse ponto haha...). Também acho sacanagem apelarem para lendários (na minha velha linguagem e ex-vivência de Ragnarok, editados fdp... haha). Foi sensato para quem não parecia ter essa postura desistir da batalha. Agora, espero o próximo.

É isso!
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Black~ em Seg 5 Nov 2012 - 18:23

Bom, posso dizer que sua fic é boa, no começo eu achava ela um pouco ruim digamos assim, mas ela ficou bacana e talz. Não vi nenhum erro de ortografia e você descreve e narra bem. É só isso mesmo e boa sorte com a fic.
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Diamandis em Ter 6 Nov 2012 - 23:48

Bem, eu achei os primeiros caps um pouco enrolados, mas depois a história fluiu muito bem...

Quase nenhum erro de escrita, sua fic é muito boa, Dz. Me arrependi de não ter lido antes. Smile
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Rush em Sex 9 Nov 2012 - 14:10

Boa tarde, DZ! (Posso te chamar assim? Hahaha)

Como sempre, ótimos capítulos. Linda narração e descrição, me prendeu muito ao texto. A única coisa que achei estranho, é o grande número de Pokémons em seu primeiro estágio evolucional - Desde o Axel até o Piplup. Mas imagino uma cena bem kawaii, hahaha. Ainda estou perdido em relação aos fakemons, fico com uma aba aberta para procurar os citados, sempre acabo esquecendo os nomes e suas aparências... Haha.

Feraligatr *-* Antigamente meus preferidos eram Aracanine e Gengar, mas ultimamente tenho apegado muito ao crocodilo azul, não sei porque, ele é lindo. Também me apeguei muito ao Skarmory e ao Latios graças á sua FF. Haha, tenho uma visão diferente dos mesmos, uma versão sei lá, mais mistica, como o Latios usando Tail Wind.

Well, o capítulo está perfeito em minha opinião, não encontrei erros até ler os comentários apontando os mesmos... Sinto muito a demora, estou sem tempo, mas lembre-se que estarei sempre acompanhando os capítulos!

Um abraço, até mais!

~Rush
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por DarkZoroark em Sab 24 Nov 2012 - 1:19

Boa noite/madrugada a todos. Desculpem a demora deste capítulo, mas estive de provas e trabalhos avaliados durante todo este último mês e metade do anterior, o que reduziu a praticamente zero o meu tempo de escrita. Além disso, tive que planejar bastante este capítulo pois, diferentemente dos anteriores, não é um semi-filler, e sim algo de vital importância para o entendimento e compreensão desta fanfic. Agora uma notícia boa; estou oficialmente de férias e, por isso, os capítulos saíram com uma velocidade muito maior do que até agora. Acho que saíra um ou dois por semana, dependendo de como forem desenvolvidos. Sem mais delongas, vamos aos comentários.

@Pokaabu escreveu:Oi Dz, td bem? Bom, eu não tenho muito o que falar, como todos já disseram você é um ótimo escritor, eu li somente este último capítulo, pois estou sem tempo, não é preguiça, estou sem tempo mesmo :/. Enfim, eu também li o seu tópico sobre a indignação da área, ai resolvi comentar baseado só no último capítulo, que foi ótimo de se ler é claro, ainda acho apelação usar lendários, para mim eles deveriam ser impossíveis de se capturar, mas isso fica a seu cargo.

É isso, até mais ver. Smile

Pokaabu o/ Obrigado pelos seus elogios. Como eu disse no meu tópico anterior, não é necessário ler toda a fanfic. Leia o último capítulo e, quando sentir vontade, leia os mais antigos. Se você acha apelação o uso de lendários, não sei o que irá pensar de algo que estou planejando inserir no rumo da fic. Espero que este capítulo esteja do seu agrado.

@Hyurem escreveu:Voltei!
Bom, DZ, peço-lhe desculpas por não ter comentado no cap anterior. É que, sinceramente, não havia o que falar.
O último foi ótimo. Nunca imaginei que o David pudesse desistir de uma batalha!

Você continua sendo um excelente escritor, mas teve alguns errinhos:
Você realmente acha que um ataque desse nível pode mesmo fazer alguma coisa contra nós? – Perguntou Damian[...]
Faltou um travessão.
À medida que avançava, o véu que o revestia transformava-se lentamente em uma esfera púrpura rodeada por dúzias de estrias laranja.
"Laranja" seria no plural.
Apenas Sileon encarava a cena indiferente, apoiando a decisão tomada por aquele estanho que conhecera durante a manhã.
Sumiu com o "R" em "estranho".

Quanto à pular direto para as finais, a decisão é sua. Mas se for pra dar uma agilizada na fic, manda vê!
Bom, é isso. Good Bye!

Olá Hyu. Não precisa pedir desculpas (achei meio estranho você não ter comentado ele, mas pensei que tivesse alguma coisa importante para fazer). Eu coloquei isso para "aumentar" um pouco a inteligência dele. Isso também é um "gatilho" para apresentar um fato ao longo do decorrer da fanfic. Obrigado por ter apontado estes erros. No fim das contas, resolvi pular porque vai ter mais ação e vai ser mais veloz. Espero que goste deste capítulo.

@roberto13 escreveu:Bom, nem tenho muito o que falar. Cap. ficou ótimo, com descrição e narração muito bem feita. Também não vi nenhum erro, além dos que já foram citados. Parabéns quanto a isso (e olha que sou chato nesse ponto haha...). Também acho sacanagem apelarem para lendários (na minha velha linguagem e ex-vivência de Ragnarok, editados fdp... haha). Foi sensato para quem não parecia ter essa postura desistir da batalha. Agora, espero o próximo.

É isso!

rob o/ Primeiramente, obrigado pelos elogios. Nem tinha notado que eras exigente quanto aos erros... XD. Como disse ao Pokaabu, só quero ver sua reação à uma novidade que irei por na fanfic mais para frente. Ragnarok era muito bom, mas agora perdeu a graça (único rpg que jogo atualmente é Diablo III e Sacred 2). Essa sensatez dele tem um motivo muito especial, que irei revelar conforme os capítulos forem lançados. Espero que este capítulo seja de seu agrado.

@Black~ escreveu:Bom, posso dizer que sua fic é boa, no começo eu achava ela um pouco ruim digamos assim, mas ela ficou bacana e talz. Não vi nenhum erro de ortografia e você descreve e narra bem. É só isso mesmo e boa sorte com a fic.

Olá Black. Obrigado pelos elogios. Também não gostava muito dela no início, mas com o passar do tempo fui me aperfeiçoando. Vejamos se gostará deste novo capítulo.

Bragato escreveu:Bem, eu achei os primeiros caps um pouco enrolados, mas depois a história fluiu muito bem...

Quase nenhum erro de escrita, sua fic é muito boa, Dz. Me arrependi de não ter lido antes. Smile

Olá Brags. O pior é que eu também achava os primeiros capítulos muito enrolados (pessoa de 14 anos escrevendo uma fanfic com a cabeça posta nela, no colégio, nos amigos e na namorada acaba dando alguma merda). Vejamos se gostará deste novo capítulo.

@Rush escreveu:Boa tarde, DZ! (Posso te chamar assim? Hahaha)

Como sempre, ótimos capítulos. Linda narração e descrição, me prendeu muito ao texto. A única coisa que achei estranho, é o grande número de Pokémons em seu primeiro estágio evolucional - Desde o Axel até o Piplup. Mas imagino uma cena bem kawaii, hahaha. Ainda estou perdido em relação aos fakemons, fico com uma aba aberta para procurar os citados, sempre acabo esquecendo os nomes e suas aparências... Haha.

Feraligatr *-* Antigamente meus preferidos eram Aracanine e Gengar, mas ultimamente tenho apegado muito ao crocodilo azul, não sei porque, ele é lindo. Também me apeguei muito ao Skarmory e ao Latios graças á sua FF. Haha, tenho uma visão diferente dos mesmos, uma versão sei lá, mais mistica, como o Latios usando Tail Wind.

Well, o capítulo está perfeito em minha opinião, não encontrei erros até ler os comentários apontando os mesmos... Sinto muito a demora, estou sem tempo, mas lembre-se que estarei sempre acompanhando os capítulos!

Um abraço, até mais!

~Rush

Rush o/. Claro que pode me chamar de DZ! Nem precisava ter perguntado. Obrigado pelos seus elogios. Na verdade, esse montante de Pokémons em seu primeiro estágio evoluído tem uma razão. David, Mary e Tamazarashi são treinadores que recém começaram suas jornadas, e seria estranho eles terem um Pokémon em seus últimos estágios de evolução. Mas conforme a fanfic for passando eles irão evoluir. Disto não tenha dúvidas. Quanto ao Felipe, desse eu não posso falar porque é Big Spoiler (e põe big nisso). Eu também me perco. Só estou acostumado é com os que aparecem rotineiramente na fanfic (os outros é muito trabalhoso de lembrar). Somos dois que adoramos o Feraligatr. Ele e o Swampert são os únicos iniciais de água que eu realmente cheguei a gostar, tanto do design quanto da personalidade. Espero que goste deste capítulo.

Terminado isso, vamos ao capítulo:

The Truth Revealed! The Scar that I need to Carry.


As montanhas sobre as quais passavam eram disformes, altas e cobertas por árvores esguias e irregulares. Mesmo estando no ápice do verão, muitas apresentavam folhas castanho-alaranjadas em seu topo, provenientes de um solo pobre em nutrientes. Era triste, mas ao mesmo tempo acolhedor e reconfortante. Não se lembrava quanto tempo fazia desde que passara ali da última vez. Seis meses? Um ano, talvez?

- Nove meses. – A resposta subiu-lhe aos lábios como mágica. Parecia que o tempo passara mais rápido desde que deixara irmã e namorada. – “Será que me reconhecerão?” – Aquela dúvida tremulava em sua mente a cada metro que passava.

- Skar! – Vozeou Skarmory, trazendo seu treinador de volta para a realidade. Acabavam de passar por dois picos com os cumes cobertos por uma manta branca de neve. A partir daí o vento se intensificara duas vezes mais, mas nada que a poderosa ave não pudesse manejar.

Deveria dar graças à Arceus que as feridas que o grande pássaro sofrera não foram muito graves. Mas não o faria. Aprendera anteriormente que os deuses nem sempre eram bondosos. Da última vez, correra por medo e insegurança, ofegando enquanto quase tudo que amava lhe eram tirados. Não cometeria o mesmo erro duas vezes. Agora estaria preparado e pronto. Seus dedos da mão direita formigavam. Se era de excitação ou apreensão, não saberia dizer. À sua frente, Smoochum dormia tranquilamente, imersa em um profundo sono. Enquanto a observava, as palavras ditas por Omni ecoavam, pela milésima vez, em sua cabeça.


- Vi seu futuro com o auxílio dos poderes da Infinity Dimension, Reize. – Revelara-lhe o ser multidimensional, apoiando-se em um cajado de puro mogno. – E digo-lhe que, se almejas ter sucesso na estrada que escolheste, sozinho não poderás permanecer. Para isso, uma aliança com guerreiros habilidosos será necessária. – Advertiu, explicando por meio de enigmas.

Na ocasião, apenas rira debochadamente e dissera que, logo depois de fazer o aquilo, capturaria um Ponyta com asas e voaria nele em direção ao horizonte. Ao despertar, pensara que havia sido apenas mais um sonho ruim e conturbado, afinal tivera muitos ao longo de sua curta vida. Contudo, ao ver quase meia dúzia de homens saltando em sua direção com a Psychic Gem em punho pode perceber que havia algum fundo de verdade naquilo que lhe fora dito. Imediatamente pensara em Dark Fire para ajudar-lhe. Se metade do que lhe havia sido dito sobre ele fosse verdade, sua ajuda seria mais do que bem vinda. Entretanto, suas esperanças eram vazias; o adolescente desconfiara dele desde o primeiro momento que o avistara. Depois, pensara no renomado campeão de Sinnoh, Takuto. Mas este havia aproximado-se muito de Dark Fire, o que tornara pedir sua ajuda inviável. Por fim, decidira retirar-se para casa de seus avós e pensar no que faria. Este não era o único motivo; sentia saudades da irmã e da namorada. Ainda lembrava-se de como se sentira arrasado ao ter de deixá-las para trás, mesmo sabendo que elas correriam algum perigo se fossem com ele pelo caminho que escolhera. Era um garoto na época; agora era um homem. Vivera mais experiências no período de três quartos de ano do que muitas pessoas durante toda a vida. Estava tão focado em suas dúvidas que, quando percebeu, já estavam a pairar sobre Nymui Village.


- Vamos descer, Skarmory. – Ordenou, olhando para o local no qual vivera boa parte de sua infância. Finalmente voltara para casa.

O vilarejo nunca fora um lugar rico ou majestoso, mas era tranquilo e sereno. E seguro. Nunca se esqueceria disto. A única via de acesso terrestre ao local era uma velha e poeirenta estrada que atravessava o centro do Great Dagger, a maior montanha da região. O nome lhe fora dado por causa das afiadas saliências que saltavam por entre as fendas das rochas. Sempre que alguém tentava escalá-lo, voltava com as mãos e os joelhos em carne viva. Os únicos seres que a habitavam eram as aves da mesma espécie de sua montaria aérea. Os outros pontos que davam acesso à vila eram recobertos por árvores com galhos espinhosos e pedras recobertas por limo, tornando fácil algum desequilíbrio seguido por uma perna quebrada. Quando criança, admirava-se com o fato de que um lugar tão pequeno e pobre quanto Nymui Village fosse tão bem protegida e que grandes cidades pouco mais tivessem além de suas forças policiais. Um conjunto de uma quinzena de casas, duas lanchonetes e uma pequena enfermaria constituíam as edificações. Eram todas feitas de madeira vermelho-acastanhadas e reforçadas por vigas de metal enferrujado. Pareciam frágeis à primeira vista, mas revelavam-se sólidas e resistentes após uma rápida inspeção. Um pequeno lago de água cristalina destacava-se por entre a relva cor de jade e bem aparada. Perto dali, quatro crianças brincavam com uma bola com a ilustração de uma Pokéball por toda sua circunferência. Ao avistarem a grande ave pairando sobre eles, três deles saíram correndo em disparada, deixando para trás uma menina com não mais de sete anos de idade. Tinha cabelos violeta com as pontas azul-gélidas. Seus olhos estavam esbugalhados de terror, mas mesmo assim podia notar-se a bela coloração esverdeada destes. Usava apenas uma camisa rósea e uma longa saia branca. Descalça, seus pés roçavam na grama enquanto dava alguns passos incertos para trás. Não andou muito, no entanto. Após ter dado duas dezenas de passos, mais ou menos, tropeçou sobre os próprios pés e caiu. Diante da cena, teve de rir secamente
.

- Ao que parece, encontramos um bom jantar para você, meu amigo. – Comentou, desmontando de sua montaria alada com um sorriso sarcástico em sua face. – Meio franzina, mas deve servir para um desjejum.

Escarnecendo avidamente, o Pokémon Steel estendeu suas asas, revelando suas afiadas e resistentes penas. Com um guincho estridente de gelar o sangue, assustou ainda mais a garota. Sua pele já era pálida naturalmente, mas com a perspectiva de ser devorada viva a fez empalidecer ainda mais, ficando branca quanto o leite. Ofegante, ergueu-se desastradamente e começou a correr, cambaleante, em direção ao centro da vila. Sem dar a mínima atenção, o treinador sentou-se a beira do lago e pôs-se a olhar suas águas. Brilhando à luz do sol, mais parecia cristal do que líquido. Tinha a impressão de, que se pisasse nele, não cairia e poderia atravessá-lo andando. Sabia que era impossível, mas a tentação era alta. Como se estivesse em transe, enfiou o braço direito na lagoa, numa vaga esperança de que a queimação que o atormentava cessasse. O alívio fora quase que instantâneo. Uma onda de prazer e alívio subiu-lhe a espinha, fazendo-o quase chorar de alegria. Passara meses agonizando silenciosamente para não preocupar Smoochum. Agora, pela primeira vez, sentia conforto. Permaneceu alguns minutos assim, desligado do mundo interior. Todavia, teve de se erguer rapidamente ao constatar que outro ser humano se aproximava. Era um homem adulto, de uns quarenta e poucos anos. Alto e musculoso, fazia o tipo trabalhador de construção. Seus cabelos eram curtos e rubros, com alguns poucos indícios de cinza. Sua testa era quadrada e apresentava uma pequena cicatriz no lado direito, proveniente de algum corte que sofrera. Seus olhos eram de um dourado escuro, quase âmbar. Uns poucos fios de barba e um bigode ralo deixavam-lhe alguns anos mais velho. Trajava uma rústica camisa sem mangas negra e shorts cor de areia. Calçava chinelos brancos, parecidos com aqueles usados em praias.Ao seu lado, corria um Pokémon bípede de cor acinzentada. Seu nariz era um pequeno botão roxo escuro na extremidade frontal de seu rosto. Veias rosadas e protuberantes emergiam por boa parte das articulações principais de seu corpo, como se fizesse um intenso esforço com estas. Carregava em seus braços uma tora de madeira que usava como arma.

- Não permitirei que um estranho qualquer faça ameaças a uma criança enquanto eu viver! – Declarou o homem, furioso. Seu tom de voz era grave; uma fútil tentativa de intimidação, não duvidava. – Timburr, use Rock Smash!

- Por que sempre há alguém que pensa que pode me vencer com um ataque tão simples... – Perguntou-se, retirando alguns poucos fios de cabelo da frente de seus olhos. – Smoochum, faça-nos um favor e use Blizzard!

Com um salto repentino em direção ao adversário, o pequeno lutador fez com que o topo de seu instrumento adquirisse uma tonalidade alaranjada. Mostrando maestria em seus movimentos, avançou, veloz e determinado. Aparecendo repentinamente sobre as costas de Skarmory como um fantasma, a pequena menina bocejou, sonolenta. Exalando pela boca, lançou uma grande quantidade de flocos de neve na direção de seu adversário. Sem ter como reagir, Timburr foi atingido e lançado para trás com demasiada força. Ao chocar-se contra o solo, constatou-se que fora nocauteado.


- No final das contas, é só mais um fracote com mania de grandeza. – Comentou, com um claro tom de sarcasmo. Pegou sua companheira no colo e tornou-se a virar para o adversário. – Mas até que você melhorou um pouco.

- Por Arceus! – Exclamou o trabalhador. Olhos esbugalhados e espantados ressaltavam bem o que pensava. – Cabelo ruivo... Chapéu preto... Chacota e sagacidade em cada frase que fala... Reize, é mesmo você? – Perguntou, ainda incrédulo e desconfiado.

- É apropriado que eu seja conhecido como capcioso, acho. – Respondeu em retorno, acariciando a cabeça de sua principal companheira. Isso era um bom sinal. Se até mesmo o atarefado e muitas vezes alheio Ruod lembrava-se dele, os outros também poderiam. – Agora, se estiver do seu agrado, que tal levar-me até meu avô?

Embora um tanto assombrado, concordou em fazer tal incumbência. Sentindo-se imponente, o adolescente prosseguiu até o proletário, dando alguns tapinhas no ombro deste. O homenzarrão, incomodado, retornou seu abatido companheiro para o interior de sua Pokéball e virou-se para escoltá-lo até seu destino. Mais atrás, Skarmory seguia seu treinador, taciturno. Tinha seus olhos dourados postos sobre o estranho, pronto para atingi-lo ao menor sinal de agressividade contra seu mestre. Sabia que isto não seria necessário, mas era reconfortante saber que suas costas estavam resguardadas. À medida que andavam, pode perceber que haviam olhares sorrateiros à observá-lo, como carniceiros olham um animal moribundo. Algumas crianças e idosos cruzavam, correndo e andando, respectivamente, a rua. Alguns paravam alguns segundos para contemplar o jovem de cabelos vermelho e a grande ave de aço que o seguia, muitos temerosos do que poderia acontecer.

- Estão com medo... – Cochichou, admirado com o medo pré-existente na face das pessoas. Normalmente, isso não acontecia tão rapidamente. O que mais o surpreendia era de que não era dele de que tinham receio, mas sim de seu companheiro alado. – O que houve aqui desde que eu parti, Ruod?

- Muito e ainda mais. – Respondeu o trabalhador, curto e ríspido. Alguma coisa em seu tom fazia-o sentir-se culpado de um crime de que não tinha noção. – Depois que você criou um vácuo na hierarquia social dos Skarmorys da montanha ao capturar o líder deles, um novo logicamente teria de aparecer. O escolhido você conhece quase tão bem quanto seu próprio.

- Broken Horn... – Falara o treinador, quase que cuspindo o nome. Um gosto de bílis instalou-se em sua boca. Não era o único que sentia repudia ao ouvir tal nome. Seu companheiro alado também parecia agitado, esboçando uma feição de pura raiva.

- Exato. – Confirmou o primeiro, enquanto observava algumas crianças brincando com um peão. – Desde então, estão acontecendo ataques a qualquer habitante que saia sozinho a noite. Seu avô está tentando detê-los, mas ele e aquele velho Stoutland não têm nem número nem força para conseguir repelir todo um bando. Eu tentei oferecer minha ajuda e a do Timburr, mas você conhece o gênio dele.

- Bem até de mais. – Replicou o segundo, rindo secamente. Seu avô nunca fora muito de escutar os outros quando punha uma ideia na cabeça. Esse defeito multiplicava-se por três quando se tratava da proteção de outras pessoas. Parando de andar por um instante, defrontou-se com outra dúvida emergente que surgira como um flash em sua cabeça. – E quanto à Rossela? – Perguntou, cauteloso. Sabia que, se tudo estivesse bem, a garota faria o que bem entendesse, sem importar-se com o julgamento de ninguém.

Dessa vez, fora Ruod quem cessou o movimento, como se tivesse sido atingido em um ponto fraco. Mediante ao silêncio, uma pontada de furor e raiva subiu-lhe pela espinha. Sentindo isto, seus dois companheiros precipitaram-se em assumir uma postura ofensiva. Percebendo a expressão que o jovem lhe dirigia, o trabalhador exalou um pouco de ar antes de responder-lhe.

- Como eu já disse antes, muito mudou em nove meses. – Admitiu, tomando um passo acelerado. Se por um lado queria levar Reize até aquele que o criou, por outro queria encerrar a conversa o mais breve possível. – Ao descobrir sobre sua partida, ela fechou-se ainda mais em seu próprio mundo. Se antes já era complicado de fazê-la conviver e se socializar, agora ficou praticamente impossível. Os únicos com os quais ela ainda fala são seu avô e irmã. – Explicou, carregado de tristeza. Ficara evidente para o adolescente de que ele não ficara muito feliz com a mudança. – Bom, chegamos. Deixo-o por aqui. – Despediu-se apressadamente, saindo a passos largos e apressados do local.

Não era muito difícil de distinguir a sua antiga moradia das demais. Com quase o dobro do tamanho, era uma obra arquitetônica de se admirar. Assim como as outras era feita de madeira e ferro, mas fora concebida sobre uma enorme sequoia gigante, que servia tanto como parte da casa como uma defesa natural para as constantes rajadas de vento da região. Além disso, algumas flores brancas brotavam aqui e ali no tronco da planta-mor, embelezando o ambiente. Em frente ao local, uma menina brincava com um pequeno urso de pelos brancos. Seus cabelos eram de um tom rosa escuro, quase roxo, e caíam-lhe até a base do pescoço. Os olhos, púrpuras e sonhadores. Usava algumas dois conjuntos de pérolas em seus cabelos. Trajava uma camisa lilás com uma gravata borboleta alaranjada e shorts jeans que iam até a altura dos joelhos. Seus sapatos eram da mesma cor que sua camisa. Ao ver o adolescente, fez uma cara de surpresa e, em seguida, de alegria. Correndo, chegou até ele e abraçou-o com força.


- Maninho! – Exclamou, sorrindo suntuosamente. A felicidade que sentia era tanta que não poderia ser expressa por nenhum ato. – Você voltou!

- Eu lhe prometi que o faria. – Respondera-lhe o adolescente, com uma voz tenra e protetora. Abaixando-se, passou um dos dedos gentilmente pela face da criança, recolocando alguns fios de cabelo ao seu lugar original. – Não é mesmo, Hannah?

Aproximando-se cautelosamente por trás da garota, apareceu um pequeno filhote de urso coberto de pelos brancos, à exceção de sua boca azul gelo e uma marca clara na forma de uma meia lua em sua testa. Seus membros eram acanhados. A cauda, curta e felpuda. Seus olhos eram circulares e com as íris azuis. Possuía três garras em cada mão e duas em cada pé. Espécie endêmica de Zixus, nasciam apenas no norte da região, aonde é possível encontrar tanto Beartics quanto Ursarings. Como resultado desta estranha cruza, obtêm-se um Teddiursa de pelos brancos*. Além disto, estes apresentavam uma maior tolerância ao frio. Outra mudança fora o fato de que passara a aprender alguns novos ataques Ice, mas perdera os dos tipos Fire e Rock.

- Ele parece estar bem mais forte desde a última vez que estive aqui. – Elogiou, olhando para o pequeno mamífero que o olhava com curiosidade.

- Sim! – Concordou a menina, entusiasmada. Seus olhos dançavam com a luz que irradiavam. – Olha só o que eu ensinei para ele! Teddy, use Icicle Crash*! – Comandou, em uma tentativa de impressionar seu irmão.

Seguindo as ordens de sua treinadora como um soldado obedece a um comandante, o Pokémon virou-se para trás e inalou uma grande quantidade de ar. Exalando, liberou também ventos gélidos. Estes começaram a condensarem-se em longas e afiadas estalactites de gelo. Com um urro, as fez chover sobre o solo, estilhaçando ao toque.


- E então? O que achou, maninho? – Perguntou Hannah, em um misto de felicidade e ansiedade.

- Incrível. – Respondeu Reize, descabelando a irmã com uma das mãos. Enfiando a outra no bolso, retirou um pequeno saquinho marrom amarrado com um barbante. – Por que você não dá algumas sementes para o Skarmory comer enquanto eu falo com nosso avô? – Inquiriu, doce o suficiente para não preocupá-la.

- Adoraria! – Disse a primeira, pegando rapidamente o pacote das mãos do irmão. Ao abri-lo, revelou dúzias e mais dúzias de sementes dos mais diversos formatos e cores. Enchendo a mão com um punhado destas, estendeu-a para a grande ave. Tranquilo, aproximou o bico e começou a ciscá-las delicadamente, de modo à prevenir que a garota se machucasse. – Faz cócegas!

Deixando que a irmã se distraísse, ergueu-se novamente e pôs-se a andar até a entrada do domicílio. Antes de entrar, entretanto, paralisou-se com a perspectiva de como seu avô trataria seu retorno. Podia muito bem recebê-lo de braços abertos, mas era muito mais provável que impelisse Stoutland contra ele. Não tinha dúvidas de que Smoochum o defenderia se por ventura isto viesse a acontecer. Para ter um pouco mais de segurança, depositou o olhar na pequena dama em seu colo. Ainda estava um pouco cansada e sonolenta, mas já mostrava um instinto de reação muito mais rápido do que no lago. Respirando furo, abriu a porta. Ver novamente os móveis e objetos que lhe marcaram a infância poderiam ter trazido lágrimas aos seus olhos, mas não. Parara de fazê-lo após descobrir o quão frágil uma vida poderia ser. Logo de entrada, podia perceber-se um grande sofá de couro verde mais a esquerda do cômodo, deformado após uma vida de uso. Duas poltronas de mesmo material repousavam próximas à este, estando em melhores condições, contudo. Uma televisão pequena e empoeirada residia sobre uma mesa de centro. Não parecia ser usada havia algum tempo. Mais a frente, podia ver-se uma escada que subia em espiral para o segundo andar. Do outro lado, um balcão rudimentar separava a sala de estar de uma diminuta e rústica cozinha. Geladeira, fogão e micro-ondas eram todos os eletrodomésticos que podiam ser vistos. O local estava decorado com algumas pinturas e artesanatos, mas nada que lhe chamasse muito a atenção. Contudo, um baixo e ameaçador rosnado mudou isso. Tornando-se para a direção de onde havia vindo o som, deparou-se com um maciço Pokémon cachorro deitado sobre algumas almofadas espalhadas pelo chão. Seus pelos eram tão grossos que mais parecia estar usando dois pesados casacos de inverno. Sua cabeça e patas eram marrons, os olhos tão negros que mais pareciam ônix. Seu “bigode” mais pareciam duas longas e pesadas plumas cor de creme. A parte superior de seu tórax era recoberta por pelos azuis escuros e a de baixo por claros.

- Stoutland. – Sussurrou o treinador, paralisando momentaneamente o grande cachorro. – Já faz algum tempo desde a última vez que nos vimos, não?

Sem responder, deu as costas ao treinador e latiu duas vezes antes de voltar ao seu local de descanso. Conhecia aquele sinal. Seu avô treinara-o para fazer isso quando alguém chegasse em casa. Logo, passos ecoaram pela escada, revelando a aproximação de alguém. Tão logo pôs os olhos sobre esse, esboçou um sorriso de frio contentamento.

- Hannah, é você? – Perguntou o idoso, antes de descer toda a escadaria e, portanto, ver quem se encontrava na porta. – Pensei que ia brincar com as outras crianças hoje.

- Acho que não tenho idade para fazer mais isso, meu velho. – Respondeu o jovem, irônico. Ouvindo tal voz, o outro indivíduo parou, estático, de andar ou falar. Mais parecia uma estátua viva. Finalmente, passados alguns minutos, tornou a dizer algo, ainda que gaguejando.

- Sabendo como você é, sei muito bem que não veio para uma reunião familiar. – Disse o primeiro, hesitante. Um rosnado baixo foi emitido por Stouland, que parecia sentir a apreensão de seu companheiro de longa data. – Então por que voltou à Nymui Village?

- Se eu me lembre bem, o senhor já foi um médico renomado quando mais jovem. – Comentou o segundo, acariciando a cabeça de Smoochum. Não era nenhum segredo a carreira que seu avô escolhera trilhar. Hora ou outra, cuidava dos vizinhos e amigos com o mesmo empenho que tinha décadas atrás. – Preciso que veja uma coisa.

Recordando dos sentimentos que possuía pelo neto, o senhor rapidamente desceu o que sobrava do lance de escadas. Encarava o descendente pela primeira vez em quase um ano. Na visão deste, não havia mudado muita coisa. De estatura mediana e um corpo voltado para trabalho braçal, era uma pessoa que poderia facilmente vir a ser descrita como um touro. Seus cabelos eram curtos, bem cortados e grisalhos. Incrivelmente, não fora afetado pela calvície, algo muito comum em homens de certa idade. Seus olhos eram verde-musgo. Seu queixo e lábios eram envoltos por um cavanhaque de pelos brancos. Trajava um roupão azul claro e uma longa calça de cetim branca. Calçava um par de chinelos cor de areia. Com o dedo, indicou um banco próximo ao balcão da cozinha para o jovem sentar-se. Acomodado, fez o que lhe fora aconselhado. Viu quando o avô ligou uma luminária e pegara um assento para si.

- Stoutland, fique de vigia lá fora. – Disse o velho, ríspido. Não era seu tom comum de pedido, mas um mais apropriado para uma ordem. – Não quero que sua irmã saiba sobre isso. – Justificou, encarando o adolescente. Com um aceno brando da cabeça, o cão peludo andou lentamente até o local que lhe fora designado. – Pois bem, agora me mostre.

Soltando a pequena dançarina, estendeu o braço direito sobre a bancada e puxou a manga da camisa até a altura do cotovelo. Um grito abafado ecoou pela garganta do idoso ao ver o que afligia o jovem. Do pulso até metade de seu antebraço não havia, literalmente, nada. Onde deveria haver ossos, músculos e pele residia apenas uma mortalha de energia negra. A área ao redor do vão estava inchada e avermelhada, quase em carne viva. Era uma visão grotesca e nauseante, mas, como médico, já vira situações parecidas e piores durante a carreira.

- Como isso aconteceu? – Perguntou o aposentado, focando, ainda que com certa dificuldade, a face do neto.

- Sabe aqueles contos de mitologia que o senhor contava para mim e Hannah quando éramos mais jovens? – Rebateu Reize, com uma seriedade fora do comum. Utilizando-se de seu outro braço puxou uma pequena corrente que havia ao redor de seu pescoço. Era de um metal polido e bem lapidado. No centro, havia uma joia de tamanho mediano, com uns dez centímetros de diâmetro. De cor roxa escura, emanava uma aura horripilante. – Pois bem, não eram apenas contos. A prova disto é esta Shadow Jewel que possuo.

- Você disse Jewel? – Praguejou o primeiro, atônito. Conhecia-as melhor do que muita gente, pois havia estudado os mitos sobre eles. Contava-os também toda a noite para seus netos antes que estes fossem dormir. – Do conto “Arceus’s Twenty Tears”?!

- De qual outro seria? – Indagou o segundo, quase se divertindo com a expressão que seu avô fizera. – “Aquela imersa pelas sombras que dá o poder de um Shadow Pokémon para qualquer um destes sem, no entanto, transformá-lo em um. Infelizmente, a vida daqueles que a usam não dura muito, pois são intoxicados com a energia negativa”. – Recitou, lembrando exatamente das palavras escritas no livro.

Ainda pasmo, o idoso levantou-se abruptamente e começou a escancarar as portas dos armários, relando frascos e mais frascos contendo as substâncias mais inimagináveis que poderiam ser vistas. Passou a jogar todos para os lados, desorganizando o local em poucos minutos. Felizmente, nada se quebrou. Havia mandado trocar os recipientes de vidro por iguais de plástico, de modo que seus netos não viessem a se cortar ou machucar gravemente. Por fim, encontrou o que procurava; um empoeirado e enegrecido invólucro, no qual uma chama dourada crepitava furiosamente. Botou-o sobre a mesa e moveu-se até uma das gavetas, retirando uma colher de metal de lá.


- O que você pensa em fazer com isso? – Questionou Reize, sentindo-se um tanto intimidado com o fogo que queimava em sua frente. Mesmo envolto por plástico, o calor era quase insuportável.

- Vejo que você ainda está com sua Smoochum. – Falou o velho, alheio à pergunta. Destampando o frasco, enfiou o talher em seu interior e retirou parte da chama. Ao invés de queimá-la, dançava formosamente sobre o metal reluzente. – É melhor que ela esteja pronta para usar algum ataque do tipo Ice. – Advertiu, depositando o fogo sobre o vão.

No instante em que a flama lambeu-lhe a pele, teve de trincar os dentes com toda sua força para não gritar a plenos pulmões. Seu braço aqueceu monstruosamente, brilhando em dourado, vermelho e laranja. Era uma sensação horrenda e excruciante, mas, de alguma forma, reconfortante. Demorara uns cinco minutos até que essas se dissolvessem. O resultado fora surpreendente; metade do espaço compreendido pela energia havia sido dissipada, revelando uma pele avermelhada sobre esta. Imediatamente, a pequena dama abriu a boca e lançou gentilmente uma pequena ventania gelada, que ajudara a diminuir a intensidade da dor.


- Pelo menos conseguimos retardar o progresso. – Observou o aposentado, guardando o “medicamento” em sua manga. – Ainda assim, você irá precisar procurar por uma cura definitiva. – Falou, em tom de imposição. Era mais do que óbvio que não queria perder o parente.

- E que seria... – Questionou o ruivo, com os olhos postos sobre Smoochum, que respirava fundo após usar boa parte de seu fôlego para resfriar o braço de seu companheiro.

- Levando-se em consideração os mitos que se tem sobre elas, só conheço três opções, mas nenhuma delas é simples de se cumprir. – Relatou o primeiro, entrecruzando os dedos de suas mãos. – A primeira seria encontrar Arceus e suplicar-lhe para que remova esta injúria. – Disse, dando ênfase no “suplicar-lhe”, sabendo que o neto nunca faria isso se não soubesse que era de grande importância. – A segunda é encontrar a Dark Jewel. A última é localizar e/ou capturar um Entei para usar suas chamas, cujas quais curam qualquer doença*, e usá-las no seu braço.

- Seria mais fácil encontrar um Golem de duas cabeças do que o deus supremo dos Pokémons. A pedra deve estar perdida em algum templo antigo ao redor do mundo, e tempo para procurá-la é o que eu não tenho. – Analisou o adolescente, descartando prontamente as duas primeiras escolhas. – Então me parece que terei que me contentar em ir a caça atrás de um cão lendário.

Três latidos vindos da rua automaticamente alarmaram Reize, que automaticamente puxou a manga de volta a sua posição de origem. Virando-se para a porta, arregalou os olhos, surpreso. Em frente ao portão, encontrava-se uma adolescente por volta dos quatorze anos. Sua pele era pálida, contrastando com seus olhos rubros e inexpressivos. Tinha longos cabelos lisos e dourados, que esvoaçavam com gentileza e graciosamente à menor brisa. Trajava uma camisa negra sem mangas e de gola Apolo, combinando com o par de luvas que usava. Usava shorts pretos que iam até a metade da panturrilha. Sobre esses, dois cintos negros o atavam firmemente ao lugar que deveria ficar. Calçava botas de cano longo da mesma cor de todo o resto que vestia.

- Rossela... – Sussurrou o ruivo, as palavras fugindo de seus lábios para encontrar a reação da amada. Sentia-se melhor após tê-la visto, mas ainda tinha um frio no estômago ao pensar se a garota o trataria da mesma maneira.

- Presumi que havia alguma coisa errada quando vi Hannah dando de comer alegremente a um Skarmory. – Disse a loira, impassível e irresoluta. – Agora sei por quê.

Mesmo com as palavras frias e a face inexpressiva, sabia que ela estava contente em revê-lo após tanto tempo. Sabia decifrá-la desde que eram crianças. O que para os outros era difícil, para ele era demasiado fácil. Conseguia ver, no âmago de seus olhos, o alívio e o reconforto que encontrara no jovem. Todavia, teve de pensar em assuntos mais urgentes. Erguendo-se em um salto e sacando uma Pokéball de seu bolso, jogou-a para seu avô.

- O que é isso? – Perguntou o idoso, sem entender o que aquilo significava.

- Meu Damonell. – Replicou, apanhando Smoochum no colo e virando-se de costas para o questionador. – Vou deixá-lo com o senhor. Deve ajudar a cuidar do Broken Horn e seu bando de seguidores. Imagino que venha a ser uma ameaça bem maior do que um velho e cansado cão de companhia. – Justificou, passando a andar em direção à porta.

- E aonde você vai? – Questionou o primeiro, já sabendo a resposta que ia receber.

- Caçar. Gostaria de ficar mais aqui, mas não tenho tempo de sobra para isso. – Respondeu, fechando os olhos para evitar que captassem seu olhar de tristeza.

Cada passo o enchia mais e mais de pesar. Queria voltar, juntar-se ao seu avô e resolver o problema dos pássaros encouraçados, brincar com a irmã e passar as tardes ensolaradas com sua namorada. Mas sabia que, se o fizesse, seria sua ruína. Gozaria de júbilo pelo resto de sua vida, mas esta seria curta. Um ano, dois. Com sorte, talvez três e aí, tudo acabaria. Desse modo, era melhor passar mais alguns meses longe deles para poder curar-se e então voltar. Contudo, antes que passasse pela porta, foi parado pelo braço da garota, que o olhava com indignação.


- Se vais partir de novo, não irá sozinho. – Disse Rossela, com uma resolução admirável. Não era rotineiro que fizesse isso. – Serei sua acompanhante, para auxiliá-lo no que necessitar.

- Como quiseres. – Concordou Reize, sabendo que não seria sábio contrariá-la. – Mas não espere uma viagem confortável ou dentro do que seja considerado dentro da lei. – Avisou, antes de atravessar o portão.

O passo seguinte seria o mais difícil; teria de contar à Hannah que voltaria a viajar, deixando-a após poucos momentos juntos. Não duvidava de que ela ficaria triste, mas teria de fazê-lo tanto para curar-se quanto que para procurar aqueles que tornaram sua vida um inferno. Encontrou-a acariciando Skarmory, que parecia apreciar as carícias. Ao ver seu treinador aproximando-se, encarou-o calmamente, esperando por uma ordem.


- Vamos partir. – Sussurrou o ruivo, com tranquilidade quase sombria. Em resposta ao comando, o Pokémon Steel deitou-se, esperando que o montassem. – Já fizemos o que viemos fazer.

- Já vai embora, maninho? – Questionou a menina, delicadamente. Sua voz expressava certo tom de decepção.

- Sim, mas voltarei logo. – Prometeu, com um sorriso acolhedor. Não sabia o porquê, mas só sabia expressá-lo na presença dela. Talvez por saber que ela já vivenciara tragédias demais, assim como ele. – E, quando o fizer, será por muito mais tempo. Poderemos brincar como fazíamos antigamente; eu, você e a Rossela. Enquanto isso, preciso que você faça um favor muito importante para mim.

- O que? – Perguntou a segunda, com curiosidade e meiguice infantil.

- Eu deixei com nosso avô meu Damonell, e vou precisar que tome conta dele. – Falou, despenteando a irmã com a palma da mão. – Ele é bem bonzinho e poderá até deixá-la montá-lo para darem uma volta. E se tentarem atacá-los, pode protegê-la magnificamente bem. – Explicou, observando a face de sua irmã ficar luminosa após ouvir a palavra “montar”.

Deixando-a voltar para dentro de casa com Stoutland, ajudou a namorada a posicionar-se sobre a ave encouraçada, fez o mesmo. Dando duas batidinhas no pescoço desta, fez com que se erguesse e levantasse voo. Apesar de estar erguendo mais de cem quilos, conseguia facilmente manter-se a uma altura relativamente alta. Voavam para o sol, em direção ao horizonte celeste.

[Continua]

Prévia:
Saudações meus caros. Quem vos precede é o David. Após um turno de emocionantes semifinais, chegamos finalmente à final do torneio entre Takuto e Jack. Com certeza será algo para ser lembrado. Vejam-na no próximo capítulo: Final of Crescelai Tournament!

Eventos Importantes:
• Um novo local é introduzido: Nymui Village.
• Mais sobre o passado de Reize é revelado.
• Uma nova personagem secundária é introduzida: Rossela, namorada de Reize.
• Reize deixa seu Damonell com o avô e parte junto a Rossela atrás de um Entei.

Notas:
• Eu sei que, nos jogos, nasceria normalmente um Teddiursa normal, mas resolvi “brincar de Deus” e criar uma nova subespécie. Dependendo da opinião de vocês, estarei inclinado a criar outras.
• Teddiursas não podem aprender Icicle Crash legalmente nos jogos.
• Para conferirem esta habilidade de Entei, favor ler a saga GSC do mangá.
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Hyurem em Sab 24 Nov 2012 - 15:14

Hello, DZ!
Bom, esse capítulo foi incrível. Achei muito bacana mostrar uma parte da história do personagem mais enigmático da fanfic. Essa Shadow Jewel explica como o Reize tem tantos "Shadow Pokémon".

Houve mais erros de pontuação do que de costume, mas sua escrita e vocabulário continuam ótimos.
Se puder, me responda uma dúvida: O ragna tem Pokémons? Sinto muito se foram citados, mas não constam no Main Post.

Bom, é isso! Aguardo o próximo capítulo!
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Black~ em Sex 30 Nov 2012 - 13:26

Bom, ta muito boa mesmo, como sempre, nem tenho muito pra falar. Sua ortografia está boa, você narra e descreve bem, como eu disse, não tenho muito pra falar. Enfim, continue com essa boa fic, é só e boa srote com a fic.
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por DarkZoroark em Qua 5 Dez 2012 - 18:03

Boa tarde para todos!
Demorei um pouco mais do que eu queria para postar esse capítulo (era para ter saído segunda), mas por conta de assuntos pessoais não consegui fazê-lo. Enfim, cá estou eu para postá-lo. Antes de responder aos comentários, porém, tenho três recados para dar:
  1. Os próximos três capítulos (contando com esse de hoje) serão menores do que de costume (tendo por volta de 5-6 páginas), até para não ficar algo gigante e me ajudar a postá-los mais rápido e, assim avançar mais rápido na história.
  2. Essa decisão foi um pouco difícil, mas resolvi fazê-la até para me ajudar no andamento da fanfic: decidi retirar a May do "script" oficial da fanfic por dois motivos:
    1º: Por ser uma personagem do anime, fica mais difícil de se explorar novas possibilidades ainda mais com uma que apareceu por quase 200 episódios. Takuto ainda permanece porque sua personalidade só foi apresentada em 1 episódio.
    2º: No lugar dela, irei por uma personagem que já está pronta. Esta, além de deixar a fanfic fluir mais livremente, também será de grande ajuda para revelar um pouco do passado do Felipe.
  3. Passarei a narração da fanfic para a 3ª pessoa, pois me agradou mais escrever assim do que na 1ª.

Agora, sem mais delongas, aos comentários.
@Hyurem escreveu:Hello, DZ!
Bom, esse capítulo foi incrível. Achei muito bacana mostrar uma parte da história do personagem mais enigmático da fanfic. Essa Shadow Jewel explica como o Reize tem tantos "Shadow Pokémon".

Houve mais erros de pontuação do que de costume, mas sua escrita e vocabulário continuam ótimos.
Se puder, me responda uma dúvida: O ragna tem Pokémons? Sinto muito se foram citados, mas não constam no Main Post.

Bom, é isso! Aguardo o próximo capítulo!

Hyu o/. Obrigado pelos elogios. Achei legal escrever também sobre a história dele. O principal problema foi que, por ele ser quem é, tive que pensar muito sobre o que poria no capítulo, o que contribuiu para sua demora. Exagerei um pouco na pontuação no último capítulo, então sabia que teria algo errado, mas obrigado por dizer mesmo assim.
Respondendo a sua dúvida: o Ragna possuí sim Pokémons, mas como nenhum deles foi mostrado ou citado durante a fanfic, preferi não por no Main Post e assim evitar um spoiler. Espero que goste deste capítulo.

@Black~ escreveu:Bom, ta muito boa mesmo, como sempre, nem tenho muito pra falar. Sua ortografia está boa, você narra e descreve bem, como eu disse, não tenho muito pra falar. Enfim, continue com essa boa fic, é só e boa srote com a fic.

Olá Black. Obrigado pelos elogios. Pode deixar que irei continuar com ela (até porque já faz um ano e meio que escrevo-a, e não vou parar agora). Espero que goste deste capítulo

Final of Crescelai Tournament!


As semifinais ocorreram calmamente e sem nenhuma eventualidade. Na primeira, Jack conseguira vencer Tamazarashi após algumas dificuldades proporcionadas pelas táticas brilhantes do coordenador. A segunda fora um pouco mais incerta. A conquista fora complicada e suada, mas acabou sorrindo para Takuto. Entretanto, não sem um preço. Devido aos sérios ferimentos que ganharam ao afrontar Victini e Feraligatr, ficara mais do que obvio de que a dupla de lendários que o guiaram até ali não poderiam participar da final. Se isto iria contribuir para a vitória de seu opositor, só o tempo diria. Ainda restavam dez minutos antes da batalha. David e os outros tinham se distanciado para poder conversar com os finalistas, deixando Felipe a sós com seus Pokémons. Encostando-se à amurada do estádio, sentou-se e ali permaneceu, refletindo sobre os acontecimentos da noite anterior.

- Team Prism... – Conjecturou, admitindo que os termos fugissem por dentre seus lábios. O propósito deles ainda era desconhecido, mas adquirira conhecimentos preciosos com a incursão deles ao vilarejo. Primeiramente, detinham uma fortuna considerável, para terem contratado todos os membros do Ten Deadly Claws. Outra questão para ser levada em consideração era o modo com que tinham conseguido dopar todos os inquilinos humanos da vila, exceto por ele e Reize. A droga misteriosa precisava ser potente e insípida. A alternativa que mais se ajustava talvez fosse alguma espécie de cogumelo silvestre.

- Zoru? – Chamou o canídeo sombrio, encarando seu comparte com os olhos azuis a chamejarem serenamente. Todo o furor que demonstrara durante o crepúsculo esvaecera-se.

Desvinculando-se de seus pensamentos por alguns instantes, o ruivo olhou para aquele que o havia convocado. Só então percebeu que seu celular estava vibrando em seu bolso. Retirando-o e assegurando-se de que não havia ninguém prestando atenção, aceitou a chamada e colocou-o junto ao rosto.


- Aqui é o Dark Fire. – Identificou-se, empregando o seu tom mais sério. – Sou todo ouvidos.

- Bom escutar sua voz novamente, meu caro. – Enalteceu uma voz rouca e grave, com cordialidade. Era costumeiro que ele abrisse suas alocuções com um elogio. – Se bem que não entendo como vais usufruir do conteúdo existente naquele pen-drive que nos enviaste.

- Conte-me primeiro e depois veremos se é algo interessante, Howard. – Disse o primeiro, pulando logo para o assunto principal. Não era normal que o fizesse, mas uma noite mal dormida deixara-o com o pavio e a paciência extremamente curtos. – Quero saber de cada detalhe.

- O arquivo era protegido por um código binominal criptografado e protegido por um firewall ativado por gatilho. Quem tiver criado isso é um gênio de alto calibre. – Avisou, ecoando tal quão um alerta. Não estava de todo errado em sua indução; programar toda aquela proteção, quanto mais em um aparelho portátil era algo admirável. – Demoramos quase quatro horas até conseguirmos passar pelas medidas de segurança. Os documentos juntos expunham alguns dados sobre transações comerciais anormais e registros de ida e chegada de aviões em aeroportos de todo o mundo, mas nada que possa ser chamado de ilegal.

- Pelo menos, não por hora. – Respondeu, escondendo o que sentia. Não sabia o que mais o impressionava; se era o assombro por uma informação tão conveniente ter surgido ou a suspeita crescente que tinha sobre quem lhe fornecera os dados. – E quanto ao membro da Team Prism que lhe enviei?

- Falou pouca coisa relevante, e menos ainda o que possamos aproveitar. – Disse, um tanto desgostoso. Não era algo novo para o ouvinte; Howard era alguém que gostava de resultados imediatos desde jovem, segundo o que lhe contaram. – Estamos nos aprontando para levá-lo de volta ao Professor juntamente aos documentos para vermos se eles arrancarão mais alguma coisa.

- Faça isso, por favor. – Pediu-lhe, com uma estranha calma. Seria algo simples de arranjar e, uma vez findada, poderia ser muito benéfico. – Aproveite esta sua visita e diga que recomendei Lone Wolf e Tricky Cute. Ele vai entender do que se trata.

- Como você quiser. – Falou o mais velho, agindo de maneira cordial. – Câmbio e desligo.

Concluindo a chamada e pondo o celular de volta no bolso, ergueu a cabeça e passou a refletir enquanto observava as nuvens atravessarem o céu lentamente. A informação que lhe passaram podia ser o que necessitava para elucidar a fortuna que tal entidade detinha em mãos. Todavia, não mudaria nada; de um jeito ou de outro, os Ten Deadly Claws chegariam ao continente. E quando acontecesse, sua missão ficaria muito mais complicada do que já era. Movendo a cabeça vagamente, encontrou Sileon deitado, movendo delicadamente a cauda de um lado para o outro. Pondo a mão sobre sua cabeça, o treinador passou a fazer-lhe carinho.

- Uma pena... – Falou, entoando um riso seco ao final. Erguendo as pálpebras, o Pokémon silício encarou-o com uma expressão aborrecida. – Se seus irmãos e meus amigos estivessem aqui, seria fácil de vencê-los. – Opinou, resoluto sobre esta teoria.

- Sil, Sileon, Sil... – Discorreu o mamífero de metal, voltando a fechar os olhos.

- É, acho que tens razão... – Aceitou o primeiro, sorrindo tranquilamente. Deslocando a mão, passou a coçar o parceiro atrás da orelha, área aonde sabia que o agradava.

Som de trombetas e outros diferentes instrumentos musicais jorraram pela arena enquanto a governanta do vilarejo, Liza, adentrava por um arco e dirigia-se à arena, ou melhor, o que sobrara dela. Se as quartas de finais não haviam sido gentis com ela, as semifinais não foram melhores. Outrora uma estrutura admirável, era agora uma coletânea de pequenas fendas e campos estéreis cunhados por numerosos baques auferidos. Sobressaltado com o alarde incitado pelos utensílios, Shinx retraiu-se e saltou sobre o colo de seu treinador, choramingando de medo. Erguendo-se em frente ao seu trono e empunhando o cetro com a Psychic Jewel, a adolescente fez com que todos os murmúrios e outros sons que repercutiam sobrestivessem.


- Meus onerosos amigos! Neste momento irá ser decidido o mais novo campeão do nosso torneio de batalhas anual! – Introduziu, convindo também para edificar os ânimos da multidão. Tinha certo talento para isto. – Deste lado, tendo feito seu curso até aqui com eficácia graças ao apoio do duo de lendários, temos Takuto!

Surgindo por entre uma cortina de fumaça, o treinador de cabelos negros avançava em direção a arena, resoluto. Pela sua fisionomia, era possível observar que estava desgostoso com os ferimentos que seus companheiros haviam sofrido na última batalha.

- Do outro, aquele que mostrou-nos a formosura existente na evolução dos Pokémons, Jack! – Exclamou, indicando o canto oposto do campo.

Adentrando pé ante pé em curso ao centro do estádio, tracejava um sorriso otimista em seu rosto. O olhar o traía, contudo. Em seu âmago, conseguia-se observar o nervosismo mediante a expectativa de encarar o renomado campeão de Sinnoh.


- Solicito humildemente para que vocês tragam-nos seus primeiros campeões! – Falou, com um sorriso carinhoso. Tinha talento com as palavras, disso não era possível discordar.

- Conto com você, Arcanine! – Motivou o treinador, aparentemente calmo. Com um movimento rápido de seu braço, lançara uma Pokéball para frente.

- Absol, é sua vez. – Sussurrou o outro, sombrio. Em um piscar de olhos a esfera fora lançada ao ar, em um movimento que não pudera ser acompanhado pelo olho. O único indício de que acontecera era o fato de que seu poncho erguera-se levemente.

Surgindo em um clarão de luz estavam dois mamíferos quadrúpedes. O primeiro assemelhava-se a um canídeo cruzado com um leão. Sua cabeça era coberta por uma longa pelagem cor de creme, à exceção das áreas ao redor de suas orelhas e olhos, as quais eram envoltas por pelos alaranjados. Esta mesma cor estava presente em seu corpo juntamente a uma série de listras negras. Seu ventre era totalmente preto, parecendo um céu noturno sem estrelas. Mais pelos esbranquiçados cobriam-lhe o peito, a cauda e a parte de trás dos joelhos. O outro era o mamífero branco que derrotara anteriormente o Skarmory de Reize com apenas um ataque. Com o canto do olho, Felipe conseguira observar que seus companheiros encontravam-se do outro lado do estádio e que David havia sacado sua Pokédex, apontando-a para o parceiro de seu companheiro de viagens.


- Arcanine, o Pokémon legendário. O motivo para ser assim designado é porque sua aparência lembra o mítico Ryukyuan Shisa*. É admirado desde a antiguidade por sua beleza. É bem conhecido por sua alta velocidade, podendo correr dez mil quilômetros em pouco mais de vinte e quatro horas. Informou o objeto, em sua apatia rotineira.

- Sem mais delongas, declaro que a final do torneio está oficialmente aberta! – Anunciou Liza, distanciando-se alguns passos após dizê-lo.

- Comece sua abordagem com Flamethrower! – Exclamou Jack, empregando-se de um forte ataque logo de cara. Não queria perder tempo e consentir que seu contendor apresentasse alguma fresta.

- Use evasiva e logo em seguida Mean Look! – Conduziu Takuto, surpreendentemente calmo.

Movendo sua cabeça de um lado para o outro, o grande cão fez com que suas presas entrassem em combustão. Abrindo seus maxilares, arremessou uma rajada de chamas vermelho-alaranjadas abrasadoras. Com o mínimo de esforço, Absol saltou para cima, tranquilamente escapando do golpe. Pousando, suas íris reluziram negras e um anel de mesma cor formou-se à sua frente, flutuando rente ao opositor. Ao ficar a poucos centímetros desse, converteu-se em múltiplos raios que o atingiram sem, no entanto, feri-lo. O estrago já fora feito, no entanto; daquele momento em diante, o Pokémon leão não poderia retornar para sua Pokéball até ser nocauteado ou derrotar seu competidor.


- Se isto não funcionou, tente aprisioná-lo em um Fire Spin! – Bradou o treinador, demonstrando um forte espírito de luta.

- Protect! – Discorreu o campeão, com tranquilidade.

Rosnando com um estilo atemorizante, o Shisa desprendeu uma lufada de fogo vermelho-alaranjado. Ao alcançar o opoente, englobou-o em um tufão de chamas. O calor era tanto que Chimchar necessitou distanciar-se alguns passos para se sentir confortável. Um fulgor verde chispou em seu centro, e logo a base começou a rescindir, revelando uma cúpula turquesa. Dentro desta, estava Absol, completamente seguro.


- Aproveite que ele não irá se mover e use Thunder Fang! – Exclamou Jack, confiante de que iria acertar pelo menos este golpe.

- Não vai funcionar. – Previu Takuto, arrumando seus cabelos com alguns dos dedos de sua mão. – Esquive com Detect!

Investindo velozmente em direção ao ciclone em decadência, Arcanine passou a emanar faíscas douradas de suas presas. Há poucos metros do alvo pulou, rugindo enquanto caía sobre ele. Tendo já cumprido sua função, a redoma salvaguarda desfez-se, cedendo à entrada do leão listrado. Sem se preocupar, o previdente de desastres emitiu uma claridade azulada de seus olhos. Milésimos de segundos antes de ser tocado, o Pokémon Dark pulou habilmente para trás, desviando com facilidade.


- Agora! Atinja-o com Double Kick! – Bradou o treinador, revelando seu “ás na manga”.

Girando sobre seus calcanhares dianteiros, o Shisa se contorceu de modo a estar de costas para o antagonista. Alongando as pernas traseiras atingiu dois chutes no estômago e tórax da fera branca, compelindo-o a recuar ainda mais. Ao pousar, retraiu-se devido à lesão recebido. Se algum órgão interno tivesse sido atingido, significaria graves problemas para ele.


- Muito bem, Arcanine! Vamos continuar assim! – Animou Jack, exultante com o desempenho de seu companheiro. – Tente o Flamethrower mais uma vez!

- Realmente achas que irás conseguir nos subjugar com algo tão simples? – Indagou Takuto, esboçando um sorriso calmo. – Pense melhor. Absol, Vacuum Wound*!

Volvendo a encarar seu contendor com rugidos, o leão de chamas propagou uma lufada de flamas douradas contra o adversário. Emanando um fulgor arroxeado de seu chifre, o vidente de desastres meneou sua cabeça de um lado para o outro, disparando múltiplas lâminas de energia. Afrontando o fogo, rasgaram-no com a mesma facilidade que uma faca atravessaria um tablete de manteiga. A milímetros de alcançarem seu alvo, desviaram para os lados e desapareceram ao tocarem determinada parte do céu. Sem entender nada, Arcanine elevou as orelhas e roçou os dentes, alerta a qualquer sinal de perigo. Do nada, “buracos” começaram a surgir nos locais em que as chapas haviam se diluído. No interior destes, podia ser visto apenas um negrume que mais parecia interminável. Emergindo como cobras, dúzias e mais dúzias de rajadas de chamas rosadas projetaram-se dos vãos e atingiram o cão rajado, envolvendo-o ligeiramente.


- Como?! Com a habilidade Flash Fire, ele deveria ser imune ao fogo! – Exclamou o treinador, assombrado com os uivos furiosos de seu comparte.

- Infelizmente para vocês esse é um golpe do tipo Psychic, então não faz diferença. – Disse o campeão enquanto a fera branca punha-se a sua frente. – Continuando com a nossa disputa... Psycho Cut!

- Evasiva e Lighting Spear! – Comandou o primeiro, resoluto de sua decisão.

Consentindo que seu corno faiscasse com uma claridade cianótica, o Pokémon Dark fez com que a navalha existente nesse se distendesse até ficar vez e meia maior. Oscilando-a com gentileza, lançou diversos elos de energia azulados contra seu antagonista. Desvencilhando-se momentaneamente das labaredas, o Shisa saltou para cima bem a tempo de escapar dos anéis. Galgando mais alto na abóboda celeste, submergiu em um manto de lampejos dourados. Produzindo um som misto de um rugido e um uivo, declinou sobre Absol com a velocidade de um relâmpago.


- Isso é inútil! – Exclamou Takuto, entrando no clima do combate. – Esquive com Detect!

A poucos momentos de ser tocado pelo véu de eletricidade, a fera alva envolveu seus olhos por um brilho azulado. Com estimativas precisas, investiu para o lado bem a tempo de escapar. Apesar disso, não sem danos. Ao colidir contra o solo, Arcanine fez com que alguns “blocos” de terra fossem dispersos em várias direções, criando uma nova cratera. Alguns destes atingiram o tronco do ser de trevas, infligindo-lhe alguma dor.


- Não era bem isso que eu esperava, mas até que serviu. – Disse o treinador, rindo mediante à estranha ocorrência. – Use Agility e depois Double Edge!

- Um golpe do acaso é até possível, mas não pense que consentiremos que isto ocorra novamente! – Declarou o campeão, tão surpreso quanto o rival. – Swords Dance e Return!

Uivando intensamente, o cão com juba arremeteu sobre seu opositor com uma velocidade assombrosa. À medida que se movimentava, deixava para trás uma trilha branca de luz. Em resposta, Absol caminhou alguns passos e envolveu tanto seu corno quanto suas garras com um relampejo arroxeado, ampliando o tamanho destes e também de seu poder ofensivo. Sem deixar-se intimidar, o leão rajado avançou ainda mais rapidamente, cobrindo-se por um manto dourado. Posicionando-se para receber o impacto, a fera alva jogou uma de suas patas para frente, que rapidamente foi rodeada por uma energia prateada. Uma lufada de poeira, areia, vento e pedras voou para todos os lados como consequência da colisão. Afrontado pela força* superior de seu opoente, Absol foi empurrado algumas dezenas de centímetros para trás antes de finalmente conseguir estabilizar-se. Ficaram neste choque corporal por alguns minutos, até que ambos retrocedessem para trás.


- Um empate? – Questionou Jack, surpreso com a força demonstrada por ambos os Pokémons. – Nesse caso, está na hora de esquentarmos as coisas por aqui. Flare Blitz!

- Exatamente o que eu esperava! – Admitiu Takuto, para surpresa do outro. Esboçando um sorrriso, jogou sua mão para o lado com elegância enquanto, exultante, exprimia seu próximo comando. – Faça o feitiço virar contra o feiticeiro usando Counter!

Com um rugido frustrado, o Shisa investiu novamente. Labaredas eram despejadas pelas suas patas traseiras no chão, abeirando cada vez mais de seu corpo. Quando afinal o perpetraram, envolveram rapidamente o corpo do animal na forma de uma aura colérica e intensa. Flexionando seus joelhos, a fera alva foi tracejado por uma emanação alaranjada. Sofrendo toda a potência do ataque adversário, jogou-o de volta com o dobro da força, mais do que o necessário para nocautear o grande lobo.


- Arcanine está fora de combate! – Anunciou Liza, evidentemente impressionada com ambos os quadrúpedes. – A vitória vai para Absol e Takuto!

- Pode voltar. – Falou o treinador, retornando seu Pokémon para o interior da Pokéball. Respirando profundamente, procurava se acalmar para pensar em um bom plano antes de continuar a batalha. – “Isso é mal. Se continuar desta maneira, não conseguirei vencer. Só se...” – Ponderou, refletindo as opções que tinha. Em seguida, sacou uma nova esfera. – Ainda não conseguimos treinar muito, mas espero que esteja pronto! – Encorajou, lançando o objeto para frente.

[Continua]

Prévia:
Boa tarde a todos! Quem fala é o grande e majestoso David! Em uma situação quase desesperadora, Jack manda seu segundo Pokémon para o combate, e, de alguma maneira, consegue derrotar o Absol de Takuto. Mas quando este retorna com um novo companheiro, pode ter certeza de que significarão problemas para o meu companheiro de viagens. Não percam: The Return of the Shadow Cat

Fatos Importantes:
• Um novo personagem, Howard, é introduzido.
• O conteúdo do pen-drive de Reize é decifrado.
• À final do torneio começa.
• Jack revela ter um Arcanine.
• Absol derrota-o.
• Jack lança seu segundo Pokémon.

Notas:
• Ryuukyuan Shisha: Espécie de estátua oriental baseada no lendário Shisa, um bizarro cruzamento de leão com cachorro.
Vacuum Wound: Movimento do tipo Psychic que absorve a energia de um ataque adversário e usa-a contra o oponente. Varia de poder conforme a intensidade do outro movimento. Não funciona se for usada antes.
• Conceito de força aqui empregado é o da Física, na qual: Força = Massa X Aceleração.
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Hyurem em Qui 6 Dez 2012 - 16:57

Hello, DZ!
Não há muito o que comentar. A descrição e narração continuam ótimas.

A batalha está excelente até agora. O movimento Vacuum Wound é bem parecido com o counter, só que melhor pelo fato do usuário não levar dano.

Estou curioso para saber quem é o "Shadow Cat" do próximo cap.
Bom, não demore muito pois aguardo o restante da história!
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Rush em Seg 10 Dez 2012 - 17:33

Boa tarde, DZ! /o/

Cara, adoro a sua escrita. Com certeza, é a melhor que há no fórum atualmente, tenho quase certeza que você irá ganhar o PMA de melhor FF! Hahah Cada Pokémon que é introduzido em cada capítulo faz uma admiração dentro de mim ser criada por ele. Você os faz como criaturas magníficas, majestosas, como você fez com o Arcanine neste capítulo.

Já falei, né? Comecei a admirar muito o Skarmory e o Latios por causa da batalha de ambos capítulos atrás! Haha xD Esse Takuto é muito apelão. Muito forte mesmo. Não sei porque, mas mesmo gostando dele, quero que ele perca. E sobre esse golpe novo exibido, bem, um tanto absurdo né? Você reflete o golpe do oponente mais forte?

Mal posso esperar para as finais do torneio! Estou ansioso!

Um abraço, até mais!

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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Kurosaki Mud em Qua 19 Dez 2012 - 12:49

Senhor DZ, eu demorei, mas cheguei u.u
A melhor fic de Pokémon atual do fórum na minha opinião : D
Eu perdi dois capítulos, não foi tanta coisa como eu achei que seria o.o
E aproveitando que é o último do CdA e seu níver tá chegando -q
Curti o Arcanine com o Jack, acho que é um Pokémon forte e sempre útil. A luta com o Absol foi muito boa, gostei da parte do Vacuum Wound xD.
Para varia né, não vi erros, e você é super organizado, não posso reclamar de nada e.e
Bora ganhar esse prêmio rapa!
Inté o/
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por DarkZoroark em Qua 2 Jan 2013 - 12:37

Bom dia para todos.
Primeiramente quero me desculpar por ter demorado tanto tempo para postar este capítulo. A causa disto foi que meu presente de Natal, um 3DS Japonês + um jogo para este, acabou chegando mais cedo do que eu esperava (demorou só uma semana da terra do sol nascente até aqui) e eu acabei me distraindo. Finalmente terminei este capítulo ontem e planejava postá-lo no mesmo dia, mas a luz caiu aqui e quando voltou eu já estava dormindo. Sem mais delongas, vamos aos comentários.

@Hyurem escreveu:Hello, DZ!
Não há muito o que comentar. A descrição e narração continuam ótimas.

A batalha está excelente até agora. O movimento Vacuum Wound é bem parecido com o counter, só que melhor pelo fato do usuário não levar dano.

Estou curioso para saber quem é o "Shadow Cat" do próximo cap.
Bom, não demore muito pois aguardo o restante da história!

Hyu o/ Obrigado pelos elogios. Na verdade, Vacuum Wound é uma faca de dois gumes, mas que não foi apresentado seus efeitos colaterais ainda. Pode deixar que o será mais para frente. Espero que goste deste capítulo.

@Rush escreveu:Boa tarde, DZ! /o/

Cara, adoro a sua escrita. Com certeza, é a melhor que há no fórum atualmente, tenho quase certeza que você irá ganhar o PMA de melhor FF! Hahah Cada Pokémon que é introduzido em cada capítulo faz uma admiração dentro de mim ser criada por ele. Você os faz como criaturas magníficas, majestosas, como você fez com o Arcanine neste capítulo.

Já falei, né? Comecei a admirar muito o Skarmory e o Latios por causa da batalha de ambos capítulos atrás! Haha xD Esse Takuto é muito apelão. Muito forte mesmo. Não sei porque, mas mesmo gostando dele, quero que ele perca. E sobre esse golpe novo exibido, bem, um tanto absurdo né? Você reflete o golpe do oponente mais forte?

Mal posso esperar para as finais do torneio! Estou ansioso!

Um abraço, até mais!

~Rush

Rusho \o\ Obrigado pelos elogios. Não acho que o Takuto seja tão apelão, mas isso é porque eu já planejei alguns personagens que até agora permanecem desconhecidos para os leitores. Acho que esse sentimento de querer que a pessoa perca é algo para deixá-lo mais humano e menos "deus". Na verdade, Vacuum Cut reflete com o mesmo poder e o usuário não leva dano. Me inspirei no Magic Coat e no Counter em que o usuário recebe o dano e manda o dobro. Apesar disso ele tem uma falha que não irei revelar por enquanto. Espero que goste desse capítulo.

Mud escreveu:Senhor DZ, eu demorei, mas cheguei u.u
A melhor fic de Pokémon atual do fórum na minha opinião : D
Eu perdi dois capítulos, não foi tanta coisa como eu achei que seria o.o
E aproveitando que é o último do CdA e seu níver tá chegando -q
Curti o Arcanine com o Jack, acho que é um Pokémon forte e sempre útil. A luta com o Absol foi muito boa, gostei da parte do Vacuum Wound xD.
Para varia né, não vi erros, e você é super organizado, não posso reclamar de nada e.e
Bora ganhar esse prêmio rapa!
Inté o/

Mud o/ Pode ter demorado, mas veio e isso é o que importa. Obrigado pelos elogios. Realmente, eu queria ter postado este capítulo mais cedo, mas acabou não dando. Eu gosto bastante do Arcanine, por isso resolvi dá-lo um destaque na fic. Como nenhum dos membros que criaram personagens o escolheram, acabei por atribuí-lo ao Jack e até que combinou. Na real, se Vacuum Wound não tivesse ficado legal eu me matava. Passei três horas pensando em como fazê-lo aparecer na fic. Espero que goste do capítulo.

The Return of the Shadow Cat


Irrompendo em uma pilastra de luz, examinava Absol com seus penetrantes e misteriosos olhos vermelhos. Sua face inexpressiva tornava difícil, se não impossível, desvendar em que refletia. Assemelhava-se a um felino de porte médio, com cerca de um metro e vinte da cabeça até a cauda. Seu corpo era um aglomerado de labaredas arroxeadas que estalavam ao menor movimento de seus membros. Contemplando tal ser, David recuou alguns passos, assustado.

- Joushadoe! – Bradou o adolescente, gaguejando o nome de tão apavorado que estava. A experiência passada que tivera com o Pokémon ainda o assombrava, pelo jeito.

- O conheces? – Indagou Tamazarashi, mais surpreso com a reação do amigo do que com a aparência do felino sombrio.

- Melhor do que eu gostaria. – Admitiu, balançando afirmativamente sua cabeça. – Pouco antes de conhecermos o Jack, ele nos atacou no meio da floresta. Conseguiu sobrepujar tanto os meus companheiros quanto os da Mary com facilidade. – Explicou, detalhando tais eventos para os outros.

- Que gatinho bem levado... – Comentou Ragna, sorrindo tranquilamente enquanto observava-o.

Sem aguardar pela ordem de seu treinador, o felino das trevas evocou esferas de fogo que passaram a dançar ao seu redor. Variavam do rosa ao azul escuro, mas todas passavam uma sensação de arrepio desconfortável. Piscando sossegadamente os olhos, impeliu as bolas contra o adversário. Astutamente, Absol emanou um ardor azulado de seu corpo. Instantes antes de ser tocado, uma parede de água surgiu à sua frente e protegeu-o do ataque. Como resultado da colisão entre o líquido e as chamas, uma grossa camada de vapor formou-se entre os dois quadrúpedes.


- Afinal foi uma boa ideia ensinar o Water Pulse para ele. – Notou Takuto, coçando a nuca. Mostrava estar satisfeito com esta “obra do destino”. – Mas vamos ao que interessa... Icy Wind!

- É melhor ir com calma, Joushadoe! – Avisou Jack, surpreso com a ação espontânea de seu companheiro. – Defenda-se com Acid Armor!

Tão calmo que chegava a ser frio, a fera alva abriu sua boca e exalou uma intensa nevasca de cristais azuis. Estes, ao entrarem em contato com a névoa acresceram de circunferência, ficando com quase o triplo do tamanho original. Abrindo caminho por entre a cerração investiram rapidamente contra o adversário. Aborrecido pela estratégia que seu treinador lhe dera, o Pokémon Ghost fez com que seus olhos cintilassem. Seu corpo iniciou a liquefazer, convertendo-se em uma “poça” de chamas infernais. Isso o possibilitou a facilmente evadir o golpe rival.


- Foi mesmo muita sorte que ele não tenha sido ferido. – Disse Felipe, espreguiçando-se confortavelmente. – Ao ter feito com que a sublimação ocorresse, aumentou o poder do Icy Wind consideravelmente.

- Agora é a nossa chance! – Decidiu o treinador, esboçando um sorriso confiante. Era mais do que óbvio que não iria desperdiçá-la. – Atinja-o com Hidden Power!

- É bom pensar melhor. – Interrompeu o campeão, enfiando as mãos nos bolsos de suas calças. – Contraponha com Sandstorm e então Thunder Wave!

Recompondo-se a sua forma original, a fera das sombras acometeu sobre Absol. Dúzias de orbes rubros luminosos raiaram ao seu redor e prontamente arrojaram-se contra seu alvo. Brandindo sua foice de um lado para o outro, o leão branco invocou um selvagem turbilhão de areia à sua frente. Inteiramente reféns dos ventos para se transportarem, os globos foram “sugados” pelo tufão e jogados sobre a arena, onde explodiram em um show de luzes. Absorto com o efeito adquirido, Joushadoe não percebeu a tempo de desviar dos relâmpagos azuis metálicos, deixando-o paralisado.

- Parece que já terminou. – Concluiu Tamazarashi, observando a condição em que cada um dos quadrúpedes se encontrava. – Cara, tenho que admitir que esse aí é bom de briga.

- Não acho que será tão fácil. – Respondeu Takuto, que escutara o comentário do coordenador. – O olhar destes dois não é o de alguém que já foi derrotado. Só para demonstrar isso... Use Hex!

- “Vou ser forçado a usar aquilo, pelo jeito...” – Refletiu Jack, um tanto desgostoso com este fato. – Substitute e Moonlight!

Focando-se completamente em seu adversário, Absol emanou um brilho púrpuro e vermelho claro de seus olhos. Uma aura enegrecida circundou seu corpo, agrupando lampejos de mesma cor sobre seu corpo. Concentrada em quantidade suficiente a energia implodiu e logo em seguida expandiu-se, criando uma esfera roxa rodeada por múltiplos tentáculos negros. Em seu centro abriu-se um olho vermelho e de esclera azul. Identificando seu alvo, atirou um raio espectral neste. Sabendo que devido à paralisia não conseguiria desviar com velocidade suficiente este saltou para trás, deixando em seu lugar uma cópia criada a partir de sua vitalidade. Seu clone recebeu todo o impacto do golpe, permanecendo em campo mesmo após este. Aproveitando-se desta distração, Joushadoe ergueu a cabeça e permitiu que os raios solares atingissem sua pele, readquirindo energia através deles. Frustrado por ter fracassado, o olho se fechou, dissipando-se em uma nuvem de energia.


- Não falei? – Disse o campeão, provando que sua teoria estava correta. – Estou com o pressentimento de que isto irá se arrastar por um longo tempo. Continuando com nossa disputa... Absol, X-Scissor! – Ordenou, olhando atentamente para o campo de batalha.

- Pensamos da mesma forma, pelo jeito. – Findou o treinador, sorrindo mediante a tamanho desafio. – Mas não posso perder agora que cheguei tão longe! Ataque-o com Heat Wave! – Bradou, em resposta à ofensiva adversária.

Passando do ataque a distância para o corpo a corpo, o animal branco fez com que a navalha em seu chifre brilhasse em um tom esverdeado. Ainda sentindo os maciços efeitos da paralisia sobre si, Joushadoe abriu sua boca e lançou uma forte rajada de chamas contra seu adversário. Antes que estas o atingissem, o Pokémon Dark, usando de sua foice, passou a cortar um caminho por entre elas vagarosamente. A cada passo que dava transpirava mais, resultado da forte onda de calor e da grossa camada de pelos que possuía. Observando a situação em que o original se encontrava e empregando suas últimas forças o clone atirou uma versão mais fraca, porém ainda eficaz, do mesmo movimento, desaparecendo em um feixe de luz após sua execução. Pego de surpresa com a ação, Absol nada pode fazer além de ser atingido por ambas as ondas de calor e jogado para trás com intensidade. Mesmo assim, continuava de pé, surpreendendo a todos. Respirava com dificuldade enquanto gotas de suor pingavam no solo, escurecendo o mesmo. Ao tentar dar um passo, entretanto, caiu sobre si mesmo e tombou, cansado em demasia.


- Absol não possui mais condições de continuar. – Decretou Liza, compadecida com a fera branca. – Assim sendo, a vitória vai para Jack e Joushadoe!

- Pode retornar. – Falou Takuto, regressando seu parceiro para o interior de sua Pokéball. – Você foi incrível. Agora sossegue e relaxe. – Elogiou, com um sorriso sincero. Resguardando o objeto, sacou outro idêntico. Entretanto, demonstrava certa incerteza em utilizá-lo.

- Algum problema? – Perguntou Jack, percebendo a apreensão de seu opoente.

- Pois bem, vou usá-lo neste duelo. – Concluiu o primeiro, respirando fundo antes de virar-se para quem havia lhe questionado. – Peço desculpas de antemão pela conduta deste cara aqui. A verdade é que eu o consegui há um mês durante uma promoção do Game Corner de Veilstone. – Explicou, jogando a esfera logo após. – Conto com você, Porygon2!

Insurgindo da Pokéball apareceu um ser semelhante a um patinho de borracha. Seus pés, ventre, bico e cauda eram azuis, enquanto a parte superior de seu corpo vermelho-cereja. Tinha o corpo todo curvilíneo e o pescoço extremamente fino. Imediatamente após sua entrada seus olhos flamejaram verdes por alguns instantes antes de voltarem ao normal. Constatando aonde se encontrava, virou-se para seu treinador e olhou-o com uma expressão revolta. Almejando saber mais sobre tal ser, Mary sacou sua Pokédex e apontou em sua direção.

- Porygon2, o Pokémon virtual. É a forma evoluída do Porygon. Com o software de desenvolvimento planetário instalado em seu corpo tornou-se capaz de viajar pelo espaço. Porém, como não possui a capacidade para voar, não consegue fazê-lo. Pode também digitalizar seu corpo e transferir-se para o interior de qualquer objeto eletrônico.Informou o objeto, com sua típica voz metálica e apática.

- “Não vai ser fácil. Estou claramente em desvantagem aqui. Como se já não bastasse estar paralisado, os ataques Ghost não funcionarão contra ele.” – Ponderou o treinador, analisando seu adversário e de que maneira poderia derrotá-lo. – Joushadoe, invista sobre ele com Take Down!

- Prenda-o ao chão com Gravity! – Exclamou o campeão, querendo começar a disputa com certa tranquilidade.

Agachando-se e correndo em direção ao seu antagonista, o gato das sombras teve seu corpo envolto por um campo de força dourado. Sem ouvir seu instrutor, o pato bicolor lançou-se para frente e deixou-se ser atingido. Só então percebeu-se que estava envolto por uma fina aura prateada. Seu corpo prontamente mudou de cor, indo do vermelho e azul para o branco e cinza.


- Conversion 2... Nada mal, principalmente por ter se tornado do tipo Steel. – Enalteceu Ragna, com um sorriso sossegado.

- “Já é difícil domar um Pokémon vindo de um Game Corner, mas a Nature Naughty* dele só faz as coisas piorarem.” – Refletiu Takuto, desgostoso com a atitude rebelde de seu companheiro. – “Se bem que isso possa vir a se tornar uma vantagem... Se usada da maneira certa.”

- Ficou um pouco mais complexo, mas igualmente mais interessante. – Confessou Jack, contemplando o novo desafio. – Aqueça-o um pouco com Naginata Slime*!

- Esquive com Magnet Rise e prenda-o contra o solo utilizando Electroweb! – Bradou o primeiro, apostando em uma perspectiva do que ocorreria.

Tomando uma postura mais ofensiva, Joushadoe regurgitou um substrato dourado, víscido e oleoso contra seu adversário. Antes que fosse tocado, o ser cibernético dimanou pequenas faíscas verde-azuladas de seus pés. Reagindo com os traços de metais que existiam no solo passou a flutuar, desviando com facilidade da arte antagonista. No local onde anteriormente estivera, encontrava-se agora uma poça da tal gosma. Apesar de ter seguido o primeiro comando de seu treinador, Porygon2 não mostrara intenção de continuar assim. Ao invés de lançar uma rede de teias de aranha eletrificada teve seus olhos tomados por um brilho avermelhado e lançou um círculo com mesma cor contra seu adversário. Ao atingi-lo diminuiu consideravelmente de circunferência, posicionando-se entre seus olhos.


- “Lock-On...” – Refletiu Felipe, relembrando o movimento. – Entendi. Então é assim que ele pensa... – Comentou, esboçando um leve sorriso.

- Chimchar? – Perguntou o Pokémon macaco, sem entender o que se passava.

- Nada não. – Assegurou o treinador, acariciando a cabeça de seu parceiro. – Mas acabo de descobrir como comandar o Porygon2... E parece que não fui o único. – Falou, olhando calmamente para a batalha.

- Percebo agora o que você tem tentado me dizer todo esse tempo... – Sussurrou Takuto, soando quase como um pedido de desculpas. Parecia encalistrado por não ter descoberto antes. – Vamos fazer isso! Zap Cannon e Conversion!

- “O ataque com toda certeza irá nos alcançar, mas não quer dizer que não possamos diminuir o dano.” – Concluiu Jack, vendo a posição em que se encontrava. Não possuía suspeitas ao afirmar que, se Joushadoe fosse atingido, seriam grandes problemas para ele. – Diminua o impacto com Flamethrower!

Executando o comando de seu consorte o pato de borracha modelou um globo amarelo-esverdeado de proporções medianas e impeliu-a sobre o concorrente. Lutando contra a paralisia, o Pokémon sombrio precipitou uma lufada de chamas vermelho-alaranjadas para combater a esfera de relâmpagos. Contudo, segundos antecedentes ao impacto a bola piruetou para o lado, evitando o fogo. Movendo-se de modo aleatório e abstruso findou por lancear o gato ardente, causando-lhe uma série de lesões internas consideráveis. Quanto às flamas antecipadamente utilizadas, continuaram seu trajeto até o ser virtual, atingindo-o e causando algumas queimaduras em sua pele metálica. Esta, após ter recebido todo o dano mudou de cor novamente, ficando vermelha e laranja.


- “Não esperava que isso ocorresse...” – Elucubrou o treinador, observando seu Pokémon que batalhava para continuar de pé. – “Estou me sentindo acuado em uma batalha pela primeira vez em meses. Ele é muito mais forte do que eu havia imaginado.” – Refletiu, tracejando um sorriso de animação. O desafio de lutar com um campeão acendera-lhe o espírito guerreiro. – Mas não irei perder aqui! Pain Split!

Respirando fundo e cerrando os olhos, o gato das sombras perfez um forte fulgor cardinalado emanar de seu corpo, lembrando a cor de uma ametista. Um risco rubro despontou de suas costas e voejou velozmente até Porygon2 e colou-se ao seu peito. Como um vaso sanguíneo, transmitiu parte da energia do pato de borracha para o usuário, restituindo-lhe parcialmente as forças.

- Não há dúvidas. – Falou Felipe, observando a cena que se desenrolava. – Do jeito que estes dois estão cansados, o próximo ataque será o último. – Pressagiou, de modo dedutivo. Fechou os olhos e reclinou-se contra a amurada do estádio, pensativo. – “Resta agora saber quem irá ceder primeiro.”

- Vamos com tudo, Joushadoe! – Exclamou Jack, confiante nas capacidades de seu companheiro. À seu próprio tempo, o felino de fogo parecia sentir o mesmo. – Use Giga Impact!

- Aceito seu desafio! – Bradou de volta Takuto, com um sorriso desafiante. Sobre ele, Porygon2 encarava seu adversário, indiferente. – Defense Curl e Foul Play!

Uivando de maneira espectral, o mamífero de fogo arreganhou as presas e arremeteu sobre o adversário. Conforme avançava seu corpo era coberto por um “casulo” arroxeado de avassalador poder. Este, por sua vez, estava envolto por uma série de estrias alaranjadas que giravam rapidamente em sentido horário, aumentando seu potencial destrutivo. Tomando as devidas providências, o pato de borracha se contraiu, aumentado sua capacidade defensiva. Quando relaxou seus músculos também desatou um brilho cor de petróleo que o envolveu como uma chama. Emitindo alguns sons cibernéticos incompreensíveis desatou-se em um voo descendente. Uma explosão sucedeu de imediato, resultado da colisão das forças. Fogo e fumaça cobriram os dois tornando sua visualização impossível. Os dois logo caíram de encontro ao solo, ambos nocauteados.


- Os dois estão fora de combate! – Decretou a governanta, de maneira perspicaz. – Com esse empate, resta apenas um Pokémon para cada treinador.

- “Isso é inesperado, mas torna suas próximas ações previsíveis”. – Concluiu Ragna, surpreso com o desfecho que adviera. Apoiando o queixo entre o polegar e o indicado sorria brilhantemente. – “Agora que ambos estão cientes da força um do outro, irão usar seu parceiro mais poderoso. A dúvida é: quem seria mais poderoso do que Darkrai e Latios?” – Indagou-se, entretido com a trama que se desenrolava.

Sem emitirem qualquer som ou julgamento em alusão ao ocorrido, os dois finalistas retornaram seus compartes para dentro de suas Pokéballs e puxaram outras, lançando-as para frente. Jack optara por um monumental réptil parecido com um anquilossauro. Sobre seu casco fixava-se um carvalho de tamanho mediano juntamente a três rochas triangulares e pontiagudas de cor cinza que recordavam montanhas. Grande parte de sua carapaça era verde, mas uma pequena porção adjunta à sua árvore era marrom. A parte superior de seu corpo bem como sua mandíbula cintilavam na mesma gradação das folhas em suas costas. Dois grandes espigões projetavam-se das laterais de sua face, dando-lhe um aspecto mais bestial. Seus olhos eram intimidadores, contornados por anéis negros e de íris rubra. Suas mandíbulas denticuladas culminavam em um grande e escuro nariz. Suas pernas eram fortes e grossas como troncos, permitindo-lhe sustentar seu pesado corpo com facilidade. Já o que Takuto escolhera era um enorme escamífero bípede, com quase dois metros e quinze de altura. Sua cabeça e parte superior do tronco eram verde, exceto por uma máscara cor de abacate ao redor de seus olhos. De natureza aparentemente pacífica, tinha a íris vermelha e a esclera negra. Seus braços e pernas eram madeira sólida, literalmente. Grossas e fortes, terminavam em longos e finos dedos perfeitos para a floresta. Apresentava dois acúleos rubros pontiagudos projetados das laterais de seus calcanhares e uma longa cauda que mais se assemelhava a um galho. Do topo de seu crânio outra proeminência vegetativa projetava-se, ficando parecida à um rabo de cavalo. Estatelados com os dois seres, David e Tamarazashi sacaram suas Pokédex e apontaram-nas cada um para um dos seres.

- Torterra, o Pokémon continente. É a forma evoluída do Grotle. A despeito de seu grande porte são pacíficos por natureza e apreciam estar com outros de sua espécie. Não é incomum deparar-se com outros espécimes criando ninhos em suas costas. Os povos antigos imaginavam que, sob o solo dormia um de proporções gigantescas.Informou a do primeiro, rotineiramente amargurada.

- Bouterro, o Pokémon gigante da floresta. É o formato evolucionado do Rootave. Normalmente mansos são apreciados por serem uma ótima escolha para treinadores novatos. Embora fortes, seus membros podem ocasionalmente quebrar-se e separarem-se do corpo. Se isto acontece, podem acelerar seu metabolismo celular para que um novo nasça rapidamente.Disse o segundo item, mecanicamente.

- E a resposta é o inicial. – Segredou Ragna, sorrindo com a aparição do colosso gentil. Parecia esperar pela disputa que sucederia ao encontro dos dois. – Uma tempestade turbulenta está prestes a começar.

[Continua]

Prévia:
Bom dia a todos. Aqui quem fala é a Mary. No próximo capítulo um intenso confronto acontecerá entre os dois principiais de Jack e Takuto. Apesar de ter a vantagem elementar, Torterra terá dificuldades para encarar Bouterro, que consegue ser mais forte do que Latios e Darkrai. Não percam A Battle Between Grass Starters

Fatos Importantes:
• Absol é derrotado por Joushadoe.
• Takuto revela possuir um Porygon2.
• Após uma acirrada batalha, Porygon2 e Joushadoe acabam empatando.
• Jack revela ter um Torterra.
• Takuto mostra possuir um Bouterro.
• O combate final está prestes a começar.

Notas:
• A tradução para Naughty é desobediente, por isso a observação de Takuto.
• Naginata Slime: Movimento do tipo Water em que o usuário lança sobre o adversário uma substância viscosa e grudenta. Além de causar dano, pode diminuir a Speed e a Accuracy.
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Hyurem em Qui 3 Jan 2013 - 15:54

Hello, DZ!

O cap foi ótimo. Sua descrição é maravilhosa, tanto dos pokémons quanto de seus ataques.
Obrigado por colocar mais uma dúvida na minha cabeça! Qual é o efeito colateral do bendito Vacuum Wound?!?!?!
Acho que o comment ficou pequeno, mas nem há mais o que falar.

Continue assim e até mais!
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Rush em Sex 25 Jan 2013 - 0:03

DZ! /o/

Estou finalmente largando a preguiça e aproveitando para ler todos os capítulos perdidos em fics que acompanho/vou acompanhar, e é claro que a sua não é exceção, já que é a minha FF preferida. Em todo comentário que deixo explico em como adoro sua escrita e seus detalhes. A única coisa que ainda não me acostumei é com o nome de alguns fakemons. Por sorte, o Joushadoe eu já conhecia. É um dos meus preferidos, tendo um tipo que me agrada bastante (Ghost/Dark).

Enfim, a batalha foi acirrada, ein? Eu acho que traduzir nomes para o português seria melhor, por exemplo, ao invés de escrever 'O Pokémon do tipo Dark', escrever 'O Pokémon noturno', ou algo do gênero. Acho que fica melhor, assim como as natures. De qualquer forma, essa batalha me empolgou muito, até mesmo porque eu aprecio muito o Porygon Z. Só achei estranho o fato dele não poder voar... Quer dizer, voar é diferente de levitar, mas na explicação da pokédex ele pode sobreviver ao espaço, mas não pode ir nele? Ficou estranho.

A sua Fic me dá muita inspiração nas batalhas e até em descrever Pokémons, mas algo que me intriga na sua obra, e a caracterização em Pokémons 'filhotes', como a Smoochun e o Chinchar. Sei lá, dá até vontade de criar uma Fic de jornada. Explorar o lado 'fofo' dos Pokémons.

De qualquer forma, está perfeito como sempre. Aguardo o próximo capítulo!

Um abraço, até mais!
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por DarkZoroark em Seg 18 Fev 2013 - 9:49

Olá a todos.
Sei que tenho muito o que explicar sobre a fanfic ter ficado parada por todo esse tempo. A verdade é que saí (obrigado pela minha mãe) de férias com a familia por duas semanas e quando voltei tava sem muita inspiração para continuar a escrever. Enfim, essa última semana pus a preguiça de lado e terminei o capítulo (o qual está muito maior do que os seus predecessores). Vamos agora aos comentários


@Hyurem escreveu:Hello, DZ!

O cap foi ótimo. Sua descrição é maravilhosa, tanto dos pokémons quanto de seus ataques.
Obrigado por colocar mais uma dúvida na minha cabeça! Qual é o efeito colateral do bendito Vacuum Wound?!?!?!
Acho que o comment ficou pequeno, mas nem há mais o que falar.

Continue assim e até mais!

Hyu o/ Obrigado pelos elogios. Quanto a essa dúvida eu vou dedicar um capítulo inteiro para explicá-la, então até lá vais ter que ficar com ela na cabeça. Twisted Evil Espero que goste deste capítulo.

@Rush escreveu:DZ! /o/

Estou finalmente largando a preguiça e aproveitando para ler todos os capítulos perdidos em fics que acompanho/vou acompanhar, e é claro que a sua não é exceção, já que é a minha FF preferida. Em todo comentário que deixo explico em como adoro sua escrita e seus detalhes. A única coisa que ainda não me acostumei é com o nome de alguns fakemons. Por sorte, o Joushadoe eu já conhecia. É um dos meus preferidos, tendo um tipo que me agrada bastante (Ghost/Dark).

Enfim, a batalha foi acirrada, ein? Eu acho que traduzir nomes para o português seria melhor, por exemplo, ao invés de escrever 'O Pokémon do tipo Dark', escrever 'O Pokémon noturno', ou algo do gênero. Acho que fica melhor, assim como as natures. De qualquer forma, essa batalha me empolgou muito, até mesmo porque eu aprecio muito o Porygon Z. Só achei estranho o fato dele não poder voar... Quer dizer, voar é diferente de levitar, mas na explicação da pokédex ele pode sobreviver ao espaço, mas não pode ir nele? Ficou estranho.

A sua Fic me dá muita inspiração nas batalhas e até em descrever Pokémons, mas algo que me intriga na sua obra, e a caracterização em Pokémons 'filhotes', como a Smoochun e o Chinchar. Sei lá, dá até vontade de criar uma Fic de jornada. Explorar o lado 'fofo' dos Pokémons.

De qualquer forma, está perfeito como sempre. Aguardo o próximo capítulo!

Um abraço, até mais!

Rush o/ Relaxa que eu também tenho preguiça pra ver as fanfics então eu entendo. Sério? Shocked Minha fic é a sua favorita? Que honra! Pra falar a verdade, a sua é a minha favorita também XD! Também adoro bastante o tipo Ghost/Dark, menos quando tenho que enfrentar os Sableye's na Elite 4 de Ruby/Sapphire/Emerald (Não tenho problema com o Spiritomb por que derroto ele fácil no Platinum). Eu na verdade tinha começado com eles em português, mas passei para inglês por achar que ficaria mais organizados. Acabei entendendo seu ponto e vou voltar ao português a partir do próximo cap, Eu também acho meio estranho. Fui ler as Pokédex Entries dos jogos lançados até agora e metade delas dizia isso, até por isso adicionei. Cara, por hora essa fic até pode parecer a típica de jornada, mas conforme eu adiantar os capítulos (o que, com a volta a escola, vão ser bem mais rápidos já que uso a escrita como modo de desestressar) vais ver que as aparências enganam... Muahahaha!
Enfim, espero que goste deste meu capítulo.


A Battle Between Grass Starters


Um aglomerado de nuvens transitórias ocultou o sol e reduziu boa parte da luminosidade do ambiente. Uma lufada álgida de vento entrecruzou o estádio, ocasionando calafrios na espinha de alguns dos espectadores. Quase um mau agouro do combate que procederia. Em meio à arena os dois Pokémons colossais se encaravam quase hipnoticamente. Com seus mentores não era diferente. Resolutos, contemplavam o campo como um todo na busca de informações que poderiam auxiliá-los. Suas respirações eram o único indício de que a vida residia em seus corpos de tão imóveis que jaziam. Permaneceram do mesmo modo até que o movimento das nuvens possibilitou aos primeiros raios de sol beijar a todos.

- Torterra, Razor Leaf! – Decretou Jack, adotando velozmente a ofensiva inicial.

- Rechace com Rail Fence*! – Objetou Takuto, poucos segundos após a fala de seu adversário.

A despeito de ser tachado como o mais lento dentre os iniciais o quelônio continental tremulou as folhas de seu cedro, desfechando algumas das mais afiadas contra o antagonista em questão de segundos. Exibindo uma agilidade inacreditável para alguém de seu porte, Bouterro bateu seu punho contra o solo. Instantaneamente a onda de choque alastrou-se pela terra, o que fez com que até as grossas amuradas da arena estremecessem. Se assim fora com elas o público não fora muito melhor. Alguns caíram de seus assentos, outros simplesmente tremeram em uníssono. Uma mureta de madeira brotou a poucos centímetros do usuário, imponente. Como se fosse movido por uma força invisível arremeteu contra o adversário, deixando um solo remexido para trás. Atingida pela lufada de folhas cortantes a cerca foi cortada como manteiga, deixando que algumas navalhas voassem até o gigante gentil. Ao cruzar os braços sobre o peito foi capaz de proteger seu corpo dos projéteis, mas acabou por sofrer alguns cortes profundos nos braços. O curioso era que, ao invés de sangue, escorria uma espessa e dourada seiva. O que sobrara da cerca conseguiu atingir a face do Pokémon jabuti, fazendo-o recuar alguns passos.


- “Incrível.” – Refletiu Felipe, atônito com a força demonstrada pelo gigante das florestas. – “Mesmo que por um curto instante de tempo ele conseguiu provocar uma onda de choque que estremeceu as estruturas do estádio só por ter socado o solo.” – Julgou, perdido em seus novos pensamentos. – “Detesto ter de admitir, mas talvez nem mesmo Sileon tenha chances de sobrepujá-lo.” – Confessou, olhando para seu companheiro. O Pokémon que outrora estivera adormecido agora olhava com um incomum interesse para a disputa que acontecia.

- Salte e use Wood Hammer! – Comandou o campeão, surpreendentemente calmo. Essa sensação era compartilhada por seu parceiro, que parecia não sentir os cortes.

- “Se Torterra for atingido diretamente por qualquer ataque físico dele não há dúvidas de que será o fim.” – Raciocinou o treinador, tendo chegado à mesma conclusão que seu companheiro de viagens. – Desvie o punho dele com Crunch! – Vociferou, preventivo.

Flexionando suas pernas, Bouterro deu um grande pulo, alcançando com facilidade os seis metros de altura. Não era só sua força que era descomunal, mas suas aptidões físicas também. Elevando um de seus braços emanou uma luz turquesa do mesmo, antes de descê-lo sobre o adversário. Erguendo a cabeça, o Pokémon tartaruga abriu suas mandíbulas e voltou a fechá-las sobre o braço do gigante gentil. Berros de dor ecoaram garganta a fora deste quando, ao retirar o braço da bocarra do réptil, deixara para trás metade de seu antebraço. Uma quantidade quase inacreditável de seiva fluía do ferimento para o solo, formando uma poça da substância. A cena era tão enjoativa que parte da plateia começara a passar mal, desmaiando ou vomitando conforme o impacto causado. Contudo, não fora só ele que se machucara. Tendo recebido todo a força do impacto na mandíbula, Torterra parecia sentir dores para usá-la, impossibilitando-o de usar o movimento que o salvara de novo durante este combate.


- Não se desespere, Bouterro! – Gritou o companheiro deste, indiferente até de mais com o que havia acabado de acontecer. – Acalme-se e faça aquilo. – Ordenou, irredutível no tom de voz.

Seguindo a ordem, o Pokémon colossal cessou os bramidos e fechou os olhos. Sua respiração, antes rápida e inconstante, foi gradualmente diminuindo de ritmo até normalizar-se. Ergueu o braço direito novamente para que a luz solar pudesse acariciá-lo mais facilmente. Logo, o membro fora completamente tomado por um saudável brilho verde. Vinhas desprenderam-se de cada uma das extremidades do ferimento, atando-se ao outro lado e revestindo-o por completo. Os pequenos cortes que levara anteriormente também eram recobertos pela mesma proteção. Completando a regeneração a madeira reconstituiu-se até voltar a ser o que era. Seus braços estavam novos em folha.

- Mas o que...?! – Exclamou Jack, pasmo com o que sucedera. Este sentimento era compartilhado por boa parte dos que assistiam ao combate.

- Essa é a habilidade especial do Bouterro. – Respondeu Takuto enquanto seu parceiro treinava o novo braço movendo-o de um lado para o outro. – Devido aos seus braços e pernas serem feitos de material vegetal, eles comumente perdem parte destes durante lutas por território ou direito de acasalamento. Por isso, a evolução lhes concedeu a habilidade de usarem a luz solar para estimularem a divisão celular e assim reconstituírem suas extremidades. – Explanou, apresentando o motivo pelo qual estivera tão calmo.

- Quer dizer que ele pode se curar de qualquer ferimento infinitamente?! – Indagou David, sem, no entanto, receber uma resposta. – Só eu acho isto injusto?

- “Bem que eu gostaria que fosse assim.” – Pensou o segundo, soltando um riso seco em resposta ao comentário. – “Mas na verdade, usar isso durante uma batalha é arriscado. Fazer com que o período de cura de um ferimento passe de algumas semanas ou meses para o prazo de poucos segundos requer uma verdadeira abundância de energia para ativar todas as enzimas imprescindíveis. Além disso, o poder dele é restringido consideravelmente após o término da mesma.” – Refletiu, lembrando-se dos riscos daquela habilidade. – “Baseado na força deste Torterra, é possível usá-la mais quatro vezes antes de ficarmos fracos em demasia para vencê-los. Tenho que ser cuidadoso de agora em diante.” – Decidiu, enquanto seu comparte finalizava o aquecimento. – Use Spring Energy e depois Kiku Arashi*!

- Se não podemos atacar os braços e pernas, a resposta é nos concentrarmos no tórax! – Exclamou o primeiro, intimidado com o que seu adversário havia lhe contado. – Atinja-o com Seed Bomb!

Tendo os olhos tomados por um brilho verde, Bouterro fez brotar alguns pares de folhas de seus braços, aumentando tanto seu Special Attack quanto Speed. Ao erguer um dos membros uma flor de crisântemo constituída por pura energia solar formou-se em frente à palma de sua mão. Um raio de vento foi disparado de seu epicentro enquanto as pétalas saltavam para o ar, sendo pegas pela força de sucção do ciclone. Compreendendo que não poderia desviar a tartaruga continental lançou três sementes rubras contra seu oponente. Devido ao seu peso e densidade, conseguiram transpassar a muralha de vento sem serem aprisionadas pela mesma, atingido o alvo em três distintos pontos do tórax. Assim que roçavam a pele do colosso gentil explodiam, causando-lhe um dano considerável. Por outro lado, Torterra também se machucara muito ao receber o impacto do movimento adversário.


- Porque eles continuam a usar movimento Grass se eles não são muito efetivos? – Indagou David, enraivecido com tal fato.

- Em primeiro lugar, Kiku Arashi é do elemento Flying. – Falou Tamarazashi, deixando o amigo envergonhado com o erro que fizera. – Em segundo, se levado em consideração o segundo tipo dos dois, Rock e Ground, o dano causado será bem significante. – Explicou, observando a batalha enquanto o gigante da floresta erguia-se novamente.

- Não foi nada mal esse seu último ataque. – Elogiou o campeão, observando as marcas negras no tronco de seu companheiro, resultado do estouro ocorrido. – Mas não pense que ocorrerá novamente! Bouterro, Quick Attack!

- Torterra, Wide Guard e Sand Tomb! – Exclamou o treinador, em uma contra medida particularmente defensiva.

Em um momento estava posicionando-se para correr e, no outro, já havia percorrido metade da distância entre si e seu alvo. A velocidade empregada pelo Pokémon dinossauro era tal que a única coisa que se via era o rastro de luz branca provocada por ele. Ostentando alguns pequenos cortes em decorrência de ter sido atingido anteriormente, o cágado verde momentaneamente emitiu um flash alaranjado de seus olhos instantes antes de ser atingido. Rugindo, o vultoso lagarto tentou atingi-lo, mas acabou por “atravessá-lo”. A realidade era que, ao usar o movimento, Torterra conseguira mover-se ainda mais rápido do que o outro. Ressurgindo atrás deste instantes depois bateu pé contra o solo, causando um tremor de proporções insignificantes. Sentindo o perigo, Bouterro virou-se a tempo de se ver ser ingerido por um turbilhão de areia. Quando se desfez, mostrou que da cintura para baixo estava preso pelo material condensado.


- Muito bem pensado. – Disse Felipe, olhando as nuvens que pairavam sobre si.. – Solucionou o empecilho da velocidade desproporcional aprisionando suas pernas com Sand Tomb... Se bem que o principal problema, a habilidade de recuperação dele, não pode ser evitada. – Ressaltou, o olhar fixo no campo de batalha.

- “Deve ficar um pouco mais fácil agora.” – Pensou Jack, aliviado por ter ganhado algum tempo para refletir. – Vamos nos aproveitar dessa chance! Use Iron Head!

- “Droga. Ele conseguiu me pegar com esta combinação de movimentos.” – Conjecturou Takuto, surpreso com o mesmo. – Altere a trajetória dele com Hammer Arm!

Investindo sobre seu êmulo como um trem de carga a toda velocidade, Torterra foi coberto por um de energia metálica. Tentando furiosamente se libertar de sua prisão de areia Bouterro ergueu um de seus braços e emitiu uma luz branca do mesmo. Antes que fosse alcançado aplicou uma cotovelada logo a cima de um dos acúleos do grande cágado e, quase sem qualquer trabalho, arremessou-o para o lado. Entretanto, o custo para tal façanha não fora baixo. Os ossos, ou o que quer que oferecesse firmeza e sustentação para seus braços e pernas, da área que fizera contato com o rosto do rival havia afundado, causando uma dor expressiva.


- “O impacto das ofensivas físicas usando esse braço não terá tanto poder quanto eu gostaria, mas não posso me dar ao luxo de usar a habilidade dele apenas por isso.” – Concluiu o campeão, mesmo que não adorando o resultado. – Use Kiku Arashi!

- Como se isso fosse funcionar duas vezes! – Exclamou o treinador, não querendo provar deste prato novamente. – Protect e Synthesis!

- E quem disse que nós iríamos usá-lo em vocês? – Questionou o primeiro, sorrindo calmamente enquanto o outro se sobressaltava.

Apontando uma de suas mãos para frente Bouterro criou uma flor de crisântemo em frente à mesma. Temeroso de ser vitimado mais uma vez pelo ciclone Torterra prontamente criou um campo de força turquesa ao seu redor. Usufruindo dos preciosos instantes com total segurança que arranjara emitiu um saudável refuljo verde das folhas de seu cedro, recuperando um pouco de sua vitalidade. Antes que os ventos fossem desatados o gigante harmonioso apontou sua mão para o terreno. O choque produzido dera um impulso maior do que o suficiente para que ele escapasse de seu confinamento e chegasse a uma altura superior aos quinze metros. Não tendo mais o indivíduo em seu interior a escultura de areia ruiu sobre si mesma, criando um pequeno monte.


- Desça sobre ele com Brick Break! – Bradou Takuto, sabendo qual efeito o golpe teria sobre a proteção opositora.

- Vá para trás em evasiva! – Berrou Jack, sem precisar imaginar a magnitude que aquilo alcançaria.

Mudando seu centro gravitacional de modo que pudesse cair com toda sua força, Bouterro dimanou um forte brilho dourado de sua mão e antebraço direito. À medida que despencava deixava um rastro de mesma tonalidade por onde o membro passava. Cronometrando precisamente o tempo que tinha Torterra “pulou” para trás instantes antes que a cúpula cianótica fosse destruída. Sem ter seu alvo no caminho o gigante gentil chocara-se contra o solo. Fendas abriram-se e pedras saltaram, alterando radicalmente o campo de batalha em decorrência do impacto. Entretanto, ao recompor-se, ficara claro que o Pokémon não passara por esta provação sem ter se ferido. A madeira havia se estraçalhado deixando que parte do emaranhado de vinhas que compunha seu braço aparecesse. A cena não era muito bonita de se ver, mas era bem melhor do que o que acontecera anteriormente.


- Rápido! Mad Lariat*! – Coordenou o campeão, antes mesmo que seu parceiro tivesse tempo de se levantar.

- Proteja-se com Giga Drain! – Ordenou o treinador, sentindo a maré da batalha voltando-se contra si.

Erguendo-se de abrupto, Bouterro lançou-se para frente enquanto flexionava seu braço. Logo, uma luminescência cor de cobre revestiu o mesmo. Em uma tentativa de impedir o seu avanço, Torterra fez com que as rochas de sua concha emitissem um brilho esverdeado. Como chicotes, alongaram-se para frente, tentando pegar o gatuno. Apressando o passo, entretanto, o lagarto bípede conseguiu driblar com certa dificuldade as defesas e fechar seu braço sob o pescoço do outro. Com uma força descomunal até mesmo para seus próprios parâmetros atirou-o contra a amurada do estádio, fazendo-a ruir no ponto do impacto. Blocos de concreto caíram sobre a tartaruga, quebrando-se ao encontrarem seu casco. Assim mesmo, seus ferimentos eram insignificantes se comparados ao do atacante; Bouterro usara tanta força no movimento que o membro se quebrara e caíra do corpo, deixando apenas um toco para trás. Seiva e algumas vinhas caíam pelo orifício em quantidade alarmante.


- “Esses dois estão tão concentrados em derrotar um ao outro e mostrar quem é o cão alfa que não estão vendo mais nada além de eles mesmos e seus treinadores.” – Observou Felipe, analisando atentamente a expressão corporal dos dois Pokémons. – “É só uma questão de tempo e sorte até que algum observador inocente acabe se ferindo.” – Constatou, sombrio. Virando-se para Sileon percebera só pelo olhar que ele também tomara conhecimento disso. – Prepare-se para agir se necessário. – Sussurrou, recebendo uma afirmativa silenciosa em resposta.

- Bouterro, reconstitua o seu braço. – Demandou Takuto, impressionado com as dimensões do ferimento.

Fechando os olhos, o gigante gentil adentrou em um estado meditativo. Novos cipós surgiram do interior da abertura de seu braço, velozmente adotando o molde da parte perdida. Mantiveram-se pulsado por alguns instantes para conferir se a circulação não estava comprometida. Assegurando-se disso, estimulou o crescimento do envoltório de madeira. O reparo fora feito com tal competência que, ao ser concluído, parecia que nunca fora feito.


- Agora que não tenho mais de me preocupar com isso... Focus Blast! – Clamou o campeão, cobiçando empregar cada segundo que tivesse.

- De que jeito vais nos atingir se estiveres preso? – Perguntou o treinador, surpreendendo o oponente com tal questão afirmativa. – Torterra, restrinja-o!

Conciliando ambas as mãos em frente ao corpo o colosso manso estruturou uma esfera celeste de médio porte entre elas. Conquanto, antes que pudesse jogá-la foi contido por uma tríade de chibatas verdes que prorromperam do solo e enroscaram-se nos braços, pernas e tronco de Bouterro. Sua energia deslocou-se através dos cabos para o Pokémon tartaruga, recuperando lentamente sua vitalidade. Chegou ao ponto de que não possuía mais forças para manter o globo estável. Sem ter uma fonte de energia da qual se alimentar, desfez-se rapidamente.

- Muito astuto. – Elogiou Ragna, sorrindo cordialmente. – “Aproveitou-se da confusão criada pelo desmoronamento para infiltrar o Giga Drain pelo solo e depois usou-o para subjugar o oponente. Nada mal...” – Pensou, tranquilo.

- “Para sair dessa armadilha seria necessário atingir as correntes que o prendem, mas com sua energia em declínio e os braços presos será difícil de conseguir tal feito.” – Ponderou Felipe, avaliando a situação em que o bípede se encontrava.

- “Isso deve detê-lo por algum tempo, mas o sensato será continuar a construir esta prisão antes que algo dê errado.” – Ajuizou Jack, sentindo a pressão psicológica que o conflito fazia sobre si. – Alveje as pernas dele com Earth Power!

Sendo cercado por um eflúvio dourado Torterra pisoteou o solo com suas patas dianteiras. Fendas e rachaduras dardejando uma ofuscante luz saltaram para fora da terra, avançando metodicamente em direção ao seu adversário. Sem ter como correr ou se esquivar, Bouterro só pode observar enquanto era atingido. Toda vez que uma risca tocava em seus pés uma pequena explosão ocorria, infligindo-lhe algum dano. Após uma meia dúzia de vezes, o tremor finalmente parou e, subsequentemente, a aparição de novas trincas. O mais estranho era que, mesmo que seu comparte tivesse recebido uma sucessão de movimentos efetivos, Takuto sorria com um ar de caçador.


- Devo ficar preocupado por estares sorrindo? – Perguntou o treinador, com um sorriso atribulado.

- Acho que sim... – Respondeu o campeão, rindo de maneira descontraída. – Afinal, com esse seu último ataque, acabasse por me ajudar um pouco. – Revelou, atiçando a curiosidade de seu adversário.

- É mesmo? Posso saber como? – Questionou o primeiro, incerto da veracidade destas palavras.

- Assim. – Disse o segundo, antes de erguer o braço e estalar os dedos sobre a cabeça. – Use Strenght e traga-o mais para perto!

Emanando uma aura azulada de seu corpo, Bouterro contraiu os músculos – ou vinhas – de seus braços, obrigando as correntes que o prendiam a se dilatarem alguns poucos centímetros. Fora mais do que o suficiente. Em uma fração de segundos libertou suas mãos e agarrou um dos chicotes. Com estrondosa violência retesou-o, obrigando Torterra a ir de encontro ao solo. Aplicando ainda mais força o fez, literalmente, adentrar o solo. Nisso, os elos que o prendiam afrouxaram-se, permitindo-lhe aplicar mais poder ao que fazia. Em um movimento digno de filmes de artes marciais o gigante gentil virou-se e jogou a corrente para cima. Subsequentemente o Pokémon tartaruga irrompeu por trás dele com uma evidente expressão de assombro, algo que era compartilhado com seu treinador e boa parte dos espectadores. Tendo conhecimento de que seria desfavorável levar o outro consigo, soltara os restantes das correntes.

- “Entendo. Ao usar o Earth Power ele também amaciou o solo, proporcionando ao outro a capacidade de subjugá-lo.” – Pensou Ragna, analisando o ocorrido. – Bem, acho que no final das contas um golpe de sorte realmente faz parte da capacidade de um treinador. – Falou, esboçando um sorriso incerto enquanto uma gota de suor escorria pela lateral de sua face.

- “Droga. Aquele Giga Drain nos custou mais do que eu poderia ter imaginado.” – Ajuizou Takuto, avaliando a condição física de seu companheiro. – “Das três vezes que poderíamos usar a habilidade deve ter caído para apenas uma. Tenho que ser muito cuidadoso daqui em diante.” – Refletiu, buscando por uma maneira alternativa de derrotar seu rival. – Aproveite que ele está voando e use Kiku Arashi!

- Não vamos deixar! Torterra, hora de combater fogo com fogo! – Exclamou Jack, já farto do tornado de pétalas do adversário. – Use Leaf Storm!

Sem perder tempo, Bouterro ergueu sua mão para cima e criou mais uma vez a pequena flor de crisântemo dourada em frente a ela. Um som parecido com o de uma turbina de avião decolando tomou conta do estádio enquanto uma rajada de alta pressão de vento era disparada de seu epicentro, levando consigo as pétalas. Contrapondo-se a isto o Pokémon continental emanou uma luz verde das folhas de sua árvore. Com uma agitação rápida das mesmas, lançou um tufão de folhas tão poderoso quanto o do seu adversário. Um potente vendaval devastou o estádio quando ventanias colidiram. Pegas despreparadas pela onda de choque as pessoas mais próximas ao campo de batalha foram tragadas para dentro do mesmo. David e Mary só não foram sugados, pois Ragna colocou-se na frente desta como uma barreira e também porque Tamarazashi e May seguraram os braços daquele. Com medo, Shinx correu para o colo de seu treinador, escondendo-se sob seu casaco. Folhas e pétalas colidiam em um jogo de gato e rato. A força de sucção era tão colossal que um pedaço da amurada se separou das demais e juntou-se ao vórtex. Entretanto, por ter uma densidade muito maior do que dos espectadores atravessou-o sem dificuldades e seguiu em direção à governanta do vilarejo. Sossegado mesmo em frente à tal situação Sileon limitou-se a encarar Felipe, ansioso por sua opinião.


- Não me diga que isso conseguiu atrair o seu interesse... – Brincou o ruivo, rindo tranquilamente. O mamífero de silício continuou a fitá-lo com um ar de indiferença. – ...Tudo bem então. Eu é que não vou atrapalhar... Quick Attack e Gravity. – Sussurrou enquanto Chimchar ia para sua costumeira posição em seu ombro.

Dando uma espreguiçada após ter se erguido o Pokémon metálico saltou para frente antes de desaparecer por completo. Instantes antes que a rocha atingisse Liza ele reapareceu interpondo os dois. Com um movimento suave e rápido de sua cauda estraçalhou o objeto, quebrando-o em muitas pedras menores que felizmente não chegaram a atingir a adolescente. Abrindo a boca, Sileon criou uma esfera azul petróleo em frente à mesma e disparou-a para cima. Enquanto erguia voo deixava para trás uma fumaça de mesma cor, mas que parecia mais densa do que normalmente se esperaria de um vapor. Ao atingir uma altura considerável o orbe implodiu, derramando uma espécie de “chuva não líquida” sobre o estádio. O efeito fora instantâneo, intensificando a gravidade em um raio de algumas dezenas de metros quadrados. Com os corpos mais pesados por causa disso, Torterra e Bouterro foram forçados contra o solo, o primeiro despencando da posição onde estivera e o segundo tendo de se apoiar sobre os braços para não bater de cabeça. Sem serem mais pressionadas umas contra as outras, as ondas de vento deixaram-se dissipar, soltando as pessoas que estavam presas em seu interior. Já tendo antecipado que elas poderiam se machucar, Sileon apertou o passo e começou a pegá-las uma a uma, colocando-as sobre suas costas e depois as deixando deslizar para o solo em segurança. Enquanto o fazia, os quatro indivíduos que deveriam estar batalhando olhavam para ele, perplexos.


- “Extraordinário. Mesmo com a gravidade nesse patamar ele consegue se mover com grande agilidade e velocidade sem nem se incomodar com a mesma...” – Pensou o campeão, chocado com tal fato.

- “...Mas de que realidade veio esse Pokémon?!” – Completou o treinador, aparentemente tendo seguido a mesma linha de raciocínio de seu contendor.

- Ai ai...Até ele ficar interessado em alguma coisa é complicado, mas depois que fica adora se exibir... – Comentou Felipe, coçando a parte de trás da cabeça. – Ei, não se esqueça de desabilitar o Gravity depois!

- Chimchar... – Concordou o símio de fogo, acenando afirmativamente com a cabeça.

Após ter resgatado o último dos torcedores o mamífero metálico olhou para cima e dobrou uma de suas orelhas por alguns instantes. Quase como se fosse programado para responder a este sinal a “chuva” parou imediatamente, fazendo a gravitação do local voltar ao normal. Sem ter mais o peso adicional sobre suas costas as pessoas conseguiram levantar e voltar para seus assentos. Sileon, ao seu tempo, voltou para onde estivera antes da agitação e deitou-se para dormir um pouco.


- É sempre assim. – Suspirou o ruivo, olhando para o quadrúpede. – Depois de causar toda essa algazarra ainda é cara de pau desse jeito para dormir. Bom, não se pode fazer nada sobre isso até porque ele merece. – Reparando que os quatro guerreiros estavam sem ação, ergueu-se e gritou para eles. – Oi! Agora que estão todos estão salvos por que vocês não continuam a final?

- Ele está certo, Jack! – Exclamou o campeão, voltando-se para seu adversário. Um olhar determinado estava estampado em sua cara. – Terminaremos este confronto e decidiremos de uma vez por todas quem de nós ira se erguer vitorioso!

- Takuto... – Disse o treinador, ainda um tanto desorientado. Voltando a si piscou os olhos algumas vezes antes de expressar o mesmo semblante que o outro.- Sim! Vamos com tudo, Torterra! – Em resposta ao entusiasmo de seu mestre, o Pokémon tartaruga bramiu fortemente. – Use Giga Impact!

- Usando um ataque de altíssimo poder para terminar com tudo de uma vez... – Julgou o primeiro, surpreso com o comando do segundo. – Dois podem fazer esse jogo! Bouterro, Frenzy Plant!

Avançando contra seu opositor o cágado continental foi coberta por uma onda de energia invisível. Uma luz alaranjada surgiu em frente ao seu rosto, logo se transformando em um grupo de estrias de mesma tonalidade. O espaço entre estas logo foi coberto por um intenso manto roxo. Tendo seu corpo delineado por uma aura esverdeada o gigante gentil pisou o solo de maneira similar a um lutador de sumo. Raízes gigantes dotadas com espinhos germinaram ao seu redor, criando uma espécie de muralha de roseiras a sua frente. Mais determinado do que nunca Torterra acelerou até atingir a velocidade máxima que conseguia – algo em torno de trinta e sete quilômetros por hora. Reagindo à sua aproximação, mais vinhas brotaram do solo e começaram a investir sobre ele, chicoteando-o sem dó. Seja pelo fato de já estar esgotado, ter sido bastante judiado durante o curso da batalha ou o simples e insaciável desejo de vitória o Pokémon tartaruga não se importou muito e chocou-se contra o muro vegetal. Começara ali uma luta que avaliaria a resistência dos dois combatentes.


- “Uma coisa é garantida; não será uma grande surpresa quem vai vencer. É só analisar o decorrer da batalha e você logo descobre.” – Pensou Ragna, com um sorriso calmo em sua face.

- Jack... Venceu... – Sussurrou Mary, olhando para o campo de batalha sem reação, quase em um transe hipnótico. Diante de tal afirmação todos que estavam ao seu redor tornaram-se para ela, surpresos.

- Ugh! – Cuspiu Felipe por entre os dentes, pressionando a palma da mão contra a testa de imediato. Uma súbita dor de cabeça havia lhe atingido, mas era muito mais forte do que deveria ser. Parecia que seu cérebro estava sendo pressionado por um pedaço de carvão em brasa. – “Essa sensação... Isso só acontece quando ele... Não, nem mesmo assim é tão forte quanto agora...” – Ponderou, sendo observado pelos preocupados Chimchar e Zorua. Estranhamente, alguns poucos segundos depois, a agonia passou quase que em um passe de mágica. – Estou bem. Não se preocupem...

Esboçando um sorriso cansado o colosso da floresta olhou para frente tranquilamente enquanto Torterra rasgava por entre as raízes de espinhos e chocava-se com tudo contra seu peito jogando-o para longe. Chocando-se contra o solo e sem mais forçar deixou-se nocautear, satisfeito por ter encontrado um adversário poderoso. Os segundos seguintes passaram em câmera lenta enquanto os fãs erguiam-se de seus assentos e começavam a saltar, berrar e aclamar o nome daquele que derrotara o campeão de Sinnoh em uma batalha.

- Bouterro está fora de combate! – Anunciou claramente Liza, de modo que todos os presentes pudessem ouvir. – O que significa que o vencedor deste torneio é o participante Jack!

- Yahoo! – Gritou a plenos pulmões David, socando o ar de alegria. – Ele conseguiu vencer e ainda por cima de um campeão da Sinnoh League!

Sobre a arena o treinador olhava para frente sem entender muito bem o que acontecera. Seu Pokémon encontrava-se com dificuldades para ficar de pé, mas isso devia ser apenas pela fatiga acumulada. Uma boa noite de sono e deveria estar totalmente recuperado quando a manhã raiasse. Estava mais preocupado com a sensação de vazio que sentia corroendo suas entranhas. Aquela vitória estava estranhamente vazia, e sabia o porquê disso. Quando se deu conta Takuto estava a sua frente com uma mão estendida.

- Meus parabéns. – Falou, sem demonstrar nenhum ressentimento. – Foi a primeira vez em meses que eu me diverti tanto em uma batalha. Foi uma conquista digna.

- Não, isso não foi um triunfo. – Disse o treinador, quase rindo de si mesmo. Isso deixara o campeão um tanto confuso. – Não posso chamá-la disso se não enfrentei e derrotei Darkrai e Latios. Isso está mais para um empate.

- Entendo. – Compreendeu o primeiro, com o espírito apaziguado. Olhando para o outro, sorriu cansado. – Então, que tal termos uma revanche daqui a alguns meses? – Perguntou, enquanto Bouterro aproximava-se por detrás. A visão dele fez com que a chama reavivasse nos olhos de Torterra.

- Quando você quiser. – Respondeu o segundo, apertando saudosamente a mão que lhe fora erguida.

Após a cerimônia de premiação e encerramento das batalhas, os poucos indivíduos que participariam no triátlon voltaram para os alojamentos em que estavam, muito embora grande parte estivesse voltando para a estrada e suas jornadas. Tanto Takuto quanto Tamarazashi optaram por permanecer no local por mais um dia e assistir o evento esportivo. Retornando ao palacete da governanta o grupo de jovens fora recepcionado por um jantar especial de comemoração. Começara com sopa de cogumelos e salada de vegetais. Em seguida, carne de Miltank temperada com especiarias, macarrão ao molho branco e frutas silvestres. Por fim, uma taça de sundae com cobertura de chocolate. Todavia, antes que pudesse se deliciar com tal sobremesa, o celular do ruivo começou a vibrar em seu bolso. Pedindo licença, retirou-se da mesa e andou até encontrar um local aonde tinha certeza de estar sozinho.


- Aqui é o Dark Fire. – Identificou-se, empregando um tom mais sério do que o habitual. – Pode falar Professor.

- Bem que cheirei um problema quando o Howard me informou que resolveste indicar a Tricky Cute. – Falou o homem, sério. Pelo tom era possível deduzir que não estava para brincadeiras. – Não foste tu que disse que ela é muito imatura para os exames? – Perguntou, desconfiado do verdadeiro motivo.

- E pelo que eu me lembre foi o senhor me disse que a experiência de campo em combinação ao seu talento fariam dela uma ótima agente no futuro. – Rebateu o primeiro, virando as palavras do veterano contra ele mesmo.

- Tudo bem então. – Suspirou o mentor, sabendo que perdera essa. Quando queria, Dark Fire podia usar todos os argumentos possíveis para convencê-lo a fazer algo que não queria. – Agora, porque não me conta o que o que quer?

Tomando fôlego antes de prosseguir a conversa, Felipe explicou tudo que lhe ocorrera desde a noite passada. O encontro com Omni, a ameaça do Team Prism, os Ten Deadly Claws... Tudo. Quando terminou já haviam se passado vinte minutos e o som pesado da respiração emitido pelo telefone mostrava que ele estava visivelmente apreensível.

- Entendo... E eu achando que essa missão seria simples de se resolver... O que queres fazer? – Questionou, sem ideias de como solucionar o problema.

- Sei que isso vai parecer loucura, mas gostaria que mandasse todos os outros membros da minha equipe. – Respondeu o treinador, irredutível quanto a isso. – Mesmo com eles aqui a proporção ainda será de dois para um em relação aos mercenários. Se somarmos aqueles que eu vim procurar, esta equação se torna mais sombria ainda... – Discorreu, lembrando-se do motivo que o levara à Zixus.

- Como você quiser, mas acho bom informá-lo que no momento apenas Júlia e Ryuuhei estão aqui. – Reportou o mais velho, sereno. Mesmo assim, era estranho que ele não usasse os codinomes. Isso só podia significar que ele realmente havia percebido que a situação era urgente. – Ren deve voltar em duas semanas e Zan em cinco ou quatro, dependendo de quão rápido for. Irei alertar o Howard imediatamente para mandá-los para aí.

- Um momento. – Pediu o segundo, um tanto nervoso com a resposta que seria dada ao seu pedido. – Gostaria de solicitar que ela viesse comigo. Caso ele se liberte ela é a única que conseguirá acalmá-lo. – Articulou, tendo conhecimento de que esta habilidade seria útil e vital no futuro.

- Também havia pensado nisso no momento em que falaste dos Ten Deadly Claws. – Revelou o Professor, sem, no entanto, impressionar o adolescente. Ele podia ser rabugento as vezes, mas tinha uma cabeça muito boa para resolver coisas deste tipo. – Já que estás de acordo, irei informá-los da sua decisão. Fim de transmissão. – Concluiu, desligando o telefone.

Um sorriso brotou por entre seus lábios assim que depositara o celular no bolso. Fazia meses que todos não se reuniam ao mesmo tempo, afinal sempre havia dois ou três que estavam em alguma missão. Tê-los todos reunidos em Zixus era o melhor presente que poderia receber. Ajoelhando-se olhou para Sileon e coçou atrás de sua orelha.

- É parceiro, parece que conseguimos um pessoal da pesada para nos ajudar. – Sussurrou, ao passo que o ser de metal nada fez além de assentir com a cabeça.

[Continua]

Prévia:
Olá a todos os meus fãs! Aqui quem vos fala é o maravilhoso David! Agora que o Jack venceu o torneio de batalhas o triátlon irá começar. Nele Felipe, May e Ragna irão participar. Mas será que poderão triunfar tendo de enfrentar as táticas brutais de outros competidores? Não percam: Begin of the Triathlon! A New Friend – Theodore Farell!

Fatos Importantes:
• A batalha entre Bouterro e Torterra começa.
• Após uma árdua luta, o cágado continental derrota seu oponente.
• Jack vence o torneio.
• Felipe revela ao Professor sobre os estranhos acontecimentos nas últimas noites.
• Quatro jovens misteriosos, Júlia, Ryuuhei, Ren e Zan tem sua ida a Zixus confirmada.

Notas:
Rail Fence: Movimento Grass com alto poder defensivo. Se usado depois do movimento adversário corta o dano deste pela metade, mas perde a mesma quantia na força de ataque.
Kiku Arashi: Ataque voador com força devastadora. Por sua aparência muitos pensam que se trata de um golpe vegetal. O nome vem de Crisântemo (Kiku) e Tempestade (Arashi).
Mad Lariat: Movimento Fighting que utiliza a diferença de peso entre o usuário e o alvo. O usuário também pode acabar por se machucar se o peso do rival for maior do que o seu próprio.
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