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Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Hyurem em Qui 14 Jun 2012 - 18:19

Cara, chocado

Realmente esse cap esclareceu aquela minha dúvida. Mas criou outras dez!
A história foi ótima, como sempre, e não notei nenhum erro. As vezes é bom pôr um cap somente de introdução, principalmente esse que creio que é extremamente importante para a história.
Postou bem mais rápido, hein?

Continue assim!
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Dusknoir em Qui 14 Jun 2012 - 20:39

Olá DZ!

Hey, que capítulo ein... Muitas coisas foram esclarecidas, porém muitas outras dúvidas me surgiram.

Ótimo capítulo, não percebi nenhum erro e adorei a introdução do personagem Omni me pergunto se ele é algum pokémon disfarçado ou se é uma divindade nova... LOL quantas dúvidas!

Continue postando pois estou curioso u.ú

P.S.: ainda tenho medo daquela mulher que cheirou a rosa envenenada...
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por -Lucks em Sex 15 Jun 2012 - 10:14

Oi Dark.

Ainda não tive tempo de ler todos os capítulos, porque ela já está grande, portanto lerei o resto aos poucos. Mas do que li (que foram alguns capítulos) gostei bastante da história, narração boa, boa descrição, muito interessante. Achei alguns erros de ortografia por aí, mas nada que estrague a Fic. Continue o bom trabalho, irei acompanhar.

@Miss Zero: Post do Evil UchihaNot (que era, logo mais abaixo), apagado por ser considerado flood.
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por DarkZoroark em Dom 17 Jun 2012 - 12:11

Olá a todos. Estou trazendo aqui um novo capítulo para a fanfic. Deixo um aviso prévio de que o próximo talvez demore mais tempo, pois irei enfrentar duas semanas de provas (do dia 20 até o dia 02). Pode ser que eu consiga postar um ou dois capítulos, mas se não der, esse é o motivo. Vamos agora aos comentários:

Hyurem: Olá cara. Dez dúvidas?! lol Obrigado pelos elogios. Concordo com você que ás vezes é bom ter um capítulo que sirva apenas como introdução, mas esses são os que me dão maior preguiça de escrever (não rola ação...) Sim, e espero continuar a postar nesse rítimo. Espero que goste desse capítulo.

Dusknoir: Saudações. Criei dúvidas em todo mundo, ao que parece... hehe. Obrigado pelos elogios. Quanto ao Omni, isso só será revelado mais para frente durante a fanfic. Espero que este capítulo seja do seu agrado.

elite1: o/ Novo leitor (e parceiro). Isso já era de se esperar (os primeiros capítulos estão enormes ^^'). Obrigado pelos elogios. Pode deixar que continuarei assim. Vamos ver o que vais achar desse capítulo.

Deixo com vocês o capítulo:

Mary's Kidnapping! Shadows in the Night!


Acalmando-me novamente, agachei-me e peguei as duas pokéballs que a coordenadora deixara cair. Sons de choro eram emitidos de dentro dos objetos. Com pena dos dois pokémons que ali residiam, libertei-os de seus envoltórios externos. Os dois seres que apareceram eram Pandeeba e a Buneary Shiny de Mary.

- Ainda falta um. – Constatei, tornando-me para Chimchar logo depois. – Pode olhar debaixo da cama, por favor? – Indaguei, tentando esboçar um sorriso.

- Chim. – Aceitou o Pokémon, assentindo com sua cabeça.

Deslizando para baixo do leito, o pequeno símio apagou a chama de sua cauda, com medo de começar um incêndio. Enquanto ele averiguava, a dupla de quadrúpedes tentava acalmar os dois que choravam. Passei a examinar o quarto da garota, procurando por alguma pista que nos levasse aos culpados. A porta não havia sido trancada, o que não soube julgar se fora pela idade de Mary ou pelo sono induzido a ela por causa dos soníferos. O fato de que as pokéballs da garota estavam no chão podia significar que elas haviam caído de suas mãos quando a sequestraram e que não tinham percebido, pois, se tivessem, certamente levariam, pelo menos, a de Buneary. Foi quando me recordei da cesta de presentes que haviam nos entregue. Passei a percorrer com o olhar o quarto da criança até achá-la. Ela não comera muito, mas havia um pão com mordidas muito pequenas para serem humanas. Isso me dizia algo interessante; que os soníferos só haviam sido ministrados antes do jantar e que, sendo assim, deveriam ser muito potentes. Ao tornar-me para a cama, percebi que Chimchar saía de baixo dela, trazendo em uma de suas mãos uma pokéball, a qual imediatamente me entregou. Sem rodeios, lancei-a para cima, retirando de seu interior um confuso Ralts. Infelizmente, Zorua e Shinx não tiveram o mesmo êxito; conseguiram acalmar Pandeeba, mas não a coelha rosa, que continuava a espernear. O Pokémon macaco decididamente aproximou-se de Buneary e tentou confortá-la, limpando, com o indicador, uma lágrima que escorria pelo rosto dessa. Agradecida com a gentileza, a roedora recompôs-se e parou de chorar.


- Vocês poderiam dizer-me o que aconteceu? – Perguntei, forçando-me a usar de um timbre suave e controlado, para não alarmar ainda mais o trio já assustado.

Sem pronunciar sequer um som, Ralts se aproximou e encostou a mão em meu peito, fechando seus olhos logo em seguida. À medida que ele se concentrava, a coloração de seus chifres mudava, passando de rosa para um forte azul. Poucos instantes depois passei a receber imagens mentais de como toda a ação ocorrera. Quando tudo terminara, sentia-me ainda pior por dentro devido à maneira rude como os bandidos arrebataram a criança. Mantendo o controle e a calma, locomovi-me até a janela e saquei duas das minhas Friend Balls, lançando, de dentro delas Gyarados e Sneasel. Os dois mostravam-se um tanto sonolentos, mas, ao perceberem minha expressão, ficaram sérios.


- A situação é a seguinte; sequestraram a Mary. – Falei, agindo com frieza. – Precisamos trazê-la de volta, custe o que custar. Posso contar com a ajuda dos dois? – Indaguei, preocupado com o fato dos dois terem acordado há pouco.

Para minha felicidade, os dois consentiram alegremente em auxiliar. Prontamente saltei pelo para-peito da janela para o exterior, pisando sobre a grama fresca. Acompanhando-me vieram Zorua e depois Chimchar, este carregando Shinx sob o braço. Ralts, Buneary e Pandeeba tentaram nos acompanhar, mas imediatamente impedi-os pondo a mão em frente à vidraça.


- Fiquem aqui. Não se esqueçam que, mais tarde, vocês terão de batalhar. – Lembrei-os, tentando impedi-los de se machucar. – Nós a traremos de volta. Eu prometo. – Assegurei, esboçando um leve sorriso logo após.

- Pandee! – Concordou o Pokémon urso, constatando que não adiantaria em nada reclamar.

- Certo. – Falei, fechando a janela. Tornei-me para meus parceiros, que me encaravam, atentos, aguardando por algum comando. – Vamos caçar.

Zelando por uma busca silenciosa, alertei a todos para que se locomovessem lentamente. Instintivamente, Chimchar e Zorua tomavam a dianteira, o primeiro atentando-se aos sons e o segundo aos cheiros. Shinx tentava, ainda que sem muito sucesso, imitar a dupla enquanto caminhava ao meu lado. Logo atrás vinham Gyarados e Sneasel. Aquele agia defensivamente, como que para proteger a retaguarda enquanto esse, montado sobre a cabeça do outro, usava de seu ponto de vista mais elevado e procurava por qualquer anormalidade. Enquanto andávamos constatei uma terrível verdade; não fora apenas os alimentos do palácio de Liza que foram combinados com um potente sonífero, mas sim de todo o vilarejo. A prova disso era um treinador que dormia no chão, evidentemente dopado. Observando isso parei de andar e sinalizei para que os outros também se detivessem.

- Sneasel, Chimchar, subam para o telhado e avancem por lá. – Empreguei, com uma calma estranhamente fria. – Se o fizermos, teremos uma maior extensão do campo de busca e, dependendo das circunstâncias, da arena de batalha. – Expliquei, mostrando aos dois porque fazê-lo.

Após os dois seres bípedes assentirem, a fuinha das sombras virou-se para direção de uma das casas no local e fez com que suas garras crescessem e se alongassem, até atingir as calhas da fundação. Como que entendendo o recado, o símio de fogo saltou sobre uma das extensões de seu parceiro e agilmente escalou-a até chegar ao teto. Atentando-se ao fato, Sneasel pegou impulso e atirou-se para cima, planando no ar enquanto suas garras voltavam ao normal e, logo após, pousou próximo ao Pokémon macaco. Sem demora, a dupla partiu correndo por cima dos telhados, pulando de um para o outro quando o primeiro chegava ao seu fim. Sem tardar, apertei o passo e passei a acompanhá-los seguido de perto pelo restante do grupo. Passados alguns segundo, a chama na cauda de Chimchar passou a brilhar com menor intensidade. Um sorriso misto de felicidade e apreensão tomou conta de minha face, pois sabia o que aquilo significada. Afinal, tínhamos treinado esse sinal por meses afio.


- Eles os encontraram. – Falei, detendo o passo. Tornei-me para a direita, aonde havia uma pequena ruela ligeiramente mais estreita que o local aonde nos encontrávamos, mas que, mesmo assim, deveria ser capaz de comportar um ser de grande porte como Gyarados.- Vamos lá. – Liderei, chamando a atenção do quinteto.

Para minha surpresa, a viela era mais espaçosa do que eu imaginava e isso dava grande liberdade para nos movimentarmos. Até mesmo o grande dragão marinho parecia confortável ali. Passados alguns momentos, consegui distinguir alguns murmúrios à distância. Chimchar, constatando o mesmo, saltou para cima do meu ombro, seguido por perto de Sneasel. Os ruídos tornaram-se frases sussurradas quando nos aproximamos da esquina. Imediatamente desacelerei, sendo imitado pelos outros. Encostei-me na parede próxima a curva da rua e olhei na direção de onde vinham as vozes. Era um grupo composto por meia dúzia de indivíduos ao todo. Trajavam longas camisas negras, sem nenhum detalhe aparente, sob um manto roxo que lhes cobria a parte superior do tronco. Suas calças eram grossas e cinzentas, com alguns poucos detalhes de tonalidade violeta. Pesadas botas de couro púrpuras era usadas em seus pés. Estreitei mais o meu campo de visão, sondando com mais detalhe a cena. Nas mãos de um deles, um cetro de madeira com uma grande pedra rosada jazia. Sobre o ombro de outro, o corpo inerte e adormecido de Mary repousava tranquilamente. Sinalizei com os dedos para que meus parceiros se calassem, de modo a poder ouvir a conversa com maior número de detalhes.


- Por que você a trouxe? – Indagou um deles para o que segurava Mary, evidentemente furioso. – Nossa missão era apenas pegar a Psychic Gem e dar o fora! – Lembrou, incrédulo com a atitude do parceiro.

- Você não sabe de nada! – Respondeu o sequestrador, silenciando o primeiro. – Os pais da menina aqui são dois empresários ricos. Uma boa quantia pelo resgate dela não seria uma má ideia. – Falou, já sonhando com o dinheiro.

- Não é uma ideia tão ruim. – Pesou um terceiro, com uma frieza muito estranha. – Ainda mais agora que o chefe contratou novos oficiais. – Falou, evidentemente desgostoso com o fato. – Francamente, não me importa que sejam os melhores do mercado, mas seis milhões por apenas dez pessoas é dinheiro jogado fora. – Reclamou, cuspindo no chão logo após.

Gelei quando o homem terminara a frase. Torcia para que eles não estivessem falando sério, mas quais eram as chances disso? Até onde sabiam, eram as únicas pessoas acordadas num raio de algumas dezenas de quilômetros quadrados. Por que precisariam mentir? Finalmente, respirei fundo e aceitei o fato, tomando uma personalidade mais sombria enquanto o fazia.


- Team Prism... Isso muda tudo. – Sussurrei, retirando minha adaga de dentro da manga. – Zorua, use sua habilidade Illusion e faça um Diglett. – Pedi, calmo. – Sneasel, acha que pode usar suas garras para cavar um círculo ao redor deles sem que saibam? – Indaguei, encarando-o. O Pokémon silenciosamente assentiu com a cabeça, embora mostrasse um pouco de dúvida no olhar. – Obrigado.

Lentamente, a fuinha gélida fez com que um par de suas garras crescesse até adentrar o solo, fazendo um barulho quase inaudível ao perfurá-lo. Zorua, ao seu tempo, fez com que seus olhos emitissem um brilho ciano enquanto uma aura púrpura revestia seu corpo. Logo depois, uma nuvem sombria começou a formar-se em frente a ele, dissipando-se alguns momentos depois. De repente, saindo do subsolo, uma minúscula cabeça morena que continha apenas dois olhos castanhos e um nariz rosa avermelhado.

- Agora, faça com que ele se mova enquanto nosso parceiro faz seu trabalho. – Sistematizei, sem retirar os olhos do grupo de sequestradores. – Assim iremos dificultar que eles descubram sobre nosso plano. – Expliquei, valorizando o significado do ato.

- Zoru! – Respondeu o mamífero, concentrando-se em sua tarefa.

- Chimchar, Gyarados, se algo der errado no plano, preparem-se para lutar. – Preveni-os, ao mesmo tempo em que os alertava sobre a possibilidade.

À medida que as garras do Pokémon fuinha se aproximavam, o clone da pequena toupeira avançava também, cantarolando o próprio nome. A ilusão era de tal perfeição que, se não tivesse visto a raposa das trevas fazê-lo, pensaria que era real. Repentinamente, a conversa do grupo de larápios parou, enquanto o som de terra rachando aproximava-se deles.


- Que droga de som é esse? – Indagou uma mulher, assustada. – Não era para todos estarem dormindo?

- E estão. – Assegurou-lhe aquele que tinha Mary sobre o ombro, virando a cabeça para todos os lados, quando, de repente, encontrou o falso Diglett. – Deixem para lá. É só aquele baixinho ali. – Falou, acalmando a todos.

Enquanto o grupo se acalmava, a cópia movimentava-se, descrevendo um círculo ao redor deles. As faces dos bandidos mostravam expressões confusas mediante ao comportamento dela. Pouco depois, o pequeno ser retornou pelo mesmo caminho, cantarolando. Ao dobrar a esquina e voltar para frente de Zorua, o pequeno ser se desfez em uma nuvem de fumaça sombria.


- É por isso que não gosto de fracos. – Comentou um deles, irritado com a ilusão. – São todos uns idiotas.

- Não gostas de ti mesmo, então. – Brincou a mulher, rindo enquanto seu companheiro lentamente ruborizava.

- Calem-se! – Ordenou o que tinha a Psychic Gem, tentando acabar com uma discussão que ainda não começara. – Vamos embora logo de uma vez! – Comandou, virando-se para sair do vilarejo.

Entretanto, isso não ocorreu. Muito pelo contrário, os dois começaram a discutir. Mesmo sem eles elevarem suas vozes, dava para perceber que se irritavam cada vez mais. Vendo a discussão, tornei-me para o grupo de pokémons, que aguardavam por novas instruções.


- Gyarados, Hydro Pump por dentro do buraco. – Falei, com um tom calmo. Em seguida, foquei minha atenção sobre Chimchar. – Suba para o telhado. Se eles tentarem escapar pulando, sinta-se livre para usar o Grass Knot. – Conduzi, sem descartar essa possibilidade.

Concordando com um aceno positivo da cabeça, o pequeno símio deu um leve pulo e alcançou o telhado, movendo-se silenciosamente até o ponto mais alto desse. O dragão marinho, por sua vez, rugiu em uma baixa tonalidade e disparou de sua boca uma forte rajada de água, que adentrou ferozmente a toca. Conforme o ataque seguia o curso feito anteriormente pelas garras de Sneasel, a terra sobre ele estourava, dando lugar a uma série de pilares do líquido. Esta, consequentemente, envolveu os adversários em um paredão de incrível pressão ao redor de nossos adversários. Como eu havia pensado dois deles tentaram escapar saltando por cima da muralha. Prontamente, o Pokémon macaco deixou que seus olhos tomassem uma coloração esverdeada. No instante seguinte, dois enormes vinhas desprenderam-se do solo e prenderam-se cada uma em um dos bandidos, jogando-os de volta para dentro do círculo e deixando-os inconscientes.


- Quem está aí?! – Gritou um deles, furioso com o desmaio temporário de seus companheiros. – Apareça já e venha nos enfrentar! – Desafiou, cego de raiva.

- Parece que não temos escolha. – Admiti, dando de ombros. – Até porque não conseguiremos resgatar Mary se continuarmos aqui. – Justifiquei, calmo.

Ergui-me e virei a quadra, andando na direção do anel de líquido passo após de passo. Sneasel estrategicamente pulou para cima das telhas, juntando-se ao outro bípede. Zorua corria a minha frente, com os pelos ao redor do pescoço eriçados. Gyarados vinha atrás, levando o pequeno leão sobre sua cabeça. Quando o círculo de água se desfez, pude perceber que as faces dos adversários encontravam-se brancas e pasmas.


- Como? – Gaguejou um deles, suando frio. – Todos deveriam estar dormindo, então como você está acordado?! – Indagou, enfurecendo-se.

- Digamos apenas que um passarinho me contou sobre a artimanha de vocês. – Brinquei, referindo-me à Omni. – Agora, por que não fazemos uma troca? A Psychic Gem e Mary pela sua liberdade? – Perguntei, mantendo-me calmo.

- E se por acaso não aceitarmos? – Questionou um dos sequestradores, já sacando uma pokéball para um provável confronto.

- Que bom você ter perguntado. – Falei, esboçando um sorriso. – Infelizmente, terei de acabar com sua raça. – Terminei, com um tom sério e frio.

- Até parece que isso irá acontecer. – Riu um deles, excedendo-se em confiança. – Mothim, Bug Bite! – Exclamou, lançando uma pokéball para frente.

Saindo do objeto, uma mariposa com quatro asas brônzeas apareceu em campo. Um par dessas era grande, enquanto as do outro eram pequenas, mas todas possuíam círculos laranja adornando-as. Três cristas alaranjadas nas extremidades das maiores e duas nas das menores. Sua cabeça era negra, com dois grandes olhos com cor de tangerina e antenas prateadas sobre o crânio. Seu dorso possuía a mesma cor que sua face, mas, diferentemente dessa, era entrecortado na altura do ventre por uma faixa com matiz semelhante à dos olhos. Seus braços e pernas eram diminutos e cinzentos. Na parte inferior de seu corpo, possuía uma pequena cauda que se dividia em duas à medida que se distanciava do corpo. Sem esperar nem um instante, a mariposa lançou-se em nossa direção ao mesmo tempo em que suas presas cresciam alguns milímetros e eram envoltas por um brilho branco.

- Só isso que vocês têm para mim? – Questionei, suspirando de desapontamento e decepção. – Gyarados, pode fazer-me o favor de usar o Stone Edge? – Pedi, olhando para a grande serpente.

Urrando em um misto de raiva e desafio, o dragão marinho envolveu-se por dois anéis azuis e diagonais ao redor de seu corpo, contrastando com sua pele vermelha. Em seguida, os aros transformaram-se em pedras, que automaticamente atiraram-se para cima do pokémon inseto. Esse, sem ter como reagir, acabou por ser atingido pela chuva de estilhaços e foi lançado para trás, nocauteado.


- Gyarados, você vem treinando, não é mesmo? – Indaguei, curioso devido ao poder demonstrado por ele. – Estás bem mais forte. – Elogiei, sorrindo.

- Gyaaa... – Assentiu o grande Pokémon aquático, encabulado.

- Calem-se! – Gritou um dos adversários, arreganhando os dentes. – Não fiquem tão confiantes só porque venceram um dos nossos pokémons! Agora testemunharão o verdadeiro inferno! – Exclamou, furioso. – Herdier, use o Thunder Fang! Glameow, Headbutt! – Comandou, lançando duas pokeballs para frente.

Surgindo rapidamente de dentro dos objetos, dois seres quadrúpedes passaram a avançar em nossa direção. O primeiro era um ser semelhante a um cão. Em sua face possuía uma grande abundância de pêlos cor de creme, formando uma espécie de “bigode” sob seu nariz. Acima de seus olhos existia uma crista de três pontas com a mesma tonalidade. Suas orelhas eram longas e ovais. A felpuda pelagem sobre seu tronco possuía uma coloração azul escuro. O resto de seu corpo era alaranjado. O outro se assemelhava fielmente a um felino acinzentado com uma cauda em formato de mola. Sua cabeça possuía o formato de uma lua crescente, culminando em duas orelhas triangulares de pontas brancas. Seu focinho era branco, o nariz negro e as sobrancelhas, rosas. Seu pescoço era longo e fino. Cada um dos dois usava um ataque distinto. O primeiro avançava ao mesmo tempo em que suas presas geravam uma quantidade significativa de eletricidade, enquanto o segundo avançava enquanto estrias brancas rodeavam sua testa.


- Idiotas. – Falei, tranquilo. – Sneasel, Blizzard. Shinx, Thunderbolt. – Sussurrei, olhando friamente para os dois que avançavam.

Atirando-se na direção de seu adversário, a doninha das trevas teve a pedra sobre sua testa tomada por um brilho dourado. Ao abrir a boca, lançou uma intensa tempestade de neve contra seus adversários. Tentando ajudá-lo, o pequeno leão começou a envolver-se por faíscas cianóticas, que logo se tornaram um véu de eletricidade. Emitindo um som semelhante àquele feito por filhotes recém-nascidos, lançou um poderoso relâmpago na direção dos oponentes. Estes, sem terem como reagir, acabaram por serem atingidos pela combinação de ataques e jogados para trás, caindo ambos nocauteados.


- Será que vocês não têm nada mais forte para nos enfrentar? – Protestei, decepcionado com os desafios apresentados. – Agora sei por que vocês tiveram que dopar a todos para fazer essa missão. – Ri, sorrindo calmamente.

- O que queres dizer com isso? – Indagou um dos bandidos, cego de raiva.

- Simples; são muito fracos para agirem sem ser por meio de trapaças. – Respondi, esclarecendo a duvida deles.

- Vou lhe mostrar quem é fraco. – Falou um deles, sacando quatro pokéballs. – Golbats, Air Slash! – Comandou, salivando pelos lados da boca de tanta raiva.

- Vocês também! – Falaram outros dois, lançando mais duas esferas cada.

Em instantes, oito seres semelhantes a morcegos apareceram em campo. As membranas de suas asas e o interior de suas orelhas eram violeta. Tinham bocas que eram grandes e que continham quatro presas, brancas como marfim. Seus olhos eram pequenos e suas íris encontravam-se dilatadas. Ambos possuíam um par de patas com apenas um dedo cada. Suas orelhas eram pequenas e triangulares. Agindo como um exército bem coordenado, o grupo de mamíferos voadores cruzou as asas sobre suas faces enquanto essas eram acometidas por um brilho cianótico. Abrindo-as rapidamente, lançaram múltiplas serras em formato de disco que, ao juntarem-se, formaram um enorme anel laminado de ar.


- Esse pessoal não aprende mesmo... – Comentei, em um tom irônico. – Chimchar, Zorua, Dark Flame. – Comandei, com indiferença no olhar. – Sneasel, aproveite-se da confusão que isso dará e resgate Mary. – Sussurrei, certificando-me de que os sequestradores não ouvissem.

Tendo seus olhos tomados por um brilho índigo, o Pokémon raposa abriu sua boca e projetou em frente a ela uma esfera de anéis azuis marinhos. Com um brado de vitória, o canídeo disparou dúzias e mais dúzias de círculos negros rodeados por uma aura arroxeada contra seus adversários. Movendo-se ao mesmo tempo, o pequeno macaco criou em frente a si um orbe feito de chamas vermelho-alaranjadas, que, passados poucos segundos, liberou uma forte labareda. Esta, ao se combinar com a investida de Zorua, teve sua coloração escurecida até ficar negra e tornarem-se exponencialmente mais quentes. Quando ouve o choque entre as combinações de movimentos, Sneasel lançou-se velozmente até o local aonde um dos sequestradores mantinha Mary. O homem, que mantinha os olhos postos na disputa entre o fogo e a lâmina de vento, reagiu tarde de mais para se proteger do chute dado pela fuinha sombria em sua face. Desequilibrado por causa do golpe acabou por jogar a coordenadora para cima, mas esta foi rapidamente pega pelo Pokémon, que passou a voltar saltando para junto de nós. Percebendo isso, Chimchar e Zorua aumentaram a força de seus ataques, o que fez com que as chamas negras engolissem o Air Slash e atingissem o bando de Golbats nocauteando a todos eles. Tornei-me para trás e peguei Mary dos braços de Sneasel.


- Obrigado. – Agradeci, sorrindo. Andei em direção a Gyarados e depositei a garota sobre seu corpo. Ela dormia tranquilamente, como se nada tivesse ocorrido. – Posso deixá-la aqui com você? – Questionei, preocupado com a segurança da garota.

- Gyaaa! – Afirmou o pokémon, percebendo a seriedade do pedido.

- Certo. – Confirmei, acenando positivamente com a cabeça. Em seguida, tornei-me para os dois que haviam usado o último ataque. – Vamos lá.

Deixando a ruela, caminhei serenamente em direção ao meio da rua. Assustados, os seis adversários deram alguns passos para trás, caindo sobre os joelhos. Encarei aquele que se encontrava com a Psychic Gem, e ele rapidamente encolheu-se, segurando o bastão com força.

- Não podemos enfrentá-lo! – Gaguejou um dos homens, com os olhos arregalados de medo. – Precisamos fugir daqui!

- Vão em frente e levem o nosso saque de volta! – Falou o que anteriormente possuía a coordenadora consigo. – Eu irei derrotá-lo! – Proclamou, sacando uma pokéball. Esta, porém, era diferente das normais. A parte superior da cápsula era negra com uma listra dourada em forma de “U”. Era uma Ultra Ball.

- Entendido! – Respondeu a mulher, ajudando alguns dos outros a se levantarem. – Os deixo com você.

Aceitando o comando do “bode expiatório” deixado para trás, os cinco membros apressaram-se em sair carregando a Psychic Gem. Sneasel fez menção de segui-los, mas logo deixou essa ideia de lado ao se dar conta que não havia lhe dado permissão. Sem perder tempo, o sequestrador lançou o objeto para frente, pronto para a batalha que se seguiria. De lá, saiu um grande Pokémon bípede primariamente marrom-acinzentado, com o corpo sendo um amálgama de características dos rinocerontes e dinossauros. Devia ter por volta de um metro e meio de altura. Possuía dois chifres prateados em forma de broca, um entre os olhos e o outro no meio da testa. Sua cauda era longa e tinha formato de uma maça. Placas rochosas e laranjas cobriam-lhe boa parte do corpo. Protrusões em formato de lâmina saiam-lhe dos cotovelos e havia buracos nas palmas de suas mãos. Excedendo em confiança, soltou um grito de guerra enquanto eu retirava a pokédex de dentro do bolso e apontava na sua direção.

- Rhyperior, o Pokémon broca. São monstruosamente poderosos e massivamente difíceis de derrotar. Pode colocar pedras sobre os buracos de suas mãos e atirá-las como se fossem balas. Ocasionalmente, atiram Geodudes por acidente. Sua carapaça e resistir a erupções vulcânicas.Informou o objeto, com sua antipática voz metálica de sempre.

- Agora quero ver! – Falou o treinador deste, em tom de desafio. – Mesmo que nos derrotem, meus colegas já estarão a quilômetros daqui!

Irritados com o comentário, Zorua e Chimchar prepararam-se para enfrentar o oponente. Rapidamente, coloquei a mão em frente a eles, surpreendendo-os. O oponente, vendo isto, esboçou um sorriso zombeteiro em sua face.

- É medo que eu estou sentido? – Perguntou, deliciando-se com o som das palavras.

- Deve ser seu desodorante que venceu. – Rebati, estreitando os olhos. – Se fossem circunstâncias normais eu deixaria que eles o enfrentassem, mas em um ponto você tem razão. Não posso perder tempo nessa batalha, se não perderei seus amigos de vista. – Expliquei, retirando uma Friend Ball da manga do casaco. Vendo o objeto, a dupla de pokémons arregalou os olhos. – Por isso, irei dar-lhe a honra de enfrentar... Meu primeiro parceiro. – Falei, lançando o objeto para frente.

[Continua no Próximo Capítulo]


Prévia do Próximo Capítulo:
Saudações. Quem vos fala é o Felipe. No próximo capítulo iremos enfrentar uma parada dura contra aquele membro da Team Prism e seu Rhyperior. Entretanto, contarei com a ajuda de um velho amigo muito especial. Não percam isso e muito mais em: Mais Rápido que a Luz! Sileon, o Metal Veloz, Aparece!

Fatos Importantes:
• É revelado que os sequestradores são membros da Team Prism.
• Felipe resgata Mary.
• Alguns membros da Team Prism escapam levando consigo a Psychic Gem.
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por roberto13 em Dom 17 Jun 2012 - 16:21

Oi!
Foi sacanagem postar três capítulos nas duas semanas com menos tempo que tive... (primeira prova de vest hoje).

A história começou a engatar e isso me agradou bastante. Bom, teve alguns pequenos erros como:

Acompanhando-me vieram Zorua e depois Chimchar
Eu acho que o pronome está errado, o certo, ao meu ver, seria:
Vieram me acompanhando

alongassem, até atingir as calhas da fundação
A vírgula está errada. Não haveria ela.

Passados alguns segundo
Segundos

aonde havia uma pequena ruela ligeiramente mais estreita que o local aonde nos encontrávamos
o segundo aonde era para ser onde

Aonde = para que lugar vai
Onde = local que está

um brilho ciano enquanto uma aura púrpura revestia seu corpo.
Vírgula entre ciano e enquanto. Dois sujeitos (olhos e aura)

Como eu havia pensado dois deles tentaram escapar saltando por cima da muralha
Dois sujeitos (Eu e dois deles) = duas orações - 1 virgula entre pensado e dois.


Comentário vai ser um pouco curto e algumas análises podem estar erradas porque to morrendo de sono hahah.
É isso.
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Hyurem em Qui 21 Jun 2012 - 19:05

Olá!
Perfect! Esses Grunts de equipes más são sempre tão fracos que nem dá graça de enfrentar Rolling Eyes . Para o Felipe, então, deve ter sido um tédio total. Achei muito interessante a maneira com que utilizou a ability Ilusion do Zorua.

Erros:
No instante seguinte, dois enormes vinhas desprenderam-se do solo
Concordância.
Ergui-me e virei a quadra, andando na direção do anel de líquido passo após de passo.
Essa parte achei meio estranha, não sei ao certo se é um erro.
Havia visto mais um, mas não lembro qual é e não o localizei.

Bom, é só. Desculpe não ter comentado antes, tive que estudar para provas ainda nessa semana. Evil or Very Mad

Good Bye!
PS: Valeu por ter feito o upload das Fakédex.
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por DarkZoroark em Qua 11 Jul 2012 - 21:00

@roberto13 escreveu:Oi!
Foi sacanagem postar três capítulos nas duas semanas com menos tempo que tive... (primeira prova de vest hoje).

A história começou a engatar e isso me agradou bastante. Bom, teve alguns pequenos erros como:

Acompanhando-me vieram Zorua e depois Chimchar
Eu acho que o pronome está errado, o certo, ao meu ver, seria:
Vieram me acompanhando

alongassem, até atingir as calhas da fundação
A vírgula está errada. Não haveria ela.

Passados alguns segundo
Segundos

aonde havia uma pequena ruela ligeiramente mais estreita que o local aonde nos encontrávamos
o segundo aonde era para ser onde

Aonde = para que lugar vai
Onde = local que está

um brilho ciano enquanto uma aura púrpura revestia seu corpo.
Vírgula entre ciano e enquanto. Dois sujeitos (olhos e aura)

Como eu havia pensado dois deles tentaram escapar saltando por cima da muralha
Dois sujeitos (Eu e dois deles) = duas orações - 1 virgula entre pensado e dois.


Comentário vai ser um pouco curto e algumas análises podem estar erradas porque to morrendo de sono hahah.
É isso.

Obrigado por apontar os erros. Estava um tanto cansado e por isso não reparei neles. Desculpe-me por isso, mas como tive uma pausa no período das provas aproveitei para adiantar os capítulos. Espero que curta esse capítulo.

@Hyurem escreveu:Olá!
Perfect! Esses Grunts de equipes más são sempre tão fracos que nem dá graça de enfrentar Rolling Eyes . Para o Felipe, então, deve ter sido um tédio total. Achei muito interessante a maneira com que utilizou a ability Ilusion do Zorua.

Erros:
No instante seguinte, dois enormes vinhas desprenderam-se do solo
Concordância.
Ergui-me e virei a quadra, andando na direção do anel de líquido passo após de passo.
Essa parte achei meio estranha, não sei ao certo se é um erro.
Havia visto mais um, mas não lembro qual é e não o localizei.

Bom, é só. Desculpe não ter comentado antes, tive que estudar para provas ainda nessa semana. Evil or Very Mad

Good Bye!
PS: Valeu por ter feito o upload das Fakédex.

Nem te digo. Nos jogos uso só um ataque para acabar com cada poké deles... Na minha opinião, a Illusion seria a mais útil das habilidades devido a suas probabilidades de uso. Obrigado por me apontar esses erros. Espero que goste desse capítulo. PS: Se necessitar de mais alguma coisa, é só pedir.

Mais Rápido que a Luz! Sileon, o Metal Veloz, Aparece!


Surgindo do interior do orbe, um mamífero quadrúpede apresentou-se em campo de batalha. Sua cor primária era um prateado bem claro, mas sua testa, seu tórax e as pontas de sua cauda e orelhas tinham uma tonalidade similar ao azul petróleo, só que mais escuro. Seu nariz era pequeno e negro. Oito “protuberâncias” eram distribuídas ao redor de seu corpo; quatro localizadas na ponta de sua cauda e um par em cada orelha. Essas e seus olhos tinham uma bela coloração púrpura, que lhe dava um ar de mistério. Ao descobrir que havia sido convocado para enfrentar o Pokémon rinoceronte, tornou sua face para trás, exprimindo tédio e aborrecimento com o olhar.

- Desculpe por precisar de sua ajuda tão cedo, mas preciso de sua ajuda. – Justifiquei, sorrindo despreocupadamente. – Acha que consegue derrotar aqueles dois de imediato? – Perguntei, ironizando a questão.

- Só quero ver vocês conseguirem isso! – Esnobou o criminoso, cheio de si. – Rhyperior, destrua-os com Fire Punch! – Ordenou, vangloriando-se com uma vitória ainda não alcançada.

- Esquive em cinco segundos e meio e contra-ataque com Quick Attack. – Falei, tornando-me austero enquanto sincronizava com o mamífero esguio.

Lançando-se como um trem de carga desgovernado, o grande bípede revestiu um de seus punhos em chamas vermelho-alaranjadas. Pouco impressionado, Sileon saltou para direita, desviando com maestria do oponente. Desaparecendo momentaneamente devido à velocidade utilizada e reaparecendo logo atrás da enorme besta, o ser metálico atingiu-o com seu ombro, atirando-o quase meio metro para frente.


- Que forte! – Comentou o adversário, arregalando os olhos. – Contudo, não irá conseguir vencer apenas com isso! Rhyperior, Dragon Pulse! – Determinou, reconquistando sua confiança.

- Desvie em um minuto, vire-se e Metal Sound. – Sussurrei, mantendo a situação sobre meu total controle.

Girando para trás, o grande rinoceronte apontou as palmas de suas mãos na direção de seu opositor. Em cada uma começou a ser modelado um orbe turquesa de energia, que aumentavam de tamanho a cada momento. Com um forte grito de guerra, disparou o par de esferas contra o adversário. Chateado, Sileon saltou, esquivando dos ataques e passando por cima de Rhyperior. Ao tocar com as patas dianteiras sobre o solo, usou o impulso gerado para virar-se de modo a encarar diretamente seu adversário. Concentrando-se, as esferas nas orelhas passaram a emanar um brilho prateado e a pulsar, fazendo ecoar um forte som metálico. Abrindo a boca, liberou ondas sonoras prateadas, que, ao alcançarem a enorme besta, fizeram com que este tapasse seus ouvidos com as mãos.


- Tente apaziguar esse ruído com Rock Blast, Rhyperior! – Exclamou o sequestrador, evidentemente incomodado com o desenvolvimento da batalha.

- Evada usando Agility em quarenta e quatro segundos e depois avance com Quick Attack. – Proferi, pacificamente.

Concentrando-se por alguns instantes, o Pokémon rinoceronte produziu três séries de anéis cianóticos. Estes se transformaram em dezenas de pedras que giravam ao redor do corpo do usuário. Empregando-se de um rugido aterrorizador, a grande besta atirou os estilhaços contra o seu antagônico. Agilmente, o mamífero prateado começou a desviar das lascas de rocha movendo-se em ziguezague. No mesmo instante em que o ser bípede ficara sem ter como atacar, o Pokémon silício atirou-se contra ele, acertando sua perna esquerda com o ombro e fazendo-o se curvar.


- Já está bom para você ou ainda preciso continuar atacando? – Questionei, enquanto o ser metálico tornava a posicionar-se entre nós.

- Cale a sua boca! – Gritou o bandido, em um misto de raiva, indecisão e medo. – Rhyperior, soterre-os com Rock Tomb! – Vociferou, tenso.

- Como tem gente que não aprende... – Comentei, entediado com a persistência dele. – Sileon, Iron Head. – Falei, pondo as mãos sobre a nuca.

Unindo suas mãos em frente ao tórax, o rinoceronte bípede projetou entre elas faíscas prateadas. Essas passaram a fluir dos estilhaços de rocha que se encontravam depositados no solo. Sofrendo de uma atração muito forte, as lascas começaram a unir-se sobre o corpo do meu parceiro. Antes, no entanto, que o sarcófago de pedras fosse finalizado, o Pokémon metálico deixou-se envolver por uma aura branca e jogou-se contra o adversário, o atingido no peito e fazendo-o voar alguns metros para trás. Sem a energia e concentração deste, o ataúde desfez-se, criando uma pilha de pedras e areia sobre o solo.


- Agora não tem como você escapar! – Falou o homem, convencido que, pela pouca distância existente entre os dois mamíferos, seria impossível desviar. – Acerte-o com um bom Aqua Tail, Rhyperior! – Comandou, sedento por atingir um ataque que fosse.

- Tem certeza? – Questionei, contradizendo os cálculos dados por ele. – Sileon, Detect. – Falei, com simplicidade no olhar.

Passando a emanar um lampejo azul e opaco de sua cauda, a grande besta moveu-a de modo a tentar atingir seu oponente com a maça que havia em seu final. Pouco antes de fazer contato, uma espiral de água passou a envolver o apêndice. Sem preocupar-se com isso, o Pokémon silício fez com que seus olhos brilhassem em uma tonalidade verde. Pondo suas patas dianteiras sobre o estômago do adversário, pegou impulso e saltou, passando por cima da cabeça do inimigo. Sem conseguir deter o movimento de sua cauda, o Pokémon rinoceronte acabou por atingir a si mesmo, infligindo a si mesmo uma boa quantidade de dano e chocando-se contra o solo.


- Quer um conselho? Pare de lutar e renda-se. – Adverti, com uma tonalidade séria. – Não quero que essa luta prolongue-se por mais tempo e seu parceiro se machuque mais ainda. – Expliquei, tentando apaziguar o instinto de luta dele.

- Não pedi sua opinião! – Gritou o criminoso, cego de raiva. Uma veia saltada quase explodia sobre uma de suas têmporas. – Rhyperior, levante-se e use Fire Blast! – Berrou, com a voz rasgando a garganta.

- Você não me dá escolha... – Falei, decepcionado com o final que a situação teria. – Sileon, termine isso com Flash Canon.

Erguendo-se com dificuldade, a enorme fera inalou uma grande quantidade de ar. Ao exalá-la, liberou também uma poderosa torrente de chamas. Quando mais essa se movia, mais se assemelhava ao kanji 大. Sem paciência para continuar a disputa, o mamífero metálico teve todo seu corpo envolto por um véu dourado e algumas faíscas prateadas ao seu redor. Essas logo começaram a expandir-se e envolverem-se por uma aura da mesma cor que revestia o usuário. Instantes depois se uniram em um orbe de energia em frente à boca dele. Sem exclamar um só som, Sileon disparou de dentro do globo um ágil e luminoso raio prateado. Ao atingir o véu de chamas, engoliu-o por completo e prosseguiu até atingir Rhyperior, lançando este metros para trás e nocauteando-o. Assustado e em pânico, o sequestrador partiu correndo em direção ao exterior do vilarejo, tropeçando sobre seus próprios pés.


- Essa é boa. – Disse, um tanto entretido com a cena. – Agem como durões e quando perdem correm como loucos para não se darem mal. – Analisei, suspirando fundo. – Mas isso não fará nenhuma diferença. Chimchar, Grass Knot. Sileon, Hypnosis. – Organizei, dando de ombros.

Movendo-se com maestria, o Pokémon macaco permitiu que seus olhos emitissem uma resplandecência verde clara. Dois pequenos talos de grama ergueram-se sobre o solo e ataram-se com um nó. Não tendo percebido o fato, o vilão colocou o pé sob a armadilha e, ao tentar erguê-lo, desestabilizou-se, batendo o queixo contra o solo. Um urro de dor escapou por entre seus lábios enquanto sangue escorria-lhe pelo ferimento feito no queixo. Sem dar tempo para que o homem se erguesse, o mamífero metálico avançou até sua frente e revestiu seus olhos com uma luz azulada. Dúzias de círculos arroxeados passaram então a atingir o adulto, pondo-o para dormir em poucos instantes. Avançando, saquei meu celular e iniciei a digitar um número, terminando-o assim que fiquei a dois passos do corpo inerte. Demorara alguns minutos para que alguém se pronunciasse no outro Aldo da linha.


- Sabes que horas são? – Bocejou uma voz, um tanto incomodada com a maneira pela qual havia sido desperta.

- Não, mas ficaria muito grato se você me dissesse. – Brinquei, com tranquilidade. – Só liguei para avisá-los que irei mandá-los um suspeito e um pen-drive, e gostaria que vocês interrogassem o homem e vissem qual é o conteúdo do objeto. – Avisei, sem me preocupar muito com o fato.

- Como conseguisses fazer isso as três e cinquenta da manhã? – Perguntou a primeira, sem entender muita coisa devido ao sono.

- Quer mesmo saber? – Questionei, erguendo levemente uma das sobrancelhas em surpresa.

- Acho melhor não. – Respondeu, com um suspiro. – Já vou preparar o que você pediu, apenas me dê alguns minutos para isso. – Falou, desligando o telefone.

Guardando o celular, abaixei-me e passei a vasculhar por entre as vestimentas do bandido. Consegui constatar outra característica nas roupas que as diferenciavam de todas as outras que conhecia; sobre o tórax, próximo ao coração, havia um cristal negro com um “P” púrpura servindo como emblema. Continuei a esquadrinhar o corpo do vilão com os olhos até encontrar o que procurava: duas Ultra Balls. Direcionei a que se encontrava vazia para Rhyperior e convoquei-o para o interior dela. Seguindo-se a isso, soltei ambos os encapsulados de seus envoltórios externos. Entretanto, diferentemente do habitual raio azul, desta vez saíra um mais arroxeado.

- Pokémons, libertos. – Falei, com um tom sombrio.

Um dos dois que aparecera era o enorme rinoceronte com o qual eu anteriormente batalhara. O outro era um ser poliédrico rosa com estômago, pés triangulares e cauda prismática azuis. Sua cabeça possuía um longo bico e olhos hexagonais. Olhando para os dois brevemente, ergui um dos braços para cima e estalei os dedos, liberando um estampido quase inaudível. Uma forte ventania tomou conta da rua, levantando uma cortina de poeira e pedras a vários metros acima de nossas cabeças. Quando essa se desfez, um nono Pokémon encontrava-se entre nós, encarando-me atentamente. Sorri levemente ao enxergá-lo.


- Vou precisar da sua assistência. – Expliquei, passando a mão sobre sua testa. – Pode me fazer esse favor? – Inquiri, com sinceridade. Em resposta, recebi um aceno positivo de cabeça. – Obrigado. – Agradeci, grato. – Preciso que leve esse pen-drive e esse sequestrador idiota para o professor. Depois, leve o Rhyperior e o Porygon para a reserva natural que há próxima à Virbank City, em Unova. – Instrui, explicando-lhe a situação.

Com um segundo aceno rápido, o Pokémon fez com que terra e poeira levantassem-se novamente. Ao baixar, revelou-se que todos aqueles que eu havia indicado anteriormente desapareceram. Sem ter mais que me preocupar com eles, tornei-me para meus seis parceiros, que esperavam ansiosamente pelo próximo comando.


- Gyarados e Shinx, levem a Mary de volta para o palácio da senhorita Liza. – Comandei, ponderando todas as probabilidades possíveis de acontecerem. – Sileon, Sneasel, Chimchar e Zorua, vocês vem comigo atrás do resto dos bandidos e da Psychic Gem. – Falei, incitando uma perseguição.

- Acho que isso não será necessário. – Comentou alguém atrás de mim, com tranquilidade em sua voz. – Aqui tem um presentinho para você.

Rodei a tempo de contemplar um bastão de madeira voando rumo à minha face. Espontaneamente, apanhei o item em pleno ar e passei a girá-lo, reprimindo a força de impacto. Ao pará-lo completamente, fiquei surpreso com o que era. Entre minhas mãos, encontrava-se o cetro que Liza utilizava para manejar a Psychic Gem. Olhei para o ponto do local de onde viera a voz e deparei-me com Reize, que encontrava-se sentado sobre as telhas de um casebre próximo. Smoochum esta sentada em um de seus braços, sonolenta. Com um sorriso sombrio, saltou de lá, pousando levemente sobre o chão.

- Surpreso em me ver? – Perguntou o jovem, como que adivinhando meus pensamentos. – Acho que sim, olhando para essa sua expressão.

- Como você pode estar acordado? – Indaguei, de maneira apreensível. – Pensei que eles haviam envenenado todo o vilarejo com aquele sonífero. – Falei, segurando a adaga por dentro da manga.

- Ora, isso é fácil. – Comentou, ficando face a face comigo. – Você não é o único nessa vila que conhece Omni e a Infinity Dimension. – Constatou, com um sorriso macabro.

Não pude deixar de surpreender-me com a confissão do adolescente. Deduzindo isso, Gyarados rugiu e passou a moldar em frente às suas mandíbulas uma esfera de maciça energia alaranjada. Agindo mediante a cena, a bebê rosada saltou para cima do ombro de seu treinador, passando a emanar uma aura sombria assim que lá chegara. Sem se intimidarem, Zorua e Chimchar aprontaram-se para uma possível vindoura batalha.


- Quer mesmo começar uma batalha aqui? – Questionou Reize, falando com simplicidade. – Bem no meio do vilarejo? – Reafirmou, referindo-se ao local em que nos encontrávamos.

- É quero sim. – Respondi, desafiando-o. Sem esperar por uma nova afronta, ergui um dos braços e ameacei estalar os dedos. Pude perceber que ele ficara significativamente assustado, recuando alguns passos. – Se você me conhece tão bem quanto eu sei que conhece, vai dar meia-volta e ir para o local de onde veio. – Instrui, com seriedade.

- Seu codinome, “Dark Fire”, realmente faz jus a você. – Averiguou o primeiro, rindo cinicamente. – É uma pessoa de coração luminoso que ajuda os outros rumo à evolução de suas habilidades, mas basta provocá-lo que se alastra como um impiedoso incêndio sombrio. – Profetizou, virando-se de costas para mim logo após.

Enquanto o adolescente se afastava, olhei com o canto do olho para Mary. A menina dormia tranquilamente sobre as costas do dragão marinho. Quando não mais podia avistar Reize, entreguei o bastão para Chimchar e movi-me até o Pokémon aquático, pegando a coordenadora no colo.


- Vamos lá, pessoal. – Liderei, iniciando o trajeto de retorno ao palacete de Liza. – Já é mais do que hora de nós descansarmos um pouco. – Comentei, sorrindo gentilmente.

A rota de volta fora bem mais calma e agradável. O fato de que tanto a menina quanto a Psychic Gem estavam conosco aliviava-me a pressão, fazendo a caminhada ser bem mais rápida. Entretanto, a verdade era que todos nós estávamos fatigados. Momento ou outro, o pequeno símio cambaleava de m lado para o outro, apoiando-se na base do cajado para não cair. Shinx não conseguia acompanhar o passo dos outros por ser menor. Observando isso, Sileon avançou velozmente até o bebê e, delicadamente, colocou-o sobre suas omoplatas, voltando para junto de nós logo após. Decorridos alguns poucos minutos, chegamos à entrada do palácio, que estava com os portões fechados. Reparando no fato, tornei-me para Sneasel, que parecia resistir mais bravamente às tentações do sono do que os outros.


- Vá até a janela do quarto de Mary e chame Ralts. Peça que ele use o Teleport e nos encontre aqui. – Instrui, calmamente.

- Snea! – Assentiu o mamífero sombrio, movendo-se logo depois e perdendo-se por entre as sombras.

Enquanto esperávamos, peguei uma das minhas Friend Balls e retornei Gyarados para dentro de seu envoltório esférico. Breves momentos depois, um clarão azul formou-se passageiramente em nossa frente. Tamanha era sua luminosidade que, por alguns instantes, fui forçado a fechar as pálpebras. Quando as abri novamente, deparava-me com o acanhado vidente em pé, ali, esperando ansiosamente. Atrás dele, a doninha sombria fazia um sinal positivo com as garras de uma de suas mãos. Imediatamente, saquei uma segunda Friend Ball e chamei de volta Sneasel.


- Obrigado por ter vindo tão rápido, meu pequeno amigo. – Agradeci, reconhecendo o esforço feito pelo diminuto ser em ficar acordado até àquela hora. – Como você pode ver, mantive minha promessa e trouxe Mary de volta sã e salva, mas irei necessitar de sua ajuda para entrar no castelo. – Expliquei, tentando simplificar tudo que ocorrera desde a minha saída do palacete. – Poderia levar a todos nós lá para dentro? – Indaguei, pedindo calmamente.

Com um aceno de cabeça, Ralts projetou ao redor de seu corpo um véu multicolorido e uma aura esverdeada. Delimitou-se ao nosso redor uma cúpula de energia luminosa. Esferas luminescentes passaram a rodear-nos à medida que os corpos passavam a desaparecerem. Alguns instantes depois, um flash azulado clareou o local com uma intensidade ridiculamente alta. No momento seguinte, encontrávamos no quarto de Mary, aonde Pandeeba e Buneary preparavam a cama para a coordenadora.


- Vocês são incríveis. – Reconheci, sorrindo com cansaço.

Coloquei a menina sobre o colchão delicadamente e passei a mão por sobre a testa dela. Pulando para sobre o colchão, a Pokémon coelha puxou as cobertas e tapou sua treinadora suavemente, procurando não despertá-la. Peguei as Pokéballs dela e encaminhei o trio de bípedes para o interior destas. Botei-as sobre a mesa de cabeceira que havia ao lado da cama e saí do quarto, fechando a porta com um baque surdo. Peguei o cetro das mãos de Chimchar e comecei a curta caminhada até o quarto de Liza. Entrei lá e depositei a Psychic Gem ao lado da governanta, saindo logo após. Com todas as tarefas feitas, voltei para o meu próprio quarto e joguei-me na cama, deixando-me vencer pelo cansaço. Sileon e os outros se deitaram no chão, logo ao meu lado, dormindo quase que instantaneamente.


- Bom descanso a todos, pessoal. – Desejei, fechando os olhos logo após.

Despertei na manhã seguinte com batucadas à minha porta. Por entre as persianas da janela, um singelo e calmo raio de luz entrava, iluminando vagamente o ambiente. Chimchar e os outros já se encontravam acordados e estavam se espreguiçando. Não sabia dizer que horas eram, mas com a exaustão que ainda persistia em me rodear não podia ter passado muito tempo. Ainda um tanto tonto, ergui-me e avancei até a porta e abri-a, dando de cara com um impaciente e energético David.


- Finalmente acordou! – Exclamou o jovem, com certa impaciência. – Estou te chamando faz dez minutos. – Reclamou, gesticulando com os braços. – Anda logo e se apronta! O café está pronto e eu estou com fome! – Demandou, enraivecido.

- Está bem. – Falei, batendo no ombro do treinador enquanto um sorriso traquina aparecia em minha face. – A propósito, Shinx... Thundershock.

Erguendo-se um pouco mais alto, o pequeno leão projetou um tufão azulado, que atingiu David e eletrocutou-o. Sem esperar que o jovem se erguesse novamente, passei por ele e avancei até o salão de jantar da fortaleza, seguido de perto pelo quarteto de mamíferos. Ao chegar lá, encontrei-me com todos os outros que ali estavam hospedados. Sem falar sequer uma palavra, puxei uma cadeira e sentei-me nela. Alguns minutos depois o treinador chegou, com a face chamuscada pelos relâmpagos.


- Onde você estava? – Indagou Jack, encarando o jovem descontraidamente. – Pensei que estava morrendo de fome. – Comentou, calmo.

- Não quero falar sobre isso. – Respondeu o David, sentando em uma cadeira e chocando sua testa contra a mesa. – Doeu... – Reclamou, erguendo a cabeça levemente e esfregando a mão sobre o machucado.

- Já entendi... – Disse o primeiro, mudando o foco de sua visão rapidamente do amigo para Shinx e vice-versa. – Mudando de assunto, de quem é o Sileon? – Questionou, olhando para o ser de metal.

Como que tomado por um súbito acesso de inspiração, David ergueu-se e passou a olhar para os lados, procurando pelo referido mamífero. Atrapalhadamente, em um misto de excitação e pressa, empunhou sua Pokédex e apontou para ele, buscando novas informações.


- Sileon, o Pokémon silício e a forma evoluída do Eevee. São geralmente calmos e tranquilos, sendo ótimos com crianças. Apesar de terem seus corpos revestidos por metal, são leves e velozes. Uma das poucas espécies de Pokémons que aprende movimentos do tipo Light.Informou o item, sem nenhuma emoção.

- É meu mais estimado parceiro e companheiro. – Falei, passando a mão sobre a testa do mamífero metálico.

- Bom saber. – Comentou Jack, desinteressado enquanto pegava uma fatia de pão e engolia um bom bocado.

O café-da-manhã fora relativamente rápido e calmo. Algumas frutas secas e favos de méis, além dos tradicionais pratos de um café colonial, compunham a refeição. Não consegui comer muito. Meu estômago dava voltas e se embrulhava desde que soubera sobre os Ten Deadly Claws. Ainda assim, de alguma forma, forcei-me a beber alguns goles de suco e comer um ou dois pães de queijo. Passada meia hora, tempo no qual David forçara goela abaixo metade do conteúdo alimentício que havia sobre a mesa, Liza apresentou-se em nossa frente, seguida de perto por três guerreiras.


- Vamos então? – Perguntou a governanta, com um tom meigo e doce. – As finais estão prestes a começar. – Lembrou, sinceramente.

- Sim! – Respondeu Mary, empolgada.

À medida que avançávamos rente ao estádio, outros treinadores reuniam-se ao nosso redor e iam à mesma direção. Entretanto, podia notar-se que eram muitas vezes menores em número do que no primeiro dia. Talvez tivessem sobrado uns vinte por cento da massa que existia poucas horas antes. Não demorara muito para encontrarmos Tamazarashi, Ragna e, um pouco mais tarde, Takuto. Por insistência de Liza, assistiríamos a batalha estando próximos a ela, no campo do estádio, e não no salão de espera como antes. Quando lá chegamos, deparamo-nos com os dois últimos finalistas; Reize e Damian. Prontamente, a governanta adiantou-se, tomando lugar em um trono de mármore branco posto ao lado da arena principal.


- Boa sorte para vocês! – Desejou May, com um sorriso gentil.

- É apenas um torneio amigável, então não levem muito a sério e divirtam-se. – Aconselhei, retirando-me para perto do quarteto de pokémons.

Não demorara muito para que Ragna e May juntassem-se a nós. Vendo que todos já estavam ali, Liza, empunhando seu cetro, ergue-se de seu trono e avançou alguns passos para discursar.

- Meus caros amigos, aqui estamos para mais um dia de emocionantes batalhas! – Introduziu a adolescente, com complacência. – Nossos finalistas tiveram uma boa noite de sono e descansaram bastante! Agora, veremos o que mais eles podem fazer! – Anunciou, tentando elevar os ânimos da platéia. – Infelizmente, nem todos podem ser vencedores, mas todos que aqui já estão podem ser considerados campeões! – Aclamou, fazendo chover uma salva de palmas. – Sem mais delongas, que as finais se iniciem! – Finalizou, abrindo os braços o máximo que pode.

[Continua no Próximo Capítulo]

Prévia:
Olá a todos! Aqui quem fala é a May e no próximo capítulo irá acontecer a batalha entre Jack e Janine. Enquanto o treinador usa a vantagem de tipos para tentar sobrepor sua adversária, a líder usa movimentos de status para atrapalhá-lo. Não percam isso e muito mais em Genious Battle! Janine Vs. Jack!

Fatos Importantes:
• Felipe revela ter um Sileon.
• Um Prism Grunt é mandado para o interrogatório.
• O pen-drive de Reize é mandado para análise.
• É revelado que Reize conhece Omni e a Infinity Dimension.
• Felipe recupera a Psychic Gem.
• As finais do torneio começam.


Última edição por DarkZoroark em Sex 13 Jul 2012 - 13:00, editado 1 vez(es)
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Hyurem em Qui 12 Jul 2012 - 10:10

Ótimo cap, amigo.
Surpreendeu-me a força do Sileon. Mesmo possuindo a desvantagem por tipo, conseguiu vencer o Rapherior com facilidade.

– Sileon, termine isso com Flash Canon.
Faltou um "n" na palavra em destaque.

Não há muito o que comentar. Até mais!
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por roberto13 em Sab 14 Jul 2012 - 20:04

Oi!
Muito bom capítulo. Descrições e narrações novamente estão ótimas. Fica até repetitivo comentar isso né haha...

Enfim, teve alguns pequenos erros:

o Pokémon metálico deixou-se envolver por uma aura branca e jogou-se contra o adversário, o atingido no peito e fazendo-o voar alguns metros para trás.

Errou a ênclise do verbo atingir. Atingindo-o.


É quero sim.

Vírgula entre é e quero.


Momento ou outro, o pequeno símio cambaleava de m lado para o outro,

Erro de digitação mesmo.

Um urro de dor escapou por entre seus lábios enquanto sangue escorria-lhe pelo ferimento feito no queixo

Falei, batendo no ombro do treinador enquanto um sorriso traquina aparecia em minha face.

Dois sujeitos, dois verbos, duas orações = vírgula.

Na primeira, entre lábios e enquanto. Na segunda, treinador e enquanto.

Teve outros casos, mas fiquei incerto se estava correto ou não o uso da vírgula, por isso, achei melhor não quotar. Porém, dê uma olhada no estudo dessa maldita (e filha da p...) que adora encher tirar o sono dos outros (eu quem o diga...).

É isso!
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por DarkZoroark em Ter 17 Jul 2012 - 22:35

@Hyurem escreveu:Ótimo cap, amigo.
Surpreendeu-me a força do Sileon. Mesmo possuindo a desvantagem por tipo, conseguiu vencer o Rapherior com facilidade.

– Sileon, termine isso com Flash Canon.
Faltou um "n" na palavra em destaque.

Não há muito o que comentar. Até mais!

Olá. Surpreender o leitor, em minha opinião, é a principal função de um escritor. Não havia visto esse erro. Obrigado por avisar. Espero que curta esse capítulo.

@roberto13 escreveu:Oi!
Muito bom capítulo. Descrições e narrações novamente estão ótimas. Fica até repetitivo comentar isso né haha...

Enfim, teve alguns pequenos erros:

o Pokémon metálico deixou-se envolver por uma aura branca e jogou-se contra o adversário, o atingido no peito e fazendo-o voar alguns metros para trás.

Errou a ênclise do verbo atingir. Atingindo-o.


É quero sim.

Vírgula entre é e quero.


Momento ou outro, o pequeno símio cambaleava de m lado para o outro,

Erro de digitação mesmo.

Um urro de dor escapou por entre seus lábios enquanto sangue escorria-lhe pelo ferimento feito no queixo

Falei, batendo no ombro do treinador enquanto um sorriso traquina aparecia em minha face.

Dois sujeitos, dois verbos, duas orações = vírgula.

Na primeira, entre lábios e enquanto. Na segunda, treinador e enquanto.

Teve outros casos, mas fiquei incerto se estava correto ou não o uso da vírgula, por isso, achei melhor não quotar. Porém, dê uma olhada no estudo dessa maldita (e filha da p...) que adora encher tirar o sono dos outros (eu quem o diga...).

É isso!

Obrigado por apontar os erros (e também por comentar, hehe). Vírgula é uma amante exigente. A gente para de ligar para ela e temos a nossa vida fu**** por ela. Espero que curta esse capítulo (depois daqui vou lá comentar sua fic. Estou te devendo).

Genious Battle! Janine Vs. Jack!


Sem esperarem, os dois primeiros combatentes, Jack e Janine, subiram o pequeno lance de escadarias até a arena e posicionaram-se cada um de um lado. O sol da manhã reluzia sobre as lajotas brancas, iluminando bem mais o lugar. Recuando alguns poucos passos para não interferir no embate, Liza sentou-se em seu trono, com a Psychic Gem a reluzir com as cores do arco-íris.

- A batalha será de três contra três. O primeiro desafiante que nocautear os três Pokémons de seu adversário será o vencedor. – Explicou a governanta, descrevendo as regras do confronto. – Queiram, agora, chamarem seus primeiros Pokémons. – Pediu, com suavidade.

- Misdreavus, avante! – Exclamou Jack, atirando uma Pokéball para frente.

- Mostre-nos sua força, Drapion! – Pleiteou Janine, séria.

A primeira a aparecer fora a pequena bruxa que conhecêramos quando encontramos Jack pela primeira vez. O segundo era um grande e púrpura escorpião. Seus olhos eram pontiagudos e suas pálpebras azuis. Duas protrusões, pequenas e pontiagudas, erguiam-se próximas aos seus olhos, formando um triangulo com a terceira que havia atrás de sua cabeça. Tinha mais algumas ao redor de sua boca, formando algo que pareciam dentes. Escapando das laterais dessa, duas grandes presas, brancas e bifurcadas, apareciam. Seu corpo era composto por vários segmentos com tonalidades entre o magenta e o roxo que terminavam em uma cauda com dois ferrões recurvados para dentro. Seus braços eram longos e musculosos, com um par de garras no final de cada. Impressionada com o ser e sua estatura, May sacou sua Pokédex e apontou em sua direção dele, em busca de maiores informações.

- Drapion, o Pokémon escorpião ogro. É a forma evoluída do Skorupi. Ele ataca qualquer coisa que cruze seu território. É forte o suficiente para transformar um carro em sucata após alguns poucos segundos. Tem a capacidade de girar sua cabeça em cento e oitenta graus. – Detalhou o item, empregando uma voz com timbre metálico.

- Não há como atingi-lo em um ponto cego. – Comentei, após ouvir a análise. – Sendo assim, não existe maneira alguma de Critical Hit. – Expliquei, incomodado com tal habilidade. – Isso é a descrição perfeita da habilidade Battle Armor.

- Imagina o torcicolo que isso não deve dar... – Brincou Ragna, ironizando o fato.

Enquanto isso, sobre o campo de batalha, a Pokémon bruxa flutuava pelo local, mais interessada em prestar atenção no ambiente ao seu redor no que no adversário em si. Isso, por sua vez, irritava o grande escorpião, que se enervava toda vez que a fantasma mudava o foco de sua visão. Liza, constatando que ambos encontravam-se em condições ideais para o início do combate, deu sinal para que esse começasse.


- Misdreavus, comece com o Mean Look! – Comandou Jack, tomando a dianteira rapidamente.

- Não podemos vencê-los em velocidade. – Admitiu Janine, puxando seu cachecol de modo a cobrir boca e nariz. - Mas não quer dizer que iremos ser derrotados! Hone Claws, Drapion! – Ordenou, com serenidade.

Focando-se em seu oponente, a pequena bruxa arregalou seus olhos, criando uma expressão um tanto assustadora. Seu corpo começou a brilhar em uma tonalidade negra. Logo, o enorme escorpião também estava, tornando-o incapaz de sair do campo de batalha. Em resposta, cruzou seus braços sobre o tórax, concentrando um brilho pálido em suas garras. Abrindo-os, suas garras cresceram e tornaram-se mais afiadas, aumentando grandemente seu potencial de ataque.


- Está na hora de eu lhe ensinar sobre o trocas rápidas. – Comentou a ninja, esboçando um sorriso entretido. – Mande-a de volta para a pokéball com Whirlwind! – Bradou, revelando sua artimanha.

- Use Will-O-Wisp antes de retornar, Misdreavus! – Proferiu Jack, percebendo o que acontecera.

Escancarando sua bocarra, o artrópode violento liberou uma quantidade considerável de vento contra o adversário, passando a impulsioná-la mais para trás. Com dificuldade, a Pokémon fantasma passou a emanar um brilho sombrio do colar ao redor de seu pescoço. Chamas azuis passaram a brotar ao seu redor, dançando de maneira bruxuleante. Com uma exclamação, as labaredas lançaram-se contra Drapion, envolvendo-o em um véu de chamas. Logo após, a bruxa fantasmagórica foi lançada para fora da arena e forçada para dentro da Pokéball. Sem se segurar, Jack empunhou sua Heavy Ball e lançou para fora dela seu Tyranitar. Com um forte e audível rugido, este invocou uma série de tufões de areia que envolveram o campo de batalha.


- A situação mudou de figura. – Comentou o treinador, com um sorriso ambicioso. – Tyranitar, use Earth Power! – Ordenou, movendo um dos braços para frente.


- Use o Agility em evasiva e depois Toxic Spikes! – Comandou Janine, já pensando no próximo passo a se tomar.

Flexionando os músculos de suas pernas, o enorme dragão terrestre envolveu seu corpo em uma aura brilhante e dourada, saltando logo após. Ao pousar, toda sua energia transferiu-se para o solo. Rachaduras douradas passaram a brotar por entre as lajotas de concreto, mudando drasticamente o campo de batalha. Percebendo que as fendas aproximavam-se de si, o grande escorpião envolveu-se em um véu branco. Correndo, sua velocidade aumentava segundo após segundo até tornar-se tão alta que, de vezes em vezes, o próprio Pokémon desaparecia por instantes. As rachas que o seguiam, ao seu próprio tempo, devastavam e destruíam o campo de batalha, lançando um misto de poeira e concreto para cima. Após mais alguns momentos, entretanto, a energia usada por Tyranitar dissipou-se, terminando com a série de tremores. Feliz por constatar isso, Drapion parou de correr, ficando atrás de seu adversário. Abrindo sua boca, formou, em seu interior, moldando um orbe violeta escura em seu interior. Disparado para cima, o globo passou a girar em espiral, liberando quatro ondas de fumaça roxa. Chegando a uma altura consideravelmente elevada, explodiu, formando múltiplas esferas menores que passaram a cair, soltando uma névoa púrpura para trás. Ao tocarem o solo, enterraram-se sob esse, desaparecendo em segundos. Após a execução do ataque, um véu de chamas engoliu o usuário por alguns instantes, causando-lhe algum dano.

- Honestamente, quem diria que a arena iria ficar intacta por tão pouco tempo? – Perguntou Ragna, sorrindo com surpresa.

- Não é tão ruim. – Falei, atraindo a atenção dos dois jovens. – Isso meio que vai equilibrar a batalha. – Observei, com calma.

- O que você quer dizer com isso? – Questionou May, curiosa com a afirmação anteriormente feita.

- Com o Toxic Spikes, a batalha poderia facilmente ter virado a favor de Janine. Entretanto, com o estrago que foi feito, as chances foram igualadas. Os ataques dos tipos Rock e Ground do Tyranitar terão um melhor desempenho assim. – Expliquei-me, observando cada fenda e ranhura existente.

Enquanto isso, sobre o que restara do campo de batalha, o enorme artrópode juntou seus braços sobre a cabeça, fazendo com que suas garras brilhassem luminosamente. Um fino e aparentemente maleável fio de luz apareceu entre elas, conectando-as. Com um forte rugido, o escorpião violento disparou uma chuva de setas luminescentes contra seu adversário. Impulsionando seus braços para frente, o grande dinossauro criou uma película metálica ao redor de seu corpo, que o ajudou a diminuir o dano do ataque recebido. Essa se dissolveu pouco depois. Mais uma vez, fogo envolveu o artrópode, infligindo-lhe ainda mais prejuízo para si.

- “De alguma forma, consegui diminuir o dano desses Pin Missile com a Iron Defense, mas se continuar assim a situação vai piorar para mim”. – Refletiu Jack, percebendo a situação em que se encontrava.

- O que foi, está pensando em desistir? – Questionou Janine, jogando lenha na fogueira. – Então, eu darei o próximo passo. Drapion, acerte-o com Sludge Bomb! – Ordenou, com uma calma assustadoramente fria.

- Defenda-se com Mud Slap, Tyranitar! – Comandou o primeiro, retirado repentinamente de seus pensamentos.

Gritando de maneira estridente, múltiplos orbes castanhos escuro foram lançados pelo escorpião violento. Em resposta, o dinossauro verde socou o chão firmemente. Com essa ação, bolas de lama cresceram ao seu redor, flutuando enquanto o circundavam. Com outra batida rente ao solo, os globos lançaram-se contra o invertebrado gigante. Explosões aconteciam toda vez que as esferas se confrontavam, ocasionando um grande acumulo de fumaça e poeira sobre a arena.

- Aproveite-se da situação e use X-Scissor! – Sussurrou a líder, de maneira quase imperceptível.

Explodindo para fora da fumaça, o escorpião passou a emitir um brilho azulado de suas garras estando a centímetros de sua vítima. Não tendo como fugir, o Pokémon armadura pode apenas tomar uma expressão de surpresa enquanto recebia o ataque em formato de “X”, o que lhe causou um bom dano. Após a execução desse, um véu de chamas recobriu o corpo do usuário, forçando-lhe a usar um braço como apoio para não se desequilibrar após receber o dano. Quanto ao seu adversário, fora forçado a recuar uma boa distância, sentindo os efeitos do ataque que lhe atingira o tórax.


- Drapion, acerte-o com Toxic! – Ordenou Janine, com grande seriedade.

- Desestabilize-o com Iron Tail e finalize com Brick Break! – Comandou Jack, percebendo a chance para revidar.

Com um forte grito de guerra, o escorpião gigante atirou uma espécie de líquido roxo e pegajoso contra adversário. Constatando que esse era o momento exato para revidar, Tyranitar fez com que um brilho branco e metálico tomasse-lhe toda a extensão de sua cauda. Movendo-a de maneira quase inacreditável para um ser de seu tamanho, atingiu duas das pernas de seu adversário, fazendo-o tombar ao chão. Entretanto, não conseguira desviar da rajada de veneno previamente lançada e acabou por ser gravemente envenenado. Comprovando o fato, faíscas púrpuras rodearam-lhe o corpo, causando um bom dano. Cego de raiva por isso, Tyranitar fez com que sua mão brilhasse e, com uma espécie de golpe de caratê improvisado, atingiu a mandíbula de Drapion e forçou esta contra o solo, erguendo uma grande quantidade de poeira. Quando esta baixou, revelou que o escorpião gigante estava nocauteado.


- Drapion está fora de combate! – Anunciou Liza, protegendo seu rosto com os braços enquanto o pó tornava a descer de encontro ao chão. – Jack e seu Tyranitar ganham o primeiro assalto! – Acrescentou, batendo palmas diante da maestria do adolescente.

- “Até posso ter vencido, mas o custo foi alto demais.” – Pensou o treinador, vendo que as faíscas púrpuras tornavam a rodear seu parceiro, causando-lhe mais dano. – “Preciso ganhar essa batalha o mais rápido possível!” – Decidiu, estreitando levemente os olhos.

Sem dizer sequer uma palavra, a líder de ginásio sacou uma Pokéball e retornou seu vencido e exaurido parceiro para seu interior. Em seguida, sacou uma segunda e lançou-a para frente, retirando de seu interior uma grande e vermelha aranha.


- Parabéns por ter vencido um dos meus companheiros. – Parabenizou Janine, impressionada com o ocorrido. – Mas sua sorte acaba por aqui! Ariados, Signal Beam! – Comandou, movendo um braço para frente de seu corpo.

- Proteja-se com o Rock Slide! – Exclamou o treinador, defensivamente.

Criando uma esfera brilhante rente ao seu chifre, o aracnídeo colorido lançou um raio multicolorido contra seu adversário. Erguendo os braços sobre a cabeça, Tyranitar fez com que múltiplos anéis brancos de energia surgissem sobre ele. De lá, passaram a despencar grandes rochedos acinzentados, que começaram a cair sobre a arena, formando uma espécie de “barreira” rochosa. Um forte clarão aconteceu quando o raio atingiu o escudo. Este, entretanto, continuou no lugar, incrivelmente firme. Mais uma vez, centelhas roxas rodearam o grande dinossauro, machucando-o.


- Está na hora do feitiço virar contra o feiticeiro. – Prenunciou Janine, sorrindo maleficamente. – Ariados, use o Psychic nessas rochas! – Ordenou, de maneira sábia.

- Diminua o impacto com o uso de Iron Defense! – Conduziu Jack, tentando achar uma brecha para atacar seu oponente.

Aceitando que seus olhos incorporassem a si uma coloração azul clara, o artrópode vermelho passou a erguer mentalmente cada parte da muralha de pedras e jogá-las contra o que as havia invocado. Avidamente, Tyranitar cruzou seus braços sobre o peito, invocando uma película metálica ao seu redor. Esta o ajudou a diminuir a força do impacto, consequentemente fazendo a força do ataque adversário perder força. Logo depois de executado o movimento, labaredas violetas envolveram o corpo do ser de armadura, causando-lhe ainda mais dano.


- “Desse jeito não vou conseguir vencer.” – Pensou o adolescente, sentindo a pressão sobre si.

- Está na hora de acabarmos com isso! – Anunciou a líder, já entediada pelo rumo que a batalha levava. – Use o Agility para se aproximar e finalize com Bug Bite! – Comandou, com calma.

- Impeça-o de lhe atingir com Fire Punch! – Exclamou o primeiro, apostando tudo em um ultimo e derradeiro ataque.

Fazendo com que seu contorno reluzisse luminosamente, Ariados lançou-se em uma rápida e deslizante corrida até Tyranitar, deixando um rastro branco para trás. Ao chegar à frente de seu adversário, investiu contra ele ao mesmo tempo em que suas presas passavam a brilhar. Antes, porém, que conseguisse que o movimento fizesse contato com seu adversário, o Pokémon saurópode cobriu um dos seus punhos com chamas vermelho-alaranjadas e socou a face da aranha com uma força descomunal. Perdendo sua compostura, foi atirado contra as rochas que se encontravam no chão da arena, recebendo uma quantidade de dano considerável. Mais uma vez, faúlhas roxas envolveram o corpo de Tyranitar. Sem ter mais como resistir, caiu de encontro ao solo, incapacitado de continuar a lutar.


- Tyranitar não pode prosseguir batalhando. – Julgou Liza, compadecida com o estado que se encontrava o ser de armadura. – Assim sendo, a vitória vai para Janine e Ariados!

- Bom trabalho. – Reconheceu o treinador, retornando seu parceiro para dentro de sua Heavy Ball. – Agora descanse bastante.

Sacando uma nova Pokéball, Jack chamou sua Pokémon bruxa novamente para o campo de batalha. Sem parecer ter percebido o oponente que a encarava, Misdreavus tornou a olhar os arredores, não deixando de reparar a destruição que ocorrera na arena desde a sua saída forçada.

- Ariados, traga-a para baixo com o uso de Night Slash! – Liderou a garota, querendo não dar tempo ao seu adversário pensar em uma estratégia.

- Bloqueie o ataque com Grudge e lance-o de encontro ao chão com Sucker Punch! – Exclamou o treinador, com calma.

Erguendo-se agilmente e atirando-se na direção do seu adversário, o aracnídeo multicolorido permitiu que suas patas dianteiras tomassem um brilho arroxeado. Antes, entretanto, que houvesse contato entre os dois seres, Misdreavus invocou chamas azuis e fantasmagóricas que passaram a circundá-la, impedindo o ataque adversário de ser completado. Vendo que a aranha se afastava, a pequena dama lançou dois punhos sombrios por debaixo de seu véu. Sem ter como evitá-los, Ariados acabou por ser atingido e atirado de encontro ao solo, muito embora o ataque parecesse não ter causado um dano considerável.

- Parece que você consegue fazer uma batalha muito boa quando está junto a essa sua parceira. – Elogiou a líder, reconhecendo a habilidade de seu adversário. – Mas vamos ver como você lida com isso; Ariados, Electroweb!

- Não me resta nenhuma outra escolha... – Murmurou Jack, sentindo-se desconfortável com isso. – Vamos acabar logo de uma vez! Misdreavus, use Inferno!

Abrindo suas mandíbulas, faíscas douradas projetaram-se ao redor de seu rosto enquanto ele disparava um fio dourado de eletricidade contra o adversário. Enquanto perseguia seu destino, o cabo passou a se expandir, transformando-se em uma entrelaçada teia de aranha. Pressentindo o perigo vindo daquela armadilha de insetos ambulante, a Pokémon bruxa fechou os olhos, procurando concentrar sua energia em um único ponto. Seu colar passou a mudar de cor, do habitual vermelho-rosado para um azul sombrio. Dentro de cada conta do ornamento, podia ver-se um mar de chamas impiedosas queimando ardentemente. Com uma forte exclamação, Misdreavus lançou, da parte principal de seu adorno, uma poderosa tempestade de chamas azuis espiraladas no formato de um vortex. Sem oferecer resistência alguma, as redes foram incineradas completamente. Surpreso com isso, Ariados não teve tempo para desviar e acabou por ser engolido em meio ao tufão. Ondas e mais ondas de calor passaram a emanar pela arena, liquefazendo as rochas mais próximas. Por fim, o tornado de fogo se desfez, revelando um completamente nocauteado Pokémon em seu epicentro.

- Ariados está fora de combate! – Exclamou Liza, ainda um tanto intimidada com o ultimo ataque. – Com isso Jack assume a liderança novamente! – Anunciou, acalmando-se.

Um sorriso gentil surgiu na face de Misdreavus com o resultado. Sem falar nada, Janine sacou uma Pokéball e retornou a aranha para seu interior. Entretanto, algo estava estranho em sua face; a líder de ginásio, por baixo do seu cachecol, parecia estar sorrindo.

- Isso! – Comemorou May, feliz com o sucesso de Jack. – Mais uma vitória e ele irá avançar para o próximo round!

- Não, acho que será difícil para isso ocorrer... – Falei, chocando todos ao meu redor. – A verdadeira batalha ainda está por começar.

[Continua no Próximo Capítulo]

Prévia:
Saudações a todos. Quem aqui vos precede é o Takuto. Durante o próximo capítulo, a batalha entre Jack e Janine continuará a decorrer. Com apenas um Pokémon restando, a líder parece estar na desvantagem, mas este é extremamente poderoso. Tanto que rapidamente derrotou Misdreavus e passou a dar problemas para o último convocado do treinador. Vejam isso e muito mais em Attacking from the Shadows! Janine’s Last Pokémon!

Fatos Importantes:
• A batalha entre Janine e Jack começa.
• Janine revela possuir um Drapion.
• Drapion é nocauteado por Tyranitar.
• Tyranitar sucumbe ao envenenamento causado por Drapion.
• Misdreavus derrota Ariados.
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por roberto13 em Qua 18 Jul 2012 - 20:55

Oi!

Bom, o cap manteve o nível dos anteriores, o que é ótimo. Porém, novamente teve alguns pequenos erros, a maioria deles são aqueles que você revisa 500x o cap., mas eles persistem em ficar haha.


triangulo - 5 paragrafo

ocasionando um grande acumulo de fumaça e poeira sobre a arena

apostando tudo em um ultimo e derradeiro ataque.

ainda um tanto intimidada com o ultimo ataque.

Todos por conta de acento: triângulo; acúmulo; último;

[quote]protegendo seu rosto com os braços enquanto o pó tornava a descer de encontro ao chão.[quote]

Lá vem ela, a vírgula... Dois sujeitos = Dois verbos = Duas orações = Vírgula entre braços e enquanto.

o enorme escorpião também estava

Acredito que faltou "brilhante" no fim da oração.

apontou em sua direção dele, em busca de maiores informações.

O "sua" deixou a frase confusa e, provavelmente, você deve apagado uma para escrever outra frase e acabou esquecendo de apagá-lo.



Em relação ao conteúdo, acho que o Tyranitar foi derrotado fácil, mesmo batalhando com dois. Os dois insetos, embora também possuam vantagem, não tem possuem tanta força como o Tyranitar... (mas ignora isso, pois ele é um dos meu pokémon favorito haha)

É isso!

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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Tsurugi em Qua 18 Jul 2012 - 21:35

Bom, depois de passar um bom tempo lendo sua fic, finalmente vi até esse último episódio e devo dizer uma coisa: Sua Fic começou como água com gás (bem ruim) até o(a) melhor vinho/whisky/cachaça/cerveja que pode existir. Sério, pouquíssimas fics se tornaram tão boas de uma hora pra a outra como a sua. Lhe dou meus parabéns.
Em alguns capítulos dá pra notar um ou outro erro ortográfico, mas nada que comprometa a história ou o entendimento da mesma, que devo dizer, está muito boa.

Nesse último capítulo notei os mesmos erros do Roberto, nenhum outro passou pelos meus olhos, e olhe que eles são bons em notar erros. Anyway, espero que o torneio acabe logo para a história poder voltar ao normal, tente equilibrar bem a fic entre história e lutas. Sei que muitos gostam mais de lutas do que história mas é bom ter um capítulo com pelo menos 45% de história.

Seus personagens são bem carismáticos, não gosto muito de alguns dos rivais, mas quem gosta? As fan-girls? -qqn *corre para as montanhas*

Enfim, vou terminar esse comentário meio grande com a típica frase clichê que os leitores costumam falar no final de cada post do autor: ''Espero pelo próximo capítulo!''

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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Hyurem em Qui 19 Jul 2012 - 11:26

Cap. ótimo, DZ! (preciso procurar sinônimos no dicionário, já estão ficando repetitivos os elogios)

Praticamente fantástica a análise da habilidade do Drapion feita pelo Felipe.
Notei um erro no conteúdo: o Sandstorm invocado pelo Tyranitar e o Toxic Spikes do Drapion não causaram dano ao adversário. O Sandstorm não fez nada nem ao Ariados nem à Misdreavus, também. Por favor, desculpe-me se eu tiver entendido errado.

Você comeu uma letra aqui:
Mais uma vez, faúlhas roxas envolveram o corpo de Tyranitar.
Prossiga com esse ótimo desempenho! É isso!
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por DarkZoroark em Qua 25 Jul 2012 - 19:57

[quote="roberto13"]Oi!

Bom, o cap manteve o nível dos anteriores, o que é ótimo. Porém, novamente teve alguns pequenos erros, a maioria deles são aqueles que você revisa 500x o cap., mas eles persistem em ficar haha.


triangulo - 5 paragrafo

ocasionando um grande acumulo de fumaça e poeira sobre a arena

apostando tudo em um ultimo e derradeiro ataque.

ainda um tanto intimidada com o ultimo ataque.

Todos por conta de acento: triângulo; acúmulo; último;

[quote]protegendo seu rosto com os braços enquanto o pó tornava a descer de encontro ao chão.


Lá vem ela, a vírgula... Dois sujeitos = Dois verbos = Duas orações = Vírgula entre braços e enquanto.

o enorme escorpião também estava

Acredito que faltou "brilhante" no fim da oração.

apontou em sua direção dele, em busca de maiores informações.

O "sua" deixou a frase confusa e, provavelmente, você deve apagado uma para escrever outra frase e acabou esquecendo de apagá-lo.



Em relação ao conteúdo, acho que o Tyranitar foi derrotado fácil, mesmo batalhando com dois. Os dois insetos, embora também possuam vantagem, não tem possuem tanta força como o Tyranitar... (mas ignora isso, pois ele é um dos meu pokémon favorito haha)

É isso!


Olá roberto. Obrigado, primeiramente, por ter me informado dos erros que viste (e também por comentar). Quanto ao Tyranitar a explicação é simples; foi por causa dos efeitos do Toxic. Cada vez que ele é ativo, o dano dobra. Normalmente, um Pokémon com todo seu Hp dura apenas seis turnos recebendo APENAS dano desse ataque. Espero que goste deste capítulo (vou dar uma passada na sua fic quando terminar esse post).

@Tsurugi escreveu:Bom, depois de passar um bom tempo lendo sua fic, finalmente vi até esse último episódio e devo dizer uma coisa: Sua Fic começou como água com gás (bem ruim) até o(a) melhor vinho/whisky/cachaça/cerveja que pode existir. Sério, pouquíssimas fics se tornaram tão boas de uma hora pra a outra como a sua. Lhe dou meus parabéns.
Em alguns capítulos dá pra notar um ou outro erro ortográfico, mas nada que comprometa a história ou o entendimento da mesma, que devo dizer, está muito boa.

Nesse último capítulo notei os mesmos erros do Roberto, nenhum outro passou pelos meus olhos, e olhe que eles são bons em notar erros. Anyway, espero que o torneio acabe logo para a história poder voltar ao normal, tente equilibrar bem a fic entre história e lutas. Sei que muitos gostam mais de lutas do que história mas é bom ter um capítulo com pelo menos 45% de história.

Seus personagens são bem carismáticos, não gosto muito de alguns dos rivais, mas quem gosta? As fan-girls? -qqn *corre para as montanhas*

Enfim, vou terminar esse comentário meio grande com a típica frase clichê que os leitores costumam falar no final de cada post do autor: ''Espero pelo próximo capítulo!''

Leitor novo (se usarmos o termo vagamente)! Obrigado pelos elogios. Só fan-girl mesmo para gostar de todos os personagens de uma história. Vou seguir sua dica e tentar equilibrar mais a fanfic. Espero que goste desse capítulo.

@Hyurem escreveu:Cap. ótimo, DZ! (preciso procurar sinônimos no dicionário, já estão ficando repetitivos os elogios)

Praticamente fantástica a análise da habilidade do Drapion feita pelo Felipe.
Notei um erro no conteúdo: o Sandstorm invocado pelo Tyranitar e o Toxic Spikes do Drapion não causaram dano ao adversário. O Sandstorm não fez nada nem ao Ariados nem à Misdreavus, também. Por favor, desculpe-me se eu tiver entendido errado.

Você comeu uma letra aqui:
Mais uma vez, faúlhas roxas envolveram o corpo de Tyranitar.
Prossiga com esse ótimo desempenho! É isso!

Hyurem o/ Obrigado pelos elogios. Também estou precisando achar novos sinônimos para as respostas aos comentários. Tem que ter um inteligente para remediar um David da vida. O Sandstorm eu tinha pensado em apenas ficar circundando a arena, servindo como um paredão. O Toxic Spikes não foi erro, por que ele é posto no solo. A habilidade de Misdreavus é o Levitate e logo ela não é tomada pelo efeito e o Ariados é parte Poison, por isso não é afetado. Espero que goste desse capítulo.

Attacking from the Shadows! Janine's Last Pokémon!


Saindo de dentro da Pokéball, apareceu um ser sombrio e de corpo arredondado, com uma coloração roxa escura. Seus braços e pernas eram curtos, mas grossos. Tinha grandes olhos vermelhos e uma boca que se fixava em um macabro sorriso. Suas costas eram recobertas por pelos rígidos e, aparentemente, pouco maleáveis. Buscando por um maior número de informações, saquei minha Pokédex e apontei em direção ao novo ser que entrara em campo.

- Gengar, o Pokémon sombra. É a forma evoluída do Haunter. Pode mesclar-se a qualquer ambiente que seja escuro, tornando-se quase invisível nesses. É dito que quando está se escondendo, as temperaturas ao seu redor despencam cerca de dez graus centigrados. Tem a habilidade de voar.Educou o utensílio, desativando-se logo em seguida.

- Então é esse o novo trunfo da Janine? – Questionei, sorrindo com leveza. – Como será que Jack irá enfrentar isso?

Sobre a arena de combate, o mais novo ser que aparecera começou a rir secamente enquanto olhava ao redor, achando tudo muito espirituoso. Misdreavus, sem importar-se com isso, voltou a encarar os espectadores, procurando algo mais interessante para fazer.

- Não podemos vacilar agora! – Declarou o treinador, pronto para resolver o conflito. – Acerte-o com Shadow Ball!

- Faz tempo que não lutamos juntos, então vamos começar devagar. – Julgou a garota, considerando suas múltiplas possibilidades. – Evada esse ataque e use Disable! – Exclamou, incitando uma resposta ao primeiro ataque.

Focando-se em seu adversário, a pequena bruxa moldou, em frente de si, um orbe sombrio envolto por relâmpagos de estática negra. Sem delongas, atirou-a em direção ao seu adversário. Rindo roucamente, o ser das trevas saltou por cima da esfera e observou tranquilamente enquanto ela colida contra o chão e explodia. Voltando-se novamente para sua adversária, fez com que seus olhos brilhassem em púrpura. Uma aura violeta envolveu-o, sem auxiliá-lo em praticamente nada.

- Se isso não funcionou, vamos tentar então o Psybeam! – Orquestrou Jack, focando-se em sua segunda opção ofensiva.

- Desvie desse golpe e depois a acerte com seu Night Shade! – Disse Janine, com uma simplicidade só expressa por uma Gym Leader.

Sem demora, Misdreavus propeliu de seus olhos dois raios de energia que brilhavam em todas as cores do arco-íris. Despreocupado, Gengar rodopiou para o lado, quase como uma bailarina. Voltando-se para sua adversária enquanto flutuava mais para cima, ocultou seus olhos por trás de uma energia negra. Gracejando, disparou dois relâmpagos negros envoltos por uma aura azulada contra a pequena dama. Felizmente, essa conseguiu desviar para o lado, esquivando bem a tempo do golpe
.

- “Droga! Ele é rápido demais!” – Notou o adolescente, desconcertado. – “Preciso fazer algo sobre isso antes que seja muito tarde.” – Determinou, com grande facilidade. –Misdreavus, desacelere-o com Thunder Wave! – Exclamou, com um sorriso em seus lábios.

- Pensando em retardar nossa velocidade para depois nos atacar com tudo, não? – Deduziu Janine, quebrando toda a estratégia do seu adversário. – Inteligente, mas não o suficiente! – Falou, com um sorriso vitorioso em sua face. – Gengar, mande tudo de volta usando Shadow Punch!

As contas do colar da garota fantasmagórica passaram a brilhar e soltar pequenos lampejos azuis após o comando dado. Um relâmpago de cor safira moveu-se em direção ao segundo ser com o grito dela. Sem deixar-se intimidar, o ser de sombras ergueu um braço enquanto faíscas púrpuras elevavam-se pelo membro até passarem a rodear sua mão. Socando o ar, mandou um punho fantasmagórico. Sem oferecer muita resistência, o raio azul foi rompido pela energia fantasmagórica, que encerrou por atingir a Pokémon bruxa e causou-lhe bastante dano. Abalada, perdeu sua consciência e passou a despencar em direção a arena com uma velocidade surpreendente.


- Lance-a para cima dos tufões de areia com Ice Punch! – Capitaneou a garota, não querendo dar qualquer abertura aos seus adversários.

- Recomponha-se e impeça-o com Astonish! – Exclamou o treinador, nervoso com a rápida descida de sua parceira.

Pousando no solo rachado e destruído, Gengar passou a correr avante enquanto sua mão direita era lentamente envolta por um brilho gélido e pálido. Pouco antes de chocar-se ao solo, Misdreavus recobrou seus sentidos e, seguindo as ordens de seu mestre, criou uma expressão intimidadora e assustadora. Um calafrio percorreu o corpo do primeiro enquanto este parava de correr e encarava sua oponente, deixando de utilizar seu golpe.


- “Preciso aproveitar que ele está momentaneamente paralisado para causar algum dano e ainda aumentar alguns de nossos status.” – Decidiu Jack, mentalmente. – Misdreavus, acerte-o com Charge Beam! – Comandou, disciplinadamente.

- Bem pensado, meu jovem e descente adversário. – Comentou Janine, sorrindo por conseguir travar uma batalha tão boa. – Mas isso não será o suficiente! Gengar, Payback! – Exclamou, como se revelasse seu ás na manga.

Com um sorriso austero, a pequena feiticeira criou em sua frente um orbe dourado de eletricidade. Desse foi propelido um poderoso raio, que atingiu adversário e eletrocutou-o. Sorrindo após ter tomado o dano, o ser de sombras criou um anel de energia negra em sua frente e atirou-o contra a Pokémon bruxa, causando-lhe um grande dano e jogando-a de encontro aos tufões de areia que circundavam a arena. Três deles a atingiram, causando-lhe algum dano. Ainda segurando-se, Misdreavus flutuou penosamente até o centro da arena, só para decair contra o solo, cansada de mais para ainda combater. Mesmo assim, continuava a tentar se erguer, apenas para cair novamente.

- Misdreavus está incapacitada de continuar batalhando! – Julgou Liza, apiedada com a força de vontade da valente criatura. – A vitória vai para Janine e Gengar, deixando Jack com apenas mais um Pokémon a sua escolha! – Anunciou, ao mesmo tempo relembrando a todos sobre o fato.

- Você fez o seu melhor. – Reconheceu o treinador, sorrindo para sua parceira em um misto de orgulho e cansaço. – Agora descanse tanto quanto puder. – Aconselhou, retornando-a para sua Pokéball e, em seguida, sacando outra. – Parece que está tudo em suas mãos. Vá, Zweilous! – Comandou, lançando o objeto circular para frente.

De dentro dele, emergiu o dragão de dupla personalidade com qual batalhara na manhã do dia anterior. Instantaneamente, faíscas roxas tomaram conta do corpo do ser de médio porte, sinal de que os Toxic Spikes haviam sido ativados. Urros poderosos embebidos em um misto de raiva e dor ecoaram de ambas as gargantas da fera enquanto recebia a primeira de muitas dosagens de dano.


- Não é correto enfrentarmos o último de nossos adversários quando este está enfraquecido. – Observou Janine, cruzando os braços. – Gengar, faça-me o favor de usar Haze! – Pediu, querendo igualar as coisas.

- Aproveite para se fortalecer com Work Up! – Comandou Jack, aliviado por ter menos um problema com o que se preocupar.

Inspirando e exalando profundamente, o ser de sombras lançou sobre o campo uma grossa camada de fumaça negra. Esta, ao atingir Zweilous, retirou todo o veneno que havia em seu organismo. Com um rugido rouco, o dragão cego passou a emanar uma aura vermelha. Momentos depois, ela desapareceu, mas não sem antes ter elevado seus níveis normais de ataque.


- Por que motivo você fez isso? – Indagou o treinador, sem entender o motivo pelo qual sua adversária cancelaria a própria armadilha.

- Esperava usá-la apenas contra seu segundo Pokémon. – Revelou a garota, chocando o treinador. – Tinha pensado que ias mandar Misdreavus por último, mas evidentemente me enganei. – Falou, envergonhada com a última parte.

- Nesse caso, eu tenho que agradecê-la. – Comentou o primeiro, com um sorriso calmo.

- Guarde isso para depois da batalha. – Aconselhou a segunda, um tanto encabulada com o comentário. – Gengar, ataque com Drain Punch! – Comandou, mudando seu foco para o campo de batalha.

- Evasiva e depois o atinja com Zen Headbutt! – Exclamou o adolescente, confiante nas habilidades de seu parceiro.

Com um riso de satisfação, Gengar mais uma vez lançou-se ao ataque, movendo um de seus punhos pra frente. Enquanto o fazia, este era envolvido por uma aura verde com estrias amarelas circundando-a. Percebendo sensorialmente a aproximação de seu adversário, Zweilous saltou para o lado, desviando com demasiada facilidade. Curvando ambas suas cabeças, passou a moldar um globo púrpuro em meio a elas. Erguendo-as, fez com que a esfera crescesse exponencialmente. Baixando as duas mais uma vez, atirou-se correndo para frente, atingindo o adversário com eu ataque. Como resultado, este foi atirado para trás após receber um forte dano.


- Gengar, levante-se e use Icy Wind! – Comandou Janine, com uma calma severa.

- Salte para trás de uma rocha em evasiva! – Exclamou Jack, sabendo que aquele ataque significaria futuros problemas.

Erguendo-se energeticamente enquanto sorria, o Pokémon fantasma projetou entre suas mãos uma esfera brilhante e gélida com o mesmo diâmetro que uma bola de futebol. Um forte vento gelado e veloz foi propelido de dentro do globo em direção ao dragão gêmeo. Este passou a correr para trás, procurando por uma rocha grande o suficiente para cobri-lo totalmente. Finalmente encontrou uma e enfiou-se para trás dela, bem a tempo de evitar a ventania que o seguia.


- Você realmente teve uma boa ideia ao usar o campo deformado pra defender-se do Icy Wind. – Elogiou a adolescente, reconhecendo as habilidades de seu adversário. – Mas não funcionará contra isto! Gengar, ataque com Ice Punch! – Bradou, confiantemente.

- Espere que ele apareça sobre si e prenda-o entre suas presas com Crunch! – Liderou o treinador, com um sorriso empolgado em sua face.

Correndo em direção a posição de seu adversário, Gengar deixou que um de seus punhos passasse a emanar um brilho gélido e azul. Esperando que fosse atingido por cima, Zweilous ergueu ambas as suas cabeças e escancarou suas bocarras, revelando fileiras de presas brilhantes e afiados. Entretanto, de maneira imprevista, o Pokémon sombrio atravessou diretamente a rocha que havia a sua frente utilizando-se de sua intangibilidade, aparecendo atrás do dragão peludo e atingindo-o entre as omoplatas. O grito de dor dado por esse mostrava que o ataque havia sido bem efetivo. Com medo de represálias, o coringa fantasma saltou para trás, também querendo evitar um possível ataque.


- Eu havia lhe avisado que iria batalhar da maneira de um ninja. – Lembrou-lhe Janine, com um sorriso em seus lábios. – Atacar pelas sombras e com o elemento surpresa... É assim que irei fazer! – Declarou, com um tom um tanto intimidante. – Gengar, Dark Pulse!

- Use sua Aqua Tail para formar uma barreira de espirais ao seu redor de forma a se defender! – Demandou Jack, formando uma defesa bastante criativa.

Sem esperar que o adversário desse o primeiro passo, Zweilous ergueu sua cauda e fez com que rajadas de águas espiraladas surgissem ao seu redor. Com um urro extremamente alto, fez com que estas crescessem exponencialmente, até cobrirem por coberto todo seu corpo. Sem deixar-se intimidar, o ser sombrio começou a descer lentamente em direção ao solo. Ao tocá-lo, continuou a descer até ficar com todo seu corpo abaixo do piso de concreto da arena. Ansiedade e apreensão cercavam a atmosfera do local nos instantes que se seguiram. De repente, um raio composto por círculos negros e púrpuros atingiu o ventre de Zweilous pelo único ponto que sua defesa não cobria; o solo. Um urro ascendente misto de raiva e angústia subiu aos céus ao mesmo tempo em que o dragão era elevado pelo golpe.


- Que droga! – Esbravejou Jack, surpreso com a maneira pela qual seu parceiro havia sido atingido.

- Termine isso e faça-nos avançar para o próximo round com Focus Blast! – Exclamou Janine, com um sorriso vitorioso em sua face.

Com um sorriso malicioso, Gengar reuniu ambas as mãos em frente ao seu peito, criando uma esfera turquesa. Quando esta adquiriu uma circunferência que o agradou, lançou-a para cima, na direção de seu oponente. Sem reação, o Pokémon dragão só pode deixar-se ser atingido. Uma forte explosão ocorreu com o contato entre os dois, lançando uma fumaça espessa e negra ao redor. Despencando desta, Zweilous chocou-se contra o solo, inerte. Percebi que Liza iria declarar a vitória de Janine e rapidamente passei a avançar em sua direção.

- Zweilous está sem condições para... – Começou a governanta, para a tristeza de Jack.

- Espere, senhorita. – Pedi, chegando ao seu lado. – Não declare uma vitória antes que o resultado seja certo. – Aconselhei, com calma.

- Não há o que esperar. – Respondeu a primeira, com sinceridade em seu olhar. – Ele está machucado demais para conseguir batalhar. Nem mesmo consegue se levantar. – Explicou, de uma maneira simples.

- Então, peço que olhe novamente para a arena. – Falei, indicando com o dedo para o local onde o Pokémon estivera caído.

Sobre a arena o dragão de duas cabeças erguia-se novamente, ainda que lentamente. Suas pernas tremiam, um forte indício de que o dano que recebera fora alto. Mesmo assim, sua força de vontade parecia não ter fim. Quando, por fim, conseguiu estabilizar-se sobre suas quatro patas, bradou o mais forte que pode com ambas as suas cabeças, em um misto de raiva e impotência. De repente, um brilho branco tomou-lhe conta de todo o corpo, começando uma série de mudanças fisiológicas.

- Isso é...! – Exclamou Jack, perplexo.

- Chimchar, Chim? – Perguntou o pequeno macaco, olhando para mim.

- Sim, é muito interessante. – Concordei, com um aceno positivo da cabeça. – Essa evolução é especial. Pokémons podem evoluir normalmente, isto é um fato verídico. Mas, quando os sentimentos e os desejos de Pokémon e treinador unem-se em um só, um poder dezenas de vezes maior é gerado. – Expliquei, com um sorriso satisfeito.

Em instantes, a nova aparência do ser tomara forma. No lugar onde antes havia Zweilous, agora se encontrava um dragão de três cabeças. Grande, possuía por volta de dois metros de altura. Seis longas e finas, mas potentes asas negras sustentavam-lhe o voo. Ao redor de seu pescoço, uma estrutura rubra semelhante a um colar de pétalas abria-se próxima à sua cabeça. Seu corpo possuía uma coloração primariamente azul escura. Os olhos de sua cabeça principal eram grandes e negros, com uma pupila violeta em seu centro. Duas cabeças menores ficavam no local aonde deveria haver mãos; estas não possuíam pupilas, mas suas escleras eram negras como a noite. Duas listras rubras cruzavam-lhe verticalmente o abdômen. Uma cobertura de pelos negros cobria-lhe tudo acima do tórax, exceto as cabeças. Seus pés pareciam atrofiados, não tendo garras nem solas aparentes, mas apenas três curtos dedos. Uma longa cauda que terminava em um tufo de pelos servia-lhe como um leme para manejar melhor seu curso enquanto voava. Isso só poderia dizer algo; Zweilous evoluíra para Hydreigon. Querendo saber mais informações desse, saquei a Pokédex e apontei em sua direção.

- Hydreigon, o Pokémon brutal. Voa pelos céus com uma velocidade de noventa quilômetros por hora. Diz-se que qualquer coisa que se mova é vista como um oponente por ele, incitando-o a atacar. Aqueles que são treinados desde Deino ou Zweilous tendem a ser mais calmos e dóceis. Informou, com sua habitual e antipática voz metálica.

Com um grito de aprovação ao que havia ocorrido, o dragão fez com que uma luz laranja tomasse-lhe todo o corpo. Uma esfera dessa mesma cor logo lhe apareceu em frente ao estômago, sinal da quantidade de energia que ele estava reunindo. Abrindo todas as suas bocas, dissipou o poder em seu estômago e criou uma esfera em cada uma. Propelidas pela hidra das trevas, voaram com uma celeridade fenomenal, explodindo ao atingir sua altura máxima. Centenas de orbes cor de bronze passaram a despencar sobre a arena com força total, causando explosões ao atingirem o solo. Gengar, assustado, conseguiu desviar de algumas dezenas de meteoros, mas consequentemente foi atingido por outros e forçado contra o solo. Quando as detonações cessaram não havia mais uma arena propriamente dita, apenas terra estéril e desolada, quase como um campo de concentração. Felizmente, nem Liza ou as guerreiras foram atingidas, muito embora parte deste feito devesse-se ao Protect de Chimchar.

- Realmente, ficou bem mais poderoso... – Falei, um tanto intimidado pela destruição que ocorrera no lugar. – Mesmo fraco, conseguiu usar um Draco Meteor com essa potência. Imagine quando estiver totalmente saudável...

- Eu tinha voltado para Sinnoh após fazer uma viagem de alguns meses por Unova quando visitei a casa da vovó Wilma, na rota 210. – Relembrou-se Jack, observando seu novo parceiro. – Passei a semana seguinte lá tentando ensinar esse ataque para Zweilous. Apesar de ter conseguido, ele era muito instável e nem sempre funcionava, por isso parei de usá-lo. – Explicou, revelando o motivo pelo qual guardara este ás na manga. – Mas como com a evolução ele ganhou mais poder, e assim consegue estabilizar melhor o poder. – Deduziu, com um sorriso brotando em seus lábios.

- Meus parabéns por ter conseguido evoluí-lo nessa situação. – Parabenizou Janine, realmente impressionada. – Mas isso não influenciará no resultado! Gengar, Double Team e Thunderbolt! – Comandou, apostando tudo nesse último ataque.

- Hydreigon, termine tudo com Dragon Pulse! – Comandou o segundo, em reação aos seus adversários.

Erguendo-se repentinamente, o fantasma separou partes de sua sombra que foram lentamente transformando-se em cópias idênticas a si. Juntaram suas mãos em frente às faces, criando globos amarelos de eletricidade. Com risos travessos, atiraram relâmpagos contra o dragão sombrio. Muito embora apenas um destes fosse real, não sabia distinguir qual era. Rugindo orgulhosamente, Hydreigon formou uma esfera turquesa em frente a sua boca principal e, em seguida, disparou-a contra os adversários. Como apoio, suas outras cabeças lançaram dois tufões roxos em alta velocidade na direção de seu adversário. Sem oferecer nenhuma resistência, os relâmpagos foram esmigalhados pelos tornados, que atingiram dúzias e mais dúzias de clones, sem, entretanto, atingir o original. Este papel coube ao globo turquesa, que gerou uma poderosa explosão ao atingi-lo, erguendo uma camada de grossa fumaça sombria. Quando esta baixou, revelou que Gengar estava nocauteado.


- Gengar está fora de combate! – Decretou Liza, com calma e tranquilidade. – A vitória vai para Jack e Hydreigon! Com isso, o treinador avança para as semifinais! – Anunciou, fazendo com que uma salva de palmas estourasse pelo estádio.

- Você deu o seu máximo, meu amigo. – Falou Janine, satisfeita com o combate que tivera. Sacou sua Pokéball e retornou seu desmaiado companheiro para o seu interior. – Meus parabéns por ter me derrotado. Estarei ansiosa por assisti-lo em seu próximo combate. – Disse, retirando-se da arena.

- Felicitações, Jack. – Falei, afastando-me do que sobrara da arena. – Mas este foi apenas o primeiro combate e, agora, acontecerá o segundo. – Comentei, olhando com o canto do olho para Tamarazashi e Mary.

[Continua no Próximo Capítulo]

Prévia:
Boa noite a todos! Aqui quem fala é a May. No próximo capítulo ocorrerá a batalha entre os dois últimos coordenadores que ainda se encontram presentes no torneio. Enquanto Mary tenta evitar todo e qualquer dano ao seus Pokémons, Tamarazashi se aproveita de sua velocidade para infligir uma boa quantidade de ferimentos. Tudo isso e muito mais em Two Souls Like the Blue Sky.

Eventos Importantes:
• Janine revela possuir um Gengar.
• Gengar derrota Misdreavus.
• O Zweilous de Jack evolui para Hydreigon.
• Hydreigon derrota Gengar.
• Jack derrota Janine e avança para a semifinal.
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Hyurem em Qui 26 Jul 2012 - 10:28

Hello, DZ!
Capítulo praticamente estupendo, meu amigo. Sua história está tão boa que não há muito o que comentar.

Localizei um pequeno erro e uma parte que ficou um pouco estranha:
Com um urro extremamente alto, fez com que estas crescessem exponencialmente, até cobrirem por coberto todo seu corpo.
– Mas como com a evolução ele ganhou mais poder, e assim consegue estabilizar melhor o poder. – Deduziu, com um sorriso brotando em seus lábios.

Bom, é isso! Até mais!
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por roberto13 em Seg 30 Jul 2012 - 12:58

Oi!

Nem tinha percebido o efeito secundário do Toxic haha, o erro foi meu então, perdão.

Novamente muito bom capítulo, com ótima descrição. Porém teve pequenos erros:

Baixando as duas mais uma vez, atirou-se correndo para frente, atingindo o adversário com eu ataque

Erro de digitação. Comeu um M ali.

Comentário ta pequeno por conta da falta de tempo, desculpe, mas é isso!



Retratação: fiquei com dúvida e fui ver a maldita palavra orbe e realmente ela é masculina, desculpe por ter passado informação errada.


Última edição por roberto13 em Seg 30 Jul 2012 - 13:17, editado 1 vez(es) (Razão : retratação)
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Tsurugi em Ter 31 Jul 2012 - 2:07

Como sempre um ótimo capítulo, com uma descrição boa, uma narração agradável, de erro eu só vi os mesmos que o Hyurem e o roberto13 viram. Apenas isso.
Me pergunto como a história vai continuar com o final do torneio, claro que com a jornada mas me refiro à como você irá manipular à história. Se você tivesse encurtado o torneio desde o início, talvez já estivesse no próximo ginásio. Mesmo assim, a história não deixa de estar ótima. Só espero que o torneio termine logo.

É isso, o comment não ficou muito grande porque não tenho muito a falar, você está sempre progredindo e melhorando à cada capítulo. Termino aqui com um:
''Espero pelo próximo capítulo! Me Gusta ''

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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por DarkZoroark em Dom 5 Ago 2012 - 1:00

@Hyurem escreveu:Hello, DZ!
Capítulo praticamente estupendo, meu amigo. Sua história está tão boa que não há muito o que comentar.

Localizei um pequeno erro e uma parte que ficou um pouco estranha:
Com um urro extremamente alto, fez com que estas crescessem exponencialmente, até cobrirem por coberto todo seu corpo.
– Mas como com a evolução ele ganhou mais poder, e assim consegue estabilizar melhor o poder. – Deduziu, com um sorriso brotando em seus lábios.

Bom, é isso! Até mais!

Hyurem o/ Sério? Nem acho ela muito boa, mas se você diz... Obrigado pelos elogios e por apontar estes erros. Espero que goste deste novo capítulo.

@roberto13 escreveu:Oi!

Nem tinha percebido o efeito secundário do Toxic haha, o erro foi meu então, perdão.

Novamente muito bom capítulo, com ótima descrição. Porém teve pequenos erros:

Baixando as duas mais uma vez, atirou-se correndo para frente, atingindo o adversário com eu ataque

Erro de digitação. Comeu um M ali.

Comentário ta pequeno por conta da falta de tempo, desculpe, mas é isso!



Retratação: fiquei com dúvida e fui ver a maldita palavra orbe e realmente ela é masculina, desculpe por ter passado informação errada.

Yo roberto13! Não tens que pedir perdão por nenhum dos dois motivos. Também quase me esqueci do Toxic enquanto estava escrevendo (só fui me lembrar quando revisei o capítulo) e orbe parece mesmo feminino (palavra transexual Laughing ). Não foi um "M" que eu comi, mas sim um "S". Relaxa cara. Não é o tamanho do comentário que importa, mas sim seu conteúdo. Espero que goste deste capítulo.

@Tsurugi escreveu:Como sempre um ótimo capítulo, com uma descrição boa, uma narração agradável, de erro eu só vi os mesmos que o Hyurem e o roberto13 viram. Apenas isso.
Me pergunto como a história vai continuar com o final do torneio, claro que com a jornada mas me refiro à como você irá manipular à história. Se você tivesse encurtado o torneio desde o início, talvez já estivesse no próximo ginásio. Mesmo assim, a história não deixa de estar ótima. Só espero que o torneio termine logo.

É isso, o comment não ficou muito grande porque não tenho muito a falar, você está sempre progredindo e melhorando à cada capítulo. Termino aqui com um:
''Espero pelo próximo capítulo! Me Gusta ''

Tsurugi o/ Primeiramente, agradeço-lhe pelos elogios. Vou manipulá-la sim. Irei dar uma adiantada até a cidade do primeiro Gym e a subsequente challenge, e depois vou fazer um pequeno arco (de 2 ou 3 capítulos) envolvendo outra atração da City. Relaxa que agora é rápido. Sem ter que inventar personagens que apareçam apenas uma vez e depois desapareçam, posso desenvolver mais rápido os capítulos. Já falei a mesma coisa pro roberto13 e repito de novo; Não é o tamanho do comentário que importa, mas sim seu conteúdo (tem aqueles que escrevem dúzias e mais dúzias de linhas mas que não dizem quase nada e outros que dizem tudo em bem poucas). Espero que goste deste novo capítulo.

Two Souls Like The Blue Sky


Com serenidade, Jack sacou uma de suas Pokéballs e restituiu Hydreigon para o interior do objeto esférico. Sem existir mais nenhum combatente sobre a arena, os ciclones de areia consentiram em desfazerem-se, deixando um punhado de detritos sobre onde antes giravam. O treinador deixou o local enquanto Tamazarashi e Mary prosseguiam em direção ao campo de combate. Enquanto o primeiro apresentava-se confiante e tranquilo a segunda mostrava um pouco de apreensão e timidez. Liza ergueu-se de seu trono assim que os dois tomaram suas posições, pronta a discursar.

- Meus caros espectadores! – Chamou, aplacando os murmúrios que ocorriam pelo estádio. – É com prazer que anuncio o prelúdio da segunda disputa do torneio! De um lado encontra-se Tamazarashi, um poderoso competidor que passou pela primeira fase com graça e força! – Anunciou, apresentando o adolescente. – De outro, Mary, que apesar da idade precoce, é indubitavelmente talentosa. – Elogiou, introduzindo a menina. – Sem mais delongas, tragam seus primeiros pokémons e comecem a batalha!

- Mostre sua elegância, Electrike! – Requisitou o jovem, atirando uma Pokéball para frente.

- Presenteie-nos com seu brilho, Buneary! – Pediu a criança, conseguindo suprimir seu receio.

Em instantes, dois pequenos mamíferos surgiram sobre o solo. O primeiro era um diminuto e verde canídeo com marcas amarelas. Quatro caninos pontiagudos e afiados podiam ser vistos quando abria a boca. Sua cauda era curta e pontiaguda, com os pelos em seu término sendo amarelos. “Espinhos” longos projetavam-se de seus cotovelos e joelhos. Sobre o topo de sua cabeça, uma longa crista angular aparecia. Um padrão em forma de raio cruzava-lhe todo o crânio. A segunda era uma pequena coelha com pelos marrons e lã rosada. Saquei a Pokédex para obter mais detalhes sobre o primeiro e percebi que May fazia o mesmo, só que apontando para a última.

- Electrike, o Pokémon relâmpago. Estimula os músculos de suas pernas com pequenas descargas elétricas nesses. Em estações do ano em que o ar esteja excepcionalmente seco, todo seu corpo queima com violentas tempestades de faíscas.Informou o acessório, com uma voz mecânica.

- Buneary, o Pokémon coelho. Pode-se dizer como ele se sente pela maneira com que suas orelhas estão enroladas. Quando assustado, ambas as suas orelhas ficam totalmente enroladas. Durante noites frias, dorme com sua cabeça comprimida sobre sua lã. Analisou o objeto, indiferente.

Com coragem, o pequeno cão demonstrou suas habilidades ao roçar suas patas traseiras, dispersando fagulhas azuis pelo ar. Achando o movimento surpreendentemente divertido, a roedora gentil apoiou suas mãos sobre a boca e começou a rir com meiguice. Reconhecendo que ambos estavam prontos, a governanta deu sinal para que a disputa começasse.


- Electrike, inicie este show com Quick Attack! – Pleiteou Tamazarashi, sorrindo gentilmente.

- Proteja-se com Water Pulse, Buneary! – Falou Mary, tomando sua típica posição defensiva.

Procedendo velozmente, o canídeo verde passou a correr em direção à sua adversária, deixando para trás um rastro branco de energia. Respondendo a altura, a Pokémon feminina reuniu suas mãos em frente ao rosto enquanto passava a emanar uma aura azulada. Um orbe de água cristalina modelou-se entre as patas, sendo projetada contra o oponente ao atingir o tamanho desejado pela usuária. Pressentindo perigo no golpe, Electrike habilmente pulou por sobre a esfera usando de sua velocidade favorecida, voltando a avançar contra a coelha assim que tocou no chão. Surpresa, não conseguiu desviar antes de ser atingida pelo ataque, sendo atirada para trás.


- Aproveite-se que ela está no chão e aumente sua força usando Howl! – Comandou o adolescente, percebendo a boa oportunidade que possuía.

- Buneary, levante-se e use Attract! – Pediu a menina, assustada com a força demonstrada pelo jovem lobo.

Orgulhoso, o Pokémon relâmpago ergueu seu nariz para cima e rugiu ruidosamente, fortalecendo a potência de seu ataque. Levantando-se em um salto, a coelha rosada piscou para seu adversário com um dos olhos. Ao fazê-lo, múltiplos corações rosa com faíscas de mesma cor rodeando-os saíram flutuando em direção ao adversário, passando a rodeá-lo rapidamente ao se aproximarem. Pouco depois atingiram o filhote de cachorro, causando um flash rosado ao redor dele e transformando seus olhos em dois corações. O que acontecera era óbvio; Electrike havia contraído uma forte paixonite pela fofa roedora.


- É, parece que não tenho outra escolha... – Suspirou Tamazarashi, vendo o estado de seu primeiro Pokémon. Sacou uma Pokéball e apontou na direção dele. – Volte! – Ordenou, retornando o canídeo verde para dentro da esfera. Em seguida, guardou-a e pegou uma segunda, atirando-a para cima. – Combee, é com você!

Com o comando, uma Pokémon inseto que lembrava três favos de mel laranjas e hexagonais surgiu em cena. Cada hexágono tinha uma face oval e amarela em seu interior. A central possuía duas características que a distinguiam das demais; a presença de uma marca vermelha sobre sua testa e um abdômen atrás de si. As duas superioras possuíam uma antena fina e negra e uma asa ligada ao corpo por uma articulação vermelho-alaranjada cada. Achando curiosa a nova criatura que aparecera, Mary pegou sua Pokédex e apontou na direção dela, buscando por mais informações.

- Combee, o Pokémon abelha composta. Ele coleta e entrega mel para sua colônia. Constantemente poliniza flores para agradar Vespiquen. Durante a noite, une-se a outros de sua espécie para formar uma colméia e dormir. Apenas as fêmeas podem evoluir. É considerado por muitos um parente distante de Beedrill. Informou o objeto, desligando-se logo em seguida.

- Que bonitinha! – Exclamou a coordenadora, sorrindo inocentemente.

- Não é? – Concordou o mais velho, olhando para sua parceira. – Você verá a graça dela durante esse combate! – Prometeu, espalmando o ar. – Use Air Cutter!

- “Se funcionou uma vez, será que funcionará duas?” – Perguntou-se a primeira, duvidosa. – Acho que só nos resta tentar. Buneary, use Attract mais uma vez! – Comandou, com incerteza em seu olhar.

Batendo suas asas rapidamente, a pequena coletora de mel passou a emanar uma luz azul pálida desses membros. Movendo-as mais uma vez lançou um par de lâminas crescentes e cianóticas contra sua rival. Com habilidade, a Pokémon coelha saltou graciosamente para trás, pousando com uma pirueta. Duas fissuras de tamanho e profundidade razoáveis rasgaram o solo com o impacto do vento. Usufruindo dessa abertura, a mamífera felpuda piscou um de seus olhos, atirando contra sua oponente um raio composto por dúzias de corações de cor rosa. Estes passaram a circundá-la ao se aproximarem. Entretanto, quando foram atingi-la pararam subitamente, como que detidos por uma barreira. Sem terem como acertar seu alvo, os corações desfizeram-se em várias explosões de fogos de artifício.


- O que houve? – Indagou Mary, não entendendo o motivo pelo qual seu ataque havia sido falho.

- Attract
só funciona se tanto o usuário quanto o alvo forem de sexos diferentes. – Explicou Tamazarashi, em um tom tutelar. – Como a sua Buneary e a minha Combee são fêmeas ele não funcionará. – Falou, com um sorriso aliviado.

- Então, vamos tentar um Ice Beam! – Exclamou a criança, sem deixar-se abalar.

- Bem pensado. – Elogiou o segundo, surpreso. – Um Pokémon do tipo Flying é fraco contra ataques do tipo Ice. Se atingir o alvo, vai causar um bom estrago. – Reconheceu, estando surpreendentemente calmo. – Por isso não posso deixar fazer contato. Combee se proteja com Swift!

Uma esfera gélida e azul formou-se em frente à boca da coelha lanosa, projetando múltiplos relâmpagos glaciais contra sua oponente. Em resposta, a jovem abelha emitiu um brilho rubro da joia que tinha sobre o hexágono principal. Abrindo todas as suas bocas, passou a arremessar dúzias de estrelas vermelho-alaranjadas. Com o confronto, os astros foram congelados, enrijecendo-se e passando a serem cianóticas. Isso apenas contribuiu para que atravessassem os raios de energia e prosseguissem seu rumo até Buneary. Assustada, encolheu todo seu corpo, visando diminuir o impacto causado.


- Use o Secret Power para se proteger! – Disse a coordenadora, procurando baixar o dano que sua parceira viria por sentir.

Rapidamente, a Pokémon coelha envolveu seu corpo em um véu rosa de energia. Uma chapa fina do solo ergueu-se, formando um escudo entre a usuária e as estrelas azuis. Entretanto, mal colidiram meia dúzia dos projéteis e o muro desfez-se em pedaços, o que provava a força da combinação de ataques. Surpreendida, a jovem felpuda não teve tempo para reagir e foi atingida, recebendo um dano consideravelmente elevado.


- Nunca havia pensado em usar uma combinação de Ice Beam e Swift. – Confessou Tamazarashi, deslumbrado com a maneira que ambos os movimentos haviam se combinado. – Mas parece ser um bom movimento para Contests.

- É mesmo! – Concordou Mary, pegando uma de suas Pokéballs. – Buneary, volte e durma um pouco. – Falou, retornando sua parceira para o interior da esfera. Agarrou uma segunda e lançou-a para frente. – Ralts, brilhe!

Em poucos instantes, o jovem vidente surgiu em campo, pronto para batalhar. Observando sua adversária, tomou uma postura defensiva, sabendo de sua clara desvantagem. A jovem abelha apenas sorria com todas as suas faces, muito jovem para entender questões como essa.

- Essa eu não entendi. – Falou Ragna, erguendo levemente uma de suas sobrancelhas. – Ela tem um Pandeeba, então por que usou Ralts, sendo que ele vai penar para enfrentar um tipo Bug como Combee? – Indagou, com um sorriso dúbio.

- O primeiro ao qual você se referiu é o mais poderoso da equipe dela atualmente. – Falei, analisando delicadamente a situação. – Está tentando poupá-lo para mais tarde. Além do que, o pequeno ser que está em campo vai deixar a disputa mais equilibrada.

- Seleção interessante. Como será que você irá usufruir de seus talentos durante o desenrolar da batalha? – Questionou-se Tamazarashi, olhando para o novo adversário. – Só há uma maneira de descobrirmos isso; Combee, use o Bug Buzz no formato de um raio! – Comandou, retomando o combate.

- Evasiva com Teleport!- Falou Mary, prevenindo-se de uma segunda prova da força do trio de favos de mel.

Agitando suas asas vertiginosamente, a Pokémon abelha passou a emanar um brilho avermelhado de cada uma delas e da mancha sobre seu hexágono principal. Um raio composto por pura energia desprendeu-se de seu corpo e passou a percorrer seu caminho até o rival. Pressupondo o risco de fortes feridas que seguia o atraente golpe, o diminuto adivinho deixou-se envolver por uma aura multicolorida. Momento antes de ser alcançado, um forte brilho branco cercou-o, fazendo com que desaparecesse e esquivasse. Sucedendo ao evento, Ralts reapareceu poucos metros a esquerda de onde antes estava. Desapontada com o acontecimento, Combee voltou a tentar, lançando um segundo risco avermelhado por sua testa. Já atinado com a sucessão de acontecimentos, o Pokémon psíquico refez seus últimos movimentos, contornando mais uma vez a estratégia de sua opositora. Perduraram neste ciclo por mais algum tempo, sem que nenhum dos dois desse um momento de descanso ao outro. Entretanto, o profeta branco logo passou a tomar vantagem disto, descrevendo, com seus movimentos, um círculo ao redor da abelha. A estratégia deu certo e logo Combee estava confusa, movendo-se em meio ao ar em parábolas.


- Bom, parece que é o fim para ela... – Comentou o adolescente, percebendo, tarde demais, a ousada tática de Ralts.

- Finalize com um Charge Beam! – Falou a criança, feliz com sua primeira vitória nas finais do torneio.

Erguendo uma de suas mãos, o acanhado vidente fez com que ambos os seus chifres exibissem um brilho dourado. Um orbe composto por eletricidade formou-se frente à palma do membro elevado. Fechando os olhos, projetou um risco de energia de seu inteiro. Confusa, a Pokémon abelha não pode desviar e foi atingida, caindo ao chão, exaurida de todas as suas forças.


- Combee está fora de combate! – Anunciou Liza, empregando um tom sábio em sua voz. – Assim sendo, a primeira vitória vai para Mary e Ralts.

- Você fez o seu máximo. – Elogiou o jovem, agarrando uma de suas Pokéballs. – Agora descanse bastante e deixe com os outros. – Aconselhou, retornando-a para sua habitação. Sacou em seguida uma segunda esfera, lançando-a para cima logo depois. – Deixo com você, Spheal!

Com animação, um mamífero marinho similar a um bebê foca rechonchudo surgiu. Sua pelagem era felpuda e azul, polvilhada com diversos círculos brancos em suas costas e um ventre cor de creme. Tinha olhos circulares e de cor azul marinho. Pequenas presas ainda pouco desenvolvidas escapavam por baixo de seu lábio superior. Possuía orelhas atarracadas, nadadeiras beges e uma pequena cauda achatada. Achando-o bonitinho, a coordenadora pegou sua Pokédex e apontou em sua direção.

- Spheal, o Pokémon aplauso. É muito mais rápido rolando do que andando para se locomover. Pode ser facilmente visto girando por cima de icebergs durante os meses mais frios do ano. Seu pelo felpudo e sua grossa camada de gordura protegem-no do frio. – Orientou o item, desativando-se logo depois.

- Não se deixe intimidar, Ralts! – Incentivou Mary, com um sorriso caloroso. – Ataque-o com o uso de Fire Punch! – Proferiu, calma.

- Diminua a força de impacto com Growl! – Ordenou Tamazarashi, tomando uma postura mais defensiva do que a usara até pouco tempo antes.

Correndo até seu adversário, o jovem vidente embebeu um de seus punhos em um véu de chamas vermelho-alaranjadas. Sem intimidar-se, a foca do ártico abriu sua boca e, com um forte choro, liberou ondas de choque pálidas que, ao chegarem ao adivinho diminuto, fizeram com que seu potencial de ataque diminuísse. Mesmo assim, Ralts continuou a avançar, convicto de que seu ataque causaria sérias lesões ao adversário. Porém, isso não ocorrera. Na realidade, Spheal parecia nem ter sentido o impacto do fogo contra sua pele, achando graça disso.


- O que aconteceu? – Inquiriu a menina, desconhecendo o motivo pelo qual seu ataque não fora efetivo.

- Efeito da habilidade do Spheal; Thick Fat. – Respondeu o adolescente, com um sorriso modesto. – Por meio desta, os ataques dos tipos Fire e Ice tem sua força diminuída. – Explicou, singelamente.

- Vamos tentar então o Thunderpunch! – Disse a primeira, sem deixar-se abater.

- Aumente seu potencial defensivo com Defense Curl! – Exclamou o segundo, aparentemente pressionado. Entretanto, podia ser visto em seu olhar que algo viria por aí.

Erguendo um de seus punhos, Ralts fez com que este fosse rodeado por faíscas amarelas. Sentindo que iria ferir-se muito, Spheal enrolou-se de modo a proteger sua face e seu ventre, transformando-se em uma bola. Relâmpagos ergueram-se aos céus quando o profeta branco atingiu seu alvo, transferindo o manto de eletricidade de seu punho para o corpo do adversário. A foca do ártico não se dava ao luxo de se movimentar, permanecendo parado tão perfeitamente como uma estátua.


- Agora é a nossa chance! – Afirmou Tamazarashi, como se revelasse um trunfo. – Lance-o para cima e use Icy Wind para baixar sua velocidade! – Comandou, brilhantemente.

- Use Teleport para esquivar! – Orquestrou Mary, tentando deter o plano de seu adversário.

- Justo como eu pensava! – Exclamou o primeiro, para o choque da menina. – Espere ele reaparecer e atinja-o com Ice Ball! – Liderou, jogando o braço para o lado com toda sua força.

Murmúrios eram audíveis do interior da bola que era o corpo do Pokémon Water. Com força desproporcional ao seu tamanho, atirou Ralts vários metros para cima com sua cabeça ao desenrolar-se. Sem desperdiçar segundos preciosos, projetou ondas de vento com cristais azuis em direção ao adversário. De alguma forma, o interprete de emoções conseguiu estabilizar-se em pleno ar. Antes de ser atingido, desapareceu em um clarão de luz branca, reaparecendo alguns metros a frente de Mary. Não querendo dar tempo para que o primeiro recuperasse sua compostura, Spheal abriu sua boca e criou uma esfera de gelo do tamanho de uma bola de tênis e disparou-a em direção ao adversário. À medida que esta avançava, uma fraca névoa espalhava-se pelo campo. O golpe atingira o estômago de Ralts, fazendo com que este recuasse alguns passos enquanto aninhava seu ventre de maneira protetora.


- Que força! – Comentou May, surpresa com a potência do projétil. – Mas eu pensei que o Ice Ball só ficasse forte após ser usado consecutivamente algumas vezes.

- Em condições normais, sim. – Concordei, desvendando todo o plano de Tamazarashi. – Entretanto, o ataque teve sua força dobrada pelo Defense Curl*.

- Essa é uma estratégia de alto nível, se considerarmos que muitos treinadores mundo a fora descartam o uso destes dois ataques por serem aprendidos cedo demais por Spheal e seus familiares. – Observou Ragna, com um sorriso animado em seu rosto.

Sobre o campo de batalha, o Pokémon vidente desviava de um segundo projétil, este com a circunferência de uma bola de basquete. Entretanto, seus movimentos letárgicos deixavam claro que o ataque anteriormente sofrido deixara-o debilitado.


- Finalize com seu Aurora Beam, Spheal! – Comandou o adolescente, com um tom de encerramento.

- Proteja-se com Charge Beam! – Exclamou a menina, angustiada com as dores que seu parceiro suportava por ela.

Com um sorriso infantil, o filhote de morsa propeliu um raio multicolorido em direção ao seu rival. Este juntou ambos os braços em frente ao seu tórax e criou, entre suas mãos, um orbe dourado. Adicionando uma quantidade maior de energia ao globo, impeliu um risco composto por eletricidade na direção de seu adversário. Os dois movimentos consequentemente defrontaram-se, espalhando uma incrível quantidade de luz e calor com o choque inicial. A disputa encontrava-se acirrada, sem nenhum dos dois desistir de causar dano ao seu adversário. Porém, logo se tornou claro que a foca azul ganhava terreno, pois Ralts começava a vacilar. Por fim, não conseguindo mais resistir, este desfez seu ataque, sendo encoberto por um véu arco-íris em questão de segundos e jogado alguns metros para trás. Sem energias para continuar lutando, caiu inerte aos pés de sua treinadora.


- Ralts está fora de combate! – Anunciou Liza, entoando um tom sereno em sua voz. – A vitória vai para Tamazarashi e Spheal!

- Pode voltar. – Falou Mary, retornando seu Pokémon para o interior de uma Pokéball. – Descanse o máximo que puder. – Disse, meio que como um incentivo. Guardou então essa esfera e sacou uma segunda. – Retorne para o palco, Buneary!

Energeticamente, a coelha bípede surgiu em campo, pulando animadamente. Parecia ter recuperado parte de suas energias durante o curto intervalo de tempo que permanecera no interior do item.

- Inicie a batalha com Sky Uppercut! – Pleiteou a coordenadora, com pressa para encerrar o combate antes que qualquer dano fosse infligido à sua Pokémon.

- Francamente, não estou com paciência para prolongar essa batalha... – Falou o adolescente, um tanto impaciente com a duração do combate. – Spheal, nocauteie-a de uma vez com Sheer Cold! – Disse, procurando impedir o ataque super efetivo.

Lançando-se aos saltos até a posição aonde se encontrava seu opositor, Buneary permitiu que um de seus punhos fosse rodeado por um manto azul claro. Aproximando-se de seu rival, tentou atingi-lo com um gancho. Prontamente, Spheal revestiu seu corpo com uma aura de mesma cor. Uma onda de energia explodiu de seu corpo, atingindo com força bruta Buneary e jogando-a para trás bem a tempo, pois, instantes depois, o ambiente ao redor da pequena morsa congelou, criando uma espécie de lótus de gelo. A força do ataque era tamanha que, apenas com o contato, nocauteara a roedora de grandes orelhas.


- Buneary está fora de combate! – Proclamou a governanta, impressionada com tamanho poder. – É a segunda vitória de Tamazarashi e seu Spheal!

Sem pronunciar sequer uma só palavra, Mary sacou uma Pokéball e retornou sua parceira para o interior dela. Com o canto do olho, pude perceber que, pouco mais afastado dos outros participantes, Reize sorria sadicamente, segurando uma Smoochum adormecida sobre seu colo.

- Aproveitem essa demonstração de habilidades. – Sussurrou o ruivo, com tom gélido e frio. – Pois na próxima batalha, testemunharão o verdadeiro potencial dos Shadow Pokémons. – Prometeu, acariciando sua parceira.

[Continua no Próximo Capítulo]

Prévia:
Olá meus queridos fãs! Aqui é o David! Durante o próximo capítulo teremos a conclusão da batalha entre Mary e Tamazarashi e o início da existente entre Reize e Takuto. E posso prometer-lhes que essa será de tirar o fôlego! Vejam isso e muito mais em Breaking the Limits! Shadow Pokémons’s True Power!

Eventos Importantes:
• A batalha entre Tamazarashi e Mary começa.
• Tamazarashi revela ter um Electrike e uma Combee.
• Ralts derrota Combee.
• Spheal derrota Ralts.
• Spheal derrota Buneary.

Nota:
*: Esse efeito não é invenção minha. Tanto é que pode ser usado nos jogos, aumentando não apenas a força do Ice Ball, mas também do Rollout. Só expliquei isto aqui para não acharem que isso foi feito apenas para agilizar a fanfic.
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Hyurem em Dom 5 Ago 2012 - 10:18

Olá, DZ!
Capítulo fantástico! A batalha entre o Tamazarashi e a Mary está muito interessante.

Achei o Ralts muito apelão no teleport. Imagino como a pobre Combee deve ter ficado frustrada.
Não sabia sobre esse efeito do Ice Ball com Defense Curl. O Spheal deu muita sorte conseguindo acertar o Sheer Cold, hein?

Bom, não reparei nenhum erro no texto. Mal posso esperar pra ver quem vai vencer na próxima batalha, se os Shadow Pokémon de Reize ou os Lendários de Takuto.

Continue assim, pois "aguardo o próximo capítulo!"
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Lizzy em Qua 8 Ago 2012 - 0:15

DZ. Desculpe-me pelo tempo que fiquei sem comentar, acabei de ler todos os episódios novamente e eu simplesmente só tenho que lhe elogiar, a cada linha que lia a vontade de continuar a leitura apenas aumentava. Você consegue descrever perfeitamente, o que torna sua fic perfeita. Como em meu comentário anterior eu simplesmente não sei o que lhe dizer, pois não encontrei nenhum erro e as batalhas estão cada vez mais emocionantes. Prometo acompanhar regularmente e continue com seu belo trabalho. E tenho que lhe admitir que sua fic simplesmente tornou-se uma de minha preferidas nesse fórum.
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por roberto13 em Qua 8 Ago 2012 - 22:17

Oi!

Achei engraçado a descrição do Attract que você usou. Lembrou-me de um episódio do Chaves em que ele fica apaixonado pela Paty (que idiotice a minha haha).

Não acho que você precisasse pedir desculpa, mesmo que não existisse no jogo a combinação Defense + Ice Ball, até porque cada um tem a liberdade de escrever da forma que quiser, e isso aplica a modificar um pouco o sistema já criado.

O único erro que vejo você cometendo na fic é o uso do enquanto. Por vezes, quando usa dois sujeitos diferentes, você acaba não separando as orações com a vírgula (eu considero um erro sintático, mas se alguém discordar, que fique a vontade para fazê-lo).

O treinador deixou o local enquanto Tamazarashi e Mary prosseguiam em direção ao campo de combate. Enquanto o primeiro apresentava-se confiante e tranquilo a segunda mostrava um pouco de apreensão e timidez.

No primeiro período há vírgula entre "local" e "enquanto". No segundo, "tranquilo" e "a segunda"


É isso! Os elogios mantêm-se os mesmos do último cap. (ótima descrição e narração)
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por DarkZoroark em Qua 29 Ago 2012 - 20:15

Boa noite
Esse capítulo, na verdade, era para ter saído semana passada. Mas meu computador deu pau e perdi todo o HD, inclusive o capítulo. Demorei essa semana para reescrevê-lo (ia ser menos, mas dois trabalhos de química me drenaram o tempo livre). Mas acho que antes tarde do que nunca. Vamos aos comentários

@Hyurem escreveu:Olá, DZ!
Capítulo fantástico! A batalha entre o Tamazarashi e a Mary está muito interessante.

Achei o Ralts muito apelão no teleport. Imagino como a pobre Combee deve ter ficado frustrada.
Não sabia sobre esse efeito do Ice Ball com Defense Curl. O Spheal deu muita sorte conseguindo acertar o Sheer Cold, hein?

Bom, não reparei nenhum erro no texto. Mal posso esperar pra ver quem vai vencer na próxima batalha, se os Shadow Pokémon de Reize ou os Lendários de Takuto.

Continue assim, pois "aguardo o próximo capítulo!"

Olá Hyu! Batalha de coordenador é sempre interessante, pois não segue o mesmo estratagema das de treinador. São mais defensivas, em minha opinião. Fiz isso com a Combee para descontar a minha raiva de sempre que jogo Pokémon Platinum, treinando ali em Hearthome acontece de um deles usar essa &Q%$%$%#! de técnica. Eu descobri por acidente; achei meio estranho o Defense Curl só aumentar defesa, quando muitos outros movimentos anteriores a ele faziam o mesmo (i.e Withdraw), por isso fui pesquisar. Daí ví isso. Espero que esse capítulo atenda suas espectativas.

Camila - Vamp escreveu:DZ. Desculpe-me pelo tempo que fiquei sem comentar, acabei de ler todos os episódios novamente e eu simplesmente só tenho que lhe elogiar, a cada linha que lia a vontade de continuar a leitura apenas aumentava. Você consegue descrever perfeitamente, o que torna sua fic perfeita. Como em meu comentário anterior eu simplesmente não sei o que lhe dizer, pois não encontrei nenhum erro e as batalhas estão cada vez mais emocionantes. Prometo acompanhar regularmente e continue com seu belo trabalho. E tenho que lhe admitir que sua fic simplesmente tornou-se uma de minha preferidas nesse fórum.

Olá Vamp. Não tem que se desculpar. Todos temos problemas que não nos permitem fazer o que queremos. Obrigado pelos elogios. Se eu não deixasse emocionante as batalhas não criaria uma fanfic, para início de conversa. Olha que eu cobro essa sua promessa, hein? Não vou parar de te encher no MSN (brinks). Espero que goste deste capítulo

@roberto13 escreveu:Oi!

Achei engraçado a descrição do Attract que você usou. Lembrou-me de um episódio do Chaves em que ele fica apaixonado pela Paty (que idiotice a minha haha).

Não acho que você precisasse pedir desculpa, mesmo que não existisse no jogo a combinação Defense + Ice Ball, até porque cada um tem a liberdade de escrever da forma que quiser, e isso aplica a modificar um pouco o sistema já criado.

O único erro que vejo você cometendo na fic é o uso do enquanto. Por vezes, quando usa dois sujeitos diferentes, você acaba não separando as orações com a vírgula (eu considero um erro sintático, mas se alguém discordar, que fique a vontade para fazê-lo).

O treinador deixou o local enquanto Tamazarashi e Mary prosseguiam em direção ao campo de combate. Enquanto o primeiro apresentava-se confiante e tranquilo a segunda mostrava um pouco de apreensão e timidez.

No primeiro período há vírgula entre "local" e "enquanto". No segundo, "tranquilo" e "a segunda"


É isso! Os elogios mantêm-se os mesmos do último cap. (ótima descrição e narração)

Olá roberto13. Só botei ali aquele pedido de desculpas para o povo não começar a pensar errado (e também para servir como curiosidade). Obrigado por apontar estes erro. É difícil deixar isso (boa parte das vezes, é o Word que corrige e estraga tudo). Espero que goste deste capítulo e das surpresas que nele residem

Breaking the Limits! Shadow Pokémons’s True Power!



- Pandeeba, brilhe! – Falou Mary, lançando aquele que seria seu último Pokémon durante o combate.

Insurgindo de um véu de luz, o mamífero onívoro posou alegremente sobre o campo de batalha. Sem demonstrar nenhuma preocupação, Spheal desceu do alto da estrutura que havia construído por uma de suas “pétalas”, pousando bem em frente ao seu adversário. Não contendo mais o usuário em seu centro, a flor de gelo desfez-se por inteira, sem deixar nenhum vestígio de sua existência.


- Comece a batalhar usando Mach Punch! – Orquestrou a menina, sem querer desperdiçar nenhum tempo.

- Interessante, um confronto direto... – Disse o adolescente, esboçando um leve e gentil sorriso. – Acho que vou aceitar esse desafio. Spheal, use Rollout! – Comandou, em revide.

Seguindo a vontade de sua treinadora, Pandeeba envolveu um de seus punhos em um véu de luz azul-esbranquiçada. Com grande velocidade, lançou-se em uma ávida corrida em direção ao seu rival. Este, ao seu tempo, enrolou seu corpo no formato de uma bola e começou a rodar, avançando agilmente contra seu oponente. Ao advir a colisão entre os dois, o Pokémon panda conseguiu efetivamente socar o filhote de foca. Contudo, o oposto também acabara por se tornar realidade. Após ter sido atingido, o mamífero marinho conseguira fazer o mesmo com seu adversário, lançando-o alguns metros para trás.


- Continue rolando e atacando com Rollout! – Exclamou Tamazarashi, querendo aproveitar-se da constante e crescente aceleração.

- Use Protect para se defender, Pandeeba! – Gritou Mary, procurando impedir que ocorresse algum dano adicional.

Erguendo-se com relativa dificuldade, o pequeno urso projetou ao redor de si uma cúpula turquesa de energia com um diâmetro mediano. Pensando poder transpassar a barreira, Spheal lançou-se contra ela, só para ser repelido com uma força equivalente a qual ele aplicara*. Tendo cumprido sua função, o campo de força desfez-se.


- Avance e ataque com Pound! – Declarou a menina, arriscando continuar o combate corpo a corpo.

- Use Water Gun para saltar e depois despenque utilizando Body Slam enquanto gira! – Falou o adolescente, coordenando uma sequência de movimentos.

Prosseguindo em frente, Pandeeba fez com que um de seus punhos brilhasse fortemente. Instantes antes de receber o tapa, o Pokémon foca abriu sua boca e propeliu uma grande quantidade de água contra o solo. Por tabela, isso fez com que ele fosse jogado alguns metros para cima, desviando, assim, de seu rival. Em seguida, deu início à segunda parte do plano. Jogando todo seu peso para a área inferior de seu corpo, começou a despencar com uma velocidade consideravelmente alta, projetando estrias brancas ao redor de si. Procurando atingir um patamar de velocidade superior, passou a girar ao redor de si mesmo, conseguindo, assim, atingir seu objetivo com êxito.

- Força é igual à massa vezes aceleração. – Sussurrei, cruzando os braços sobre o tórax. – Rodopiando desta maneira, sua velocidade irá crescer consideravelmente e, por tabela, a força da técnica*. – Falei, um tanto desinteressado.

- Outra estratégia que só é usada por treinadores de alto calibre... – Observou Ragna, sorrindo sossegadamente. – Para um iniciante, ele tem alguns conhecimentos e conceitos bem desenvolvidos. – Disse, de maneira calma.

- Pandeeba, use Barrier! – Exclamou Mary, temerosa de que, se seu parceiro viesse a ser atingido, pudesse machucar-se gravemente.

Erguendo seus braços para cima, o Pokémon panda projetou ao seu redor um campo de força opaco, com uma coloração ligeiramente avermelhada. Agindo de acordo com sua função, a barreira impedia o avanço vertical de Spheal. Não estando disposto a desistir, o Pokémon Water continuou a girar, tentando produzir pressão forte o suficiente para quebrar a medida protetora. Decorrido meio minuto, muitos da plateia mostravam-se céticos com as chances de que o filhote de morsa penetrasse o escudo. Entretanto, contrariando as expectativas, conseguiu gerar força o suficiente para atravessar o escudo, que se quebrou, emitindo um som similar ao de vido sofrendo o mesmo acontecimento. Sem reação mediante ao fato, o urso bicolor nada fez, terminando por ser atingido e machucar-se gravemente. As más notícias não eram apenas para ele, contudo. Devido à força com que batera sobre o chão encharcado de água, Spheal afundou meio metro contra o solo, prendendo-se em um mar de lama e barro.


- Bem, parece que, no final, ter utilizado o Water Gun em um chão de terra batida para impulsioná-lo para cima não foi uma boa ideia... – Disse Tamazarashi, coçando sua nuca com a mão direita.

- Essa é a nossa chance, Pandeeba! – Declarou Mary, percebendo a boa oportunidade com a qual fora agraciada. – Use Energy Ball! – Comandou, sorrindo de maneira gentil.

- Um ataque super efetivo... Esse eu não posso deixar passar! – Falou Tamazarashi, empregando um tom desafiador. – Vamos mostrar-lhes um show de luzes. Spheal, bloqueie com Aurora Beam! – Comandou, confiantemente.

Levantando-se em um salto, o pequeno ursídeo abriu sua boca e criou, em frente a ela, um globo verde de tamanho mediano, disparando-o logo que atingira o tamanho idealizado. Em revide, o mamífero marinho desvencilhou-se momentaneamente da armadilha em que se prendera e atirou um raio composto por múltiplas cores claras contra seu rival. Uma explosão ocorreu assim que os ataques entraram em contato, levantando uma espessa nuvem negra de fumaça no centro da arena.


- Aproveite que eles não podem vê-lo e use Sky Uppercut! – Sussurrou a coordenadora, sem querer que seu adversário ouvisse as instruções.

Revestindo um de seus punhos em um véu azul claro, o mamífero terrestre lançou-se para dentro do nevoeiro com uma expressão determinada em sua face. Sem saber sobre o plano, tanto Spheal quanto Tamazarashi levaram um susto ao verem o Pokémon panda aparecer por entre a nuvem e atingir um gancho de direita na jovem morsa, lançando-o com tudo para os céus.


- Agora use Nature Power! – Exclamou a menina, feliz com a possibilidade de vencer a partida.

- Defenda-se com Brine! – Orquestrou o adolescente, determinado a evitar que seu parceiro recebesse uma maior quantidade de dano.

Brevemente, o corpo de Pandeeba brilhou em uma tonalidade oliva. Três esferas, uma dourada, outra azul e uma terceira vermelha, surgiram em frente ao seu corpo, posicionando-se na forma de um triângulo. Entre elas, uma luz verde preencheu o interior da forma geométrica. Com um forte grunhido, atirou-o contra o adversário. Em uma medida desesperada para impedir o ataque de seu adversário, Spheal lançou uma poderosa rajada de água proveniente de sua boca contra o rival. Após certa oposição, o Tri-Attack conseguiu superar o movimento adversário e atingir o Pokémon foca, causando-lhe severos danos. Quando este caiu no chão, revelou que se encontrava nocauteado.


- Spheal está fora de combate! – Anunciou Liza, julgando como encerrada a aparição deste durante a batalha. – A vitória vai para Pandeeba e Mary! – Disse, enquanto uma salva de palmas explodia por todo o estádio.

- Você foi ótimo, meu pequeno amigo. – Elogiou Tamazarashi, sacando uma Pokéball. – Pode retornar e descansar bastante. – Falou, trazendo-o de volta para o interior da esfera. Guardou esta e sacou uma segunda, jogando-a para frente assim que o fez. – Electrike, mostre-nos o seu esplendor reluzente.

Substituindo seu companheiro caído, o cão relâmpago apresentou-se em campo. Se havia alguma emoção que demonstrava, era uma forte e incandescente ira. A sensação de ter sido ludibriado pelo Attract de Buneary enfurecia-o, e demonstrava isso a partir dos seus movimentos. Cada vez que se movia, estáticas relampejavam ao redor de suas pernas e patas e soltava pequenos rosnados sempre que isto acontecia. Indiferente em relação a isto, Pandeeba sorria tranquilamente para ele, procurando amenizar sua cólera.

- Acho que vamos ter que começar devagar... – Disse o adolescente, intimidado com a postura drasticamente ofensiva de seu Pokémon. – O que acha de tentarmos a Electro Ball? – Perguntou, quase que como um comando.

- Salte para o lado em evasiva e depois use Tickle! – Coordenou a menina, um tanto indecisa.

Curvando sua cabeça como se fosse fazer uma reverência, Electrike teve seu corpo envolto por um manto de relâmpagos azuis. Concentrando-se, concentrou-os no centro de sua testa e passou a criar uma esfera de tonalidade safira em frente a ela. Enquanto crescia, faíscas cianóticas saltavam de seu interior, como se fossem serpentes prontas a dar o bote. Com um rosnado ameaçador, atirou o orbe contra seu adversário. Respondendo com grande velocidade, Pandeeba jogou-se para o lado em um mergulho, executando uma cambalhota e ao mesmo tempo desviando da técnica de seu adversário. Se isso houvesse acontecido durante um Contest, certamente teria retirado um bom punhado de pontos do adolescente. Sem encontrar seu alvo, a esfera explodiu em pleno ar liberando uma densa nuvem carregada com estática no centro do estádio. Ao erguer-se, tomou uma postura mais ofensiva e avançou em direção ao seu adversário como os braços erguidos para frente. Ao fazer contato com este, começou a fazer cócegas nele, diminuindo tanto sua defesa quanto seu ataque. Contudo, enquanto essa brincadeira continuava, algo acontecia com o corpo de ambos os Pokémons. Faíscas desprendiam-se do alvo e incorporavam-se ao usuário envolvendo-o sem causar nenhum dano. Em poucos instantes, a velocidade do Pokémon panda começou a diminuir, até que seus movimentos cessaram por completo. O que acontecera era obvio; o urso bicolor estava paralisado.


- O que houve? – Indagou Mary, sem entender o que ocorrera ao seu parceiro e porque seus movimentos estavam letárgicos.

- A habilidade do Electrike, Static, foi ativada. – Julgou Tamazarashi, com uma expressão satisfeita. – Quando ocorre contato físico entre o usuário desta habilidade e outro ser durante o combate, existe a possibilidade de que este acabe ficando paralisado. – Explicou, em tom tutelar. – Voltando ao combate... Use Charge e depois Wild Charge! – Exclamou, mudando totalmente sua expressão corporal.

- Afaste-o com Ember! – Disse a primeira, de modo a prevenir quaisquer dano que seu parceiro poderia vir por sentir.

Emitindo um som que se assemelhava tanto a um grunhido quanto a um latido, o cão relâmpago passou a projetar faíscas ao redor de seu corpo, aumentando a eficiência de seus ataques elétricos. Em seguida, deu sequência ao plano de seu treinador. Uma camada de relâmpagos cianóticos envolveu-no enquanto corria em direção ao seu adversário, deixando para trás uma trilha de mesma coloração. Em uma tentativa de impedir seu avanço, Pandeeba abriu sua boca e arremeteu múltiplas fagulhas vermelho-alaranjadas contra ele. Sem intimidar-se, o Pokémon canídeo avançou por entre as brasas, sem que estas realmente tocassem seu corpo. Sempre que atingiam a camada de eletricidade, desfaziam-se como se não fossem nada demais. Sem ter considerado esta hipótese, o pequeno urso nada fez para defender-se e acabou por ser atingido. Com o contato entre os dois, uma explosão ocorreu empurrando a vítima metros para trás. O outro também sentira os efeitos desta, recebendo uma quantidade de dano pequena. Entretanto, isto não mais fazia diferença, pois o outro se encontrava nocauteado.


- Pandeeba está fora de combate! – Anunciou Liza, pondo fim à disputa. – A vitória vai para Electrike e Tamazarashi e está qualificado para defrontar Jack nas semifinais do torneio! – Proclamou, com relativa serenidade.

- Você foi esplêndido. – Articulou a menina, olhando para seu combalido companheiro. – Merece um ótimo e longo repouso! – Falou, retornando-o para o interior da Pokéball.

- Essa foi uma admirável disputa, senhorita. – Enalteceu o adolescente, andando em direção a ela ao mesmo tempo em que restituía o Pokémon relâmpago para o interior de sua esfera. – Esperarei ansioso pela próxima vez em que defrontaremos um ao outro. – Falou, estendendo sua mão.

Sorrindo, Mary respondeu ao gesto imitando-o. Mediante a demonstração de amizade e entendimento entre os dois, os espectadores fizeram chover uma salva de palmas pelo estádio. De bom grado participaria da animação, se não soubesse as dimensões da sombria tempestade que viria por se seguir. Com o canto do olho, foquei-me nos dois que iriam batalhar logo em seguida. Takuto estava calmo e austero, ponderando suas estratégias e a maneira com a qual conduziria a batalha. Já Reize mostrava-se descontraído e desligado, aparentando não estar interessado na oportunidade de ter uma disputa contra o atual campeão da Liga de Sinnoh. Posteriormente a saída da dupla de coordenadores da arena, os treinadores tomaram suas posições. Sem mais ter que batalhar, a menina juntou-se a nós, querendo ver a batalha por um ângulo melhor.

- Darkrai, revele-nos sua soberania e destrua tudo! – Bradou o jovem de cabelos negros, atirando uma Pokéball para frente no mesmo momento em que Liza terminara seu habitual discurso.

- Utilizando seu melhor Pokémon logo de cara... Tão previsível... – Mencionou o ruivo, com um ar decepcionado. – Presumo que deva deixar esse assunto por sua conta... – Disse, arremessando uma esfera para frente.

Opondo-se ao ser de sombras, um pequeno ser que se assemelhava assustadoramente a uma cigarra surgiu em campo. Seu corpo era primariamente amarelo, com alguns retoques negros e acinzentados. Seus olhos eram vermelhos e brilhantes, tendo entre eles uma “faixa” negra com um semicírculo negro em seu topo. Uma crista pontiaguda erguia-se sobre cada um de seus olhos. A porção inferior de sua face era cinza e segmentada, assemelhando-se de alguma maneira a um véu. Sua carapaça era, em sua grande parte, sombria como a mais escura das noites. Braços de louva-deus prateados prolongavam-se de seu tórax, cada um culminando em uma solitária e afiada garra dourada. Suas asas eram longas, brancas e de cume avermelhado. Curiosa com tal ser, Mary sacou sua Pokédex e direcionou-a para ele.


- Ninjask, o Pokémon ninja. É a forma evoluída do Nincada. Move-se tão rápido que, por vezes, é quase como se fosse invisível. Diz-se que pode desviar de qualquer ataque. Se não for treinado propriamente, irá se recusar a escutar os comandos de seu treinador e passará a produzir altos sons constantemente. Levando-se isso em conta, é considerado por muitos especialistas como sendo uma espécie que põe a prova as habilidades dos treinadores. Discursou o objeto, desligando-se logo após terminar.

- Apostando na velocidade superior e na vantagem de tipos... – Julgou Ragna, com um sorriso analítico. – Se der certo, poderá significar problemas para Darkrai. – Alertou, seguindo o raciocínio lógico.

- Não creio que ele venha a usar uma estratégia desse nível. – Assegurei, encarando seriamente o treinador do inseto. Antecipando alguma pergunta relativa à afirmação que havia feito, passei a explicar-me. – Ninjask não é um indivíduo que seja normalmente escolhido para compor uma equipe. Entretanto, dois traços o tornam ótimo, se usado devidamente; sua habilidade, Speed Boost, que o torna mais rápido toda vez que ataca e os movimentos Baton Pass e Swords Dance. – Expliquei, em tom de resposta. – “Adicione a isto movimentos do tipo Shadow, e você terá um verdadeiro desastre em mãos”. – Refleti, omitindo esta ultima parte dos outros.

Sobre o campo de batalha, os dois Pokémons analisavam-se minuciosamente, procurando por qualquer brecha que pudessem explorar durante o conflito. A atmosfera estava densa. Talvez um prelúdio para o que se seguiria. Constatando o mesmo, Liza sinalizou aos dois adolescentes para que a batalha começasse.

- Darkrai, Ice Beam! – Sussurrou Takuto, no exato momento em que a governanta dera o sinal para o início do confronto.

- Evasiva e depois Shadow Half! – Falou Reize, acariciando delicadamente a cabeça de Smoochum.

Seguindo as instruções de seu treinador, o humanoide sombrio uniu suas mãos em frente ao tórax e modelou entre elas uma esfera cianótica de energia entre elas. Posteriormente, projetou dúzias de raios frígidos em direção ao seu adversário, Sem intimidar-se, o inseto dourado passou a desviar com incrível velocidade, conseguindo esquivar de todos com relativa facilidade. Uma aura sombria tomou conta de seu corpo, expandindo-se gradativamente até ficar com o dobro do tamanho do corpo de seu usuário. Um volumoso número de lanças sombrias surgiu sobre os dois, passando a chover sobre eles. O Pokémon buraco negro tentou oferecer certa resistência e conseguira desviar com êxito de algumas, mas finalmente fora subjulgado. Já sabendo que seria atingido, Ninjask ficou imóvel, deixando que as estacas despencassem sobre si. Toda vez que uma delas atingia um dos dois uma pequena explosão ocorria, resultando na ocorrência de uma pequena descarga eletromagnética. Entretanto, quando cessou, nenhum dos dois parecia ter sofrido algum dano.


- Por que eu tenho a nítida impressão de que esse show de luzes não é o único efeito desse ataque? – Indagou Takuto, em um misto de retórica e sarcasmo.

- Shadow Half é um movimento que pode ser considerado como sendo... digamos... Curioso. – Disse Reize, com um sorriso frio e inexpressivo. – Poderoso, mas também implica em várias decisões importantes. – Destacou, de maneira régia. – Quando utilizado, corta pela metade a vitalidade de todos os que se encontram batalhando. Bem útil, principalmente quando se encara adversários poderosos. – Explicou. Apesar do tipo de informação que revelara, encontrava-se calmo, quase como se isso fosse a coisa mais redundante possível.

Um silêncio avassalador e sufocante tomara conta do estádio levando-se este fato em consideração. Murmúrios passaram a ocorrer pelo local. Parte comentava sobre as implicações legais de se possuir um movimento de tamanho poder, enquanto outra debatia sobre quem iria vencer o conflito, agora que sabiam sobre essas novas habilidades. Dava para notar que Mary também estava inquieta, receosa de que a batalha terminasse de maneira desastrosa.


- Como pode existir algo que possua tamanho potencial destrutivo? – Perguntou May, obviamente atemorizada. – Quer dizer, ele se parece com qualquer outro Ninjask que eu já tenha visto. – Disse, confusa.

- “Então o que Rui e Wes relataram é verdade”. – Ponderei, vendo a reação de todos a minha volta. – “Ninguém mais consegue ver a aura que o rodeia por aqui, apenas eu e Reize”. – Discorri, incomodado com tal descoberta.

Isso, de alguma maneira, fez com que a gloriosa arena parecesse se enclausurar sobre mim. Uma forte lufada de vento álgido parecera envolver-me. Darkrai tentava mais uma vez investir contra seu adversário, desta vez empregando uso de uma esfera mediana e sombria, com relâmpagos violetas a rodeá-la. Com maestria e desenvoltura, o inseto dourado afastara-se com simplicidade e, em seguida, aumentara seu poder ao roçar suas pinças uma contra a outra, emitindo um brilho dourado ao fazê-lo.


- Afinal de contas, o que é um Shadow Pokémon? – Indagou Ragna, com um sorriso curioso brotando por entre os lábios.

- Acho que eu posso jogar uma luz nesse mistério. – Falei, voluntariando-me a responder sua dúvida. Entretanto, antecipadamente decidi omitir algumas partes que pudessem depois comprometer meu objetivo. – Para começo de conversa, é preciso saber que eles não são muito conhecidos. Isso se deve ao fato de só haverem relatos de aparição deles em Orre e nos continentes e arquipélagos próximos. – Disse, dando-lhes algum tempo para digerir a informação. – Em continentes nos quais existem uma grande variedade de treinadores vindo e indo, como Kanto, Sinnoh, Hoenn e Unova, é praticamente impossível de encontrá-los. São criados a partir de métodos obscuros, pelos quais as emoções do Pokémon são removidas, tornando-os máquinas de lutar sem alma ou vontade própria. Não irão questionar nenhuma ordem, comando ou demanda de seus parceiros, fazendo o que lhes for mandado com total obediência. – Pude ver que Mary e May ostentavam expressões de puro terror. Até Ragna parecia ter perdido um pouco de seu sorriso. Sem deixar-me levar muito por isso, continuei a falar. – Enquanto Pokémons são geralmente criaturas amistosas e de confiança, um Shadow Pokémon não irá hesitar em atacar com toda sua força. Não fazem distinção de quem seja seu adversário, seja humano ou um de sua própria espécie. É possível trazê-los de volta ao normal, mas, para isso, é preciso desvinculá-lo do treinador que o fez ficar neste estado. – Conclui, acariciando a cabeça de Chimchar de maneira tenra.

- Como sabes tanto sobre eles? – Perguntou May, receosa de que a resposta que viesse por receber seria desagradável.

- Ora, pensei que isto fosse obvio. – Sorri para ela de maneira gentil, enquanto o macaco de fogo soltava pequenos grunhidos de satisfação. – Pense um pouco; se eu falei que eles só são conhecidos em continentes menos populosos, isso quer dizer que... – Falei, arqueando levemente as sobrancelhas.

- Deixe-me adivinhar. – Pediu Ragna, cruzando os braços enquanto esboçava um sorriso que era misto entre uma face de conhecimento e ironia. – Viestes de um desses lugares, não?

Respondi apenas com um arquejo dos ombros enquanto voltava a assistir à batalha. Invertendo os papéis, desta vez era Ninjask que atacava. Com os braços brilhando em rubro, atacava viciosamente Darkrai empregando uso destes, tentando dilacerá-lo com suas pinças. Este desviava com certa dificuldade, tendo em conta a velocidade superior de seu adversário. Enquanto o fazia, uma de suas mãos passava a ser rodeada por um brilho púrpura. Quando por fim teve uma oportunidade para contra-atacar, não titubeou e acertou o rosto de seu adversário com os dedos, distanciando-o.

- Darkrai, Night Shade! – Comandou Takuto, estalando os dedos em um estopim surdo.

- Que seja... – Suspirou Reize, visivelmente entediado. – Ele já fez o que precisava... – Revelou, revirando os olhos. Mediante a isso, boa parte da plateia começou a xingá-lo, protestando veementemente da maneira com a qual ele falava. – Mas antes disso, permita-me dar-lhe um presente de adeus. Ninjask, use Shadow Sky!

Em poucos instantes, o caçador de sonhos projetou por seus olhos dois raios negros que fizeram trajetória até o adversário. Exalando uma aura sombria, a cigarra dourada fez com que os céus sobre si tivessem uma drástica e bizarra mudança. O sol foi encoberto por uma lua negra, quase que como em um eclipse. Pesadas nuvens arroxeadas recobriram a abóboda celeste de ponta a outra. O dia transformara-se em noite, a mais sombria que alguém poderia imaginar em seu pior pesadelo. Ao ser atingido pelo ataque de seu oponente, o inseto voador caiu contra o solo, nocauteado.


- Ninjask está fora de combate! – Disse Liza, com pele pálida contrastando em relação ao ambiente escuro. – A vitória vai para Darkrai!

- Bom trabalho. – Sussurrou o ruivo retornando seu parceiro para a Pokéball. Por instinto, Smoochum saltou de seu colo e pousou elegantemente no campo de batalha com uma pirueta. – Deixo o resto por sua conta.

Vaias explodiram pelo estádio contra ele ao verem o parceiro que escolhera para combater. Chamavam-no de “idiota”, “estúpido” e “imbecil”, entre outros. Se se importava com isso, não deixou à vista nem por um mísero segundo. Magoada com o que falavam ao seu treinador, a pequena dama lentamente desprendia de seu corpo a mesma aura que momentos antes envolvera seu companheiro caído. O Pokémon meia-noite parecia tranquilo, até que aconteceu. Um raio roxo despencou sobre ele rapidamente. Gritos de dor e angústia ecoaram pelo estádio, provando que aquilo era mais forte do que aparentava.

- Darkrai! – Exclamou o campeão, perdendo a compostura. Virou-se para Reize, com os olhos imersos em um misto de raiva e preocupação. – O que diabos foi isso?

- O começo do fim. Aquele último movimento que usei selou seu destino. – Respondeu, rindo secamente. Com dois dedos, retirou uma mecha de cabelos que estava posicionada sobre um de seus olhos. – Bem vindo à arena dos Shadow Pokémon. – Saudou, estendendo os braços para os lados como se fosse ser crucificado.

[Continua no Próximo Capítulo]

Prévia:
Oi, aqui quem fala é a May! A situação piorou de vez para Takuto. Sobre o efeito climático que criou, Reize passou a lançar um vicioso ataque sobre ele, nocauteando rapidamente Darkrai. Sendo pressionado por todos os lados, o campeão trás a tona um novo Pokémon, com o qual espera reverter à situação. Não percam isso em Brave’s Roar! Shadow's Challenge!

Eventos Importantes:
• Pandeeba derrota Spheal.
• Electrike derrota Pandeeba.
• Tamazarashi avança para as semifinais, aonde confrontará Jack.
• A terceira batalha começa.
• Reize revela ter um Ninjask.
• Ninjask é derrotado por Darkrai.
• Um relâmpago atinge o Pokémon lendário no exato momento em que Smoochum aparece sobre o campo.

Notas:
*: Levando-se em consideração que aceleração é igual a velocidade/tempo.
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Tsurugi em Qua 29 Ago 2012 - 20:23

Gostei muito do capítulo. Acho que sua escrita melhorou bastante, não notei erros.
Foi bem explicativo e interessante, espero ter outros iguais ou melhores. A história está progredindo bastante, continue assim! Sua fic tem tudo para ser a melhor do fórum, que na minha opinião já é.

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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por Hyurem em Qui 30 Ago 2012 - 15:07

LooooooooooooooooooL LOL

Nem sei o que comentar... Agora o Reize me deu medo de verdade! Um movimento que diminui a vitalidade dos Pokémon em campo?!?!

O capítulo foi ótimo, muito envolvente. O final da batalha do Tamazarashi e da Mary foi muito bom e você continua sendo um excelente escritor. Já pensou em ser profissional?

Estou muito curioso para saber qual o terceiro Pokémon do Takuto!

Bem, é isso!
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

Mensagem por roberto13 em Qui 30 Ago 2012 - 16:14

Oi!

Dessa vez nem tenho o que apontar de erro (só teve uma vírgula ali que era para ser ponto, mas foi só erro de digitação mesmo). Gostei mais da segunda parte do que da primeira haha. Esse maluco dos Shadow Pokémon é o diabo ein...

Só uma coisa que me pareceu controverso é que se os Shadow Pokémon não tem emoção, por que a Smoochum ficou magoada com os insultos?

O cap ficou ótimo, espero pelo prox.

É isso!
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Re: Pokémon - Aventuras e Desventuras em Zixus

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