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White Light/White Heat - The Velvet Underground Review

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White Light/White Heat - The Velvet Underground Review

Mensagem por Caio. em Qui 27 Jan 2011 - 14:44



~White Light/White Heat~

Disco: White Light/White Heat
Banda: The Velvet Underground
Produtor: Tom Wilson
Lançamento: 1968
Nacionalidade: Americana
Selo: Verve

◄ Lista de Músicas ►
♦ White Light/White Heat - 2:44 ◄
♦ The Gift - 8:16
♦ Lady Godiva's Operation - 4:53
♦ Here She Comes Now - 2:02
♦ I Heard Her Call My Name - 4:35 ◄
♦ Sistery Ray - 17:27 ◄

White Light/White Heat é o segundo álbum da banda americana The Velvet Underground. É também o ultimo disco com o baixista e também cantor John Cale, que saiu após uma pressão dos outros membros.

É basicamente o mais pesado e o menor álbum do Velvet, contendo apenas seis faixas ao todo. Esse disco também é o primeiro sem a Nico nos vocais (apesar de que, não vejo necessidade da voz dela nesse álbum, apenas na música ”Lady Godiva’s Operation”) e sem Andy Warhol como produtor. Apesar de tudo, o disco é até bem produzido e é menos psicodélico e mais “pé-no-chão” do que o primeiro disco da banda.

O disco, apesar de bom, foi duramente criticado. Conseguiu entrar apenas uma vez na 199ª posição do Top 200 da Billboard, diferente do primeiro disco que apesar de também duramente criticado, conseguiu ficar entre a 199ª e a 171ª posição, e conseguiu várias vezes entrar na lista.

Com toda certeza, esse é o disco mais experimental e como já dito, o mais pesado. Sem querer enrolar mais, vamos logo ao review das músicas em si. O disco é o menor do Velvet, com apenas seis faixas. Vale lembrar que uma tem oito minutos e uma outra com dezessete minutos e vinte segundos.

A faixa-título do disco (”White Light/White Heat”) é a mesma que o abre. Sua batida é muito parecida com a da música do primeiro álbum, ”I’m Waiting For My Man”. A diferença é que essa tem dois minutos e pouco. A letra fala sobre o uso de anfetaminas. Digamos que ela tem bastantes berros, é uma música típica dos anos 60, beirando entre o Surf Rock e o “rock” normal da época.

A segunda faixa, e também a segunda maior do disco (com oito minutos e dezesseis segundos), ”The Gift”, é uma pequena estória narrada por John Cale. Enquanto a estória é descrita por Cale e pode ser ouvida pelo fone da esquerda, enquanto uma música alternativa pode ser ouvida pelo fone direito. É ótima de se ouvir caso queira relaxar ou trabalhar com alguma turma a literatura inglesa, mas não é bem uma música, por isso, considero-a desnecessário. O espaço que a mesma gastou no disco podia ser substituído por até quatro músicas de dois minutos ou duas de quatro minutos e afins.

”Lady Godiva’s Operation” é a terceira faixa do disco. Sua batida é lenta e psicodélica. Pessoalmente, eu acho que essa música ficaria melhor na voz feminina e estranha de Nico, mas já que a mesma foi expulsa. A voz de John Cale veio a calhar, pois é “morta” e fria, combina com a música. A primeira parte contem uma batida repetida, apresentando a travesti Lady Godiva. A segunda parte, dessa vez com a voz de Lou Reed, conta uma história da cirurgia da travesti. Não, não estamos falando de uma cirurgia de mudança de sexo, mas sim de uma lobotomia, muito popular naquela época. A segunda parte já tem outros sons, como o de aparelhos de hospital, deixando a música psicodélica. A batida da guitarra é distorcida, como a maioria de suas músicas, lenta, bizarra e estranha. Tudo para combinar com o estilo da música. A bateria continua de Moe Tucker também ajudou a dar um clima “negro” e “morto” na música. No inicio da segunda parte, a voz do Cale é tão baixa que quase impossível de ouvir, enquanto a de Lou Reed é alta demais. O produtor devia ter se ligado melhor nisso. Essa música é uma das provas do por que poucas pessoas gostavam de Velvet no passado e tinham coragem de comprar seus discos. É uma música agonizante e sufocante.

A faixa seguinte, ”Here She Comes Now” é puramente um contraste com a faixa anterior. Enquanto uma é morta, desanimada e psicodélica, essa já é bonita, firme e com uma melodia mais suave e leve. Outra música que ficaria melhor na voz da Nico, tanto que a sua versão de demonstração lançada numa Box especial do Velvet veio na voz da mesma. É uma faixa pequena, apesar de tudo, com apenas seus dois minutos, certeiros. Os outros poucos segundos são apenas espaços em branco. É uma preparação para o que veria a seguir.

Então, no Lado B do disco, com apenas duas músicas, vem à surpresa. Para quem achava o disco muito “monótono” - com exceção da faixa-título do álbum -, a música ”I Heard Her Call My Name” veio para animar e muito o disco. Moe Tucker repete a batida da faixa-título do álbum, mas consegue ser ainda mais rápida nas baterias. Cale apóia “Mo” na batida, dando um som frenético e eletrizado à mesma. Lou Reed apenas continua seu riff, quase muito baixo, na guitarra, enquanto Morrison dá um show de solos e guitarras distorcidas. É com certeza – talvez somente atrás de ”Helter Skelter”, dos The Beatles - a faixa mais pesada dos anos ’69 abaixo. Por não haver pedais muitos potentes na época – e nem dinheiro para obter os que deixassem a guitarra mais “violenta” -, o Velvet apelou para sua carta: usar distorções várias vezes. Isso deu a música algo brilhante, é como se ela fosse atual. E é tão complexa em alguns trechos quando uma música de Metal. Será que essa foi a parteira do Heavy Metal moderno?

E para acabar com o disco e seu lado, apenas mais uma faixa. ”Siste Ray” é o grande absurdo – no bom sentido – do disco. Com seus dezessete minutos e vinte e sete segundos, é uma música de letra doida, mas ritmo muito variado. Às vezes a voz fica mais alta, às vezes mais baixa. Tem um riff basicamente oriental, com leves pintadas elétricas e modernas. Assim como na faixa ”The Gift” a música era originalmente apenas um Jam de teste. Lou Reed decidiu pegar aquilo e transformar em música. E conseguiu. Tem um ritmo legal, não é muito enjoativo, pois ela varia um pouco, apesar do ritmo da guitarra de Reed sempre repetida – que algumas vezes nem dá para perceber muito bem. A real música começa quando as vozes terminam e os instrumentos são colocados em ação. E assim termina o lado B.

---Capas Alternativas---



FIM


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Re: White Light/White Heat - The Velvet Underground Review

Mensagem por Lolzer em Sex 28 Jan 2011 - 8:33

Muito o bom o review. Saberia explicar porque o nome do disco?

Nunca ouví Velvet, mas a gente já conversou um pouco sobre eles no MSN, aí já dá pra ter uma ideia de como é.

Tá meio que na cara que a banda não existe mais (68 lol, bem difícil), as vezes dá até tristeza coisas asssim, cada vez mais músicos antigos parando. Quando penso em quem continua mesmo estando no ramo há muito tempo, só consigo pensar no Ozzy (vide Scream lançado em 2010 e shows nesse ano). :/
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Re: White Light/White Heat - The Velvet Underground Review

Mensagem por Swellow_Blastoise em Sex 28 Jan 2011 - 16:16

@Lolzer escreveu:Muito o bom o review. Saberia explicar porque o nome do disco?

Nunca ouví Velvet, mas a gente já conversou um pouco sobre eles no MSN, aí já dá pra ter uma ideia de como é.

Tá meio que na cara que a banda não existe mais (68 lol, bem difícil), as vezes dá até tristeza coisas asssim, cada vez mais músicos antigos parando. Quando penso em quem continua mesmo estando no ramo há muito tempo, só consigo pensar no Ozzy (vide Scream lançado em 2010 e shows nesse ano). :/

Que eu saiba a unica banda desse tempo que está firme e forte até agora, com a mesma formação é o ZZ Top.

Muito bom o review do álbum. Também nunca escutei nada do Velvet Underground, mas talvez escute algum dia desses. Seguindo seu exemplo, vou fazer review dos álbuns Iron Maiden e Powerslave, do Iron Maiden.
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Re: White Light/White Heat - The Velvet Underground Review

Mensagem por Caio. em Dom 30 Jan 2011 - 19:52

Obrigado pelos comentários =D

Lolzer, a faixa-titulo fala sobre o tormento que é usar anfetaminas, por isso, o White Light (Luz Branca) deve ser algum delírio do Reed quando escreveu a música, e o White Heat (Calor Branco) deve referir à sensação "quente" de usar a droga. O white deve ser só para combinar -q

Swello, o Iron Maiden até que é bem velinho também. Mesmo tendo lançado seu primeiro disco em 80, eles já foram formados lá pros anos de 70. E capricha no review, mas toma cuidado. Iron Maiden é o album mais "quente" e "sexy" deles, vamos assim dizer. As músicas são bem provocantes e rápidas. Powerslave já é o mais pesado. Faça com cuidado e calma, hein? Razz

Thx again pelos comments ^^

E ouçam sim Velvet, é bom. Todos da banda ainda estão vivos (só o Morrison que não, ele morreu em 95, após a banda fazer uma turnê comemorativa, eu acho. Nico morreu também, mas ela nunca foi muito "da banda") e já até fizeram uma turnê, mas não tá lá muito ativos não.
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Re: White Light/White Heat - The Velvet Underground Review

Mensagem por Swellow_Blastoise em Seg 31 Jan 2011 - 21:14

Mr. Perry escreveu:Obrigado pelos comentários =D

Lolzer, a faixa-titulo fala sobre o tormento que é usar anfetaminas, por isso, o White Light (Luz Branca) deve ser algum delírio do Reed quando escreveu a música, e o White Heat (Calor Branco) deve referir à sensação "quente" de usar a droga. O white deve ser só para combinar -q

Swello, o Iron Maiden até que é bem velinho também. Mesmo tendo lançado seu primeiro disco em 80, eles já foram formados lá pros anos de 70. E capricha no review, mas toma cuidado. Iron Maiden é o album mais "quente" e "sexy" deles, vamos assim dizer. As músicas são bem provocantes e rápidas. Powerslave já é o mais pesado. Faça com cuidado e calma, hein? Razz

Thx again pelos comments ^^

E ouçam sim Velvet, é bom. Todos da banda ainda estão vivos (só o Morrison que não, ele morreu em 95, após a banda fazer uma turnê comemorativa, eu acho. Nico morreu também, mas ela nunca foi muito "da banda") e já até fizeram uma turnê, mas não tá lá muito ativos não.

Sei que o Iron Maiden é antigo, mas disse o ZZ Top pois está ativa e com a mesma formação desde 1969, o que é bem raro de acontecer. Vou fazer com cuidado os reviews, sem muita pressa. Escolhi esses pois foram os que mais ouvi(e inteiros). Os demais só ouvi inteiro o Fear of The Dark e The Number of The Beast.
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Re: White Light/White Heat - The Velvet Underground Review

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